INICIAR SESIÓNAuroraEu continuei ali, deitada de bruços na cama imensa de Rodolfo, sentindo o meu corpo inteiro pulsar e tremer enquanto me recuperava daquele maremoto de prazer. A sensação de preenchimento ainda queimava de forma gostosa na minha intimidade, e a minha respiração aos poucos ia voltando ao normal. O ar fresco do quarto parecia gelado na minha pele suada, e a respiração pesada do meu marido, que tinha se afastado devagar, indicava que ele também estava recuperando o fôlego na penumbra.Mas a névoa de luxúria começou a se dissipar, e com o fim do sexo, o peso daquela culpa reapareceu com força total no meu peito. Eu não podia continuar guardando aquilo. O beijo de Victor no subsolo, a confusão de vozes na minha cabeça, a sensação de traição… tudo aquilo estava me sufocando. Eu precisava ser honesta, mesmo que ele dissesse que não queria saber mais cedo.Com muito esforço, apoiei as mãos no colchão e me virei devagar, sentando-me na beirada da cama e puxando o meu roupão de veludo par
AuroraO ritmo da minha cavalgada era lento, torturante e absurdamente delicioso. Eu subia e descia no colo de Rodolfo com todo o cuidado do mundo, sentindo cada centímetro daquele pau monumental deslizando para dentro e para fora da minha intimidade. As minhas paredes internas, ultrajantemente molhadas e sensíveis, abraçavam a rigidez dele como se tivessem sido moldadas exatamente para aquele encaixe. Apoiei as duas mãos nos ombros largos e musculosos dele, sentindo a quentura da sua pele enquanto ele mantinha a cabeça inclinada para a frente, devorando o meu seio esquerdo. A língua dele circulava meu mamilo com firmeza, e a cada sucção mais forte, um arrepio elétrico cortava o meu baixo ventre, me fazendo manchar o peito dele com meus suspiros sôfregos.Rodolfo desceu a mão direita até a minha bunda, cravando os dedos na minha carne e apertando com vontade a cada vez que eu descia o quadril e afundava o membro dele até o limite final. O som molhado do nosso contato preenchia a penum
AuroraA pegada de Rodolfo era simplesmente deliciosa. Não havia outra palavra para descrever a forma como ele me dominava, como suas mãos grandes e quentes encontravam cada ponto sensível do meu corpo sem qualquer hesitação. Ele apertava a minha cintura com força, puxava meu corpo contra o dele e me beijava com um desejo tão faminto que me fazia esquecer qualquer rastro de culpa ou dúvida. Eu me entregava completamente. O meu corpo reagia instantaneamente ao toque dele, ficando mole, dormente e embaçado pelo tesão líquido que me dominava de ponta a cabeça.Movida por esse fogo avassalador, apoiei minhas mãos nos ombros largos dele
AuroraO carro blindado finalmente parou em frente à fachada iluminada da mansão. Desci com as pernas bambas, mal registrando o "boa noite" cortês do motorista. Cruzei o saguão de mármore como uma sombra e subi as escadas correndo, direto para o meu quarto.Liguei o chuveiro no mais quente e entrei debaixo do jato de água, esfregando os lábios com a ponta dos dedos até a pele ficar vermelha e dolorida. Eu queria apagar o fantasma daquele beijo no subsolo. A minha mente não conseguia focar em absolutamente mais nada. O rosto de Victor, a pegada dele nas minhas costas, a provocação sobre o meu marido não existir... e depois, a
AuroraO olhar de Victor sobre mim parecia carregar uma voltagem elétrica capaz de acender todo aquele subsolo escuro. Antes que eu pudesse responder à pergunta provocativa dele, ele encurtou o último milímetro de distância entre nós e selou seus lábios nos meus.Foi um beijo quente, avassalador e ardente. A intensidade com que a língua dele invadiu a minha boca me tirou o chão por completo. No primeiro segundo, o instinto e a razão tentaram gritar para eu recuar, mas meu corpo simplesmente não obedeceu. Eu retribuí o beijo com a mesma fome, cravando as mãos nos braços fortes dele. E foi aí que o mundo pa
Aurora— Olá?! Tem alguém aí?! — gritei o mais alto que consegui.A minha voz ecoou pelo depósito enorme, batendo nas prateleiras metálicas e voltando para mim como um sussurro fantasmagórico. Silêncio absoluto. A porta de ferro pesada tinha se trancado com um estalo seco, mas o pânico não me dominou de primeira. Eu estava acostumada a lidar com problemas maiores do que uma porta emperrada no subsolo."Que se dane," pensei, bufando de raiva enquanto ajeitava o casaco. "Já que estou trancada neste buraco, vo







