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last update Data de publicação: 2022-09-24 12:03:55

“Eu não posso te dizer que te amei no primeiro momento em que te vi, ou se foi no segundo, ou no terceiro, ou no quarto. Mas eu me lembro do primeiro momento que te vi andando em minha direção e percebi de algum jeito, que o resto do mundo parecia ter desaparecido quando eu estava com você.” — Cassandra Clare.

Petropolis

Ás oito da manhã do dia seguinte, Camila saiu do supermercado, carregando uma sacola cheia de frutas e legumes. Ela estava a poucos metros de distância do supermercado quando notou que alguém a seguia. Seu coração começou a bater muito rápido e um suor frio percorreu-lhe a espinha. De repente, ela diminuiu o passo e olhou para o lado. Camila virou-se lentamente, mas não havia ninguém. Então respirou fundo e suspirou.

É apenas a minha imaginação, talvez por assistir muitos filmes de terror, ela sorriu para si mesma.

Camila começou a andar novamente. Então viu através da sua visão periférica um homem com roupa preta, camisa de flanela e calça jeans, realmente seguindo-a. Ela não estava louca.

Oh, Deus me ajude! Ela pensou. Um perseguidor ou um serial killer a estava seguindo. Camila caminhou apressadamente, meio correndo, e o homem andou mais rápido também, seguindo o seu ritmo.

Apenas duas quadras mais e ela estaria na casa da sua tia Beatriz!

Ela viu um beco isolado ao lado de um edifício e decidiu se esconder. Segurando o saco de mantimentos firmemente contra o peito, ela espiou ao lado do prédio e se sentiu aliviada ao ver que seu perseguidor tinha ido embora.

Ufa! Graças a Deus, ele se foi. Obrigada Senhor, obrigada Senhor. Ela suspirou com alívio e fez uma oração silenciosa.

Camila estava prestes a sair do canto isolado quando alguém de repente agarrou seu braço por trás. Alarmada e com medo, ela gritou em pânico com toda a força dos seus pulmões.

— AAaaaaaaaaaaaargh!!! — Quando ela gritou, imediatamente a mão do homem tapou sua boca.

O saco de mantimentos caiu no chão, espalhando as frutas e legumes. Ela tentou socar e chutar o homem, mas ele era grande e muito forte. Seu corpo a prendeu à parede e seus pulsos foram presos por uma mão de ferro acima de sua cabeça. Ela lutou e se retorceu, tentando fugir, mas sem sucesso. Em seguida, ela mordeu a mão do homem com muita força.

— Ah! Puta merda! — Ele exclamou e tirou a mão da sua boca. Ele estremeceu e esfregou a mão ferida em seu jeans.

— Socooooorro! — Camila gritou novamente. O homem tapou a boca dela com a outra mão.

— Pare de gritar! Você está atraindo uma plateia. — O homem disse com raiva.

Os olhos de Camila se arregalaram com o choque. Ela olhou para os olhos de seu agressor e percebeu que seus olhos azuis escuros eram vagamente familiares. Ela tentou se lembrar de onde ela o conhecia. Eu o conheço, eu o conheço, ela pensou. Seu atacante olhou para ela, com tamanha ousadia e intensidade que ela se encolheu de medo.

— Eu vou tirar minha mão, mas você tem que prometer que não vai gritar. — Ele falou suavemente para ela como se estivesse falando com uma criança com birra.

Seus olhos azuis estavam travados nos dela e sua respiração estava abanando o seu rosto. Ela podia sentir seu cheiro, uma combinação de colônia masculina almíscar e brisa. Tentando compreender o que ele disse, ela assentiu. Seus olhos estudaram seu rosto sem pressa, traço por traço. Dos seus olhos, um tom escuro de azul, até a ponta do seu nariz bem esculpido, para os lábios finos e queixo forte. Em seguida, ela o reconheceu.

Seus sentimentos ambíguos de medo, choque e ansiedade de repente foram substituídos por uma intensa raiva. De perto, ela viu que era Eduardo Villa-Lobos, o seu suposto noivo! Eduardo soltou a mão da sua boca, gentilmente. Sentia-se culpado de ver as marcas avermelhadas em seu rosto. Ela parecia tão jovem, indefesa e inocente naquele momento.

No entanto, ele sabia que era apenas superficial. Seu olhar poderia ser muito enganador.

— Você está bem? — Seu olhar baixou, assim como sua voz.

Camila estava respirando com dificuldade, puxando o ar com força. Seu coração batia bastante rápido. O maníaco! Ele está tentando me matar de susto!

Seu corpo ainda estava prendendo-a à parede, de modo que ela empurrou seu peito com força, para tentar fugir. Evitando o seu olhar atento, ela se abaixou, recolhendo com pressa as suas compras dispersas e colocando-as de volta na sacola do supermercado. Ele a ajudou a pegar as laranjas que caíram longe, ao mesmo tempo em que tentava explicar suas ações injustificáveis.

