INICIAR SESIÓNAnne Madison não tinha nada além de sua dignidade, orgulho e a necessidade desesperada de reconstruir a vida. Quando consegue o emprego de secretária na influente empresa dos Durdday, ela só busca estabilidade. O que não esperava era dar de cara com o homem frio, poderoso e inacessível sentado atrás da mesa de ébano: o mesmo homem com quem dividiu uma noite avassaladora de paixão sob as luzes de Edimburgo. Para Charles Durdday, autoridade e controle são tudo. Ele não se permite falhas, muito menos distrações. Sabendo do risco para seu império, sua primeira ordem é clara: esqueça o que aconteceu. Mas a presença de Anne — com seu olhar cristalino, suas respostas afiadas e uma força que ele não consegue quebrar — coloca seu autocontrole à prova todos os dias. Quando o passado de Anne bate à porta e uma ameaça a força a se abrigar na mansão do seu chefe, as barreiras entre o profissional e o desejo começam a ruir. Entre o dever de protegê-la e a tentação de tocá-la, Charles descobrirá que a única coisa mais perigosa do que ter Anne por perto é a impossibilidade de deixá-la ir
Ver másO ar gelado do escritório parece penetrar sua pele, mas não é nada comparado ao frio que se instala em seu estômago. Anne Madison trava a mandíbula, os dedos cravados na alça da bolsa de couro simples que carrega. Cada passo em direção à cadeira diante da mesa de ébano é um exercício de pura força de vontade. Ela não pode desmoronar. Não agora.
O homem da noite anterior está ali, impecável em seu terno escuro de alfaiataria, os fios grisalhos nas têmporas capturando a luz fria que entra pelas janelas amplas. Ele não parece surpreso. Não parece nada, na verdade. O rosto de Charles Durdday é uma máscara de polidez impenetrável, os olhos azuis analisando-a como se ela fosse mais um documento sobre sua mesa.
— Srta. Madison — a voz dele é baixa, controlada, com um sotaque escocês suave que ontem à noite sussurrava coisas em seu ouvido. Hoje, soa como uma sentença.
Anne senta-se, as pernas ameaçando tremer. Tenta esconder o nervosismo. Ela ergue o queixo, um gesto de desafio que aprendeu a aperfeiçoar nos anos de luta. Seu cabelo negro ainda está levemente úmido do banho rápido que tomou na pensão, e ela sabe que suas roupas simples destoam da elegância sóbria do ambiente.
— Bom dia, Sr. Durdday — a voz sai firme, para sua própria surpresa.
Ele inclina levemente a cabeça, os dedos longos tamborilando uma vez sobre a superfície de madeira escura. Por um instante, o silêncio se estica entre eles, denso e carregado. Anne vê o lampejo de reconhecimento em seus olhos, sim, ele se lembra. Mas não há calor ali. Apenas uma frieza calculista que a faz sentir-se menor do que já se sentiu em toda a vida.
— Seu currículo é impressionante para alguém de sua origem — ele diz, e a palavra origem soa como uma faca polida. — Trabalhou em três restaurantes, garçonete, nenhuma formação superior. E, no entanto, minha irmã insistiu que você era a candidata ideal.
Anne engole seco. Mariana. A mulher loira e doce que a entrevistou, todos a conhecem como Sra. Campbell, por ser casada com o vice-presidente da empresa. Ela havia olhado Anne além de suas roupas gastas e viu algo mais.
— Sou dedicada, Sr. Durdday. E juro... eu aprendo rápido.
Ele a observa por um longo momento, e Anne sente o peso daqueles olhos cirúrgicos percorrendo seu rosto, descendo pelo pescoço, parando brevemente em seus lábios. O ar no escritório parece rarear.
— A noite passada — ele diz, finalmente, a voz baixa como um rosnado — não se repetirá. Sou seu chefe. Você é minha funcionária. Esqueça o que aconteceu.
A ordem é um golpe seco. Anne sente o sangue ferver, mas mantém a postura. Ela não é uma vítima. Não será.
— Não tenho nada a esquecer, Sr. Durdday. Foi apenas uma noite.
O lábio dele se contrai, quase imperceptível. Quase. Anne mantém o olhar firme, o queixo erguido, mesmo sentindo o coração galopar contra as costelas. Ela não vai permitir que nenhuma emoção extravase, não dará a ele o prazer de vê-la fraquejar. Quando ele finalmente desvia os olhos para os papéis sobre a mesa, um gesto de dispensa silenciosa, ela se levanta com a dignidade intacta e sai do escritório sem olhar para trás.
