INICIAR SESIÓNO Homem da Minha Vida
José de Aquino voltou a se acalmar depois de ver que a filha dormia como um anjo, pelo menos era o que parecia. — Vou mandar os imprestáveis dos seus filhos ficarem de olho nela!— José disse isso indo na direção do seu quarto, seguido por Helena que caminhava olhando para trás pensando em Mel. "Como a filha se recolheu debaixo dos lençóis tão rápido?"Mel se sentou na cama sorrindo aliviada. Tinha algo de menina peralta que aflorava toda vez que pensava em enganar o carrasco do seu pai.Ela se levantou e ficou diante do espelho se admirando. Suspirava pensando em Rodolpho, o seu primeiro amor! Prometeu amá-lo para sempre e não deixar que ninguém os separasse. Depois voltou a deitar-se e adormeceu.A menina sonhadora, que vivia com a cabeça nas nuvens, acreditava estar vivendo aquele amor inesquecível, aquele que atravessa a barreira do tempo e parece intacto!Quantas pessoas guardam uma história assim e ficam remoendo, pensando no que deu errado ou no que podia ter feito diferente? Aquele era o seu grande amor, não amaria mais ninguém assim! O verdadeiro amor nunca se acaba, ele adormece.Enquanto isso, Rodolfo dirigia a caminho da sua casa pensando em Mel e sorria se achando um garoto bobo, também estava apaixonado.Ele suspirou quando avistou a sua casa. Bem diferente da de Mel, ela alcançava um quarteirão e havia vários seguranças para protegê-la.O grande portão de ferro se abriu e ele entrou. Percorreu um caminho que seguia por um jardim sem fim, passava por uma grande piscina até chegar à entrada principal.Abriu a porta e se surpreendeu ao ver o pai sentado em uma poltrona. Ele estava de costas e parecia estar lhe esperando. — Pai!!— Rodolpho exclamou depois de dar a volta ficando de frente para Antônio Queiroz. — Quem é a garota?— o pai indagou sem rodeios.Rodolpho esboçou um largo sorriso antes de responder: — Mel, a garota mais linda que já vi!Antônio se levantou e andou pela sala em passos indecisos, depois virou-se para o filho preocupado dizendo: — Cuidado! Já teve uma decepção na sua vida! Não vá se iludir novamente. — Ela é diferente! — Rodolpho falava gesticulando, enquanto andava em volta do pai.Antônio observou o filho curioso e então fez a tradicional pergunta: — Ela é filha de quem? A que família ela pertence?Rodolfo franziu a testa indignado. — Pai, estou falando de sentimentos! — ele argumentou.Antônio insistiu explicando: — E eu estou falando de futuro! Sabe que tem muitas aproveitadoras por aí, tem que se precaver!Rodolpho deu de ombros e alcançou o corrimão da escada, enquanto expressava o seu desagrado com aquela conversa.Ele parou antes de subir os degraus para desabafar a sua indignação: — Eu não vou dizer para o meu coração com que tipo de garota ele tem que se apaixonar.Antônio ficou olhando para o alto da escada com olhar sofrido. Já tinha visto o filho cair num abismo por causa de uma garota. Ele temia vê-lo novamente infeliz. Apesar de ter mais dois filhos, Rodolfo era o seu preferido, estava sempre à frente dos negócios com ele. As viagens, até nos passeios ele se fazia presente e quando descobriu o seu caso com Manoela, foi discreto e não o julgou.Antônio saiu até o Jardim procurando especialmente um dos seguranças que veio ao seu encontro. — Venha!