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Capítulo 60

Autor: JacqueAuthor
Lágrimas embaçam minha visão enquanto olho para ele — este homem que carregaria toda a culpa só para tirar a dor de mim.

— Eu só te amo tanto, Asher — sussurro.

Fico na ponta dos pés, meu coração batendo forte, e ele me encontra no meio do caminho. Nossos lábios se encontram, um beijo lento e profundo, do tipo que diz tudo o que as palavras não conseguem.

Aquele beijo — é tudo. Ele me dá garantia. Me dá paz. Acalma a tempestade dentro de mim.

Naquele momento, nada mais importa — nem os tiro
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  • REIVINDICADA PELO DON DA MÁFIA   Capítulo 148

    Alex se virou e se afastou lentamente, com as costas eretas e os ombros firmes, como se não estivesse a poucos centímetros da morte instantes atrás. Os homens dele o seguiram em silêncio, passando pelos homens de Asher, que não tinham se movido um centímetro. O ar estava pesado, como se todos ainda estivessem se preparando para um tiroteio.Então a voz de Asher cortou o silêncio como uma lâmina.— Isso acabou, porra! — gritou ele atrás de Alex. — Se eu ver você perto da Ariella de novo, você está acabado. Você está morto. Que se f... o contrato. Que se f... o tratado de paz. Eu não dou a mínima.Alex não respondeu com palavras. Apenas levantou a mão e fez um sinal de paz com os dedos, debochando, provocando, antes de desaparecer pela porta.Ninguém respirou. Não até que Asher finalmente relaxou e virou as costas. Foi quando Luca veio correndo pelo corredor, seus olhos varrendo a sala em pânico até pousarem em Asher.Ele soltou o ar, com força. Depois fez um sinal para que os homen

  • REIVINDICADA PELO DON DA MÁFIA   Capítulo 147

    O som da pele contra a pele ecoou como um tiro. Um soco que veio do nada e atingiu em cheio. Alex cambaleou ligeiramente para trás, mas não caiu.Ninguém falou. O silêncio era mais pesado do que qualquer grito poderia ter sido.A mandíbula de Alex se contraiu, e o sangue começou a brotar no canto de seus lábios, mas ele não revidou.Ainda não. E eu? Fiquei ali parada. Imóvel. Congelada no lugar.O prêmio.O problema.Dava para sentir a tensão no ar. Cada homem naquela sala, de ambos os lados, estava com as mãos pairando perto de suas armas. Ninguém se mexia, mas estavam prontos. Esperando. Por uma palavra. Um sinal. Qualquer coisa.Algo tão simples quanto a palavra atirem e o caos absoluto se instalaria.Mas então Alex se moveu primeiro.Ele sorriu... Na verdade, sorriu enquanto limpava o canto da boca com as costas da mão, os olhos passando pelo borrado de sangue ali. Um traço rosado. Parecia tão pequeno. Tão inofensivo.— Bom — disse ele, quase calmo demais. — Isso é muito

  • REIVINDICADA PELO DON DA MÁFIA   Capítulo 146

    ARIELLAAsher riu.No começo, pensei que estivesse ouvindo coisas. Mas não, ele estava realmente rindo. Uma risada alta, descontraída, quase maníaca, que ecoou pela sala como um tiro de aviso. Não fazia sentido. Nada daquilo fazia sentido.Olhei para Alex.Ele não estava rindo. Ele estava encarando com raiva.Sua mandíbula tinha se travado, os músculos tremendo muito levemente enquanto ele observava Asher se desmanchar em gargalhadas como se aquilo fosse algum tipo de show de comédia.Não era. Não para mim. Para mim, aquele foi o momento em que soube que estava em um perigo real e sério. Para mim, aquilo era caso de vida ou morte.E, ainda assim, Asher ria.— Por que diabos você está rindo? — esbravejou Alex, sua voz cortando a tensão.Asher não respondeu imediatamente. Ele se reclinou como se estivesse em um café tomando um expresso, enxugando uma lágrima falsa do canto do olho. Então disse:— É que... você é engraçado, cara. Engraçado pra cacete.Ele estava perdendo o cont

  • REIVINDICADA PELO DON DA MÁFIA   Capítulo 145

    ARIELLAO que diabos estava acontecendo ali?Não, sério. O que diabos estava acontecendo?Fiquei congelada naquela merda de cadeira, assistindo àquele jogo de poder se desdobrar como se eu fosse uma espectadora indefesa em um pesadelo do qual não conseguia acordar. Asher estava furioso... não, além de furioso. Sua fúria era visível na maneira como seus punhos se fechavam ao lado do corpo, na forma como sua mandíbula se travava, na escuridão imóvel do seu corpo, como um predador prestes a atacar.E o Alex? Alex estava gostando.Ele se deliciava com a raiva de Asher como se estivesse tomando um banho quente, sorrindo de canto, calmo, arrogante, sabendo exatamente o que estava fazendo e amando cada segundo.Mas eu não estava gostando de nada daquilo. Porque estando ali sentada, cercada por homens com armas, orgulho e egos descontrolados, eu sabia de uma coisa com certeza: minha vida corria perigo.Se começasse um tiroteio, eu não sairia viva dali. Eu não era uma lutadora. Não tin

  • REIVINDICADA PELO DON DA MÁFIA   Capítulo 144

    ASHERRangi os dentes.— Aquilo foi romântico, a propósito — acrescentou ele com um sorriso debochado. — Quem leva a amante para férias assim? As fotos… vocês pareciam um casal apaixonado. Noivos. Casados, até... Bonito.Ele riu. Eu não.— Chorei um pouco — disse ele, com aquele maldito sorriso. — Não pela minha irmã... né, ela colheu o que plantou. Mas por mim mesmo, porque percebi que você vinha mentindo para todo mundo.Ele se aproximou, com a voz mais baixa e perigosa.— Então, continuei cavando. E adivinha o que descobri? Que essa sua mulher... essa Ariella deveria estar morta. Pelo menos, era nisso que os italianos acreditavam. No que você fez eles acreditarem. Morta há cinco anos, certo?Meu peito parecia estar pegando fogo.— Mas ela não morreu, morreu? — sussurrou Alex. — Você forjou tudo. Bem na época em que seu casamento com a Dinara foi finalizado. As pessoas dizem que você e a Ariella eram o "casal poderoso" até seu pai fechar aquela pequena aliança com a minha fam

  • REIVINDICADA PELO DON DA MÁFIA   Capítulo 143

    ASHER— Acho a companhia da Ariella tão confortante. Tão fascinante. Ela é… reveladora. Charmosa. Entendo por que você a escolheu. Entendo mesmo. Entendo por que ela é sua amantezinha. Mas, sinceramente, Asher… acho que ela poderia ser muito melhor.Paralisei. O que diabos aquilo significava?Fiquei em silêncio por um instante. Depois falei, com a voz baixa e mortal.— Eu estou aqui. Não quero abrir fogo. Não quero que ninguém naquela casa se machuque. Então diga aos seus homens para recuarem. Você e eu... vamos conversar.Quase podia imaginar o sorriso de Alex, como se tivesse acabado de ganhar um jogo.— Claro! Não tenho problema nenhum com você, Asher. Você e eu somos família, não somos? Você é casado com a minha irmã. Sou seu cunhado. Por que eu atacaria você?— Venha para dentro — acrescentou ele. — Vamos conversar.Desliguei a chamada e estacionei o carro, com os olhos fixos na fachada da casa. Luca estava ao meu lado, tenso.— Não gosto disso — murmurou ele.— Eu vou f

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