INICIAR SESIÓN— Por favor... não tenha medo... — falou o espírito que descansava naquela cama.
— Você... está me vendo? — perguntei, atordoada. — Porque... eu estou vendo você.
Fechei os olhos e respirei fundo, simplesmente incrédula. Tão incrédula que falei em alto e bom som para mim mesma:
— Eu vejo fantasmas. Com que frequência? O tempo todo!
Abri os olhos, e ele continuava ali. Eu
Paige sorriu:— Isso deverá ter uma consequência, Alessandro.— Com certeza.— Escolha onde quer que eu toque... e qual parte do meu corpo usarei para tocá-lo.— Sua boca... no meu pau.Paige sorriu:— Boa escolha, carrasco.Abri o zíper da calça, afastei parte da cueca e deixei meu pau para fora.Sim, ele já estava completamente pronto, esperando por ela.— Eu... preciso de ajuda, senhor. Não sei exatamente como fazer isso.Se aquilo tivesse acontecido algum tempo antes, eu duvidaria. Mas, nos últimos dias, já não tinha certeza de absolutamente nada quando se tratava de Paige Bellini Montrelli.Ela se acomodou entre minhas pernas, com os cabelos soltos caindo sobre os ombros e as mãos pequenas, um pouco trêmulas, apoiadas em minhas coxas. Olhei para baixo e encontrei aqueles olhos grandes e
POV AlessandroQuando acordei, vi Helena entrando com água. Ela colocou a jarra sobre a mesa ao lado da minha cama e disse, sem jeito:— Desculpe-me por ter invadido sua privacidade, senhor Alessandro. Mas bati várias vezes e o senhor não respondeu. Tive medo de que... alguma coisa tivesse acontecido.Ela encheu um copo com água e o ofereceu para mim. Percebi que me sentia muito melhor e me ajeitei contra os travesseiros, conseguindo me sentar com facilidade.Bebi a água e confessei:— Eu me sinto melhor. Por que você não veio antes? Deveria ter me acordado, Helena. Dormi demais.— Não vim antes porque... — Ela abaixou a cabeça. — Estava alimentando seu dragão e os súditos dele.Arqueei uma sobrancelha:— Meu dragão agora tem súditos?— Muitos deles, senhor.Tentei não rir.
POV PaigeQuando Alessandro me pediu aquilo, senti meu estômago se contrair e meu coração acelerar tanto que achei que saltaria do meu peito e iria parar nas mãos dele.Observei a mão dele em meu pulso. Alessandro a retirou rapidamente, como se já estivesse arrependido de ter feito aquele pedido.— Eu fico — respondi depressa, antes que ele tivesse tempo de se arrepender.— Não precisa.Como eu previa, o arrependimento dele foi rápido.— Ficarei mesmo assim. — Dei de ombros e me sentei na cama.— Eu disse que não.O “não” de Alessandro não foi tão incisivo. Então decidi que ficaria.Toquei sua testa:— Você ainda está com febre.— Você não me deu um chá para resolver todos os meus problemas?— Bem... todos os seus
— Cale a porra da boca! — gritei, sentindo minha cabeça latejar. A cabeça de baixo, não a de cima.Paige simplesmente me ignorou. Pegou a xícara e a colocou bem diante de mim:— Vou fazer uma mágica — anunciou, com seriedade.Pingou algumas gotas de limão na bebida e, segundos depois, o chá se tornou rosa.— Chá das fadas. — Sorriu. — Também conhecido como chá de clitóris.— Chá de... quê?— Clitóris. Você pode beber puro. Ou... misturar com... o que sai do clitóris quando você me chupa.Caralho! Puxei a coberta quase até o pescoço, alarmado, temendo que ela visse meu pau reagindo instantaneamente.Passei um braço por baixo da coberta, peguei a xícara e bebi tudo. A essas alturas, cuspe, gozo... tanto fazia. É claro que tamb&e
POV AlessandroQuando Paige Bellini entrou em meu quarto sem sequer bater, fiquei atordoado. Eu não queria que ela me visse daquele jeito... literalmente pegando fogo.Mas aquela mulher nunca me dava tempo para pensar ou agir. Era rápida demais.Fingi que nem me lembrava da noite anterior. E... eu sequer precisava fingir, porque realmente não me lembrava.Ela trazia uma bandeja nas mãos. E, por incrível que parecesse, demonstrava bastante familiaridade com o objeto e com a maneira correta de carregá-lo.Colocou-a sobre a mesa junto à parede e se aproximou de mim, tocando minha testa:— Amor, eu não sabia que você pegava fogo de verdade.Franzi a testa, tentando entender o que ela queria dizer.— Sobre aquilo... eu, você... — Gesticulou com as mãos. — Nossa cama... — Apontou para o colchão. — O suor, o prazer...
— Pois bem, “Lumière”... — Horloge enfatizou o nome do assessor pessoal da Fera. — Veremos o que o senhor Alessandro dirá quando beber um chá de clitóris.— Aceite seu papel nesta história, amigo!Horloge fez sua habitual expressão desagradável e saiu da cozinha, parecendo ainda mais irritado.— Agora vocês conhecerão a magia do chá das fadas. — falei, ansiosa.— Chá das fadas?Sim, as cozinheiras interromperam o trabalho. Pareciam muito interessadas em minhas flores.— Ele é mágico... assim como o clitóris. E... desta vez estou falando do clitóris de verdade. Quando estimulado corretamente, ele também se transforma num ponto mágico do nosso corpo.— Acho que não devo participar desta conversa. — Lumière virou as costas.Segure







