FAZER LOGINErick
A polícia localizou o número da minha casa porque é o trabalho da Elisa e por obra do destino, fui o encarregado de lhe dar a pior notícia que alguém poderia receber. E ao dizer essas palavras, vi uma Elisa que sempre foi cheia de energia, de brilho e felicidade desmoronar na minha frente. — Não... Não é possível, ontem à noite, ele estava tão... Tão bem. Pensei em questioná-la se ela o viu somente na noite anterior, mas não achei sensato. Será que eles não tinham um bom casamento? — Eu... Eu não tenho como pagar um velório digno para ele... — Não se preocupe com isso, Elisa. Irei bancar todos os custos. — Obrigada, Sr. Toriccelli. Saí da minha mesa e lhe abracei com cuidado, apenas sentindo seu doce aroma. Quem diria que eu sentiria compaixão por uma louca que atropelou meu filho, mas estava completamente errado sobre a Elisa. Ela é doce e meiga, não merecia estar passando por isso. Ela se afastou de mim e ficamos nos olhando por alguns instantes, até que Paulo, meu melhor amigo entrou em meu escritório. Elisa saiu e ficamos conversando. — Então, ela é a sua babá? — Babá dos meus filhos, você quis dizer. — Já sei onde isso vai dar, don Juan. Revirei meus olhos. — Ela acabou de perder o marido. — Desculpa, Erick, mas qual é o nome dele? — João Sérgio de Oliveira, por que? — Nada. Devo ter visto algo no jornal. Percebi meu amigo estranho, mas não quis dizer nada. *** Após ter realizado tudo para que o falecido marido da Elisa tivesse uma cerimônia fúnebre respeitosa, participei mas fiquei no canto do cemitério. Não acharia de bom tom incomodá-la em um momento como esse. No entardecer daquele dia, Elisa com seu vestido preto se aproximou de mim e me agradeceu com seu jeitinho doce. — Muito obrigada por tudo, Erick! Sei que esse não é o momento e nem o local certo, mas vou voltar para Rezende. Minha vontade era de me ajoelhar diante dela e implorar para que fique, mas não faria o mínimo de sentido e não seria adequado de acordo com as circunstâncias. — Se quiser ficar, Elisa seu cargo estará te esperando. Elisa sorriu docilmente e respondeu com um certo pesar em suas palavras: — Obrigada, Erick! *** Naquela noite, coloquei meus filhos para dormir em seu quarto que Caio dividia com a Carlinha, meu filho perguntou com inocência e alegria: — Amanhã a tia Elisa volta? Surpreendendo a mim mesmo, essa pergunta me pegou de um jeito meio inexplicável. A ideia de não ver mais aquela moça tão desastrada, mas ao mesmo tempo estava me deixando desnorteado e não sei porquê. Sentei-me na cama do Caio e Carlinha ficou ao lado de seu irmão, foi o momento certo para contar: — Meus amores, a Elisa foi embora. Nós três nos abraçamos e choramos. Não poderia explicar, mas estava começando a sentir algo por aquela moça. *** No dia seguinte, fui para a Aurora, minha editora e eu tinha uma reunião muito importante com alguns patrocinadores para podermos abrir a filial. Um deles era o senhor Oswald Smith, um excelente profissional e reconhecido empresário que no meio da reunião, anunciou com autoridade: — Eu poderia fechar negócio com você, Erick, pois tem reconhecimento e ética, mas por ser viúvo tenho minhas ressalvas. — Como assim? — perguntei com certa irritação. — Eu costumo trabalhar com pessoas de famílias consolidadas. Puta que pariu! Neste momento, apareceu como se fosse um milagre, Elisa que quebrou o vaso de canto da sala da reunião. Eis que eu tive uma ideia muito errada, mas que se fez necessária, levantei-me da mesa e a peguei pela cintura. — Pois bem, quero apresentar minha noiva, Elisa Santos. — Oi?! — Queríamos comunicar com uma festa, mas já que o senhor perguntou — na verdade, impôs, mas isso eu não falei — estou perdidamente apaixonado por Elisa. — Estamos apaixonados? — perguntou, Elisa