— Me desculpe se eu te dei um susto, acredite em mim, eu não tinha a intenção de assustá-la. — Sua voz era profunda e suave. Mas Camila não estava ouvindo suas explicações. Ela o estava ignorando totalmente como se ele não existisse. Ela estava muito brava com ele por assustá-la daquele jeito. Então fugiu sem aviso.

— Ei! Onde você está indo? — Ele a seguiu de imediato. — Então é assim que você trata seu futuro marido, ignorando-o, hein? — Ele falou com escárnio distinto. — Nós precisamos conversar.

Sua voz soou com comando, mas ela ainda o ignorou, aumentando seu ritmo.

— Eu sei que você está com raiva de mim por ter feito isso. Mas eu me desculpei. Ok?

Camila fingiu não ouvi-lo e continuou caminhando em silêncio.

— Você não vai me responder? Eu já pedi desculpas. — A voz de Eduardo estava fria. Sua expressão beirava a zombaria. — Você é surda? Está agindo como uma criança. Estou avisando, Camila Cavalcanti. Pare de me ignorar. Fale comigo como uma mulher adulta. Precisamos discutir as condições do nosso casamento.

De repente, ela virou-se para ele e lhe lançou um olhar hostil. Suas emoções rebeldes ficaram evidentes. Então ela cuspiu as palavras com desprezo.

— Não há nada para discutir, Sr. Villa-Lobos, porque eu não vou me casar com você, só sobre o meu cadáver! Mesmo que você fosse o último homem na face da Terra, eu não me permitiria ser acorrentada e arrastada para o altar. Então, tenha a decência de me deixar em paz.

A força da sua resposta o pegou desprevenido, e depois a raiva rápida acendeu em si. Seus olhos encararam os dela com desprezo antes que ela se virasse, sem esperar pela sua resposta. Camila estava feliz quando finalmente chegou ao jardim da frente da sua tia Beatriz. Ela rapidamente entrou na casa e foi para a cozinha. Sua tia estava fazendo panquecas.

— Você parece tão chateada. O que há de errado? — Beatriz perguntou.

— Ele está aqui. Oh Deus... Eduardo Villa-Lobos está aqui. — Camila disse, ofegante. Sua tia deu um suspiro e sorriu para sua sobrinha.

— Sério? Ah, isso é tão doce da parte dele. Ele veio buscar você, querida.

— Não, claro que não. — Camila disse.

Em seguida, a campainha tocou. Os olhos de Camila se arregalaram.

— Tia, é ele! Oh meu Deus, eu vou me esconder.

— Não vai, não. Fique aqui. Vou deixá-lo entrar.

— Mas tia, eu não quero falar com ele. Eu o odeio, ele é um arrogante e... um bastardo!

— Camila, onde estão suas boas maneiras? Fale com ele, pelo menos. Você deve-lhe ao menos uma explicação depois de dar o bolo nele ontem.

— Tia, por favor...

Sua tia não a ouviu. Soltou uma gargalhada e saiu da cozinha para abrir a porta principal. Camila sentiu-se nervosa como nunca se sentiu antes.

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Último capítulo

  • O bilionário possessivo    Epílogo

    “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” — Bíblia (I Coríntios 13: 4-7).Cinco Anos DepoisEduardo estava atrás da sua mesa em seu escritório de Nova Iorque, examinando as demonstrações financeiras mensais da empresa, quando a porta se abriu de repente.Ele levantou a cabeça e viu Camila caminhando em direção a ele.— Querida, que surpresa! Eu pensei que você fosse fazer compras. — Seus olhos se iluminaram.Ela parou na frente da sua mesa e mordeu os lábios.— Eu fiz. Eu comprei isso e queria que você desse sua opinião. É um pouco caro. — Ela encolheu os ombros. Suas mãos pousaram nas cordas do casaco bege que ela usava.— Quer minha opinião sobre o casaco?— Não. Quero sua opinião sobre isso. — Ela desembaraçou as cordas e imediatamente o casa

  • O bilionário possessivo    33

    “Felizes para sempre, não é um conto de fadas. É uma escolha.” — Fawn Weaver.O sorriso que apareceu nos lábios de Camila era a coisa mais linda que Eduardo já tinha visto. Apesar da frieza da noite, ele estava suando bastante, ansioso pela resposta. Diga sim, Camila, por favor, diga sim! Ele pensou.Eduardo sabia que o amor entre eles era unilateral. Ele não tinha certeza dos sentimentos de Camila por ele. Mas seus sentimentos por ela eram muito profundos, obsessivos, e ele se casaria com ela de qualquer forma, mas se ela dissesse sim, era um sinal de que seu coração estava amolecendo por ele.Eduardo não tinha certeza do momento exato em que se apaixonou por ela, mas sabia que o amor que sentia era imenso. Desde que ele conheceu Camila, seu coração palpitava a toda hora, suas mãos tremiam e ele parecia prestes a perder a cabeça a qualquer momento. Ela o deixava assim. Ela o estragou para qualquer outra mulher.O instinto de Gregório foi preciso. Ele insistiu pelo casamento e agora E

