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last update Data de publicação: 2022-09-24 12:00:49

Ele balançou a cabeça pelo meu comentário e pegou minha mão enquanto caminhávamos para dentro da casa novamente. Eu congelei quando entramos na casa. Pierre estava lá com Marie, e não havia sequer uma noção de remorso no seu rosto. Sua mãe empurrou-o e ele franziu a testa. Adrian apertou minha mão e eu olhei para ele, assegurando-lhe com os olhos que estava tudo bem.

— Sinto muito. — Pierre pediu desculpas, mas ele não parecia estar arrependido. — Eu passei dos limites.

Eu balancei a cabeça.

— Eu sinto muito pelo tapa. — Agora que eu pensei sobre isso, eu realmente não deveria ter feito isso. Eu sei que ele cruzou a linha, mas eu não era normalmente uma pessoa violenta. Ele me deu um olhar sombrio. Eu sabia que ele não era tudo o que parecia demonstrar. Ele parecia tão centrado e... perigoso. Eu realmente não gostaria de conhecer o lado ruim deste homem.

— Querido. — Marie disse. — Você e Jennifer vão ficar no mesmo quarto?

Antes que Adrian pudesse responder, eu disse: — Só se estiver tudo bem com você, senhora... — Eu parei quando ela me lançou um olhar, — quero dizer Marie. Nós realmente não nos importamos de não ficar no mesmo quarto.

— Fale por si mesma. — Adrian murmurou em voz alta. Dei-lhe um olhar de soslaio e o censo lúdico em seus olhos me fez querer rir.

— Vocês não vão ficar no mesmo quarto. — Disse Pierre e eu resisti à vontade de mandá-lo à merda. Ele certamente merecia. Marie olhou para ele com surpresa, e pareceu que ocorreu uma conversa silenciosa entre eles.

Ela assentiu com a cabeça. — Ele está certo. O pai de Adrian não iria gostar muito.

Dei-lhe um sorriso caloroso. — Tudo bem, Marie. São apenas duas semanas.

— Eu já mandei a equipe arrumar as suas malas no andar de cima, Adrian querido, vá e mostre à Jenny o quarto. Você podem ir se refrescar e vamos nos encontrar para o chá em duas horas. — Disse ela e, sem esperar uma resposta, ela saiu.

Adrian começou a subir as escadas, minha mão ainda na dele. Eu podia sentir que ele estava louco. Por que, eu não sabia. Era por causa do seu irmão?

— Por que você está zangado? — Eu perguntei e Adrian me lançou um olhar que me disse que ele me contaria tudo depois.

Nós caminhamos para um corredor, com portas cobrindo ambos os lados. Parecia haver uma grande quantidade de quartos aqui para uma família pequena como essa. Ele abriu a segunda porta à nossa direita e eu olhei ofegante. O quarto era incrível. Havia uma cama king size no meio, coberto com, o que eu suspeitava, lençóis de seda. Uma extremidade do quarto tinha janelas francesas que deu ao quarto um olhar vivo. A luz do sol brilhava através das janelas, fazendo com que algumas partes do quarto tivessem um toque mágico.

— Uau. — Eu engasguei. Adrian riu atrás de mim.

— Eu nunca pensei que veria Jennifer Kingsley se surpreender.

Virei-me e atingi seu braço.

— Você sabe. — Eu disse em tom de conversa. — Às vezes, eu acho que você está apenas fingindo ser gay para que possa sair comigo.

Ele me deu um olhar típico dele.

— Besteira, menina! Não se ache demais! Tenho orgulho de dizer que estou muito interessado apenas em pau.

— Você é um hipócrita. — Comentei.

— Sim, sim. Mas você me ama. — Ele respondeu e eu ri. — Eu vou tirar um cochilo, então fique à vontade.

Eu balancei a cabeça e estendi a mão. Ele a pegou e beijou minha bochecha,

— Obrigado por me trazer aqui, eu realmente adorei.