com desconfiança. Não foi certo, mas para calar todos ali da sala, inclusive Elisa lhe beijei. E foi um beijo muito bom, para o meu desespero. Nossas línguas se envolveram em uma dança provocante e não consegui controlar meu desejo, mas Elisa sim. — Sim, estamos apaixonados — Elisa confessou com um sorriso maroto. *** Depois que Oswald Smith foi embora, percebi Elisa meio hesitante após nosso beijo. Obviamente porque não era algo combinado, foi uma surpresa e ouso dizer que foi algo inacreditável até para mim. Elisa é... Doce, linda e minha babá, certamente. — Posso perguntar o que foi isso, Sr. Erick Toriccelli? Segurei seus ombros com gentileza e fui totalmente sincero com Elisa: — Oswald Smith é um mega empresário que sua sociedade pode impulsionar os negócios da minha editora. Ele e Megan Smith, sua esposa são excelentes pessoas, mas extremamente conservadores. Não fazem negócios com pessoas que não tenham famílias consolidadas ou que estejam se encaminhando para isso, como eu sugeri que estava acontecendo com a gente. Elisa ficou em silêncio por um tempo e perguntou com um pouco de incredulidade: — E o senhor quer que.... a gente....? — Apenas por um tempo. Será uma farsa para agradar os americanos, apenas isso. Não nos envolveremos e não vou te obrigar a nada. Elisa sentou-se na minha frente, usando seu vestido preto de luto e talvez não seria seu melhor traje, mas de alguma forma, ela fica linda vestindo qualquer roupa. Digo... — Sr. Toriccelli, desculpa, mas não posso aceitar. — Não? Por quê? — Sr. Toriccelli, estou de luto pelo meu marido e essa situação só beneficiaria só o senhor. O que eu ganharia com isso? — Ora essa, minha eterna gratidão. Elisa riu escandalosamente e falou sem tanta ingenuidade assim: — Gratidão não paga contas, Sr. Toriccelli. — Certo. O que você gostaria? — Um apartamento, um carro. Ah, e um salário maior. — Justo, Elisa. Ela levantou-se e saiu do meu escritório. Me permiti afundar em minha poltrona. Elisa, Elisa. Como vou me manter imune ao seu efeito?Elisa Não consigo encarar os olhos verdes de Erick, ele seria capaz de enxergar a tristeza nos meus e tentaria resolver esses problemas. Não posso fazer isso com o homem da minha vida. — Não temos nada para conversar, Erick. A melhor coisa que você pode fazer é me esquecer. Eu vou casar com o Renato! — Você ama esse cara, Elisa! — Como você sabe? — perguntei na clara intenção de irritá-lo. — A forma que você fica na cama comigo, todos seus gritos de prazer já dizem o suficiente para mim. Erick estava tão próximo de mim, me segurou pela cintura e nosso olhar se cruzou. Poderia sentir o cheiro amadeirado dele que me deixava louca. Erick me segurou com mais força e apertou minha bunda, fazendo com que eu deixasse escapulir um gemido baixinho. — Erick... — sua boca estava bem perto do meu pescoço e só seu hálito já estava mexendo comigo. Suas mãos soltaram
Erick. Nunca pensei que estivesse prestes a perder minha paciência com a Elisa. O que aconteceu com ela? Essa mulher definitivamente não era assim quando a conheci. — Me solta, Erick! Estava completamente fora de controle, então a peguei, prensei contra a parede da cozinha e lhe beijei. Elisa retribuiu com a mesma intensidade, bagunçando todo meu cabelo. Fui abrindo seu robe que caiu no chão. Confesso que fiquei maluco, Elisa só de camisola deveria ser considerado crime em duzentos países diferentes. Continuei lhe beijando e percorrendo seu corpo com minha boca. Quando ia chegar na sua boceta, Elisa sussurrou: — Não é certo, Erick. O Renato tá lá no meu quarto. Levantei-me rapidamente e peguei em seu queixo, dizendo: — É fácil de resolver. Sobe para o meu. Elisa riu e senti meu coração palpitar mais forte. — Não, Erick. Quero fazer a coisa certa. A peguei pela ci
