FAZER LOGINJulietta Hernandez Roux
O final de semana passou rapidamente e voltamos a nossa rotina, onde levávamos as crianças para escola e depois íamos para a faculdade, a aula de hoje é complicada para Romeu, pois o professor Roger costuma fazer pergunta para os alunos e toda a vez que o professor lhe faz uma pergunta ele acaba ficando nervoso e trocando as palavras o que faz com que os nossos colegas riem dele e o que me deixa irritada, Romeu me avisou que iria ao banheiro, então disse a ele que iria para sala guardar o nosso lugar, ao entrar na sala de aula, avistei Rodrigo e Gabriella que estavam à nossa espera estava indo me encontrar com meus amigos quando um grupo de colegas em uma roda, incluindo Olívia, que já foi minha colega, cochicharam algo e riram.
"O que está acontecendo?" – Perguntei de maneira curiosa.
"Julietta, hoje é dia da aula do professor Roger, estamos ansiosos para ver o Romeu falando quando está nervoso. É engraçadíssimo! Parece um verdadeiro show de comédia!" – Ela ria e o grupo ao redor a acompanhava.
Meu coração afundou instantaneamente. A alegria que eu sentia foi substituída por um misto de tristeza e indignação. Como alguém poderia zombar de Romeu?
"Olivia, não é certo rir do Romeu. Ele pode ter uma maneira peculiar de falar quando está nervoso, mas é parte de quem ele é."
"Ah, Julietta, não estou falando por mal. É apenas uma brincadeira inocente. Não precisa levar tão a sério." – Olivia disse desdenhosa.
A irritação começou a tomar conta de mim. Não era apenas uma brincadeira inocente; era uma falta de respeito para com Romeu. Decidi expressar minha insatisfação com mais firmeza.
"Olivia, não acho certo você zombar de alguém assim. Cada pessoa é única, e todos merecem respeito. Romeu é uma pessoa maravilhosa, e inteligente, eu mesma tenho olhos coloridos e isso me torna peculiar.” – Digo firme.
“Isso te torna gostosa." Maicon disse e recebeu um tapa da sua namorada que vivia em nossa sala, mesmo que não fizesse o mesmo curso.
“Peço que vocês parem de fazer comentários ofensivos e trate-o com o respeito que ele merece." – Ignorei Maicon completamente, até porque não gosto dele.
Olivia ficou momentaneamente sem palavras, surpresa pela minha reação. Por um instante, um silêncio desconfortável se instalou na sala de aula. Mas, em seguida, ela balançou a cabeça e deu um sorriso irônico.
"Tudo bem, Julietta. Se você se importa tanto assim com o seu Romeu, então que seja. Apenas tente não levar as coisas tão a sério. Não é como se eu estivesse fazendo mal a ele." – Vi a raiva em seus olhos.
"Apenas pense antes de falar e considere os sentimentos dos outros. Respeito é algo fundamental para convivermos harmoniosamente. Eu espero que possamos superar essa diferença e manter uma convivência respeitosa daqui para frente e sim, ele é o meu Romeu."
Sem esperar por uma resposta, afastei-me da roda de colegas, deixando Isabella para trás com suas palavras finais ecoando em meus ouvidos. Eu sabia que a discussão não resolveria todos os problemas, mas tinha esperança de que meu posicionamento pudesse fazer Olivia refletir sobre suas atitudes.
Ainda me incomodava a forma como Romeu estava sendo tratado, mas sentia orgulho por ter me colocado ao lado dele e o ter defendido. Juntos, enfrentaremos qualquer obstáculo, confiando no nosso amor e respeito mútuos.
Romeu entrou na sala e todos olharam para ele e eu fiquei atenta para ver se iriam fazer alguma piadinha, mas não, Olívia se virou para trás e me encarou com olhos raivosos e não dei importância. Romeu perguntou o que estava havendo e antes que nossos amigos dissessem algo, fui mais rápida e disse que não era nada, ele olhou para mim por um tempo e depois deu de ombro. Na hora do intervalo fui à biblioteca pegar um livro e Gabriella veio junto comigo enquanto Romeu e Rodrigo ficaram no pátio, estava escolhendo os livros para realizar um trabalho e minha amiga não parava de olhar para mim e aquilo estava me irritando, então a encarei e perguntei o motivo de estar me olhando assim.
“Ju, você sabe que não pode proteger o Romeu para sempre não é?” – Me virei e olhei para ela sem entender.
“Como assim?”
“Toda a vez que alguém na sala mexe com ele, você está sempre disposta a defendê-lo, pelo o que seus pais e tios contam você o trata assim desde que eram pequenos, mas você não acha que está na hora de deixar que ele mesmo lute suas próprias batalhas?” – Olhei para ela ainda sem entender. “Vocês dois parecem que estão prontos para pular na frente de um trem um pelo outro, acho a relação de vocês bonitas, mas foi assim que Romeu e Julieta morreram.”
“Não fazemos isso que você está falando, mas sim, é normal, nos defendermos sempre foi assim e sempre será assim.” – Ela me olhou e se calou.
