MasukOs machos me arrastaram com violência até a sala de estar. Jogaram-me no chão enquanto iluminavam meu rosto com um candeeiro.
— Foi ela, pai, ela matou Marco — um dos lobos, com expressão furiosa, disse entre dentes. — Ela é cúmplice daquele forasteiro maldito! — apertei as mãos sobre o colo. Como eu podia estar passando por todas aquelas situações em tão curto período de tempo? — Onde está o seu amante, sua vadia? — o lobo mais velho, de expressão dura, tomou a frente. O pai de Marco, eu sabia. — Ele não é meu amante. Ele me sequestrou e está tentando me matar! Não fui eu quem feriu seu filho, por favor, acreditem em mim! — implorei. — Mentirosa! — o outro gritou. Estremeci de ódio. Por que eles eram tão burros? Começaram a falar entre si, me xingando e duvidando de mim. Aquilo me enfureceu intensamente. Não pude mais aguentar. — Vocês são surdos ou imbecis?! — gritei em fúria. — Por que eu estaria tramando contra vocês? Por que eu mataria Marco? Olhem para mim, vejam se uma fêmea como eu conseguiria fazer algo contra ele! Vocês vão todos morrer se não me escutarem! — meu corpo inteiro tremia com solavancos desesperados. Eles me encararam, surpresos. Talvez nenhuma fêmea tivesse falado com eles daquela forma antes. O lobo mais velho se agachou e ergueu meu rosto para que pudesse olhar para mim melhor. Logo, ele viu meus cabelos. E sua expressão endureceu. — Deuses, ela é uma aberração! Vejam os cabelos dela — encolhi-me. Era como reviver o passado. Os filhos se enrijeceram. — Ela não vai contar a verdade, pai. Deixe que eu e Caio cuidemos dela — notei a malícia em sua voz. — Façam o que quiserem. Só limpem a bagunça e depois joguem fora — eles assentiram, sorrindo, prontamente me tirando do chão e segurando meus braços. — Não! Não, por favor, eu posso ser útil! Eu sou valiosa. Não precisa ser assim. — Não, mas vai ser assim — o outro disse, vitorioso. Me arrastaram para os fundos da cabana enquanto eu tentava desesperadamente me soltar. Chegamos a um quarto vazio e escuro, iluminado apenas por uma vela. — Segure bem ela, Caio — ordenou o irmão mais velho. Me sacudi, enquanto ele se colocava na minha frente. — Você vai pagar. — rosnou. Logo, ele começou a abrir a calça. Minha respiração acelerou. Sem aviso, aproximou-se e forçou um beijo, enfiando sua língua nojenta na minha boca. O ódio e a raiva me tomaram. Com força, cravei os dentes em sua língua, quase arrancando-a fora. Ele gritou, afastando-se de mim. Sua boca sangrava, o sangue pingando pelos meus lábios. — Você vai queimar no inferno! Todos vocês vão! — gritei. Ele desferiu um soco no meu rosto, me deixando zonza. — Vai ser assim mesmo — ele se aproximou, prestes a me tomar. Um silêncio mortal recaiu sobre a cabana, seguido por um uivo. Um uivo alto e intenso que atravessou o ar como uma lâmina afiada. Os dois machos pararam de imediato. Abri os olhos devagar. — É ele... — sussurrei sem voz. Caio, que me segurava, começou a tremer. — Esse... esse uivo não é natural, Peter — disse quase chorando. — O que é isso? — Não seja covarde, Somos lobos! — ordenou Peter. Então, um grito seco ecoou. — PAI! — Peter gritou. E mais uma vez, o uivo. Caio me jogou no chão. Olhei para ele: estava tremendo e se urinando de medo. — Eles... eles não estavam extintos, Peter? Hein, Eles não estavam extintos?! — gritou em desespero. O mais puro temor se estampava em seu rosto. — SE ACALMA... — mas Peter não pôde terminar. A porta foi escancarada com um estrondo, arrancando a cabeça dele com uma única patada. Meus olhos se abriram. O mais puro medo tomou meu corpo. Ele era enorme. Uma besta cinzenta de mais de três metros, mesmo em quatro patas. Maior do que qualquer lobo