Inicio / Lobisomem / Rejeitada pelo alfa / Capítulo 36.- O ECLIPSE DAS DUAS LUAS

Compartir

Capítulo 36.- O ECLIPSE DAS DUAS LUAS

Autor: Lyra
last update Fecha de publicación: 2026-11-07 21:05:35

— Aquele filho da puta...

O rugido que rasgou a garganta de Kaelen não parecia o de um homem, nem mesmo o de um Alfa comum; era o som de uma divindade enfurecida vendo seu santuário ser profanado. As janelas góticas dos aposentos reais vibraram com a onda de choque de sua voz. Seus olhos dourados expandiram-se, as pupilas reduzidas a frestas verticais de puro ódio lupino enquanto a aura de Alfa Supremo se expandia pelo quarto como uma tempestade magnética. Ele olhou para o corpo imóvel de Lyra
Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App
Capítulo bloqueado

Último capítulo

  • Rejeitada pelo alfa    Capítulo 37. - O LABIRINTO DO TORPOR

    O paladar de Lyra guardava o gosto aveludado do vinho tinto, mas, em questão de minutos, aquela doçura transformou-se em uma acidez corrosiva que parecia queimar suas veias de dentro para fora. No instante em que pousou a taça de cristal na mesa do banquete, o mundo ao seu redor perdeu o foco. Os candelabros góticos, que antes reluziam como constelações organizadas, transformaram-se em borrões trêmulos de luz dourada. Lá no fundo, nos recônditos mais profundos de sua consciência, sua loba ancestral despertou com um sobressalto. O animal arranhou as paredes de sua mente, uivando em um tom de desespero e agonia que fez o peito de Lyra se contrair. Perigo. Veneno. Saia daí!, a loba clamava, tentando forçar uma transformação ou um lampejo de fogo azul para expurgar a substância que invadia o organismo. Mas a magia ancestral, em vez de responder, foi sufocada por um manto de gelo negro e pesado. A conexão foi cortada. A sensação de impotência foi devastadora. Lyra sentiu o próprio corpo

  • Rejeitada pelo alfa    Capítulo 36.- O ECLIPSE DAS DUAS LUAS

    — Aquele filho da puta... O rugido que rasgou a garganta de Kaelen não parecia o de um homem, nem mesmo o de um Alfa comum; era o som de uma divindade enfurecida vendo seu santuário ser profanado. As janelas góticas dos aposentos reais vibraram com a onda de choque de sua voz. Seus olhos dourados expandiram-se, as pupilas reduzidas a frestas verticais de puro ódio lupino enquanto a aura de Alfa Supremo se expandia pelo quarto como uma tempestade magnética. Ele olhou para o corpo imóvel de Lyra na cama — o peito subindo e descendo com uma lentidão artificial, os cabelos brancos espalhados como fios de lua sobre as peles escuras — e depois para o General Janus, que ainda recuperava o fôlego sob o portal. — Philip... — Kaelen sibilou, o nome saindo como um pedaço de carvão em brasa de sua boca. A mandíbula estava tão tensionada que um filete de sangue escorreu de sua gengiva. — Aquele verme ousa marchar contra os meus portões no dia em que declaro a minha Luna? Ele acha que as Terras A

  • Rejeitada pelo alfa    Capítulo 35. - A COROA DE ESPINHOS E SEDA

    Capítulo 35: A Coroa de Espinhos e Seda A manhã havia dado lugar a uma tarde vibrante, mas o verdadeiro coração do palácio das Terras Ancestrais pulsava nos salões de preparação para o grande banquete. O anúncio oficial da Luna Suprema era um evento que exigia perfeição absoluta, e o Grande Salão de Banquetes gótico, com seus tetos abobadados e candelabros de cristal que pareciam flutuar como constelações congeladas, estava sendo transformado. No centro dessa engrenagem monumental não estava um mestre de cerimônias da corte, mas a própria Lyra. Com um bloco de notas rústico em mãos e a postura herdada de sua linhagem ancestral — uma elegância inata que nem mesmo os anos de servidão no sul conseguiram apagar —, Lyra caminhava entre as longas fileiras de mesas de carvalho escuro. Ela coordenava os servos com uma voz mansa, mas impregnada de uma firmeza que surpreendia a todos. — Não, por favor, movam os arranjos de lírios brancos para as laterais das mesas dos anciãos — Lyra orientou