Assim que fecha a porta, Anne se permite soltar o ar que segurava. O único pensamento que passava em sua cabeça era "pelo menos eu consegui um emprego", isso para Anne era um alívio muito grande; estava precisando muito de cada centavo que pudesse ganhar. Sua mente estava um turbilhão de emoções, ela está com muita raiva de si mesma: "merda! merda! por que eu fui para aquela festa?". Anne gostaria que, no dia em que foi contratada, não a tivessem convidado. Era óbvio que aquele cara do financeiro tinha segundas intenções com ela, porém Anne, burra e bêbada, tinha dormido justo com o chefe. Anne suspirou seguindo o caminho pelo corredor. Hoje era seu primeiro dia no novo emprego; só poderia rezar para não ser demitida tão cedo.
O céu de Edimburgo está cinzento, pesado como o chumbo que se alojou no peito de cada pessoa reunida naquele cemitério. O vento corta a pele, mas ninguém se move. As lágrimas congelam antes de cair.Mariana está de joelhos na terra úmida.O vestido preto, simples, sem nenhum adorno, está manchado de barro na barra. Ela não percebe. Não percebe o frio, não percebe o vento, não percebe as mãos de Márcio tentando ampará-la pelos ombros. Sua visão está turva, fixa naquele caixão de madeira escura que desce lentamente para a cova.Rodrigo. Seu primogênito.O nome ecoa vazio dentro dela, como um grito num abismo sem fundo.A voz do padre chega até ela como se viesse de muito longe, palavras em latim que deveriam trazer paz, mas que apenas escorrem sobre sua pele como água gelada. Ela aperta a terra nas mãos com tanta força que as unhas arranham a palma, abrindo pequenos cortes. A dor física é um alívio minúsculo diante do que rasga seu peito:— Meu filho — ela sussurra, mas o som não sai. A
Olá, meus amores! Tudo bem com vocês?Se vocês achavam que a história da Família Durdday tinha chegado ao fim com o casamento inesquecível da Anne e do Charles, preparem os corações: a nossa jornada está apenas começando e a história vai continuar bem aqui neste mesmo livro!A força desses personagens e o amor de vocês por este universo foram tão gigantes que a saga da Família Durdday se expandiu em três arcos completos, reunidos todos aqui para vocês não precisarem sair desta página para acompanhar cada reviravolta!📌 O QUE VEM POR AÍ A PARTIR DE AGORA?📖 Parte 1 (Concluída): A história de Anne & Charles (onde tudo começou, cheia de superação, segredos de escritório e a descoberta do amor verdadeiro).📖 Parte 2 (Em andamento): A história de Mariana & Márcio (o casamento de fachada, as mágoas acumuladas e a paixão avassaladora do casal mais maduro e ardente da família!).📖 Parte 3 (Em breve): A história de Louise & Gabriel (a busca pela redenção no Brasil e a cura de uma alma marca
O som do órgão preencheu o corredor de pedra como uma onda cálida, e Anne sentiu os joelhos fraquejarem. As primeiras notas de Hasta Mi Final ecoaram pelas paredes centenárias do castelo, a melodia poderosa e emocionante de Il Divo envolvendo cada canto da fortaleza.Felipe estendeu o braço, e Anne entrelaçou o seu no dele, o buquê de flores brancas tremendo levemente em sua mão:— Pronta? — ele perguntou, a voz mais suave do que ela jamais ouvira.Anne respirou fundo, sentindo o perfume das flores e o peso do véu sobre os ombros. As notas da música subiam, cheias de promessa e paixão, e ela sentiu cada acorde vibrar dentro do peito:— Pronta — respondeu, a voz firme apesar do coração disparado.Eles começaram a caminhar. Cada passo era uma batida de tambor no peito de Anne. O corredor parecia se estender infinitamente, mas ela via apenas a luz no final: a porta da capela entreaberta e a silhueta de Charles à sua espera.A música envolvia tudo. As vozes dos cantores se entrelaçavam em
O corredor de pedra do Castelo de Dunvegan ecoava com os passos apressados do grupo quando Anne e Felipe viraram a esquina. O vestido branco de renda e seda farfalhava contra o chão, e o véu flutuava como uma nuvem atrás dela.Foi então que Charles apareceu no extremo oposto do corredor.Ele estava impecável em seu terno preto, os cabelos prateados brilhando à luz do lustre. Mas, antes que qualquer um pudesse falar, Márcio saltou de trás da porta do quarto onde estava, com os olhos arregalados:— Não! Não olhe! — gritou Márcio, jogando as mãos na frente do rosto de Charles.Charles franziu o cenho, tentando desviar do bloqueio:— O que você está fazendo, Márcio? — perguntou, a voz carregada de irritação contida.— É má sorte ver a noiva antes da cerimônia! — Márcio insistiu, os dedos abertos sobre os olhos do cunhado.— Não acredito nessas superstições — Charles retrucou, tentando empurrar a mão de Márcio para longe.Mas então, com um suspiro teatral, Charles fechou os olhos com força


















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