em sua forma bestial. — AHH! — Caio gritou, tentando se transformar, mas sem sucesso. O monstro pulou sobre ele. Enquanto ele perdia a vida, o instinto de sobrevivência falou mais alto. Mesmo fraca e cambaleando, levantei e corri, passando por ele. Avistei a janela mais próxima e me joguei por ela, tentando correr até a floresta. Mas antes que eu pudesse alcançar a trilha, seus dentes se fecharam em meu tornozelo, me derrubando no chão. Ele me arrastou em sua direção, ficando por cima de mim em instantes. Seus dentes enormes pingavam o sangue dos lobos. Ele abriu a boca, pronto para me devorar. Para acabar com tudo. Até que… algo voltou à minha memória. "Você tem um dom, Rose… Fuja…" A voz da minha mãe, mais uma vez. Respirei fundo o medo e a angústia dentro de mim. Talvez fosse um palpite errado, mas eu não tinha mais escolhas. Ergui as mãos e coloquei uma de cada lado da sua cabeça. Ele se sacudiu, muito forte, me machucando. Mas eu não afastei as mãos. Precisava que ele sentisse. Seja lá o que fosse, era minha única chance. Então, algo estalou dentro de mim. Como um clique. Ele parou, imóvel como uma estátua. Seus olhos se fixaram nos meus. Pela primeira vez, ele não parecia um monstro. Meu corpo inteiro se arrepiou. Uma lágrima escorreu pelo meu rosto. Talvez fosse o medo, talvez o desespero ou outra coisa, mas meus lábios se moveram vagarosamente e eu sussurrei: — Você… você é meu companheiro...Rose*Quando acordei naquela manhã, não sabia ao certo se aquilo entre mim e Fall realmente tinha acontecido ou se eu havia imaginado.Olhei lentamente para o lado, meus olhos se adaptando à luz, e notei que ele não estava na cama. Sentei devagar, meu corpo ainda estranho por causa da noite que tínhamos tido.Levantei e segui até a sala de entrada. Ele também não estava ali.Franzi o cenho e, sem demora, notei que havia deixado comida para mim.— Fall?Mas ele não respondeu.Aparentemente, não estava na casa.Depois de comer, saí para fora.O dia estava quente, o sol alto no céu. E tudo parecia... estranhamente novo para mim.Segui devagar até o pequeno lago que ficava perto da cabana. Sentei-me na margem por alguns instantes, deixando os pés tocarem a água.Foi então que olhei para uma parte mais afastada do lago.E o avistei.Estava dentro da água, tomando banho.De pé, com a água mal cobrindo seu corpo.Estava de costas. As costas largas e marcadas. A água escorria por seus cabelos
Fall*A sensação de estar dentro dela é avassaladora. Meu corpo se arqueia assim que a sinto meu pau tocá-la profundamente. Pisquei, tremendo, sentindo seu fôlego acelerar enquanto ela vagarosamente se adaptava à sensação de me ter dentro dela. Inclinei a cabeça, afundando o rosto na curva do seu pescoço. Ela cheira tão bem, está tão macia, tão apertada que...Não consigo respirar.Meus quadris começam a se mover involuntariamente enquanto começo a penetrá-la. Sinto suas mãos em minhas costas, suas unhas afundando em minha pele.Eu quero me controlar. Quero ser gentil para que ela não se assuste e não sinta dor.Mas porra...Meu corpo quer tudo, menos controle.Meu ritmo começa a aumentar gradualmente, pequenas estocadas. Deixando-a sentir tudo o que eu quero dar para ela. — Ah... Fall...Um gemido rouco de dor ou prazer escapou por seus lábios. Fechei a mandíbula em seu ombro, mordendo-a de leve e arrancando aquele som outra vez.Meus quadris, começam a perder o controle que eu e