— ele ordenou se dirigindo de volta à casa.Os dois foram para um pequeno cômodo onde funcionava um escritório.Antônio se sentou atrás da sua mesa e começou a falar com voz firme: — Joel, você vai continuar observando o meu filho e essa garota. Com certeza, ele vai atrás dela. Chegou com cara de apaixonado. Descubra tudo, de quem ela é filha, não vou deixar o meu filho cair na rede de nenhuma aventureira!Joel era um rapaz jovem e robusto. Ele olhou para o chão e apenas assentiu com a cabeça. Era um homem simples, veio do campo, mas acabou se tornando o homem de confiança do patrão, porque estava sempre a dar informações sobre os seus filhos, mesmo quando não lhe era solicitado. — Vá! Pode se recolher! Não o perca de vista, porquê se for possivel, eu sumo com essa moça, se for mais uma pobretona, aproveitadora, caçadora de homens ricos! E se ele lhe vê, diga que está de folga, ganhe a confiança dele! Você sabe como fazer isso!Joel saiu do escritório cabisbaixo, pensando na última frase do patrão, ele insinuou que ele tinha lhe bajulado muito para chegar naquele posto de homem de confiança. Ele sabia que possivelmente o patrão lhe daria ordem para fazer um serviço sujo, não seria a primeira vez!Com certeza, ele sabia que essa era a sua especialidade, ganhar a confiança das pessoas e ele já sabia por onde iria começar o seu plano. Conquistaria uma das amigas da garota que estava envolvida com o seu jovem patrão. Ele admirava muito Rodolpho e estava disposto a protegê-lo de qualquer moça aproveitadora, o que não era fácil, pois eram tantas, mas sabia que aquela era diferente, ele viu no olhar do patrão um brilho, um encantamento, mas iria descobrir tudo sobre aquela estranha.Enquanto isso, Rodolpho se recolhia para debaixo dos seus lençóis macios e suspirava pensando em Mel. "Ela mexeu comigo! Ela é uma princesinha!"E os pensamentos foram por esse caminho até que adormeceu.Acordou apressado e correu para o chuveiro. Depois colocou roupa de banho e vestiu por cima uma bermuda branca e camiseta azul marinho.Quando desceu as escadas, já avistou o pai sentado à mesa lhe esperando para o café da manhã e concluiu que os seus irmãos ainda dormiam.A mãe vinha ajudando as criadas a servir a mesa.Arminda olhava para o filho curiosa. — Sente-se à mesa mãe!— Rodolpho disse impaciente. Não gostava de ver a mãe se comportando como se fosse empregada do pai, porque ele via como Manoela era tratada. Parecia uma rainha.Antônio olhou para o filho e baixou a cabeça fazendo um gesto para que a esposa se sentasse com eles. Ele sabia, que por mais que o filho aceitasse seu caso extraconjugal, Arminda era a sua mãe e ele a defenderia sempre.A mulher sentou-se ao lado do marido e de frente para o filho. Arminda era bonita, mas era mais velha e tinha uma expressão de cansaço que Manoela não tinha.Rodolpho se sentia culpado por estar no meio daquela situação. Sabia que a sua mãe sofria com aquilo, mas acreditava que um dia, tudo iria se ajustar de alguma forma, o importante para ele era que o pai estava dentro de casa cumprindo com a sua obrigação, como ele havia prometido no dia em que lhe confessou que tinha outra mulher. — Está apaixonado filho?— ela indagou sem tirar os olhos dele.Rodolpho ergueu as sobrancelhas e sorriu com carinho para a mãe. — Você me conhece! — ele concluiu esticando o corpo para frente com ar brincalhão.Arminda olhou para Antônio sem graça e depois para o filho e disse: — Sei quando um homem está apaixonado filho.Rodolpho trouxe o corpo de volta para o encosto da cadeira e ficou sério. Olhou para o pai e sentiu uma ponta de mágoa. Ele amava muito a mãe e não gostava de vê-la carregar aquele fardo. Sabia que ela nunca se separaria do seu pai para viver como uma mulher largada. Era assim que ela iria se sentir se o fizesse. Preferia viver como uma pobre esposa traída e fingia não saber de nada.Rodolpho comeu em silêncio e saiu deixando os pais se olhando como estranhos numa guerra.Antônio acompanhou o filho com o olhar e só então virou-se para chamar a atenção da esposa: — Por que