  • Rejeitada pelo alfa    Capítulo 34. - A CALMARIA ANTES DA GUERRA

    A luz suave do amanhecer filtrava-se pelas frestas das pesadas cortinas de veludo carmesim, banhando os aposentos reais em tons de dourado e âmbar. O som reconfortante do fogo que morria lentamente na lareira era o único ruído que quebrava o silêncio sagrado daquele quarto. Para Lyra, o world exterior — com suas intrigas de corte, os olhares venenosos de Gisele e as cicatrizes de um passado de rejeição — parecia ter evaporado por completo. Ela acordou lentamente, sentindo o calor massivo e protetor que a envolvia. Estava completamente aninhada contra o peito rígido e esculpido de Kaelen. O braço musculoso e pesado do Alfa Supremo estava firmemente laçado ao redor de sua cintura, reivindicando-a mesmo no calor do sono. Lyra apoiou o queixo no peito dele, observando as feições dele relaxadas pela primeira vez desde que se conheceram. Sem as defesas rígidas de um governante, Kaelen parecia apenas um homem profundamente apaixonado. Ela sorriu, o coração transbordando de uma paz que nun

  • Rejeitada pelo alfa    Capítulo 33. - O PREÇO DA TRAIÇÃO QUE VEM DE DENTRO

    O silêncio no escritório do Alfa Philip não era feito de paz, mas da tensão sufocante que precede uma tempestade de sangue. A fragrância pesada de charuto e cera de madeira misturava-se ao odor acre de suor frio e frustração que emanava dos homens reunidos ao redor da imensa mesa de mogno. Sobre a superfície polida, mapas topográficos detalhados das brenhas e das fronteiras territoriais estavam estendidos, as bordas presas por adagas de prata e pesos de bronze. Philip mantinha-se de pé na cabeceira, os braços musculosos escorados na mesa, os olhos injetados de sangue fixos nas linhas que delimitavam as Terras Ancestrais. Desde que rejeitara Lyra, uma engrenagem invisível e maldita parecia ter quebrado em seu peito. Não era arrependimento — sua arrogância jamais permitiria tal fraqueza —, mas uma possessividade doentia, uma fúria cega por ter sido desobedecido. Ela era dele. Havia sido criada para servi-lo. Como ousava desaparecer? Como ousava fazê-lo parecer um tolo diante de toda a

  • Rejeitada pelo alfa    Capítulo 32. - VERDADEIRA RAINHA

    O crepúsculo engoliu as últimas franjas douradas do sol, lançando longas sombras góticas sobre as torres de pedra da fortaleza. O silêncio que se instalou na rampa principal do palácio já não era o mesmo silêncio hostil da manhã; era o peso da expectativa de um povo que começava a ver a fresta de uma nova era. Ao cruzarem os grandes portões de ferro batido, Kaelen não soltou a mão de Lyra. Pelo contrário, ele parou sob o arco de entrada e a puxou suavemente para mais perto, analisando as maçãs do rosto dela com uma intensidade que parecia querer decifrar cada fibra de sua alma. — Você foi perfeita lá embaixo — ele murmurou, o polegar calejado acariciando o dorso da mão dela. — Você não usou garras para rasgá-los, nem fogo para queimá-los. Você usou a verdade. Essa é a postura de uma rainha. — Eu apenas disse o que sinto, Kaelen — Lyra respondeu, com um meio sorriso que misturava o cansaço físico do transe com uma paz recém-descoberta. — Passei tempo demais sendo o alvo dos sussurro

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status