LOGINNa adolescência ela era a garota pobre, desajeitada e invisível entre os herdeiros mais poderosos do mundo dos lobos. Ele era o futuro Alfa arrogante e desejado por todas. Quando o vínculo da Lua os uniu, ela acreditou que seria escolhida. Ele preferiu sua reputação e a rejeitou publicamente. Humilhada e marcada, ela desapareceu. Anos depois eles se reencontram na universidade mais prestigiada das alcateias. A menina frágil não existe mais. Agora ela é bela, poderosa, herdeira de prestígio e dona de uma loba rara capaz de fazer Alfas se curvarem. Uma competição entre futuros líderes os coloca na mesma equipe e transforma a antiga rejeitada em sua superior. Para garantir o título de Alfa, ele precisará obedecer cada ordem dela. Vingança e desejo se misturam. O corpo dele ainda reconhece o dela. Ela quer fazê-lo sofrer. Ele quer reconquistá-la a qualquer custo. Desta vez o futuro Alfa descobrirá que não basta ter sido escolhido pela Lua. Ele terá que merecer a mulher que um dia rejeitou.
View MoreA sala de artes estava quase no escuro. As persianas altas deixavam entrar apenas um fio fraco de luz do fim de tarde, suficiente para desenhar o corpo da loba que Luke tinha dobrada sobre a mesa de desenho. A saia dela estava erguida até a cintura e a calcinha de renda vermelha puxada para o lado. Ele a penetrava com força, enquanto uma mão apertava o quadril dela e a outra enfiada nos cabelos loiros, puxando a cabeça para trás a cada estocada.
Ela gemia alto o nome dele, pedindo por mais, as unhas arranjaram a madeira da mesa. Luke gostava desse tipo de distração. Rápida, sem nomes. Sem risco de alguém achar que ele se importava. — Quietinha, geme mais baixo — Ele disse com sua voz já rouca de prazer — Se não vão pegar a gente, e eu não quero que ninguém me veja te comendo. A loba ao ouvir seu pedido, mordeu a própria mão, para abafar o som dos seus gemidos, o que tirou um sorriso divertido de Luke, que olhava a cena com mais tesão ainda. O cheiro de sexo e excitação preenchia o ar quando a porta se abriu de repente. O cheiro chegou primeiro. Doce. Selvagem. Quente demais para pertencer a qualquer loba comum. Era a Bruma, aquela névoa sobrenatural que despertava os vínculos destinados e deixava o ar carregado de magia antiga. O odor se espalhou rápido, denso, quase visível, e o corpo de Luke reagiu antes mesmo da mente. O lobo dentro dele se agitou de uma forma violenta, quase dolorosa. As pupilas dilataram. O coração disparou. O pau, já enterrado fundo na outra loba, latejou com uma intensidade nova, selvagem, como se o sangue tivesse pegado fogo. Mas ele não parou, continuou empurrando, lento e profundo, enquanto virava o rosto lentamente na direção da porta. Iris. Ela estava parada no batente, os livros apertados contra o peito. Cabelo castanho preso de qualquer jeito, uniforme um pouco grande demais no corpo magro, óculos tortos no rosto. A garota que ninguém notava. A que sempre se sentava no fundo da sala e sumia nos corredores como se quisesse desaparecer de verdade. O nome dela ecoou na mente dele como um rugido. O vínculo da Lua se fechou em volta de Luke como uma corrente quente, puxando, exigindo, queimando por baixo da pele. O cheiro dela invadiu seus pulmões e fez o sangue descer ainda mais forte para o meio das pernas. Era a Bruma. Ele sabia. O dia em que o destino escolhia os pares e o destino acabara de escolher a pior pessoa possível. Ainda assim, ele não parou. Empurrou mais fundo na loba que gemia sob ele, os olhos presos nos de Iris. A cada estocada, o olhar dele se mantinha nela. Como se quisesse que ela visse. Como se quisesse que ela entendesse exatamente o que estava acontecendo. Iris não se mexeu. O livro escorregou dos braços dela e caiu no chão com um baque seco. A respiração dela ficou pesada. Luke soube exatamente o momento em que