Mag-log inAs ruas de Tarami estavam movimentadas, e Apolius brilhava sob as cabeças do povo teresiano. O início de primavera ainda não era tão quente como no auge do verão, mas o calor já começava a dar uma nova energia para a capital de Teresia.
Clarice von Andreas caminhava por uma delas, tentando ocupar a cabeça com tecidos, agulhas e linhas que compraria para levar de volta ao retiro. Sua mente, porém, sempre voltava para a jovem felinare que fora o real motivo para sua ida a cidade, já que prAs gêmeas ficaram cochichando entre si e rindo, enquanto os outros olhavam para mim extremamente assustados.— Vossas altezas poderiam compartilhar a piada com o resto da turma? — olhei diretamente para elas, levando todos os olhares em sua direção — Todos queremos rir um pouco também.— Bem merecida a porrada — Camilli riu enquanto falava — Se ele se acha tão inferior assim a servos sem magia. — Pelo o que eu me lembro, — deu um riso curto de escárnio — sua irmã também não tem magia, não é, vossa alteza? — Mas eu sou uma princesa real — Joa levantou o tom de voz ao responder — Não me comparo a essa pe..Calou-se ao ver que todos os outros a olhavam recriminadoramente. Até agora as duas ficaram quietas, apenas anotando o conteúdo de xadrez, mas naquele momento, resolveram destilar todo o ódio e preconceito que possuíam. Isso era ruim para elas e bom para nós.— Continuando — dei um enorme suspiro, tampando o meu rosto com uma das mãos — Aqueles que o levara
— Lem..brei?— Do passado, das pessoas, de tudo o que a maldição do Esquecimento roubou de nós.— Eu…. mais ou menos… — encheu meus lábios de beijos, abaixando-se e acariciando o meu rosto — Eu estou tendo pesadelos…. com a vida passada.— Se você se sentir à vontade, me conta como são esses sonhos.— Eu acordava na minha casa em Inverness, mas não tinha ninguém. Eu procurava por todos os cômodo e não havia ninguém. Eu gritava desesperado, mas ninguém respondia.— Amor…— Em outro sonho, eles davam as costas para mim e iam embora. Todos eles… depois… você…— Amor, não — olhei em seus olhos marejados, tentando acalmá-lo — Isso são só pesadelos, nada disso é real.— O problema é que é real — abaixou a cabeça e deu um longo suspiro — Quando eu tinha uns vinte anos, meus pais morreram de uma doença infecciosa, e a família se dividiu completamente durante o inventário. Depois disso, apenas Kamille ficou comigo, como uma irmã.— E nessa vida, a Maldição
Vocês — eu falando como se alguém estivesse lendo isso — devem estar se perguntando como a história chegou a esse ponto. Para explicar isso, eu tenho que voltar para a última sexta feira, quando encontramos o grupo na Praça de Pyr, logo depois que as aulas terminaram. — Lucas! — Marah correu até Hypo sorridente — Você vai me levar na garupa, não é? — Não — ele respondeu secamente, dando de ombros — Não vou. — Mas não temos cavalos o suficiente — Marah fez bico, usando uma voz melosa — Por favor. Vamos. — Se é assim, você pode vir na minha garupa — comentei, sorrindo com o canto dos lábios — Tudo bem? Ela abriu a boca, pensando em argumentar, mas fechou-a resignada. Eu tinha resolvido o seu problema de mobilidade, mas taquei um balde de água fria em seu plano para tentar ficar colada no corpo do meu namorado. Não me levem a mal. Não é que eu achasse que correria algum risco com isso, até porque, se eu tivesse alguma dúvida
— Xadrez — comecei, olhando para as pessoas à minha volta — Alguém sabe me dizer o que é o Xadrez?Todos ali me olharam confusos, mostrando que não sabiam o que dizer e, principalmente, que tinham medo de falar alguma besteira e passarem algum tipo de vergonha. Mesmo eu deixando claro que nunca julgaria nenhum deles por respostas que fossem me dar, ainda sim eles tinham vergonha por seus pares.— Não precisam se perguntar — Lucas comentou, abrindo um sorriso — É normal que não tenham uma resposta exata ou mesmo correta, mas aqui nós estamos em território seguro.A verdade é que havia mais pessoas do que esperávamos a princípio quando começamos a organizar as aulas. O projeto inicial era que os alunos se restringissem aos funcionários do castelo, especificamente os da limpeza e da cozinha, apesar de também calcularmos que a guarda e cavalariços também pudessem querer participar. Entretanto, aqui estavam, além destes, grande parte dos neófitos da Ordem de Magos e alguns b
— Deixa de drama, Kamille — eu gargalhei, andando na frente para fora do quarto — Você logo vai arranjar uma namorada também. — Como você..?Sorri com o canto esquerdo da boca, puxando Lucas pelo braço. Logo nós três nos unimos a Duda, Antois e Maya, que estavam na sala de estar nos esperando. A barda tinha um olhar distante e pensativo, o que me deixou um pouco preocupada, tentando entender o que se passava com ela.— Uma moeda pelos seus pensamentos.— Eu não sei como eu vou cantar sem ele. Eu me desacostumei a cantar sozinha.— Não se preocupe. Eu tenho certeza que será por pouco tempo. Eu tenho fé que logo o Fadi vai voltar para nós.— Eu também acredito — Lucas fez festa em meus cabelos — Vai dar tudo certo. Não se preocupe.— Eu espero. Sinceramente eu espero.Saímos do casarão e montamos em nossos cavalos, cavalgando em direção a Tarami. Em duas horas, chegávamos no castelo. Deixamos as montarias no estábulo e cada um foi para o seu lado. Após
— A-Alê? E-eu não ousaria.— Me chame de Aléssia, então. — S-sim, Me.. Aléssia. Você é incrível.Maurine ficou tomando a sopa e fazendo cambalhota em cima do pequeno pires, parecendo uma criança que ganhou o presente de aniversário antecipado. Ela estava extremamente feliz, provavelmente pelo tratamento completamente diferente do que ela teve em toda a sua existência.— Eu faço das palavras da Alê as minhas — Lucas comentou, sorrindo de leve — Você é uma de nós agora, Maurine. Vai sempre comer na nossa mesa. Nós somos seus amigos.— Com certeza — Kamille abriu um sorriso enorme — Você é uma de nós. E não só ela. Vocês também, Cassandra e Klaus. Não sei se vocês querem voltar para a Cordilheira ou não, mas se quiserem ficar aqui, vocês são totalmente bem-vindos ao time. Esse casarão é enorme e tem quarto para todo mundo.— Nós vamos ficar — Klaus respondeu, olhando seriamente — Nós acreditamos na missão de vocês, no plano de vocês. E aquele amigo de vocês.. e







