Por muito tempo, Augusto Carvalho foi a única luz na vida de Margarida Cardoso. Até o dia em que ele declarou: — Meu casamento com Leonor não vai ser cancelado. Se quiser, pode continuar sendo minha amante. Foi naquele instante que Margarida despertou para a realidade. O brilho que um dia a iluminava se transformava, de repente, na sombra pesada que agora pairava sobre ela. Naquela mesma noite, Margarida deixou a casa sem olhar para trás. Todo mundo diziam que ela, uma órfã, sem a ajuda da família Carvalho, teria que se curvar a uma realidade de humilhação e súplicas em poucos dias. Porém, para o choque geral, no dia da cerimônia que uniria as famílias Almeida e Carvalho, Margarida reapareceu com uma aura de inusitada elegância. Vestida com um deslumbrante vestido vermelho, de braços dados com o líder da família Almeida. A mulher que todos davam como derrotada agora brilhava como a cunhada do noivo. Todos os presentes ficaram boquiabertos. Augusto acreditou que Margarida ainda se curvava a ele, e com os dentes cerrados, deu um passo à frente para agarrá-la. Foi quando uma voz cortante e gelada parou todos no salão: — Dá mais um passo e vamos ver o que acontece.
View MoreDava até para admirar a capacidade que Marina tinha de se esconder. Depois de tudo o que já havia acontecido, ela ainda conseguia se portar diante de Vicente como se tivesse reconhecido seus erros, fingindo arrependimento e fazendo todos baixarem a guarda. No entanto, no fundo, Marina permanecia a mesma de sempre. Quando tramava alguma coisa, era sempre em grande escala.— Nossos homens foram checar o endereço do café que a senhora nos passou, mas não encontraram nem a Eduarda nem a Marina. Pelo visto, elas perceberam algo estranho e fugiram antes. Depois seguimos direto para o hospital e fomos logo bater de frente com o Saulo e a Paulina, exigindo que contassem o paradeiro da Eduarda e também revelassem quem foi que, dez anos atrás, mandou que eles acolhessem o senhor. — Relatou Marcos, com expressão pesada.Só que, ao que parece, o casal dos Garcia percebeu que, se abrisse a boca e revelasse a verdade, o destino deles seria miserável. Não importava o quanto Marcos pressionasse, Sau
— Como... como você ficou sabendo disso? — Eduarda, ainda tomada pela fúria causada pela forma impiedosa com que Vicente a havia exposto na internet, empalideceu de repente ao ouvir as palavras de Marina.Seu rosto já abatido perdeu toda a cor, o suor frio escorreu pela têmpora e sua voz soou trêmula de desespero. — Você não pode sair espalhando isso! Principalmente diante do Vicente! A minha família salvou a vida dele há mais de dez anos, fomos grandes benfeitores. Você jamais vai conseguir manchar a imagem que temos no coração dele!Marina soltou uma risada carregada de sarcasmo, os olhos cintilando com desprezo.— Engano seu. Não sou eu quem está tentando manchar a imagem da sua família diante do Vicente, é ele mesmo quem já descobriu a verdadeira face de vocês. — Inclinando levemente o queixo, Marina lançou um olhar afiado para ela. — As pessoas que ainda tenho infiltradas no hospital me informaram que o Vicente já colocou seus pais contra a parede e começou a interrogá-los sobre
Os comentários na rede não paravam, mas, com a divulgação do laudo psiquiátrico, a maioria dos internautas finalmente se acalmou. Até mesmo os haters mais barulhentos já não ousavam apoiar Eduarda, pois, se ela tinha um diagnóstico oficial de transtorno mental, qualquer um que insistisse em defendê-la só se colocaria na mesma condição, como se também fosse doente.Claro que sempre existiam aqueles que viviam para ser do contra, desconfiando de tudo. E logo surgiram as teorias conspiratórias.[Esse laudo não pode ser real. Vicente deve ter comprado os médicos! Qualquer psiquiatra se vende fácil. É só pagar que ele escreve que a pessoa é louca.]Mas, em questão de minutos, o Grupo Almeida deu a resposta final. O hospital do Grupo Almeida liberou um vídeo oficial mostrando o diretor do departamento de psiquiatria conduzindo a avaliação de Eduarda. Nas imagens, ela surgia falando coisas desconexas, mudando de assunto a cada frase, chorando de repente e, sem aviso algum, gritando com voz
— Eu... eu também... — Balbuciou Eduarda, arqueada pelo enjoo, sem forças para sustentar a própria voz. Na pressa de vomitar em meio ao lixo, ela havia acabado de engolindo pedaços de maçã mofada vindos da cozinha do café. Agora seu estômago parecia travar uma guerra interna, a náusea crescendo junto com um colapso emocional prestes a explodir.Para desviar a atenção da própria miséria, ela puxou o celular com as mãos trêmulas e, num surto de raiva, anunciou:— Vou entrar agora na internet e inventar mais podres da Margarida! O povo está todo do meu lado. Depois de ouvir minhas queixas, vão odiar ainda mais aquela mulher!— Isso mesmo, boa ideia. Eu também vou ajudar você a inflar na rede... — Marina já abria o celular, mas, de repente, seus dedos pararam e o rosto se contorceu de surpresa. — Espera, o que é isso?Na tela, aquilo que até instantes antes era uma enxurrada de críticas contra Margarida havia simplesmente desaparecido. No lugar, reinava um silêncio perturbador, dominado p
Eduarda sempre sabia atormentar Vicente até a exaustão, e não estava disposta a deixar Marina escapar tão facilmente. Cravando as unhas na perna dela como uma fera enlouquecida, gritou em desespero:— Eu não quero saber! Você vai me tirar daqui custe o que custar! Se o Vicente me pegar de novo, desta vez não vai ter hospital nenhum, vou ser mandada embora de Santarino sem chance de voltar!Os olhos de Eduarda faiscavam de ódio, e a voz estridente ecoava no ouvido de Marina como uma sentença sufocante:— Então, se não me ajudar, ninguém vai se salvar! Pode até fugir agora, mas quando eu cair nas mãos dele vou contar tudinho. Vou dizer que foi você quem me tirou do hospital, que foi você quem pagou os haters pra atacar a Margarida na internet, que foi você quem filmou meu vídeo de denúncia. Palavra por palavra, detalhe por detalhe... não vai sobrar nada de você, dona Marina!Eduarda não era como Leonor, ingênua e confusa. Quando queria arruinar alguém, sabia ser articulada. E, naquele i
Marina não suportava a simples ideia de que Margarida pudesse trazer aquela criança ao mundo em paz, e por isso, naquele dia, decidira usar Eduarda até o fim como instrumento para alcançar seu objetivo. Suas palavras, ditas com frieza calculada, caíram fundo no coração da cúmplice.Ao imaginar Margarida ao lado do homem que amava e, pior ainda, carregando no ventre o filho dele, o rosto já cadavérico de Eduarda se retorceu em puro ódio, transformando-se numa máscara ainda mais assustadora.— Dona Marina, pode deixar comigo! — Ela rosnou, com os olhos brilhando de loucura. — Margarida arruinou a minha família e ainda acha que vai viver feliz com o meu Vicente, tendo filhos com ele? Nem pensar! Quando ela entrar por aquela porta, a primeira coisa que vou fazer é me jogar contra a barriga dela. Quero ver se ainda sobra bebê depois disso!Marina inclinou levemente a cabeça e, como uma mãe satisfeita diante da obediência de uma filha, respondeu com ar de aprovação:— Muito bem, Eduarda. É
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