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Capítulo 18 - O Alfa ferido

last update Data de publicação: 2026-04-29 22:41:39

POV JÚLIA MONTSERRAT

Todos ao redor estavam atônitos. Gabriel estava de volta, ferido e machucado

Mais era ele mesmo agora.

— Graças a Deusa da Lua... está funcionando — ouvi a voz de Miguel sussurrar ao longe, carregada de um alívio incrédulo.

Nathanael, vendo a fera recuar diante do meu toque, suspirou e deu a ordem que selou o ambiente.

— Vamos deixá-los a sós — ele exclamou, fazendo um sinal para que Rickon e Emmett se afastassem.

Mas Jade se recusou. Ela deu um passo à frente, aproximand
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    (POV DE GABRIEL BLACKWOLF)O papel estava úmido, impregnado com o cheiro ferroso de sangue fresco.A caligrafia era um escárnio. Cada letra desenhada com uma precisão doentia que fazia meu lobo rosnar no fundo da minha alma."A pele dela é tão macia quanto eu imagino, Comandante? Estou ficando insatisfeito com a distância. Não se engane, Júlia será minha. E você... você será o primeiro a apodrecer debaixo de sete palmos."Amassei o bilhete com tanta força que o papel se tornou uma massa disforme na palma da minha mão.O desgraçado estava brincando de deus. Primeiro a minha casa, agora um corpo desovado na porta do meu almoço. Ele não estava apenas matando; ele estava marcando território.— Jhonny! — chamei, a voz saindo como um trovão, autoritária e letal.Meu braço direito apareceu em segundos, já isolando o perímetro com a equipe de perícia.— Comandante, a área está cercada. Ninguém passa — Jhonny informou, mas seus olhos desviaram para Júlia.O Bilhete parecia queimar como um avis

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    (POV DE JÚLIA MONTSERRAT)Eu encarava aqueles olhos azuis elétricos tentando esconder meu desespero da pior forma possível, mas não durou muito.— Júlia, qual o problema? Você não quer ir? — ele perguntou calmamente.Meu coração batia tão forte que era difícil respirar.Eu com certeza viraria um meme se alguém me filmasse. Tentei forçar um sorriso e manter a boca ocupada, mas eu sei que uma hora teria que responder e Gabriel ia explodir.Eu tava segurando uma bomba.Fiquei com dó dos garçons. Ele ia quebrar aquela mesa com certeza.— Júlia, fala... o que tá rolando? — ele questiona, a testa franzida."Ah, Gabriel... por que agora? Por que voltar a ser o homem por quem eu morreria, logo quando eu mais preciso te odiar?" Não adiantava mais esconder.— Tudo bem, tenta ficar calmo, por favor... — eu começo e tomo um gole da minha bebida gelada. — É que o Dante me convidou pra ir já tem uns dias.Gabriel parou de respirar.— Ele falou que vocês estavam cogitando se faria ou não o baile dia

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    (POV DE JÚLIA MONTSERRAT)O corredor vazio fedia a cera barata e ao silêncio sufocante que antecede um ataque.Era hora do almoço. Os gritos das crianças estavam abafados pelas portas duplas do refeitório, deixando as alas das salas de aula em um isolamento fantasmagórico.Eu caminhava devagar, a prancheta de presença apertada contra o peito.Então, o som ecoou.Passos. Secos e pesados contra o piso de linóleo. Atrás de mim.Meu sangue congelou nas veias. Parei de respirar no mesmo instante.Virei o pescoço tão rápido que a minha cervical estalou, mas o corredor estava completamente vazio. Apenas armários de metal e sombras.O coração disparou, martelando contra as minhas costelas como um pássaro em pânico. A lembrança do mascarado na mansão Leone invadiu minha mente. Sinto todos os pelos da minha nuca se arrepiando. Virei para a frente, apertando o passo. Mais passos. Rápidos. Predatórios. Cobrindo a distância com uma facilidade aterrorizante.O ar fugiu dos meus pulmões. O insti

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