FAZER LOGIN"Se você quiser, eu vou te dar um amor desses de cinema... Aqueles de filme de terror onde você morre no primeiro episódio."
☆ Viena Santoro ☆ - Isso é muita loucura - a voz de Alice, minha melhor amiga, ecoa pela cozinha com um misto de diversão e incredulidade. - Como assim, além de dormirem juntos, vocês saíram de Vegas casados? Isso daria um ótimo filme! - O problema é que não é um filme, é a minha vida - resmungo, bufando. - E eu preciso urgentemente arrumar um jeito de anular esse maldito contrato. - E o que o Hector acha disso? - Ele se recusa a assinar os papéis da anulação - respondo, sentindo a frustração se acumular outra vez. Nada saiu como planejado. Absolutamente nada. - Com uma cláusula daquelas, até eu me recusaria - ela dá de ombros, levando o copo de suco à boca como se estivéssemos falando de um reality show qualquer. - Foi aquele idiota quem colocou a cláusula! - digo, revirando os olhos com força. - Se ele começou essa palhaçada, ele que termine. - E se vocês dois tiverem concordado com a cláusula? - ela pergunta como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. - Tenha dó, Alice. Eu jamais concordaria com algo assim - digo com firmeza. - Por mais que não pareça, sou bastante responsável quando se trata das minhas escolhas. - Tão responsável que dormiu com o homem que odeia e acordou casada com ele - ela comenta com um sorrisinho debochado. - Mais um dia normal na vida de Viena Santoro. Sério... quem precisa de inimigos quando tem uma melhor amiga dessas? Aquela que topa todas as minhas loucuras é a mesma que me dá broncas sempre que eu meto os pés pelas mãos - o que, convenhamos, quase nunca acontece. Porque, obviamente, eu estou sempre certa. Alice e eu nos conhecemos desde sempre. Os pais dela têm negócios com minha avó, então crescemos grudadas. Ela é o juízo da amizade; eu, a diversão. É um equilíbrio. Mas, sinceramente, se ela estivesse ao meu lado naquela maldita noite na boate - o que ela até estava, mas resolveu sumir com um cara aleatório - eu jamais teria acordado casada. Mas ok. Eu assumo as consequências dos meus atos - mesmo os que envolvem casamento bêbado em Vegas - e vou até o fim para anular essa merda. Agora vocês devem estar se perguntando: Ah, Viena, por que não segura a onda por seis meses e depois pede o divórcio? Meu amor... se fosse fácil assim, eu já estaria no lucro. A questão é: o contrato tem cláusula de fidelidade. Ou seja, seis meses me satisfazendo com vibradores... ou indo para a cama com Hector. E acreditem: a primeira opção é absurdamente mais atraente. - O que acha de dois milhões de dólares? - pergunto, mais pra mim mesma do que pra Alice, que continua tomando o suco dela como se estivéssemos discutindo o clima. - Viena, acho que a coleira do cachorro dele custa mais que isso - diz ela com aquele sarcasmo afiado, me fazendo revirar os olhos com força. - Eu não vou assinar essa merda. Hector vai ser o primeiro a ceder e assinar a anulação.- dou de ombros, já maquinando mentalmente os próximos passos. - Quer ele queira... ou não. ●●●●●●●● ♧ Hector Beaumont ♧ Um pequeno sorriso surge em meu²s lábios antes mesmo de dar outra tragada no charuto. Um sorriso sádico, debochado. Os papéis repousam sobre a mesa à minha frente - redigidos com precisão cirúrgica por advogados que, admito, são ágeis demais para o próprio bem. Excelentes no que fazem... mas nem isso será o suficiente para me fazer assinar. Preciso reconhecer, porém, a ousadia de Viena. Sempre tentando me comprar - e, dessa vez, com um valor ofensivamente baixo. Dois milhões de dólares. Foi isso que ela ofereceu para que eu assinasse os papéis de anulação do casamento. Dois milhões e a promessa de abrir mão de qualquer direito sobre meus bens, como estipulado na cláusula de renúncia. Astuta, claro. Viena sempre soube jogar bem - mas nunca o suficiente para me vencer. Viena Santoro tem sido o epicentro da minha obsessão, do meu ódio e, acima de tudo, do meu desejo reprimido. Desde sempre. Eu a odeio por me fazer desejá-la com uma intensidade que beira o