o vínculo a atingiu também. O cheiro dela mudou, ficou mais doce, mais quente, carregado de algo primitivo que fez o lobo dele querer avançar, agarrar e marcar. Mas ele ficou onde estava. Continuou fodendo a outra loba, que não conseguia mais se controlar e gemia ainda mais alto o nome de Luke, quando ele apertou o quadril dela com mais força, mas ele nem olhou para baixo. Seus olhos estavam fixos em Iris. O peito dela subia e descia rápido demais. As bochechas coraram de um vermelho profundo. As coxas se apertaram uma contra a outra, e ele viu o exato instante em que o desejo involuntário a atingiu, o mesmo calor súbito entre as pernas, a mesma urgência animal que o vínculo arrancava de ambos. Ela estava sentindo. Enquanto assistia ele comer outra. O silêncio na sala ficou pesado. Carregado. Sexual de um jeito cruel. A Bruma pairava entre os três como uma névoa quente, e cada estocada de Luke parecia ecoar mais alto só porque Iris estava ali, imóvel, obrigada a sentir tudo. A loba que ele penetrava olhou por cima do ombro. — Luke…? — sussurrou, a voz rouca de prazer. — eu vou gozar.... Ele não respondeu. Não desviou o olhar de Iris. Empurrou de novo, mais fundo, mais lento, deixando que ela visse o movimento dos quadris, a forma como o corpo da outra loba tremia sob ele. O pau latejava dentro daquela que não importava, mas cada gota de desejo verdadeiro era puxada para a garota parada na porta. Iris engoliu em seco. A voz saiu baixa, trêmula, quase um sussurro: — Eu… eu só... Luke sorriu. Não foi um sorriso bonito. Foi algo frio, arrogante, carregado de tudo o que ele estava sentindo e recusando ao mesmo tempo. Ele puxou a loba pelos cabelos, forçando-a a arquear mais as costas, e continuou. Cada estocada agora era deliberada. Cada gemido dela era um golpe a mais na humilhação de Iris. O vínculo queimava, insistia, pedia que ele parasse, que fosse até ela, que a empurrasse contra a parede e a marcasse. O lobo uivava dentro dele, furioso. Mas Luke não parou. Fodeu a outra até o fim, os olhos nunca saindo dos de Iris. Quando gozou, foi com o olhar preso nela, como se a bruma, o destino e o desejo fossem só um detalhe inconveniente que ele podia ignorar. A loba sob ele tremeu e soltou um gemido alto. Luke se retirou devagar, arrumou a calça sem pressa, e só então se virou completamente para Iris. O silêncio que ficou depois foi pior que qualquer grito. Iris ainda não tinha se mexido. As pernas tremiam. O cheiro de desejo e vergonha se misturava no ar. O vínculo pulsava entre os dois como um fio quente e impossível de ignorar, mas agora doía. Luke deu um passo na direção dela. Perto o suficiente para sentir o calor do corpo dela. Perto o suficiente para ver o jeito como os lábios se entreabriram sem ela perceber. O ar ainda estava carregado de Bruma, úmido, elétrico. Ele ergueu a mão, quase tocando o rosto dela. Os dedos tremeram no ar. O lobo exigia. O vínculo queimava. Mas a mente venceu. Luke baixou a mão. O rosto endureceu. — Você — disse, a voz baixa, cortante, ainda rouca do prazer que acabara de ter com outra. — Não conta. Nunca vai contar. Iris piscou, como se tivesse levado um tapa. O cheiro dela mudou de novo, o desejo se misturou com algo amargo, ferido, quebrado. Ele se aproximou mais um passo, o suficiente para que o cheiro de sexo ainda impregnado nele a atingisse em cheio. — Saia daqui — ordenou, sem olhar para trás quando passou por ela. — E esquece que isso aconteceu. A Bruma ainda pairava no ar quando a porta se fechou atrás de Iris. E, pela primeira vez, Luke sentiu o lobo dentro dele rosnar de ódio, não contra ela, mas contra si mesmo.A pancada veio sem aviso.Iris estava saindo do banheiro do segundo andar quando alguém a puxou pelo cabelo e a jogou contra a parede. A nuca bateu no azulejo. O ar sumiu. Antes que ela conseguisse entender, mãos a seguraram pelos braços e a arrastaram de volta para o vestiário.Sofia estava lá.Não sozinha.Duas lobas do círculo dela e um menino do time de combate, o mesmo que tinha rido alto no pátio dias antes. A porta foi trancada por dentro.