faz questão de me alfinetar? Gosta de deixar-me constrangido diante do meu filho?Arminda baixou a cabeça e voltou a comer tranquilamente. Nunca se indispunha com o marido por causa da outra mulher, mas sempre que podia, deixava expressar ao filho mais velho e querido, a sua insatisfação com aquela situação de bigamia de Antônio.Rodolpho passou pelo jardim e foi buscar o seu carro esportivo. Estava brilhando como novo. — Eu lavei para o senhor seu Rodolpho! — Joel disse sorridente.Rodolpho se dirigiu para o carro ouvindo o segurança falar: — Estou de folga hoje e vou passar o dia na praia, quem sabe eu arranjo uma namorada!Rodolpho sorriu meneando a cabeça. Ele achava Joel tão bronco, apesar de estar com eles há tanto tempo. Bem aparentado, não teria dificuldade em conseguir uma conquista. Depois que dirigiu uns metros na direção da saída, resolveu voltar de ré, porque viu pelo retrovisor que o rapaz estava trajado com roupas de banho e olhava ansioso para ele.Parou o carro e fez sinal para que o rapaz entrasse. — Vem Joel! Vou te dar uma carona, só não te prometo trazer de volta porque não sei como as coisas vão acontecer, estou indo encontrar uma garota!O rapaz correu para dentro do carro. Seu plano estava dando certo, ele iria descobrir tudo sobre a moça em questão.Joel havia estado na noite anterior de forma invisível, mas percebeu que uma das amigas de Mel era interessante. Ele gostou da mais ingênua e despojada, Nice!O Homem da Minha Vida Rodolpho parou o carro na frente da casa de Mel e entrou correndo, chamando pelo seu nome.Helena virou-se assustada. — O que está acontecendo?— ela quis saber. Enrico sorriu e já pretendia explicar, mas não deu tempo, pois Rodolpho chegou na cozinha esbaforido. — Mel, é verdade que você está esperando um filho meu?— Ele falava ofegante. Mel ficou surpresa e teve o instinto de segurar o ventre. — Então é verdade!— Rodolpho concluiu emocionado. Enrico e Helena deixaram suas xícaras de chá para trás e saíram sutilmente para deixá-los à sós. Rodolpho se agachou para abraçar o ventre de Mel e disse sorrindo. — Meu filho me contou!Mel se emocionou com o resultado do DNA.Rodolpho beijou muito a barriga de Mel e chorou junto com ela.Acalmando a emoção, ele aproveitou que estava agachado e se ajoelhou para pedir sua amada em casamento. Mel sorria e chorava, era um misto de emoções. Sempre sonhou em casar com aquele homem. Sofreu duros golpes na vida por isso
O Homem da Minha Vida Depois que todos saíram, Mel e Augusto ficaram na mesa conversando. — O que acha da ideia de Augustinho?— Augusto quis saber.Mel suspirou angustiada e respondeu: — Meu querido, aconteceram tantas coisas, tão rápido que ainda estou confusa, mas vou viajar para a Praia Azul com Diego. Tenho que organizar a vida da minha mãe! — Ela vai casar?— Augusto quis saber.Mel sorriu e segurou o ventre.Augusto a ajudou a se levantar.Mel foi se deitar, estava indisposta. Alguns dias depois, chegou o dia da viagem a Praia Azul, Augusto puxou a esposa para um canto e disse ao seu ouvido: — Querida, o que você decidir para nós dois, está bom para mim!Mel sorriu com carinho e se afastou.Os filhos vieram se despedir e foi muita emoção. Bernardo olhou para as malas da madrasta e deduziu: — Pelo visto, não pretende mais voltar! Mel olhou para as malas de Diego, que também não eram poucas e disse sorrindo: — Ele é tão exagerado quanto eu!E foi assim que Mel e D
