FAZER LOGINO helicóptero ainda rugia acima, com a hélice cortando o ar como lâminas.
Foi então que o plano de descarce de toda aquela cena começou. Entrei em contatos rápidos com gente oculta, pagando bem os serviços eram excelentes. e eu não podia arriscar. O trabalho sujo seria feito, pra maquiar toda aquele cenário. Enquanto isso, mandei localizar o piloto. Ele era a única testemunEu já não conseguia ficar naquela casa. Aluguei um apartamento discreto, pequeno, longe da memória dos corpos e da podridão. Eu sabia que ainda estava sendo investigada. então um apartamento, longe das memórias ruins dos meus pais, devia ser pra eles uma motivação, por não conseguir suportar tanta dor. E foi lá que, certa manhã, um buquê de flores chegou. Simples. Elegante. Com um cartão escrito à mão. O coração quase saiu pela boca. As mãos tremeram. Rasguei o envelope com pressa, e li: “As estações mudam, mas a raiz permanece. Estamos mais perto da primavera. Faltam poucos dias para o jardim florescer por inteiro. Fique firme. Eu estou chegando.” E eu sabia que era ele! enigmático, subliminar, mas ele.
O helicóptero ainda rugia acima, com a hélice cortando o ar como lâminas. Foi então que o plano de descarce de toda aquela cena começou. Entrei em contatos rápidos com gente oculta, pagando bem os serviços eram excelentes. e eu não podia arriscar. O trabalho sujo seria feito, pra maquiar toda aquele cenário. Enquanto isso, mandei localizar o piloto. Ele era a única testemunha viva e cúmplice. mandei ameaçar ele, ou ele sumia ou seria preso como cúmplice de um sequestro... Claro, ele escolheu sumir por um tempo. A grana já havia sido transferida. Ele teria que desaparecer. E levaria consigo a culpa de um sequestro, por um tempo até dizer que só alugou o helicóptero pra terceiros. ... Eu sair de lá, minutos dep
Ela tremia. As mãos dele prendiam seu braço com força. O medo escancarado no rosto. Os olhos marejados, arregalados. seus cabelos balançando com o vento forte da hélice ainda girando, Ela olhava pra mim como se eu fosse a última esperança. E eu era. — Você não vai conseguir o que quer! disse entre os dentes. — Você Não sabe de nada. Ela é minha filha! — Não é mais. Apontei a arma. — E se encostar um dedo nela de novo... eu te mato com prazer. Um segundo. Só um. Jade olhou pra mim, um sinal cúmplice de atenção. E então, ela mordeu o braço dele. Com tudo. Como um animal encurralado. Ele gritou de dor e a empurrou, seu corpo caiu no chão.
DOMINICK O sangue escorria pela lateral do meu rosto. A dor latejava no corpo inteiro. Tinha gosto de ferro na boca e um zumbido constante no ouvido, como se tudo estivesse em câmera lenta. Mas o que me enlouquecia de verdade… era ver Jade sendo arrastada pra longe de mim. Três brutamontes me mantinham no chão. Um deles chutou minhas costelas de novo, e eu arqueei o corpo com um grunhido seco. Cuspi sangue. Queria me levantar, mas as pernas já não respondiam como antes. Ainda assim, não parei de lutar. Porque eu sabia. Sabia que se eu não fizesse alguma coisa, perdia ela pra sempre. Carter se aproximou. Devagar. Com aquele ar de vencedor. O terno alinhado, o cabelo intacto, como se ele não estivesse no meio de um campo de guerra. A arma na mão. E aquele maldito sorriso nos lábios. — Eu avisei. ele disse, com a voz baixa, como se saboreasse cada sílaba.
JADE Eu andava de um lado pro outro no píer, tentando não surtar. O vento batia no meu rosto, mas nem isso me fazia esquecer a aflição. Cada segundo que passava parecia uma eternidade, e eu só queria ver minha mãe ali, surgindo de qualquer canto. Dom tava impaciente, dava pra ver no jeito que ele respirava, no jeito que olhava o relógio e depois pra mim. — Não dá pra esperar mais, Jade. ele disse, parando bem na minha frente. — Eu não vou sem ela! falei firme, mesmo com o coração acelerado. — A gente só vai quando ela chegar.Eu não sei do que ele é capaz de fazer com ela se eu fugir assim. — Isso tá ficando arriscado demais. A gente tem tudo pronto, a lancha, mantimento pra semanas, uma ilha no mapa... A gente só precisa ir. — E deixar ela pra trás? soltei, olhando ele nos olhos. — Nem morta. Ele r
NARRAÇÃO MÃE DA JADE. Eu vi a chance. Finalmente! A fuga da Jade era tudo o que eu precisava. Aquela garota tola achava que estava se livrando do pai, mas, no fundo, só estava servindo aos meus próprios interesses. Aquele infeliz, me invalidou por anos, pôs aquela informante pra cuidar de mim, me dopar. Mas ela pagou da pior forma. E não é que ela era leal? não entregou o infeliz que seduziu a minha filha. Era agora! eu tinha planos... e esses planos seriam concretizados agora. Aquilo tudo era meu, meu por direito. E eu iria tomar de volta. Mas pra isso, algumas pedras teriam que ser removidas do caminho, começando pelo maldito do Marco. Peguei o telefone com um sorriso frio nos lábios. — Marco... Minha voz saiu mansa como veneno. — Ela vai fugir, Venha a







