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last update Fecha de publicación: 2026-05-11 09:56:09

A luz do sol filtrou-se pelas janelas inteligentes da cobertura, clareando os vidros automaticamente. Alisson abriu os olhos e o primeiro som que registrou foi o de seu próprio coração batendo forte nas têmporas. O peso do braço de um homem envolvendo sua cintura a fez reagir com um pavor gélido.

Virou a cabeça milímetro por milímetro. Ao seu lado, Massimiliano Fitzwilliam dormia profundamente. Alisson sentiu o pânico fechar sua garganta ao lembrar da mesa de mármore e da entrega absoluta da noite anterior. Sem pensar, deslizou para fora dos lençóis, recolheu suas roupas com as mãos trêmulas e vestiu-se em um silêncio sepulcral. Saiu do prédio como um fantasma, fugindo por milagre antes que o mundo acordasse.

Ao entrar em seu pequeno apartamento, o silêncio a atingiu. Sentia-se suja, idiota e atordoada. Deixou-se escorregar contra a porta fechada, abraçando os joelhos enquanto os soluços começavam a escapar de sua garganta. Como tinha passado de uma promoção e uma decepção amorosa para a cama de um estranho?

— Sou tão patética — fungou.

Nesse momento, seu telefone vibrou na bolsa. A tela iluminou a penumbra do corredor: "Julian ligando". Alisson olhou para o nome e sentiu uma náusea violenta. O homem que a tinha ignorado na noite anterior para continuar com outra mulher agora buscava sua atenção. Com um movimento brusco e cheio de raiva, rejeitou a chamada. Não queria falar com ninguém. Não queria explicações de Julian, nem queria lembrar o nome daquele homem com quem passara a noite. Afundou-se na cama, chorando até o esgotamento vencê-la, desejando que tudo fosse um pesadelo induzido pelo álcool.

Do seu lado, Massimiliano acordou pouco depois, sentindo uma leveza estranha. Tinha dormido a sono solto como há muito tempo não conseguia; sequer tinha precisado dos remédios para dormir que costumavam ser sua única trégua. Ao esticar a mão e encontrar o lado da cama vazio, sentiu-se aliviado. Ela tinha ido embora.

Sentou-se na beirada do colchão, esfregando as têmporas; jamais se permitia perder o controle, muito menos com uma desconhecida que o havia insultado antes de beijá-lo.

— Maldição, Massimiliano. No que você estava pensando? — recriminou-se em voz baixa, olhando para a bagunça dos lençóis.

Ao se levantar para procurar a roupa, algo brilhou intensamente no tapete, perto da beirada da cama. Abaixou-se e o recolheu. Era um bracelete de prata, delicado porém firme, com iniciais gravadas profundamente no metal: *A. A. H. S*. Segurou a peça na mão, sentindo o frio do metal contra a palma. Concluiu que talvez fosse algo de alto valor sentimental para aquela mulher, dada a natureza da gravação. Em vez de deixá-lo no criado-mudo para que o serviço de limpeza o encontrasse, ou jogá-lo no lixo para apagar as evidências, Massimiliano o fechou no punho e o guardou. Talvez, embora sua mente lógica dissesse que ele não queria, seu instinto sabia que cruzaria com ela novamente.

Soube que devia despertar todos os seus sentidos ao ver as horas. Rapidamente começou a se vestir para ir ao trabalho! Ser pontual era um ritual para ele, e aquele dia não seria exceção.

Mais tarde, em seu escritório, seu assistente entrou com uma pilha de documentos. O jovem, que conhecia perfeitamente os humores do chefe, notou de imediato que Massimiliano não estava prestando atenção aos balanços financeiros de sempre. Viu-o com o olhar perdido na janela, acariciando algo dentro do bolso com uma expressão ausente que jamais tinha visto nele.

— Senhor... o senhor está bem? Parece um pouco distraído hoje — atreveu-se a perguntar o assistente com cautela.

Massimiliano reagiu imediatamente, tirando a mão do bolso e adotando sua postura rígida e gélida de costume.

— Estou bem. Só revisava mentalmente uns relatórios de avaliação — disfarçou, embora o brilho em seus olhos o traísse.

O assistente passou a informá-lo sobre os assuntos pendentes, mas antes de sair, lembrou do assunto que Massimiliano vinha adiando há meses.

— Seu pai ligou de novo, senhor. Insiste que já passou da hora de o senhor assumir as rédeas da empresa de marketing e publicidade da família. Diz que os números têm sido medíocres nos últimos três anos e que só o senhor pode salvar o prestígio do sobrenome.

Massimiliano guardou silêncio por um longo minuto, olhando para o horizonte da cidade. Por alguma razão, a ideia de ir para aquela empresa já não lhe parecia tão entediante.

— Diga a ele que eu aceito. Serei o novo diretor, mas tenho condições — sentenciou com uma segurança cortante. — Agendem minha visita oficial para daqui a dois meses. Quero que tudo esteja impecável para a minha chegada.

O assistente assentiu e saiu, deixando Massimiliano a sós com seus pensamentos. Ele voltou a tirar o bracelete de prata, traçando as iniciais *A.A.H.S* com o polegar. O destino parecia direcionar seus passos até ela outra vez, e desta vez, seria sob as suas próprias regras.