  • O bilionário possessivo    32

    No final da tarde, Eduardo mostrou a Camila sua mansão enorme nos arredores de Nova Iorque. Ele comprou a casa havia um ano e tinha reformado.Camila se apaixonou completamente pela casa no momento em que a viu. Era uma mansão de dois andares toda branca. A estrutura era moderna e muito elegante. Tinha janelas grandes, corredores largos, teto alto, grandes quartos e a sala era muito espaçosa. Havia grandes árvores do lado de fora e um jardim muito bonito, infestado com as mais belas flores. O ambiente era muito tranqüilo e relaxante.— Você gostou?— Sim, sua casa é linda.— Não, querida. Esta é a nossa casa, agora. De agora em diante, tudo o que é meu, também é seu. — Ele passou os braços em torno dela. Ela relaxou, afundando-se em seu abraço quente.Eduardo fez um tour com ela. Mostrou-lhe o jardim, a piscina, o lago, a cozinha, a biblioteca e todos os quartos. O quarto do casal ficou por último.— Este será o nosso quarto. E bem ali no canto, vou mandar colocar um poste para você p

  • O bilionário possessivo    31

    Eduardo se sentiu derrotado. Ele esfregou o rosto com a mão.— Ok, eu admito. Mas em minha defesa eu digo que estava ligando como um louco para você e você não atendia. Eu pedi ao Bruce para procura-la. Ele viu onde você estava e me mandou fotos.— Oh meu Deus! Não bastava mandar me seguir, você ainda mandou tirar fotos? Eu esqueci o celular no hotel, por isso não atendi.— Como eu ia saber? Eu estava com saudade e queria ouvir sua voz. Camila, eu fiquei preocupado. — Ele disse com a voz profunda e frustrada.— Isso não justifica a perseguição. Você poderia apenas ter pedido aos seus homens para dizerem onde eu estava quando me encontraram na academia. Não deveria ter pedido para continuar seguindo e tirando fotos. — Ela colocou as mãos nos quadris e ergueu o queixo.— Eu sinto muito. Eu não estava pensando direito. Eu não fazer isso de novo, querida, eu juro.— É bom mesmo que não faça. Ou então eu vou procurar outra pessoa para casar. Isso me assusta. — Ela franziu a testa para ele.

  • O bilionário possessivo    30

    “Quando você sorri o mundo inteiro para e fica olhando por um tempo. Pois, garota, você é incrível. Do jeito que você é.” — Bruno Mars.Com um som rouco de macho completamente satisfeito, Eduardo segurou o corpo leve de Camila em seus braços poderosos. Ele a estava segurando com tanta força contra seu peito que ela mal conseguia respirar profundamente sem sentir que suas costelas estavam se esmagando. Então Eduardo a colocou no chão, e a olhou profundamente, com seus olhos cheios de fome.— Eu sou todo seu, Camila. Enquanto eu estiver com você, não haverá mais ninguém na minha vida. E eu espero que para você as coisas também sejam assim. — Seu olhar procurou pelos olhos dela. Ele queria a confirmação.Então sua boca de especialista desceu novamente sobre a dela em uma série de beijos ásperos e tentadores. O contato leve dos seus dentes no lábio inferior de Camila e o toque aveludado e sensual da sua língua a fez tremer e suspirar.— Eu amo a sua boca, eu amo sua pele... mas, acima de

  • O bilionário possessivo    29

    Ele balançou a cabeça, irritado. Uma despedida de solteiro em um clube? Ele entendia que as mulheres poderiam querer fazer isso, assim como muitos homens, mas ela poderia ter escolhido outro lugar. Se ela queria se exibir em um poledance, poderia ter ficado no seu quarto de hotel. Pelo menos ali, o único público masculino que ela teria era o Miles, mas ele não precisaria se preocupar com isso.— Você não devia acreditar em tudo que lê nas revistas. — Camila disse baixinho.— Idem. Agora você sabe como eu me sinto.Camila parou para pensar no que sua tia Beatriz tinha dito. Que ela não deveria acreditar em tudo que lia sobre o Eduardo porque ela mesma já tinha sido vítima de fofocas e exageros.Ela olhou de relance para ele e viu que ele continuava muito irritado, mesmo quando estacionaram no hotel. Eduardo praticamente arrastou Camila para fora do carro e entrou exasperado com ela no elevador. Ele sentiu vontade de encostá-la na parede daquele lugar apertado e mostrar a quem ela perte

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