Elisa Não, não estava nem um pouco preparada para conversar seriamente com o Renato. Porém precisava ser sincera com ele, não foi certo o que eu fiz. Onde eu estava com minha cabeça ao ir pra cama com meu chefe? Essa história não deu certo no passado, logo não tinha como dar certo agora. Somos de mundos diferentes. E isso nunca vai mudar. Estou em uma lanchonete, esperando o Renato. Tinha pedido um suco para relaxar, mas nem o toquei de tão nervosa que eu estava. Logo vi o Renato entrando com seu jeito bem bad boy, seu cabelo desalinhado e me deu um selinho. Respirei profundamente e comecei a falar: — Renato, eu... — Amor, eu sei que fui um idiota com você, mas... — Renato, transei com o Erick. — O que?! — Me deixei levar. Já percebi que não foi uma boa ideia. Sim, tive medo do que Renato poderia fazer, mas para minha surpresa, ele não disse nada por alguns minutos. — Vocês estão juntos? — Não, de jeito nenhum... Foi um erro. Obviamente que o percebi bem irri
Erick Acordei com um sorriso bobo no rosto. Essa noite foi a melhor da minha vida! Pode ser uma coisa terrível de se falar, mas acho que nem com a Célia, o sexo era tão intenso assim. Tudo é melhor com a Elisa. Levantei-me da cama, completamente sem roupa, atrás da Elisa. Não vou negar que eu queria mais um round de safadeza com essa mulher que estava me enlouquecendo. Porém, para o meu desespero, não tinha nenhum vestígio dela em nenhum canto daquele quarto de motel. Porra! O que aconteceu com essa mulher?*** Ao chegar na minha casa, fui logo procurando pela Elisa, mas nenhum sinal dessa mulher. Já estava começando a pensar que ela voltou para Rezende de novo. E se foi esse o caso, caralho, não conseguiria me reerguer jamais. E não só porque o sexo foi fenomenal, o que, de fato foi sim. Porém há algo bem mais profundo entre nós. — Penélope, tem notícias da Elisa? — minha empregada me olhou com
Elisa Renato fez questão de pesquisar e encontrou o motel perfeito, claro que, segundo ele. Decidimos nos encontrar em frente. Meu namorado quis que fôssemos de Uber, mas pelo amor de Deus, seria muita vergonha para mim. Vim de ônibus, o que, considerando a outra opção, certamente é a menos vergonhosa. Ao pisar na calçada, respirei profundamente. É, agora, não tem mais volta. Poxa vida, não é isso que eu sempre quis? Ser desejada, amada e transar loucamente? Então, por que toda essa hesitação com o Renato? Ele é gato, gostoso e safado. Do jeito que o Serginho nunca foi comigo, mas também, não é nem um pouco como o Erick é... Erick... Tenho que te superar. Ao me ver, Renato veio na minha direção e me deu um beijo intenso, apertando minha bunda e enrolando mais nossas línguas de um jeito que estava despertando minha vontade também. Renato me puxou para o corredor, onde dava para ver e ouvir outras pessoas fazendo atos libidino
Elisa Estar com Erick e Carlinha neste momento tão difícil, foi muito emocionante e importante para mim. Porém, claro que tinha que ter algo para nos atrapalhar, como em toda minha história com o meu chefe. Só que, dessa vez, não foi exatamente algo, mas sim, alguém.... — Renato! O que está fazendo aqui? — Elisa perguntou, em um tom que demonstrava clara irritação. — Eu que te pergunto, Elisa! Já achei muito estranha essa história de trabalho repentino, mas mais esquisito é essa aproximação toda com seu chefe. Por um acaso, está acontecendo alguma coisa entre vocês? Porque, olha, te amo muito, mas não vou aceitar ser corno. Elisa revirou seus belos olhos e respondeu, puta da vida: — Renato, pelo amor de Deus! Meu namorado insistiu e perguntou em um tom mais alto: — Vá, Elisa! Seja sincera comigo. Respirei profundamente e o tirei do quarto da Carlinha, então, no corredor descontei toda minha irritação com ele: —