Depois de pegar o livro, fomos nos encontrar com os meninos, meu celular apitou e era meu irmão dizendo que estava com tédio, sorri para os emojis que ele me enviou antes que eu pudesse responder trombei em alguém e antes que eu fosse ao chão um braço forte me pegou.
“Cuidado linda.” – O rapaz disse e eu o agradeci, ele sorriu e fomos cada um para seu caminho, minha amiga ficou animada dizendo que o cara era lindo e tals, mas eu não reparei.
Me aproximei e Rodrigo soltou as suas gracinhas como sempre me perguntando se eu peguei o livro em Nárnia, e olhei para ele cogitando mandá-lo tomar no cu, mas logo desisti,Romeu me puxou para sentar no seu colo e sorri, ele me entregou um sanduíche e coca-cola e o agradeci, nossos amigos perguntaram por que ele não bebe refrigerante e ele disse que desde novo nunca gostou, nossa amiga olhou para mim e fez um sinal como se ele fosse louco e fechei a cara a fazendo sorrir, Romeu como nunca entende nada de cara perguntou confuso o que estava acontecendo e nós apenas rimos de sua lerdeza. O intervalo terminou e voltamos para sala onde estudamos até a hora da saída, passamos na escola das crianças e a buscamos, Casthiel finalmente agradeceu por termos chegado, pois segundo ele não aguentava mais ouvir Cristiana falar em seu ouvido, olhei para o meu irmão e me perguntei se essa menina não será a alma gêmea, Lugga também está com problemas com as garotas.
“É sério Juju, as garotas não conseguem me deixar em paz, elas são muito chatas.” – Lugga diz e Romeu dá uma viradinha para trás e rir da cara do irmão. “Está rindo, eu estou falando sério.”
“E como está a banda de vocês?" – Pergunto e os dois começam a falar animados.
“Nosso maior problema é que Nathan, está muito ocupado com o tio Ravi.” – Meu irmão estava chateado.
“Assim como Romeu e eu, Nathan está na faculdade e também tem que fazer estágio, mas estou ansiosa para ver vocês tocarem.” – Os dois se animam e dizem que irão montar um show no nosso quintal.
Chegamos em casa e fomos para casa, o bom de morarmos todos praticamente juntos e que é tudo muito seguro, os mais novos podem brincar à vontade, assim que cheguei tia Rosalinda me cumprimentou e me tomar banho para comer, Cass tentou pegar uma maçã e tia Rosalinda bateu em sua mão o que achei muito engraçado, a babá de Danny a chamou para tomar banho e minha irmã em um primeiro momento recusou por que ela queria ficar comigo e eu disse que tinha que ir trabalhar, mas prometi que brincaria de boneca com ela quando chegasse e ela ficou feliz por isso,muitos dizem que ser irmão mais velho é difícil, mas eu não acho, ao contrário me divirto muito com minha irmãzinha e mesmo Cass sendo um pouco chato também somos amigos.
Me preparei para trabalhar e desci para comer, quando cheguei Cass estava sentado com seu “prato de pedreiro’’, me sentei com meu prato e comecei a comer, Cass ficava olhando para mim e eu fiquei intrigada e perguntei o que ele queria.
“Juju, se Matt e eu pedirmos ajuda para você criar uma chamada legal para a nossa banda você faz?” – Ele perguntou.
“E por que você não pede pra mamãe, ela é fantástica nisso.” – Minha mãe é uma design excepcional, meu avô conta que os números de vendas subiram muito quando ele a contratou para fazer essa tarefa.
“Não quero dar trabalho a ela, nossos pais trabalham muito.” – Isso é verdade e Cass, combino com meu irmão que quando chegar do estágio eu o ajudarei e ele ficou animado. “Você é a melhor irmã do mundo.”
“Sei.” – Nós dois rimos e voltamos a comer assim que terminei coloquei meu prato na pia e me despedi da tia Rosa e da Flávia, ajudante da minha tia.
