เข้าสู่ระบบO silêncio que se formou entre nós após a súplica de Isaque não era apenas a ausência de som; era um espaço denso, preenchido pelo som ritmado das nossas respirações e pelo calor quase febril que emanava de sua pele. Ele continuava aa deslizar os lábios pelo meu pesoço, meu coração martelava desordenado contra o peito. Eu conseguia sentir a vibração sutil de suas cordas vocais, o tremor contido em seus ombros largos e a expectativa silenciosa que parecia travar cada músculo do seu corpo. Isaque estava entregue, despido de toda a arrogância de mercenário, esperando por minha decisão.Dois anos acorrentada como uma escrava, tratada como um objeto por Thane pareciam apenas um pesadelo distante. Ali, o homem mais incrível que conheci estava me pedindo permissão para avançar, respeitando a minha vontade... Olhei para o teto do quarto de hotel por uma fração de segundo, sentindo o peso de tudo o que havíamos vivido até ali.O medo, os ataques, o quarto secreto destruído... tudo parecia
Chegamos ao hotel já no fim da tarde. Eu estava quieta no banco de trás, com a mão dele ainda segurando a minha.No quarto, assim que a porta fechou, o Isaque me puxou para ele e me abraçou bem apertado. Enfiou o rosto no meu pescoço e inspirou fundo, demorado, como se estivesse gravando o meu cheiro.O abracei de volta, estranhando o jeito dele, tão calado e pensativo.— O que foi? Por que você está estranho?Ele se afastou um pouco, só o suficiente para olhar nos meus olhos.— Você escutou o que eu estava falando lá embaixo?Consenti com a cabeça. Não adiantava mentir.— Você tem mesmo que ir? — Perguntei sem esconder a preocupação.Ele soltou o ar pelo nariz.— Esse cara está por aí, Bia. Ele mandou atacarem a gente, destruíram tudo. Você podia estar morta. A Maia podia estar morta, podia ter perdido o bebê.Apenas desviei o olhar, engolindo seco com a culpa me consumindo.— A Maia me contou que o médico explicou para ela o quanto é perigoso para uma fêmea se transformar estando gr
POV BIASábado de manhã, no hotel, o Hector travou na porta.— Você não vai, Maia! O médico disse que você tem que ficar de repouso.Maia estava sentada, penteando o cabelo.— Eu não estou aleijada, Hector. Eu quero ver a casa. Se a gente vai morar todo mundo junto, eu quero ver.Ele rosnou baixo, aquele jeito de macho que não admite ser contrariado. Ela levantou, sorrindo, e segurou o rosto dele com as duas mãos.— Nós vamos de carro. Não vou subir escada correndo, não vai ter perigo nenhum. Com o meu macho por perto, ninguém vai se atrever.Ele suspirou, inclinou o rosto para o toque da mão dela e cedeu.Fiquei observando os dois.Ele se faz de durão mas é doce o relacionamento deles. Como é bom ver que existe amor assim, carinhoso e respeitoso. Já sabia disso antes do Thane, mas por um momento, enquanto estive acorrentada, parecia que aquele inferno era tudo o que existia.Agora, livre de novo, podia ver a beleza de um relacionamento de verdade.*****No casarão, esperava algo pare
As águas estavam se acalmando.Não que a dor tivesse ido embora. Perder a cabana para o fogo, o risco que a Bia correu, o sangue da Maia no chão da cozinha — isso tinha assentado em mim como poeira depois de uma explosão. Mas agora eu já conseguia enxergar o próximo passo.A gente estava voltando a programar o futuro, só que eu não tinha esquecido quem causou tudo isso.Eu não ia ficar repetindo isso para a minha fêmea. Ela já tinha passado por coisa demais nas mãos do Thane. Não precisava carregar a minha raiva junto com o medo dela.Mas eu também não sou flor que se cheire.Se o Thane achava que eu ia ficar sentado assistindo ele aterrorizar a minha mulher, ele estava muito enganado. Ele não fazia ideia de com quem tinha se metido.Não fazia ideia de quem eu sou.E eu ia resolver. Não pela lei dos homens, pela lei dos lobos.O hotel era seguro. Eu já tinha deixado gente de confiança de olho no corredor, no estacionamento. Aquele era o momento para sair.Apesar da alta, a gravidez da
POV ISAQUEAcordei com ela encaixada em mim. Abraçava-a por trás com o nariz afundado em seu pescoço. Nunca senti cheiro tão bom.A minha mão pousava em sua barriga, sentindo a pele macia e quente sob os meus dedos.Beijei lentamente o pescoço, a pele arrepiou antes mesmo que acordasse.Ela soltou um gemido baixo e se mexeu devagar, virando para mim ainda sonolenta.— Ai, para, Isaque... Você não fica cansado nunca?Dei uma risadinha, com os lábios roçando o lóbulo da sua orelha.— Eu sou um lobisomem. Você sabe que o sexo é uma das partes mais importantes da vida do meu povo.Virei o rosto dela para mim com cuidado e beijei sua testa. Ela sorriu, de olhos ainda fechados, com aquele rosto preguiçoso de quem acabou de acordar.Cada vez estava mais difícil não marcá-la. Principalmente nos momentos de intimidade, quando o meu lobo arranhava por dentro pedindo para completar o vínculo. Mas eu precisava que ela estivesse pronta e consentindo.Toda aquela confusão com o Thane atrapalhava ai
Olá, amores!Desejo que todos estejam bem!Que tal conhecermos o vilão da vez?Espero que gostem do Thane....ou não, rsBJKS!******POV THANEAssoprei a fumaça do charuto para o alto e abri um sorriso torto para a minha mão no poker. Um full house bonito, limpo. Os dois idiotas na mesa nem desconfiavam que já tinham perdido.A música alta, a fumaça presa no teto, o barulho das fichas nos fundos. Vampiro rindo em um canto, lobo perdendo dinheiro em outro, humano tentando parecer corajoso no balcão.Tudo aqui passa pela minha mão. Tudo aqui é meu.Uma das meninas do meu clube resolveu que eu precisava de companhia e sentou no meu colo sem ser chamada. Pousei a mão entre as pernas dela, só por hábito.Ela sorriu como se fosse um elogio.Elas acham que ter permissão para sentar no meu colo ou para ser fodida por mim significa alguma coisa.Um segurança encostou e falou baixo:— Patrão, tem um humano querendo falar com você lá fora.Olhei para ele, pois estava concentrado nas cartas.— No







