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8 | O Sangue da Aliança

last update Data de publicação: 2026-01-29 05:22:11

POV SCARLETT

Klaus me jogou na enorme cama do quarto dele com uma brusquindade que me tirou o fôlego, mas não tive tempo de me recuperar. Antes que eu pudesse me sentar, o corpo dele já estava sobre o meu, prendendo meus pulsos contra os travesseiros de seda preta. Seu peso era avassalador, uma presença física que tomava cada centímetro do meu espaço.

"Me solta, animal!" Gritei com ele, lutando. O diário médico que eu tinha escondido sob o avental escorregou, caindo nos lençóis entre nós.

Klaus
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    POV SCARLETTA jornada de volta à dacha foi um funeral de silêncio. Klaus manteve a mão na minha, mas eu sentia como se minha pele fosse de vidro prestes a estourar. O dispositivo de hacking pesava no meu bolso como um pedaço de urânio, queimando minha coxa, queimando minha alma."O Czar esconde o corpo de sua mãe. Não foi o acidente que a matou."As palavras se repetiam na minha mente ao som de um tambor de guerra. Se Klaus tivesse mentido para mim sobre isso, se o acidente em Londres não fosse o fim da minha mãe, então cada beijo, cada transfusão e toda promessa de proteção eram cinzas.Assim que entramos na dacha, Klaus tirou o casaco e se virou para Mateo para dar ordens sobre segurança periférica. Eu não esperei. Fui direto para a biblioteca, o único lugar onde o cheiro de papel velho e madeira poderia, talvez, me dar um segundo de paz. Mas não havia paz.Bati a porta com força e desabava contra ela. Meus sentidos, aqueles malditos sentidos que agora me faziam sentir tudo em dobr

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    POV SCARLETTO Centro Médico Vetrovsky ficava sob o pálido sol de Moscou como um monumento à ambição de Klaus. Mas hoje, ao atravessar o saguão principal, não me senti o convidado de honra nem o prisioneiro do luxo. Me senti como uma loba entrando em território que eu estava prestes a marcar como dela.Klaus andava ao meu lado. Ele usava um terno feito sob medida que escondia as cicatrizes da batalha, mas sua mera presença fazia o ar se carregar de eletricidade estática. Os guardas na entrada se posicionaram; Os médicos no corredor olharam para baixo. No entanto, dessa vez, seus olhos também estavam se voltando para mim. Não com desejo, mas com uma nova cautela. Eles sabiam o que havia acontecido na mansão. Os boatos na Bratva corriam mais rápido que sangue."Lembre-se, Scarlett," murmurou Klaus, sua voz quase um sussurro que só meus ouvidos aprimorados conseguiam captar. Hoje você não é apenas o cirurgião. Você é a autoridade. Se alguém duvidar de você, destrua-o."Não preciso que vo

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    POV SCARLETTSe Klaus Vetrovski era uma ameaça antes, agora ele era uma frequência de rádio que meu corpo não parava de sintonizar.Após o ataque dos homens do meu tio, a dacha mergulhou em uma calma tensa. Klaus mandou eu ficar no andar de cima enquanto Mateo limpava a bagunça na cozinha. Mas "ficar parado" não fazia mais parte do meu vocabulário biológico. Meus músculos pareciam cordas de piano esticadas ao máximo, e o silêncio da sala me deixava louco.Saí para o corredor. O ar estava carregado com o cheiro da tempestade que se formava lá fora, mas acima de tudo, com ele. O rastro dele era como uma linha de fogo que me guiou até o escritório dele.Eu andava sem fazer barulho. Meus pés descalços na madeira não sussurravam um sussurro. Quando cheguei à porta entreaberta, parei. Klaus estava parado atrás da mesa, de costas para mim, encarando um mapa digital de Londres. Ele havia tirado o suéter e vestia apenas a camisa branca, com as mangas arregaçadas, revelando a tensão nos ombros.

  • Reclamada pelo Czar da máfia    12 | O Despertar da Fera

    POV SCARLETTA dacha de Klaus não era um refúgio; Era uma gaiola de vidro e madeira preciosa embutida no coração de uma floresta siberiana que parecia devorar a luz do dia. Acordei quando o sol mal era um fio cinza no horizonte. Não foi o despertador que me despertou, nem o frio do quarto. Era o som.Ele podia ouvir tudo.Dois andares adiante, uma gota d'água caiu ritmicamente na pia da cozinha. Ele podia ouvir o estalo da neve sob as botas de um guarda a cinquenta metros da casa. Mas o mais perturbador era o som vindo do cômodo ao lado: o batimento cardíaco constante, alto e profundo de Klaus. Era como um tambor de guerra que marcava o ritmo da minha própria respiração.Sentei na cama e ofeguei. Meus lençóis de seda estavam encharcados de suor frio, mas eu não me sentia mal. Pelo contrário. Me senti elétrico."O que você fez comigo, Klaus?" Sussurrei.Minha própria voz soava mais afiada, mais vibrante. Levantei e fui até o espelho do camarim. Quando acendi a luz, dei um passo para tr

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    POV SCARLETTO ar gelado de Moscou chicoteava no meu rosto enquanto o helicóptero se afastava da mansão em chamas. Da janela, observei enquanto o bunker onde quase perdi a vida — e onde salvei a de Klaus — se reduzia a uma memória de fumaça e destroços. Minhas mãos ainda tremiam, não só pelo frio, mas pelo peso da arma que eu ainda segurava no colo.Klaus estava sentado à minha frente. A camisa dele estava encharcada no meu sangue e no dele, uma mistura escura que parecia um mapa de guerra no peito dele. Ele me encarou com uma intensidade que me fez sentir nua, mesmo sob o casaco de pele que seus homens tinham jogado sobre mim."O que você está pensando, Scarlett?" Sua voz mal podia ser ouvida por cima do rugido das hélices, mas ecoava na minha cabeça com uma clareza assustadora."Penso em como, uma semana atrás, eu estava preocupado com minhas provas finais de anatomia," respondi, olhando para meus nós dos dedos manchados. E agora acabei de atirar em um homem e assinar um pacto com o

  • Reclamada pelo Czar da máfia    10 | A rainha do caos

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