Julietta Hernandez RouxTrês anos haviam se passado desde o dia do nosso casamento, e minha vida estava mais preenchida do que eu jamais poderia ter imaginado. O amor que Romeu e eu compartilhávamos se expandiu, multiplicado pelo tempo e pelos momentos que vivemos juntos. E agora, com nossos filhos alegres e risonhos, nossa família estava completa.Hoje, estávamos prestes a levar os nossos gêmeos, Sebastian e Matteo, para conhecerem seus bisavós Augusto e Inês. Desde que soube que estava grávida de gêmeos, decidi homenagear meu pai e meu tio. Que são pais maravilhosos.Nosso caminho até o cemitério estava repleto de risadas e brincadeiras. Eu estava me dividindo entre a empresa, cuidar da banda "The Boys Band", que os meninos haviam formado, e, claro, ser mãe. A banda era um estouro, e os meninos estavam cheios de energia e paixão pela música. E enquanto eu tentava administrar tudo, Romeu estava lá para me apoiar e ser o pai incrível que ele se tornou.Finalmente, chegamos ao cemitéri
Julietta Hernandez RouxO grande dia havia chegado. O dia do casamento de Romeu e eu. Um ano inteiro havia se passado desde o pedido, e cada dia que passava, meu amor por ele só crescia. Estávamos prestes a embarcar em uma nova fase de nossas vidas, e eu estava cheia de emoção e felicidade.Enquanto me olhava no espelho vestindo o meu lindo vestido de noiva, minha mãe estava ao meu lado. Ela estava segurando minhas mãos e sorrindo com lágrimas nos olhos."Você está deslumbrante, minha filha", ela disse com a voz embargada."Obrigada, mamãe", respondi, lutando para conter as lágrimas.Ela acariciou minha bochecha com carinho. "Esse vestido é especial."“Eu sei mamãe, é o mesmo vestido que você se casou com o papai.”As lágrimas brotaram dos meus olhos e minha mãe disse que eu iria borrar a maquiagem, estava conversando com minha mãe quando minhas primas se aproximaram de nós.“Tia, será que podemos falar com a Juju um minutinho.”Minha mãe se afastou e disse que iria lá fora ver como e
Romeu Feitosa BaumannJulietta e eu decidimos passar uma tarde tranquila no nosso lugar especial: à sombra da árvore majestosa que chamamos de nossa. A árvore havia testemunhado muitos momentos importantes em nossa jornada, desde nossos primeiros encontros até nossas reconciliações e reafirmações de amor. Era o lugar onde nos sentíamos em casa, onde nossas almas se entrelaçavam com a natureza e com nossos sentimentos um pelo outro.Hoje, o sol brilhava de maneira suave, criando um ambiente acolhedor. Eu tinha algo importante em mente, algo que vinha planejando há algum tempo. Algo que iria marcar uma nova etapa em nossas vidas. Eu estava nervoso, mas também cheio de determinação.Espalhei uma toalha xadrez no chão e organizei um piquenique. Havia nossos sanduíches favoritos, frutas frescas e uma garrafa de vinho. Tudo estava perfeito, mas a tensão dentro de mim era palpável.Quando Julietta chegou, seu sorriso iluminou todo o lugar. Seus olhos brilharam quando ela viu o piquenique pre
A atmosfera estava carregada de emoção no dia da formatura. Aquele era um marco importante não apenas para nós. Nosso esforço e dedicação estavam sendo celebrados naquela cerimônia de formatura, e eu não conseguia conter a mistura de alegria, orgulho e ansiedade que enchia meu coração, gostaria muito que minha avós estivesse aqui, mas sei que onde ela estiver está olhando por nós e feliz pela nossa conquista, a faculdade foi bem compreensiva adiana a formatura que todos nós pudessemos participar.Vestindo minha beca e o capelo, olhei ao redor e vi todos prontos para a cerimônia. A música começou a tocar, e nós seguimos em procissão para o local da cerimônia. Os aplausos e sorrisos da plateia nos saudavam, e cada passo que eu dava aumentava a sensação de realização.Finalmente, chegamos aos nossos lugares, e a cerimônia começou oficialmente. Diversos discursos foram feitos, homenagens foram prestadas aos professores e familiares que nos apoiaram, e então chegou a hora dos discursos dos
Julietta Hernandez RouxTrês meses se passaram e finalmente estou voltando para o Brasil. Deixar Luiza no Canadá foi difícil, mas me confortava saber que ela estava com sua vida bem encaminhada, construindo sua carreira e cercada por amigos. Lu me fez prometer que manteremos contato constante por mensagens e chamadas de vídeo, e eu concordei.Nesse período, muitas coisas mudaram. Principalmente eu e Romeu. Nós nos fortalecemos, reconstruímos nossa amizade e nosso amor de uma maneira mais madura e sólida. Aprendemos a não permitir que as opiniões alheias ou as adversidades atrapalhassem o que sentíamos um pelo outro.Nossas conversas eram mais profundas, nossos momentos juntos eram cheios de carinho e compreensão. Tínhamos amadurecido juntos, e isso tornava nosso relacionamento mais especial do que nunca. A cada dia que passava, eu sentia que estávamos construindo algo genuíno e verdadeiro.Enquanto o avião pousa no aeroporto, meu coração começa a bater mais rápido de emoção. Olho pela
Uma semana havia se passado desde aquele momento doloroso no hospital. Hoje era um dia nublado, combinando com a tristeza que envolvia todos nós. Era o dia do funeral da minha amada avó, dona Inês deixará saudades. Familiares e amigos se reuniram para prestar suas últimas homenagens a essa mulher incrível que havia deixado um vazio irreparável em nossos corações.A cerimônia acontecia em uma igreja, e todos nós estávamos sentados em silêncio, com os olhares fixos no caixão que continha os restos mortais de minha avó. O padre começou a falar, suas palavras ecoando pela igreja em um momento de profunda reflexão e respeito."Amigos e familiares, estamos aqui hoje para celebrar a vida de uma mulher que deixou uma marca indelével em cada um de nós. Dona Inês foi uma alma gentil, alguém que irradiava amor, sabedoria e generosidade para todos que tiveram o privilégio de conhecê-la. Seu sorriso acolhedor, sua força inabalável e sua capacidade de unir as pessoas serão lembrados para sempre."A