insuportável. Ela me odeia... por um maldito mal-entendido na adolescência. E, sim, fui um idiota completo. Em troca, ela me empurrou escada abaixo na casa de verão da família em Roma - um lugar lindo demais para memórias tão fodidas. Lembro como se fosse ontem: minha avó, que por algum motivo inexplicável é amiga íntima de Eleanor, me levou para passar o dia com os Santoro. Eu era só um garoto deslumbrado, e Viena... Viena era fogo desde sempre. Crescemos juntos. Éramos amigos. Quase cúmplices. Mas aí vieram a adolescência, os hormônios e as decisões burras. Eu tinha 17. Ela, 15. E, naquele dia, Viena resolveu abrir o peito e confessar, diante de todos os nossos amigos, que gostava de mim. A garota mais linda que já passou pela minha vida - e eu, um idiota tomado pelo orgulho e medo, rejeitei. Disse que jamais sentiria algo por alguém como ela. Acredite, não havia nada de verdadeiro naquelas palavras. Era sua festa de debutante. Aniversário de quinze anos. E eu estraguei tudo. Ela apenas sorriu. Deu de ombros. E se afastou, como se eu não tivesse importância alguma. Mas os olhos... os olhos dela diziam outra coisa. Frieza. Dor. Determinação. Eleanor criou uma mulher que não se dobra - mesmo quando sangra por dentro. Algum tempo depois, a procurei. A encontrei subindo as escadas em direção ao segundo andar. Me aproximei. Tentei pegar sua mão. Ela se virou de repente. O ódio nos olhos dela me atingiu como uma faca. E então ela me empurrou. Caí escada abaixo, e ela ficou lá em cima, me olhando com desprezo silencioso antes de simplesmente virar as costas e desaparecer. Essa é a nossa história. Nosso começo torto. Amor e ódio costurados à força - e nunca, em momento algum, esquecidos. Os anos passaram. A raiva não. Cruzamos caminhos outras vezes. E sempre é a mesma merda: meus olhos grudados nela, desejando cada maldito pedaço daquele corpo, enquanto ela rouba a atenção de todos com aquele carisma insuportável, aquele jeito livre, selvagem, que me tira do eixo. Todos a admiram. Ninguém entende. Ninguém sabe. Mas eu sei. Viena Santoro é minha. Ela pode negar, pode gritar, pode me odiar até o último suspiro. Mas no fim... ela me pertence.Viena. °°°°°°°Eu estava a todo custo tentando não confiar, mas estávamos no mesmo barco, sendo alvos ambulantes de alguém que não conhecemos e não sabemos o que busca. Não pedimos por esse destino, bem, ao menos eu não pedi por isso.— Sinto muito por sua família. Desejo melhoras a seu irmão e quanto à sua cunhada e sobrinhos, como estão?— Vou enviá-los para fora do país. Não quero que se tornem alvos ou que fiquem ainda mais traumatizados do que já estão.— E quanto à sua filha?— Eloá irá com eles. Não poderia correr o risco de que alguém descobrisse sobre ela.Um breve sorriso cruza meus lábios. Balanço a cabeça em sinal negativo e posso sentir seus olhos queimando sobre mim com um misto de descrença e curiosidade.— O que é tão engraçado? — ele me pergunta, antes de tomar outro gole de seu vinho, enquanto me observa.— Poderíamos ter nos tornado bons aliados desde o começo, Hector. Contudo, você tentou me matar na primeira semana que estávamos supostamente casados. — digo, rind
Viena °°°°°°° Desisto de ler a matéria, entregando o tablet para Gaspar, foco meus olhos no horizonte novamente porém não posso deixar de perceber a preocupação que paira sobre Gaspar. — Não deixe que se aproximem da propriedade — digo olhando em seus olhos e posso notar sua preocupação. — Não deixarei que cheguem até você. — Você não é o super-homem, Gaspar, não prometa algo que não poderá cumprir... — Eu prometo aquilo que pretendo cumprir, Viena, é algo totalmente diferente — ele dá um breve sorriso, me fazendo rir também. — Vá para casa e fique com sua família, proteja-os. Não quero jogar com a sorte e não aguentaria se algo acontecesse a um deles. — Elas não estão na cidade, minha mãe precisou ir até San Gimignano para cuidar de minha tia e Isabela está junto a ela — ele diz calmamente, focando seus olhos ao longe. — Não minta para mim, Gaspar — digo calmamente, ainda o observando enquanto ele ainda observa algo no horizonte. — Você é terrível, Viena — ele b
