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Quando chegamos

last update Fecha de publicación: 2025-09-14 16:00:55

Parte 29...

Valentina

O sol já brilhava quando o carro atravessou os portões altos de ferro. A mansão apareceu diante de mim, clara, iluminada, como se não tivesse nada a esconder. Mas eu sabia que era apenas aparência. Meu estômago se contorceu.

Matteo não largava minha mão. Não era carinho, era pra mostrar domínio. Ainda assim, meu corpo reagia diferente, como se houvesse um

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Último capítulo

  • Presa ao Destino do Mafioso   Vou pensar

    Parte 147...Matteo— É só o que eu espero. Pense com calma. Ela não quer entrar na vida de vocês à força. Só quer… Tentar reparar o que estragou.Meu pai nunca se separou dela, mas vive mais aqui do que na casa onde ela foi enviada. Sei que no final, a punição também o afetou.Antes que eu diga qualquer coisa, escuto passos conhecidos. Tizziano chega, segurando um copo de limonada e com a expressão curiosa.— O que vocês dois estão tramando aí? - ele pergunta.Meu pai me olha, então faço eu mesmo o resumo.— A mãe tá querendo aproximar de novo – digo sem ânimo. — Pede desculpas, diz que mudou. Quer ver as crianças. E o pai acha que eu deveria considerar.Tizziano ergue as sobrancelhas.— E você? O que pensa?Dou de ombros.— Estou pensando.Ele dá um gole na limonada, depois passa o braço pelo meu ombro como fazia quando éramos adolescentes.— Matteo… Pensa com carinho. — Ele fala baixo. — Já se passaram muitos anos. E se ela realmente mudou, talvez dê pra dar uma segunda chance. Não

  • Presa ao Destino do Mafioso   Emocionado demais

    Parte 146...ValentinaA médica desligou o aparelho, nos deu uma toalha e um tempo a sós, dizendo que voltaria com o resultado impresso. Fechou a porta.Matteo se virou para mim devagar. O rosto dele estava vermelho, emocionado, meio assustado, meio feliz. Realmente, outro homem do que eu pensei.— Você está emocionado demais pra um mafioso - eu disse, rindo enquanto limpava o gel da barriga.Ele riu também.— Eu só sou mafioso fora de casa. Aqui… - ele passou a mão no meu rosto — Com você, eu sou outra coisa.— O quê?Ele se inclinou e beijou minha testa.— O pai de três bebês que vão virar a minha vida de cabeça pra baixo.— Então vamos virar juntos – respondi, apertando a mão dele.Ele me beijou, um beijo calmo, quente, profundo. Cheio de uma emoção silenciosa que só esse momento especial tinha.A porta se abriu devagar e a médica voltou, sorrindo.— Aqui estão os resultados. E algumas fotos, se quiserem já mostrar pra família.Matteo pegou o envelope como se fosse algo sagrado.—

  • Presa ao Destino do Mafioso   Tem um bebê vindo

    Parte 145...Valentina— Você falou como se fosse brigar com ele no dia seguinte.— E eu quase briguei - Matteo admite. — Não quero que ele fique ligando para dizer como você tem que agir – suspirou — Mas agora ele vai ficar feliz porque você vai dar o neto que ele quer.Eu franzi o nariz.— Não é bem o neto... O que ele quer mesmo é poder ter a certeza de que agora não tem mais volta nesse acordo.— É, eu sei, mas não queria te magoar dizendo isso – mexe em meu cabelo.— Eu sei - digo, ainda sorrindo. — Foi naquele dia que eu entendi. Que você se importava comigo de verdade… E que talvez eu pudesse… - respiro fundo — Amar você... Ao invés de ficar me prendendo. Já basta os anos de prisão no colégio.Ele me puxa mais perto.— Viu só, que eu não era esse monstro que você imaginava?— Eu sei, mas não pode reclamar, diante das circunstâncias desse casamento.— E você acha pouco o modo como eu trato seus amigos? - pergunta, com aquele sorriso que destrói minhas defesas.— Acho bonito - d

  • Presa ao Destino do Mafioso   Nosso tempo

    Parte 144...ValentinaSeis meses depoisA casa já tinha jeito e cheiro de lar, mas ainda não estava toda de acordo com o que a gente queria. Era engraçado pensar que, meio ano atrás, eu mal conseguia ouvir a voz do Matteo sem sentir o peito apertar de medo, e agora eu dividia tudo com ele. Até os pequenos silêncios.No começo foi estranho começar uma vida onde a casa fosse toda para nós dois, sem mais nenhum parente. Era um espaço só pra gente.Estávamos no quarto que seria o novo escritório dele. Matteo decidiu trabalhar mais de casa, como fazia antes, e isso me dava uma sensação boa. De proximidade. De que ele queria ficar aqui comigo, mais do que em qualquer outro lugar.Só faltava essa parte da casa, que tinha três cômodos ainda vazios. Ele estava em pé, segurando uma fita métrica e analisando a parede como se fosse escolher o lugar onde derrubaria um império inteiro. Eu até fiz piada disso.— Acho que a mesa fica melhor desse lado - Matteo disse, tocando a parede com a palma da

  • Presa ao Destino do Mafioso   Novo acordo só nosso

    Parte 143...ValentinaQuando escuto a porta se abrir, já sei que é ele. Eu estou sentada no sofá da sala nova, abraçada aos joelhos, tentando entender tudo o que aconteceu naquele dia.Quando ele aparece no corredor, percebo o quanto ele parece cansado. Exausto. Como se tivesse carregado o peso de um prédio nas costas.— Valentina - ele diz, a voz baixa, quase áspera de tanto segurar sentimentos.— Oi… - respondo, tentando não parecer preocupada, mas falho miseravelmente. — Você demorou.Ele tira o casaco, joga sobre a poltrona e se aproxima. Os olhos dele… Deus. Sempre tão fortes, agora estão vermelhos nas bordas. Não de choro, mas de raiva contida. De cansaço. De tudo.— Eu precisava resolver esse assunto - ele diz. — E resolvi.Eu endireito a postura, esperando. Ele senta ao meu lado, não muito perto, não muito longe. Como se estivéssemos pisando num território novo, cheio de armadilhas sentimentais.— O que você fez? - pergunto.Ele respira fundo.— Eu mandei minha mãe e a Mira e

  • Presa ao Destino do Mafioso   Vão embora de vez

    Parte 142...MatteoQuando deixo Valentina na casa nova, ainda atordoada e vulnerável, sinto o sangue ferver enquanto dirijo até a casa dos meus pais. A fachada iluminada, perfeita, organizada… Tudo me dá náusea. É incrível como um lugar tão bonito pode abrigar tanta podridão.Entro sem fazer barulho, mas não importa. Eles sempre sabem quando eu chego e dessa vez, eu quero que saibam. Tranco a porta da frente, porque isso não é conversa pra ter com ninguém entrando e saindo.— Mãe. Mira. No escritório. Agora!As duas surgem quase ao mesmo tempo. Minha mãe com aquela postura controlada, de senhora da sociedade intocável. Mira com a cara inchada de choro ou de culpa. Tanto faz.Elas entram no escritório. Fecho a porta. O clima pesa de imediato.— O que aconteceu? - minha mãe pergunta, com aquela voz fingida de doce, que só me irrita mais. — Valentina melhorou, não foi?— Eu vou ser bem direto – digo de cara fechada. — As duas vão embora daqui. Longe da família. Amanhã.— O quê? - Mira a

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