INICIAR SESIÓNElena ficou olhando para o documento durante tanto tempo que as letras começaram a perder o sentido.A assinatura era de Valéria.O movimento do V.A inclinação das letras.Até a pequena pressão no final.— Quero ver. — Elena exigiu, estendendo a mão para Conti sem esconder a tensão.Ele sorriu.— Aproximem.Um dos homens colocou a folha sobre a mesa.Elena leu.A declaração era curta.Valéria assumia ter disparado contra Marcello.Não explicava por quê.Não mencionava Conti.Não mencionava Lorenzo.Apenas responsabilidade.— Qual a data? — Theo perguntou, aproximando-se o suficiente para observar.Elena leu.Parou.Sete anos depois da morte de Marcello.— Isso foi assinado anos depois. — Ela afirmou, sentindo imediatamente que havia algo importante naquele detalhe.Conti deu de ombros.— Uma confissão tardia continua sendo confissão.Giovanni se aproximou.A data atingiu-o.— Não.Elena virou.— O quê?Don Giovanni pegou a folha.— Isso foi durante seu desaparecimento.Elena sentiu o
O salão do conselho estava mais cheio do que na reunião anterior.Dessa vez, Bianca entrou pela porta principal.Nenhum disfarce.Nenhuma sombra.Nenhuma morte oficial capaz de escondê-la.As conversas cessaram uma a uma.Mateo caminhava ao lado dela.Felipo do outro.Theo alguns passos atrás.Lorenzo permaneceu perto de Elena e Isabella.Don Vitale entrou por último.Giovanni já estava no salão.Quando Conti viu Bianca, apenas levantou uma sobrancelha.Nenhum choque.Elena percebeu.— Ele sabia. — murmurou para Isabella, mantendo os olhos sobre o mediador.— Ou esperava. — Isabella respondeu, igualmente desconfiada.Conti levantou-se.— Bianca Romano.Ela caminhou até o centro.— Ainda sabe meu nome.— Mortos deixam registros difíceis de esquecer.Bianca sorriu sem humor.— Especialmente quando você escreve os certificados.Um murmúrio percorreu o salão.Conti não reagiu.— A acusação é grave.— Pretendia que fosse.Felipo sentou-se na cadeira reservada ao candidato Romano.Parecia o
Bianca sentou-se.Não porque quisesse.Porque as pernas pareceram simplesmente desistir.— Isso é mentira. — A negação saiu automática, enquanto ela encarava Beatrice com uma mistura de choque e raiva.A irmã não desviou.— Sofia sabia.Helena ficou imediatamente atenta.— Não coloque Sofia nisso.Beatrice riu.— Tudo volta para Sofia.Elena observou Helena.A mulher havia mudado de expressão.— Você sabia. — Elena afirmou, percebendo a tensão.Helena negou.— Suspeitava.— Sobre o quê?— Sobre a mãe de Bianca.Bianca passou as mãos pelo rosto.— Minha mãe sempre disse que Carlo Romano era pai dela.Beatrice soltou uma respiração.— Carlo a criou.— É diferente.— Sim.Mateo olhou entre as duas.— Se a avó de vocês era filha de Marcello, então nossa mãe descende dele.Theo completou:— E nós também.Felipo apontou para si mesmo.— Mas por que apenas eu apareceria numa sucessão?Ninguém respondeu imediatamente.Lorenzo abriu a pasta Lucerna.— Talvez não apareça apenas você.Felipo fra
Beatrice permaneceu amarrada enquanto a história começava a mudar de forma.Não era mais apenas sobre quem havia atirado em Marcello.Era sobre quem havia garantido que todos lembrassem da noite de maneira diferente.— Valéria mandou você tirar Lorenzo. — Bianca repetiu num tom baixo, olhando para a irmã como se estivesse diante de uma desconhecida. — E você o entregou novamente.Beatrice sustentou o olhar.— Eu o levei para onde precisava estar.Lorenzo riu sem humor.— Lucerna.— Sim.Bianca avançou.— Você roubou meu filho duas vezes.Beatrice endureceu.— Eu mantive ele vivo.— Você destruiu a vida dele!— E você teria feito o quê? Levado uma criança de cinco anos para casa e apresentado aos três Dons envolvidos numa guerra de sucessão?Mateo ficou rígido.— Dois. Eu ainda não tinha nascido.Beatrice olhou para ele.— É exatamente meu ponto.Lorenzo levantou uma mão.— Parem.As duas irmãs silenciaram.— Eu não preciso assistir vocês discutindo sobre quem tinha mais direito de dec
O aparelho demorou alguns segundos para reconhecer a fita.Ruído.Uma imagem surgiu numa pequena tela escondida no interior da parede.A gravação era granulada.Antiga.Mas suficientemente clara.Marcello Romano apareceu primeiro.Mais jovem do que nas fotografias posteriores.Nervoso.Andava de um lado para outro dentro de um escritório.— Onde foi gravado? — Felipo perguntou, aproximando-se da tela com o cenho franzido.Helene respondeu:— Palazzo Orsini.Giovanni ficou sério.A mesma propriedade em que Adriano havia tentado recuperar a Casa Russo.Elena não gostou da coincidência.Na gravação, uma porta abriu.Uma mulher entrou.O rosto não apareceu.A câmera estava posicionada atrás dela.Mas Elena viu a mão.Anel.Pedra verde.Lorenzo parou de respirar.— É ela.Beatrice fechou os olhos.Bianca virou-se rapidamente.— Beatrice?— Eu não disse isso. — Lorenzo respondeu, sem afastar os olhos da tela. — Disse que é a mulher da memória.Marcello ergueu a voz na gravação.— Você não t
— Valéria. — Lorenzo repetiu o nome quase sem voz, olhando para Don Giovanni como se a lembrança tivesse acabado de arrancar o ar de seus pulmões. — Foi Valéria.Elena continuou segurando o braço dele.A primeira reação deveria ter sido raiva. Em vez disso, alguma coisa na expressão de Beatrice chamou sua atenção.Ela estava sorrindo.Não muito.Apenas o suficiente.— Por que você está sorrindo? — Elena perguntou, soltando Lorenzo e virando-se lentamente para a mulher ferida.Beatrice imediatamente tentou esconder a expressão.— Porque ele finalmente lembrou.— Não. — Elena balançou a cabeça, aproximando-se. — Você estava esperando que ele dissesse exatamente isso.Lorenzo virou o rosto para Beatrice.O choque começou a ser substituído por desconfiança.— O que você fez comigo? — perguntou, e sua voz baixa pareceu mais perigosa do que se tivesse gritado.Beatrice pressionou a mão contra o ferimento no ombro.— Eu treinei você.— Isso não foi o que eu perguntei.— Lorenzo... — Bianca t