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Último capítulo

  • PRESA PELO DESTINO DO CEO: Terei seus Gêmeos   153 Fim

    Seis meses depois, não havia imprensa, nem câmeras, nem convidados por obrigação. Apenas o aroma das peônias brancas, o sussurro do vento por entre os salgueiros e o som de uma pequena orquestra de cordas que tocava uma melodia suave, quase etérea. Alisson olhou-se uma última vez no espelho do quarto que Mariola lhe tinha preparado. O vestido, desenhado por ela própria, era uma obra-prima de seda minimalista que abraçava a sua silhueta recuperada, com um caimento que lembrava a água em movimento. No seu pescoço, a safira de Brenda brilhava com uma intensidade nova, como se finalmente tivesse encontrado o seu lugar na luz. — Você está linda, filha. — A voz de Mariola fê-la virar-se. A matriarca dos Fitzwilliam entrou no quarto com os olhos marejados, segurando a pequena Aurora, que usava um vestido de renda lilás feito sob medida —. Guido já está no altar com o Massimiliano. E o Alistair... bem, o Alistair decidiu que o dedo do avô é o melhor brinquedo do mundo. Alisson riu, um ris

  • PRESA PELO DESTINO DO CEO: Terei seus Gêmeos   152

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  • PRESA PELO DESTINO DO CEO: Terei seus Gêmeos   151

    Meses depois.O sol da tarde filtrava-se através das grandes janelas da cobertura, criando um caminho de luz pelo ambiente. O mundo seguia o seu rumo e ritmo, mas neste espaço, o tempo era medido de uma forma diferente: pelo ritmo dos chutes no ventre de Alisson e pelo suave tique-taque de um relógio de parede que marcava a paz recuperada.Alisson estava recostada num divã confortável, rodeada de almofadas. O seu ventre, agora uma curva proeminente e orgulhosa de quase oito meses, ditava cada um dos seus movimentos. Tinha um tablet entre as mãos, mas não estava analisando balanços financeiros nem notícias sobre a liquidação dos bens de Alessandra. Estava retocando o design de uma coleção infantil: "Dourado".— Se você continuar trabalhando, a Aurora vai nascer sabendo usar o Photoshop — brincou uma voz na entrada.Regina entrou na sala, segurando uma sacola de uma butique exclusiva e um café descafeinado. Parecia radiante, mas ao ver Alisson, a sua expressão enterneceu-se.— Não é tra

  • PRESA PELO DESTINO DO CEO: Terei seus Gêmeos   150

    O hospital estava em silêncio. Lorenzo Santoro já não era o magnata que fazia tremer a indústria imobiliária; era apenas um homem esgotado numa cama de oncologia. O monitor cardíaco marcava um ritmo lento, quase resignado.Ao seu lado, o seu advogado fechou uma pasta.— Tudo está pronto, senhor Santoro — avisou em voz baixa —. O fundo de garantia fiduciária de Aurora e Alistair é intocável. Nem Alessandra nem ninguém poderá tirar-lhes nada. Alisson tem agora o controle legal da empresa. Só falta a sua assinatura.Lorenzo pegou a caneta de ouro com esforço e assinou. Foi o seu último ato: desmantelar o seu império para proteger a única coisa que realmente importava.A porta abriu-se e Massimiliano Fitzwilliam entrou. Não havia tensão nem vontade de brigar no seu rosto, apenas um respeito sóbrio.— Você veio — sussurrou Lorenzo.— A Alisson está estável, mas continua sedada — respondeu Massimiliano, aproximando-se da cama —. O médico diz que os bebês estão fora de perigo. Venho em nome

  • PRESA PELO DESTINO DO CEO: Terei seus Gêmeos   149

    O trajeto para o hospital, ela ficou em silêncio. Massimiliano, com as mãos apertadas no volante e o maxilar rígido, não havia deixado de expressar a sua desconfiança. Para ele, Lorenzo Santoro era um estrategista nato, e custava-lhe acreditar na sua vulnerabilidade.— Alisson, apenas tome cuidado — advertiu ele enquanto estacionavam —. Você não tem que carregar os arrependimentos de última hora dele. A sua saúde e a de Aurora e Alistair é a única coisa que importa.Alisson suspirou, acariciando o ventre.— Massimiliano, ele não sabia que eu existia. Não posso culpá-lo de um abandono que não foi consciente, mas também não posso fingir que somos família. Eu só quero ouvir o que ele tem a dizer.Sob a estrita vigilância da segurança dos Fitzwilliam, subiram para o andar de oncologia. Ao chegarem ao quarto privativo, Alisson parou por um segundo. Massimiliano segurou a sua mão, dando-lhe uma força silenciosa antes de entrar.Lorenzo Santoro não estava numa cama, mas sentado numa poltrona

  • PRESA PELO DESTINO DO CEO: Terei seus Gêmeos   148

    O sol da tarde começava a se pôr, tingindo as paredes de vidro com tons de âmbar e lilás. Onde antes havia um quarto de hóspedes minimalista e frio, agora batia o coração do novo lar que Alisson e Massimiliano haviam construído.As caixas de madeira e as embalagens de seda estavam espalhadas pelo tapete branco.Alisson, sentada numa cadeira de balanço de madeira clara, observava Massimiliano. Era uma imagem que ela nunca se cansaria de guardar na memória: o homem que fazia tremer os mercados financeiros estava agora concentrado, com a testa franzida e as mangas da sua camisa branca arregaçadas, terminando de montar o segundo berço.— O que você acha? Tudo está perfeito para eles — disse ele com doçura.Alisson sorriu, sentindo um calor que se expandia do seu peito até ao seu ventre. Levantou-se com cuidado e caminhou em direção a ele. Massimiliano deixou as ferramentas de lado e levantou-se imediatamente para recebê-la, envolvendo a sua cintura com uma delicadeza absoluta.— Já está t

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