Rose*Fall não demorou a retribuir o beijo. Seus lábios se moveram com intensidade contra os meus, enquanto suas mãos se afastavam da minha cabeça e desciam até minha cintura.Ele apertou minha pele sob o vestido. Arfei quando senti sua língua contra a minha. Meu corpo já estava em chamas.Sua mão esquerda deslizou até minha perna e, sem aviso, a afastou para que pudesse se acomodar entre elas.Meu corpo se arqueou contra o dele assim que senti ele se pressionar contra mim. Eu senti imediatamente seu volume E não pude evitar me esfregar contra ele. Aquela necessidade desesperada que eu sentia latejava entre minhas pernas. Ele afastou os lábios dos meus e desceu devagar, mordendo meu queixo antes de seguir para meu pescoço.Minha cabeça tombou para trás enquanto eu sentia seus beijos e mordidas. Como se quisesse me marcar de uma forma que fosse muito além de qualquer outra coisa.Ele desceu um pouco mais. Eu estava ofegante. Quando olhei para ele, encontrei seu rosto tomado por inten
Rose*Não movi um único músculo sequer. Meus olhos permaneceram presos aos dele enquanto ouvia aquelas palavras.E notava sua respiração levemente acelerada. Pisquei, confusa. Nervosa.— Do que... do que você está falando?— Da verdade que existe entre nós há muito tempo. — admitiu ele, intenso.Seus olhos verdes me fitaram com um calor quase cortante.— Você está tentando mudar de assunto, Fall. Como sempre faz, tentando... me deixar no escuro depois de me dizer uma coisa horrível! — disse nervosa.— Como se isso fosse consertar tudo entre nós! Como se isso...Ele se aproximou mais.Seu olhar endureceu levemente, e ele se empertigou.— É isso que você acha de mim? — questionou, intenso.— Eu falo a verdade para você e acha que estou brincando?Eu me empertiguei também. Fall não era um macho que brincava, e algo dentro de mim insistia que eu estava sendo tola.Mas... eu não podia simplesmente deixar tudo para lá e aceitar aquilo só porque, de repente, ele tinha escolhido ser "sincero.
Rose*O caminho seguiu silencioso enquanto Fall me carregava em suas costas. Eu não fazia ideia de para onde estávamos indo, só sabia que a floresta parecia não ter fim.E tudo aquilo era desconhecido para mim.Até que, após tanto andar, avistei uma pequena casa no meio da floresta.Franzi o cenho. Ela ficava ao lado do lago que cortava a mata, debaixo de um enorme carvalho. Como ele tinha encontrado um lugar justo ali?Nos aproximamos, e devagar ele me ajudou a descer. Fall me encarou de relance e abriu a porta lentamente.— Entra.Obedeci e adentrei. Era um lugar pequeno, feito de madeira.Alguns cantos já estavam rachando, e parecia abandonado havia muito tempo. Mas estava estranhamente limpo, como se alguém tivesse feito uma faxina recente.Ele fechou a porta atrás de si, e me voltei para ele.— O que é isso?— Uma casa.Revirei os olhos.— Estou dizendo... isso. — indiquei o local.— Eu... não entendo por que me trouxe aqui.Ele se aproximou.— Simples. Porque vamos ficar aqui.P
Rose*Sentia meu corpo pesado, minha respiração lenta e meu coração tão fraco que eu sequer tinha certeza se ainda estava viva.Não sabia ao certo quanto tempo tinha passado desacordada. Só sabia que, enquanto dormia, minha mente havia sido constantemente bombardeada por sonhos... Ou lembranças distantes de minha mãe.Ela fugia de uma enorme besta que queria matá-la a todo custo.Enquanto corria, eu conseguia enxergar seu rosto uma última vez.Quando então, meus olhos se abriram de repente.Eu estava ofegante, os olhos lacrimejando e o coração na garganta.Franzi o cenho. Não fazia ideia de onde estava. O local era escuro, e minha visão ainda estava se adaptando. Notei que estava em uma cama.Será que Liam tinha...— Você acordou.Olhei rapidamente para o lado. Uma fêmea idosa, de expressão gentil, me fitava.— Vou avisá-lo que você está bem. Não se mexa, você ainda está se recuperando. — ordenou, saindo do quarto.— Espere, onde eu estou? — questionei, minha voz saindo rouca pela fal