O Homem da Minha Vida Bem mais tarde, quando Augusto chegou, todos já haviam se recolhido e ele se surpreendeu ao perceber que Mel o esperava acordada. — Você está melhor?— ele quis saber.Mel assentiu com a cabeça e estendeu a mão para o marido. Ele obedeceu e sentou-se ao seu lado na cama. Mel pôs-se a falar: — Não se sinta culpado por estar feliz com Dina! Ela está lhe fazendo bem. Está mais bonito e jovem. Augusto sorriu sem jeito. — Quando vai pegar o resultado do DNA?— ele quis saber.Mel deu de ombros e respondeu: — Diego é meu filho e isso me basta!Augusto baixou a cabeça e confessou: — Eu sempre tive medo de saber que ele não era meu filho! Esse resultado não tem importância nenhuma para mim! Sempre vou amá-lo.Mel estava deitada, sentindo-se fraca e fechou os olhos ouvindo o marido dizer: — Mas o negócio dele é você! Ele não te larga por nada!Mel suspirou feliz e adormeceu. Acordou com Augusto agitado lhe falando: — Mel, acorda! Nem fui trabalhar para te
O Homem da Minha Vida O dia amanheceu e todos estavam prontos para viajar.Enrico estava esperando para levar Helena para a sua fazenda. Uma van particular parou na porta e levou todos para o aeroporto. Voo direto, pouco mais de três horas e chegaram em São Paulo. Dina abriu a porta sorrindo ao ver logo Daniel na frente, seguido pelo pai e a mãe, mas o seu sorriso se desfez assim que viu Mel chegando de mãos dadas a Augusto. — Oi Dina! Eu voltei para assumir o meu lugar!— Mel disse provocativa.Dina engoliu em seco e ficou segurando a porta, enquanto todos entravam na casa.Ela fechou a porta atrás de si e deu uma olhada para Augusto que evitou o seu olhar.Enquanto os rapazes iam para os seus quartos arrastando as malas, Mel se virou para Dina com olhar desafiador.Tereza se retirou rapidamente e Augusto já estava no seu quarto desfazendo as malas. — Quer dizer que você quer o meu lugar, Dina!— Mel acusou. — Não senhora! — a mulher negou.Mel olhou para trás e depois saiu
O Homem da Minha Vida Mel saiu caminhando pela praia, confusa e chorosa.Depois de muito tempo, Rodolfo a encontrou numa parte deserta da praia, se derramando em lágrimas. Ele sentou-se ao seu lado e a abraçou sem lhe perguntar nada. — Meu amor, não fique assim! Calma! Eu estou aqui!— ele dizia curioso por saber o que se passava, mas como havia avistado ela com o marido no dia anterior, preferiu ser discreto. Mel apenas lhe disse em meio aos soluços: — Não quero falar, não quero! — Tudo bem, querida, tudo bem!— Rodolpho disse compreensivo. Ficaram assim, abraçados até que Mel se acalmou e começou a falar espontaneamente: — Eu deixei meu marido só, minha casa e meus filhos, agora a minha família está se desmantelando!Rodolfo sorriu virando-se. — Explique meu amor! Sei que você mima muito os seus filhos!Mel virou-se falando sem parar: — Bernardo está conosco há anos e nunca pensou em nos deixar, agora Augustinho vai casar em seis meses!Rodolpho achou graça e indagou
O Homem da Minha Vida Helena estava pensativa enquanto respondia: — Filha, essa moça vive há anos na sua casa, desde que o Diego nasceu, nunca se casou. — E o que isso significa?— Mel indagou ofegante Helena olhou curiosa e sorridente para a filha. — Está com ciúmes do seu marido?— ela brincou.Mel ficou confusa e respondeu desviando o olhar: — Não sei!Um tempo depois, Augusto chegou sozinho e Mel foi tirar satisfação com ele: — Augusto, o que está acontecendo lá em casa?Augusto franziu a testa. — Por quê?— ele quis saber. — Essa história aí da Dina! O que está havendo? Daniel quer me dizer algo! Augusto não se alterou, passou direto para o quarto e entrou no banho.Mel ficou falando da porta: — Tem alguma coisa entre vocês? Preciso saber!Augusto parou de se ensaboar e respondeu impaciente: — Está com ciúmes da Dina? Não confia nela?Mel rebateu subitamente: — Ela está lá há anos e nunca se casou! Ela pode estar nutrindo um amor por você! Augusto deu as cos