Milão [ITÁLIA] 11 de Dezembro, 09:37 A.M. "Viena." 🎭 Assim como em um jogo de xadrez, quando um movimento errado do jogador em si pode por tudo a perder, assim também é a vida, alianças se formam e são quebradas a todo momento, há momentos em que nossos aliados se tornam nossos inimigos e nossos inimigos se tornam nossos aliados, tudo não passa de um jogo, por espaço, ganância, poder. E posso afirmar com toda a certeza que tenho em meu íntimo que as coisas não iriam mudar tão facilmente, a semana se seguiu em meio a altos e baixos e as palavras de minha avó ainda ecoavam em minha mente. Diego ainda estava desaparecido, Evan estava desaparecido, meus homens haviam sido atacados em uma emboscada ontem pela manhã. Eleanor estava com sangue nos olhos, nunca a havia visto daquela forma. O desejo de vingança estampado em sua face, ela sabia de algo, mas simplesmente preferia resolver de sua maneira ao me contar, não havia como ser Hector, na verdade havia alguém maior por trás
As imponentes cortinas que adornavam o centro do salão foram abruptamente ao chão, revelando Lorenzo Mancini pendurado nu, preso ao teto por grossas cordas. O silêncio pesado se instalou no ambiente, quebrado apenas pelo som surdo do tecido ao tocar o chão e pelos murmúrios nervosos dos convidados.Os presentes se encontravam atônitos, incapazes de processar completamente o que testemunhavam, enquanto as palavras de Eleanor ecoavam em suas mentes, evocando uma mistura sombria de fascínio e horror. Era uma noite em que as máscaras caíam, revelando os segredos mais profundos e as motivações mais sinistras, e seus convidados não poderiam imaginar o que ainda estava por vir após aquela demonstração de poder da parte de Eleanor.Os olhos de Lorenzo se abriram repentinamente devido a forte luz que adornava o salão. O espanto em sua face foi nítido ao notar seu estado e percebe que estava cercado por todos ou ao menos os principais membros da organização. Gritos, ordens e chingamentos ecoara
Eleanor permaneceu ali no chão do quarto, com suas roupas manchadas pelo sangue de seu herdeiro. As horas se passaram ela por sua vez não notou os primeiros raios de sol que emergiram pelo quarto.Uma mão sutil pousou sobre seus ombro esquerdo, fazendo uma leve pressão para atrair a atenção da mesma. — Querida ? — a voz suave de Mattheo emergiu em meio ao silêncio do quarto. — Ele não podia ter feito isso. — a voz de Eleanor soou, pela primeira vez em horas, havia um misto de rancor, raiva, ódio e tudo de ruim que se poderia imaginar em meio aquela palavras. — Você não irá interferir Mattheo, Lorenzo irá me pagar por toda a dor que me causou. Quero que todos saibam oque acontece quando se brinca com Eleanor Santoro. — ela diz com frieza, frieza, foi isso que Mattheo encontrou ao olhar em seus olhos azuis. — Como você quiser querida. — Ele diz serenamente, abaixando ao lado dela e pegando o pequeno corpo de seu filho em seus braços. — Meu filho, sua morte será vingada. — ele diz com
07 Janeiro de 1973MILÃO [ ITÁLIA]Narradora. 🎭 Os meses passaram rápido demais para Eleanor, desde aquele parto complicado há cerca de quatro meses. Descobrir que esperava gêmeos foi uma surpresa chocante no momento do parto, não detectada pelos médicos nas ultrassonografias anteriores. Após nove horas de trabalho de parto, finalmente pôde segurar sua filha e seu filho nos braços, amamentando-os com amor.Lorenzo estava radiante, mas sua felicidade desapareceu rapidamente quando as suspeitas começaram a surgir. Consciente dos rumores dentro da organização, envolvendo a antiga rainha da máfia Cosa Nostra e o temido DON, ele tentou ignorá-los. No entanto, sua calma não foi suficiente para ignorar o que aconteceu naquela fatídica noite.Os gritos vindos da sala principal da mansão da família Santoro ecoavam pela madrugada. Eram 02h38 quando Eleanor e Lorenzo se envolveram em uma discussão acalorada devido aos acontecimentos daquela noite.Lorenzo estava furioso, incapaz de aceitar o







