INICIAR SESIÓN“Ela tem a marca da besta. É amaldiçoada.” Amelie teve seu destino traçado ao nascer devido uma marca incomum, por isso, ela cresceu sob regras e cuidados intensos tanto do seu pai quanto da igreja. Então, ela aprendeu a ser obediente e a reprimir seus desejos. No entanto, depois de se casar, ela descobre segredos que não poderiam ser revelados e que, a regra que seu marido impôs de não sair de seu quarto à noite, tinha uma razão bem real: os enteados Willian e Arthur. Uma atração arrebatadora e proibida entre os três a coloca frente a frente com o maior dos pecados, desafiando a moralidade e suas crenças. E quando chega a lua cheia, ela se vê diante do inimaginável e cruel destino. Romance trisal Lobisomens
Ver másTrês dias depois…AmelieWillian fechou a janela do quarto, estava anoitecendo e eu já estava pronta para me deitar. Arthur terminou de acender as velas no móvel ao lado da poltrona, mas a lareira já estava acesa. Havia um livro sobre a manta dobrada em cima do braço da poltrona robusta, era um romance mais intenso que Willian comprou na sua última viagem, o livro de capa dura só tinha poucos detalhes florais em dourado. Algo discreto para burlar os conservadores.Tudo estava preparado. Hoje era noite de lua cheia.Eles estavam agitados, silenciosos e não comeram nada desde o dia anterior. Diziam sofrer de náuseas, o lobisomem estava aflorado, ele não aceitava outros alimentos a não ser carne. Sem se importar com minha presença na cama, Willian desamarrou o laço que prendia o mosquiteiro, era grande o suficiente para arrastar no chão.Levantei-me e o assisti ajeitando o leve tecido ao redor da cama. Eles simplesmente andavam de um lado para outro fazendo coisas, nem fui eu quem colo
Amelie— Não vai se sentar? — Arthur pegou em minha mão e puxou levemente.Concordei e me sentei no espaço disponível entre os dois. Meu vestido era leve, não tinha espartilho, havia apenas botões em forma de pérolas que fechavam na frente.— Pegue. — Willian me serviu um pouco de vinho, depois ao irmão e a si. Bebi um gole e olhei para o bolo quase queimado, Arthur quase não o tirou a tempo e eu, bem, eu nem estava pensando nisso. Também não estava interessada nas comidas e frutas dispostas sobre esse pano. Meu corpo ainda estava quente e sensível depois do que fizemos dentro daquela banheira. Eu precisava controlar esses desejos, embora sempre fossem atendidos.— Não daremos conta de tanta comida. — Arthur pegou uma colher generosa de geleia e passou em um biscoito salgado que tinha feito ontem. Ele mordeu um pedaço e colocou o restante na minha boca. — Adoro suas geleias, são deliciosas. Você reclama que suas sobremesas não são boas, mas eu não vejo defeito nenhum.O doce esta
AmelieAjeitei-me em seu colo, de qualquer forma já estava toda molhada.Suspirei durante o beijo lento, tive tantas saudades que ainda me sentia emocionada. Mas talvez fosse por eu chorar com facilidade. Lentamente, nosso beijo foi acabando e ele encostou sua testa na minha, ele sempre fazia esse gesto carinhoso.— Não gosto de passar tanto tempo longe.— Tudo bem, é necessário que vá.— Na próxima viagem venha comigo. Puxei o ar longamente e me afastei.— Prometo pensar até lá.Willian respirou fundo e encostou a testa em meu ombro.— Desculpe, eu sei que não se sente confortável lá, eu não deveria pedir. É só que eu fico com tanta saudade, é solitário durante as noites. — Talvez com o passar do tempo, não precise passar tantos dias lá. Você pode nomear um representante assim como seu tio sugeriu.— Eu anseio por isso sempre.— Vai acontecer, querido. Agora aproveite seus dias aqui conosco. — Eu não sei o que seria de mim sem você. — Willian me beijou novamente e o abracei.Ele
Amelie— Senti tanto a sua falta. — Colocou-me no chão e beijou minha testa.— Eu também. — Não conseguia conter o sorriso. Arthur apareceu na porta e passou por nós para ajudar o cocheiro que retirava a bagagem. Havia alguns fardos e caixas. Willian retornou e pegou apenas a pequena mala sob os protestos de Arthur por ter que carregar o restante.— Fez boa viagem? — O ajudei a tirar o longo casaco assim que entramos.— Sim, mas tive receios que falhasse no nosso dia de piquenique. — Depois do casaco, o ajudei também com a primeira peça do terno. — Como estão as coisas aqui?— Tudo bem. — Apressei-me e pendurei o casaco no cabide, mas permaneci segurando o terno. — Estamos cozinhando ainda, eu fiz geleia das frutas que Arthur comprou lá no vilarejo.Ouvi a carruagem indo embora e em seguida, Arthur entrou carregando um fardo no ombro. Ele apenas deu uma olhada em Willian e entrou no corredor que levava a cozinha. Eles tinham sua própria maneira de se comunicar.— Vou ajudá-los, só pr






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