INICIAR SESIÓN"Corra, Rose, corra. Você tem um dom. Um lindo dom. Fuja dele, fuja, Rose... Fuja da besta..."
Abri os olhos sobressaltada após ouvir minha mãe, e só então percebi que havia apagado. A tempestade caía intensa. E o macho ainda corria. Eu estava agarrada a ele, trêmula, ainda segurando o candelabro. Eu não podia acreditar que estava livre, longe do inferno que havia sido minha “vida” por tantos anos. Olhei confusa para a floresta, eu sequer sabia como estava o mundo fora das paredes da casa de luas. Ergui a cabeça e abri a boca, sorrindo quando senti as gotas de chuva tocando minha língua. Quando a tempestade diminuiu um pouco, o macho reduziu a velocidade e logo chegamos a uma espécie de caverna. Ele parou e me colocou no chão. O frio me atingiu imediatamente; minha roupa estava encharcada. Olhei para ele. — Obrigada por ter me salvado — sorri levemente. — Eu vivia lá desde criança. Eu... eu nem acredito que estou livre. Comecei a gargalhar. — Você me salvou. Ele se aproximou e tirou o capuz da minha cabeça, revelando meus cabelos. Castanhos claros, mas com a raiz branca e a cada dia, mais branca ainda. Dei alguns passos para trás. — Eu não estou doente, se é o que pensa. Eu nasci assim. O macho deu um passo para trás também. Sua respiração ficou mais lenta, mais intensa. — Eu sei que eu não sou atraente, e isso me deixa estranha. Mas eu não sou um monstro. Não fique bravo comigo. De repente, a respiração dele acelerou. Tentei me aproximar, mas ele ergueu a cabeça e vi as veias de seu pescoço saltarem. Arregalei os olhos. — Não estou entendendo, você me salvou... — Salva? — ele rugiu. A voz grossa e ríspida ecoou pela caverna, causando um estrondo. — Você não está salva. O timbre dele mudou, como se algo tivesse tomado seu corpo. — Eu vou levar seu coração para ela. Naquele instante, eu entendi. Talvez Theodor estivesse certo. Ele não era meu herói. Ele começou a se contorcer, pronto para se transformar e me atacar. Não pensei nem duas, nem três vezes. Corri até a saída. Ele tentou me agarrar, mas eu apertei o candelabro em minhas mãos, e o acertei no rosto. Ele gritou de ódio, e eu consegui escapar. A chuva caía intensa e poderosa na floresta. Eu não sabia para onde estava indo; o caminho era confuso, cheio de árvores e galhos que me feriam. A luz da lua havia sumido. Tudo que eu escutava eram uivos na mata. Não sabia voltar. Não sabia para onde correr. Não havia trilha, nem caminho. Apenas mata fechada e densa. Eu corri. E corri o mais rápido que consegui. Até avistar uma luz, uma pequena luz em meio à escuridão. A segui. Ao longe, vi uma cabana pequena. Me aproximei desesperada. A porta estava fechada, mas não trancada. Entrei. Meu corpo estava dolorido e sangrando. Olhei em volta: a casa era pequena, mas parecia que uma família morava ali. Os uivos cessaram. Talvez ele tivesse parado de me perseguir. Levantei, cambaleando, e procurei algo para enfaixar minha perna sangrando. Entrei em um quarto pequeno e escuro, encontrei uma camiseta velha jogada no chão e a amarrei na perna. — Aí... deuses, por favor. Me ajudem — implorei. Observei o quarto. Havia um cheiro específico e estranhamente familiar. Olhei para a parede ao lado da porta e avistei um retrato pintado de uma família. E ali, no retrato... estava ele. Marco. Meu coração veio à garganta. — Não... não... Eu estava na casa dele. — Nós vamos caçar aquele forasteiro e aquela vadia, pai! Eu prometo! Ouvi vozes e passos. Pessoas entraram na casa. Machos. — Eles vão me pagar pelo meu filho! — rosnou um lobo furioso. Me escondi atrás da porta, tentando não fazer barulho. Eles iriam me matar. Ou coisa pior. Enquanto discutiam, vagarosamente fechei mais a porta. Avistei uma janela baixa no canto do quarto e fui até lá, silenciosa. Estava quase abrindo quando a madeira do chão rangeu. Desesperada, tentei agir rápido. Mas a porta se abriu de supetão. O macho surgiu furioso. Antes mesmo que eu pudesse saltar para fora, ele me segurou pelos cabelos e me jogou no chão. — Olha só o que temos aqui. É ela, pai. A fêmea que matou Marco. Agora eu estava presa. Em uma cabana. Com três machos monstruosos e sedentos por vingança.Rose*Quando acordei naquela manhã, não sabia ao certo se aquilo entre mim e Fall realmente tinha acontecido ou se eu havia imaginado.Olhei lentamente para o lado, meus olhos se adaptando à luz, e notei que ele não estava na cama. Sentei devagar, meu corpo ainda estranho por causa da noite que tínhamos tido.Levantei e segui até a sala de entrada. Ele também não estava ali.Franzi o cenho e, sem demora, notei que havia deixado comida para mim.— Fall?Mas ele não respondeu.Aparentemente, não estava na casa.Depois de comer, saí para fora.O dia estava quente, o sol alto no céu. E tudo parecia... estranhamente novo para mim.Segui devagar até o pequeno lago que ficava perto da cabana. Sentei-me na margem por alguns instantes, deixando os pés tocarem a água.Foi então que olhei para uma parte mais afastada do lago.E o avistei.Estava dentro da água, tomando banho.De pé, com a água mal cobrindo seu corpo.Estava de costas. As costas largas e marcadas. A água escorria por seus cabelos