— A rejeitada ainda não aprendeu — disse Sofia, a voz doce demais. — Achou que podia chamar o Luke de covarde na frente de todo mundo e sair ilesa?Iris tentou se soltar. A loba dentro dela rosnou, mas o corpo humano ainda era fraco, cansado, marcado pelo vínculo rejeitado. Uma das garotas segurou seus pulsos. O menino empurrou o ombro dela com força suficiente para fazê-la cair de joelho no chão frio.O primeiro chute acertou as costelas.O segundo, a coxa.Alguém puxou o blazer até o tecido rasgar. Alguém cuspiu. Sofia se agachou na frente
Os dias seguintes foram um inferno lento. Toda manhã Iris chegava na Academia e já sentia os olhares. Os cochichos. As risadas baixas que paravam quando ela passava e recomeçavam assim que ela virava as costas. Os cartazes tinham sumido, mas a frase “luna pobre rejeitada” ainda ecoava pelos corredores como um grito silencioso. As alunas de Sofia a empurravam nos corredores. Derrubavam seus livros de propósito. Sussurravam “rejeitada” bem perto do ouvido dela quando o professor não estava olhando. Um dia alguém colocou cola no lugar dela na sala. Em outro, rasgaram a capa do único caderno novo que ela tinha. E Luke? Luke fingia que ela não existia. Passava por ela nos corredores como se fosse ar. Ria com Sofia. Beijava Sofia. Colocava o braço em volta dos ombros de Sofia na frente de todo mundo. Cada gesto era uma facada nova no vínculo já dilacerado. Cada vez que o cheiro dele se aproximava e depois se afastava sem sequer um olhar, a dor física aumentava e junto com a dor, cresci
No dia seguinte, Iris quase não foi. Acordou com os olhos inchados e a dor do vínculo latejando no peito como um hematoma que não cicatrizava. A dor física era real. Queimava sob a pele, apertava a garganta, fazia o estômago revirar toda vez que ela lembrava do cheiro de Sofia misturado ao de Luke. A mãe notou o rosto dela na cozinha e perguntou de novo se estava tudo bem. Iris mentiu com a voz rouca. Vestiu o uniforme, pegou a mochila e saiu de casa com as mãos trêmulas e o coração batendo alto demais. Na Academia, o ar já estava pesado. Os cartazes ainda estavam colados em alguns lugares, menos que no dia anterior, mas suficientes para lembrar a todos quem era a “luna pobre rejeitada”. Alguns alunos apontavam quando ela passava. Outros riam baixinho. Iris manteve a cabeça baixa e caminhou direto para o vestiário feminino do segundo andar. Queria trocar de blazer antes da aula de combate. Queria apenas cinco minutos de silêncio. Cinco minutos em que ninguém a olhasse como se ela f
Iris ainda estava parada no corredor quando a porta da sala de artes se fechou atrás de Sofia.A loira saiu arrumando o cabelo, os lábios inchados e o sorriso satisfeito de quem acabara de marcar território. Quando os olhos azuis encontraram os de Iris, o sorriso se alargou.Sofia parou bem na frente dela.— Gostou do show? — perguntou, a voz baixa e doce, carregada de veneno. — Porque foi só isso que você vai ter direito de ver. Luke não toca em lixo, Iris. Você é uma ninguém. Sem família, sem prestígio, sem nada. Continua olhando de longe, tá bem? É o máximo que uma pobre como você consegue.Iris não respondeu.Não conseguiu.O corpo ainda tremia. O cheiro da Bruma ainda queimava no fundo da garganta, misturado ao cheiro de sexo que Sofia carregava como um troféu. O vínculo latejava no peito dela, dolorido, rejeitado, como se alguém tivesse arrancado um pedaço vivo e deixado o buraco aberto.Sofia riu baixinho e passou por ela, batendo o ombro de propósito.Iris ficou sozinha no cor












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