— Mesmo que você tenha que fingir ser minha namorada? — Adrian provocou e eu o empurrei para fora do quarto, logo quando Pierre subia as escadas. Adrian não percebeu e entrou em seu quarto, resmungando algo sobre não ser capaz de me entender em tudo.

Voltei para o quarto e abri a minha mala, tirando um vestido amarelo. Eu coloquei-o no sofá e peguei o meu celular do bolso. Ele tocou quando joguei todas as minhas coisas para fora, mas eu o desliguei.

Congelei quando ouvi uma voz atrás de mim.

— Qual é o seu jogo Srta. Kingsley? — Eu me virei, ficando cara a cara com Pierre Lawrence.

Eu me virei e olhei para ele com surpresa. O que? Eu nem sequer percebi que ele estava perto de nós. Mas com a sua pergunta, eu tinha certeza de que ele não tinha ouvido Adrian falando comigo. Eu só podia imaginar o tumulto que iria criar se tivesse.

— Bem, Jennifer? — Pierre cutucou, dando ênfase ao meu nome.

— Eu não sei do que você está falando. — Eu disse, orgulhosa que minha voz não vacilou e eu não parecia tão instável como eu me sentia por dentro. Algo sobre este homem me intrigava, me avisava. Ele soltava uma vibração perigosa, mas também tinha certa vulnerabilidade.

— Não seja tímida, Jennifer. — Ele franziu a testa. — Você obviamente tem que ter um motivo para estar com o meu irmão. Então qual é?

— E o que há de tão errado com o seu irmão? — Eu perguntei, esperando e rezando para que ele não dissesse algo como “Adrian é gay” ou algo assim.

— As meninas não costumam cair aos pés do Adrian. — Ele disse e eu pude ouvir a arrogância clara em sua voz. Ele pensava que Adrian não era suficientemente bom e as meninas não se apaixonavam por ele. Eu queria bater nele. Ele realmente tinha atravessado uma linha neste momento.

— Certo. — Eu disse entre dentes. — Porque elas estão muito ocupadas caindo aos seus pés? Mas eu não sou uma delas, Sr. Lawrence. Adrian é um homem incrível.

Eu tinha muito orgulho de ele ser meu melhor amigo.

— Ele tem o coração mais compassivo do mundo, é engraçado, fica comigo mesmo quando estou no meu pior momento e você sabe o quê mais, a lista é interminável. — Então eu adicionei com veneno. — O fato de que ele ser divinamente maravilhoso é apenas um bônus.

Pierre pareceu surpreso com a minha explosão. Ele não parecia se importar de ter acabado de insultar o irmão. Ele parecia se importar com o que eu disse sobre o Adrian e que eu quis dizer cada palavra.

— Você conseguiu me pegar de surpresa duas vezes em apenas algumas horas, Jennifer. — Pierre sorriu. — Primeiro com o tapa e agora isso. Então, você realmente não tem nenhuma intenção de roubar dinheiro do meu irmão?

Eu fiz uma careta para ele.

— Ele pode dizer a você que eu nem sabia quem era o seu pai ou sobre a linhagem dele até que a sua mãe me visitou alguns meses atrás e me fez a mesma pergunta. E, para a sua completamente e totalmente inadequada pergunta, não. Eu tenho dinheiro o suficiente para mim.

— E o que você faz?

Eu cerrei os dentes, com a certeza de que eu teria que ir ao dentista a este ritmo.

— Eu não estava ciente de que isso era um interrogatório. Estou muito cansada agora, por isso, se você não se importa, eu gostaria de descansar.

— Você está me rechaçando? — Pierre perguntou pasmo, como se o simples pensamento o apavorasse.

— Sim. — Eu falei devagar, como se falasse com uma criança. — Não espere que eu seja mais uma pessoa a cair aos seus pés.

Ele parecia tão surpreso que eu suprimi uma risadinha. Era óbvio que ele não estava acostumado a ser recusado ou a receber tais respostas. Seu belo rosto ficou enrugado, e uma parte da minha mente me disse como ele era bonito assim. Isso me atingiu como um balde de água fria. Fofa, Pierre Lawrence? Sim, eu definitivamente precisava de algum descanso.