Fall*A sensação de estar dentro dela é avassaladora. Meu corpo se arqueia assim que a sinto meu pau tocá-la profundamente. Pisquei, tremendo, sentindo seu fôlego acelerar enquanto ela vagarosamente se adaptava à sensação de me ter dentro dela. Inclinei a cabeça, afundando o rosto na curva do seu pescoço. Ela cheira tão bem, está tão macia, tão apertada que...Não consigo respirar.Meus quadris começam a se mover involuntariamente enquanto começo a penetrá-la. Sinto suas mãos em minhas costas, suas unhas afundando em minha pele.Eu quero me controlar. Quero ser gentil para que ela não se assuste e não sinta dor.Mas porra...Meu corpo quer tudo, menos controle.Meu ritmo começa a aumentar gradualmente, pequenas estocadas. Deixando-a sentir tudo o que eu quero dar para ela. — Ah... Fall...Um gemido rouco de dor ou prazer escapou por seus lábios. Fechei a mandíbula em seu ombro, mordendo-a de leve e arrancando aquele som outra vez.Meus quadris, começam a perder o controle que eu e
Rose*Fall não demorou a retribuir o beijo. Seus lábios se moveram com intensidade contra os meus, enquanto suas mãos se afastavam da minha cabeça e desciam até minha cintura.Ele apertou minha pele sob o vestido. Arfei quando senti sua língua contra a minha. Meu corpo já estava em chamas.Sua mão esquerda deslizou até minha perna e, sem aviso, a afastou para que pudesse se acomodar entre elas.Meu corpo se arqueou contra o dele assim que senti ele se pressionar contra mim. Eu senti imediatamente seu volume E não pude evitar me esfregar contra ele. Aquela necessidade desesperada que eu sentia latejava entre minhas pernas. Ele afastou os lábios dos meus e desceu devagar, mordendo meu queixo antes de seguir para meu pescoço.Minha cabeça tombou para trás enquanto eu sentia seus beijos e mordidas. Como se quisesse me marcar de uma forma que fosse muito além de qualquer outra coisa.Ele desceu um pouco mais. Eu estava ofegante. Quando olhei para ele, encontrei seu rosto tomado por inten
Rose*Não movi um único músculo sequer. Meus olhos permaneceram presos aos dele enquanto ouvia aquelas palavras.E notava sua respiração levemente acelerada. Pisquei, confusa. Nervosa.— Do que... do que você está falando?— Da verdade que existe entre nós há muito tempo. — admitiu ele, intenso.Seus olhos verdes me fitaram com um calor quase cortante.— Você está tentando mudar de assunto, Fall. Como sempre faz, tentando... me deixar no escuro depois de me dizer uma coisa horrível! — disse nervosa.— Como se isso fosse consertar tudo entre nós! Como se isso...Ele se aproximou mais.Seu olhar endureceu levemente, e ele se empertigou.— É isso que você acha de mim? — questionou, intenso.— Eu falo a verdade para você e acha que estou brincando?Eu me empertiguei também. Fall não era um macho que brincava, e algo dentro de mim insistia que eu estava sendo tola.Mas... eu não podia simplesmente deixar tudo para lá e aceitar aquilo só porque, de repente, ele tinha escolhido ser "sincero.
Rose*O caminho seguiu silencioso enquanto Fall me carregava em suas costas. Eu não fazia ideia de para onde estávamos indo, só sabia que a floresta parecia não ter fim.E tudo aquilo era desconhecido para mim.Até que, após tanto andar, avistei uma pequena casa no meio da floresta.Franzi o cenho. Ela ficava ao lado do lago que cortava a mata, debaixo de um enorme carvalho. Como ele tinha encontrado um lugar justo ali?Nos aproximamos, e devagar ele me ajudou a descer. Fall me encarou de relance e abriu a porta lentamente.— Entra.Obedeci e adentrei. Era um lugar pequeno, feito de madeira.Alguns cantos já estavam rachando, e parecia abandonado havia muito tempo. Mas estava estranhamente limpo, como se alguém tivesse feito uma faxina recente.Ele fechou a porta atrás de si, e me voltei para ele.— O que é isso?— Uma casa.Revirei os olhos.— Estou dizendo... isso. — indiquei o local.— Eu... não entendo por que me trouxe aqui.Ele se aproximou.— Simples. Porque vamos ficar aqui.P
Rose*Sentia meu corpo pesado, minha respiração lenta e meu coração tão fraco que eu sequer tinha certeza se ainda estava viva.Não sabia ao certo quanto tempo tinha passado desacordada. Só sabia que, enquanto dormia, minha mente havia sido constantemente bombardeada por sonhos... Ou lembranças distantes de minha mãe.Ela fugia de uma enorme besta que queria matá-la a todo custo.Enquanto corria, eu conseguia enxergar seu rosto uma última vez.Quando então, meus olhos se abriram de repente.Eu estava ofegante, os olhos lacrimejando e o coração na garganta.Franzi o cenho. Não fazia ideia de onde estava. O local era escuro, e minha visão ainda estava se adaptando. Notei que estava em uma cama.Será que Liam tinha...— Você acordou.Olhei rapidamente para o lado. Uma fêmea idosa, de expressão gentil, me fitava.— Vou avisá-lo que você está bem. Não se mexa, você ainda está se recuperando. — ordenou, saindo do quarto.— Espere, onde eu estou? — questionei, minha voz saindo rouca pela fal