— Ok, então. — Ele disse lentamente, como se ainda tentasse processar minhas palavras. — Eu vou deixá-la com ele.

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Último capítulo

  • Resistindo a ele   Epílogo

    Calma, Jennifer. Lembre-se de respirar. Você tem tempo. Eu repetia para mim mesma o tempo todo. O problema é que é difícil se concentrar nessas coisas quando você está sentindo uma dor horrível que parece que vai arrancar uma parte do seu corpo.— Eu estou aqui, cara.A voz calma e tranquilizadora do Pierre também não estava ajudando. Eu sabia que era para ser reconfortante, mas se ele dissesse isso mais uma vez, eu jogaria a primeira coisa que minha mão alcançasse na cabeça dele.Adrian estava dirigindo como um louco pela rua e eu não aguentava mais. Eu queria entrar logo na sala de cirurgia. Eu tinha sido teimosa e esperado até o último minuto, aparentemente. Se eu tivesse resolvido ir ao hospital na noite anterior, não estaríamos xingando motoristas lentos ou furando sinais ao meio dia.— Adrian, acelera mais. Ela está esmagando minha mão. — Pierre disse com a voz sofrida. Eu tinha pegado sua mão na hora em que entrei no carro e ela já devia estar branca por causa da minha pressão.

  • Resistindo a ele   71

    — Você vai se casar. — A voz de Adrian estava atordoada. Como se ele não soubesse de antemão, ou como se ele tivesse acabado de ouvir sobre isso.Eu levantei minhas sobrancelhas.— Por isso que estamos aqui, e eu estou em um vestido de casamento.— Merda. Você vai mesmo se casar. — ele repetiu.Eu franzi a testa e estava quase perguntando se ele ainda estava de ressaca, mas então ele falou novamente.— Você deveria continuar sendo uma solteirona cheia de gatos.— Eu odeio gatos, Adrian. — Eu ri para ele.— Ainda assim. Quem é estúpido o suficiente para se casar com você?— Seu irmão. Pare de bancar a cadela recalcada no meu casamento.— Eu não estou sendo recalcada. — Adrian sorriu para mim e depois me abraçou. — Você está linda. Meu irmão não vai saber o que o atingiu. Mas admito que estou com um pouquinho de inveja por você se casar e eu não.— Quem sabe você não consegue arrastar o Dylan para uma capelinha aqui em Vegas. Ele já descansou da viagem?Dylan não veio para Vegas conosco

  • Resistindo a ele   70

    Pierre ficou olhando para mim com expectativa. Eu estava com os olhos marejados e minhas palavras ficaram presas na garganta. Nem se eu quisesse, poderia dizer não. Sinceramente, quando conheci Pierre nunca imaginei, nem mesmo em meus melhores sonhos, que ele seria meu marido. E aqui estava ele agora, esperando uma resposta que com certeza estava clara no meu rosto como a lua lá fora.— Sim.Ele soltou um suspiro audível. Eu ri e afastei as lágrimas com as costas das mãos, em seguida, ele foi até a mesinha, abriu a caixinha e se ajoelhou.— Jennifer Kingsley Harrison, é uma enorme honra fazer de você minha noiva. Obrigada por aceitar fazer da minha vida uma vida mais feliz.Ele pôs o anel no meu dedo, se levantou e me puxou para si. Colamos nossos lábios e caminhamos até a cama.— Por que não me deixa colocar a lingerie daquela arara ali? — perguntei contra sua boca, enquanto ele me beijava.— Podemos pular essa parte. — ele enfiou as mãos pelas minhas costas e desabotoou meu sutiã. —

  • Resistindo a ele   69

    — Acorde, dorminhoca.Ouvi um barulho longe.— Eei. Acorde.Senti beijos suaves nas minhas costas.— Você vai mesmo querer ficar na cama com o dia que eu preparei para nós?Dentes começaram a brincar com a minha orelha. Mãos apalparam minha bunda e, em seguida, meus seios. Ok, agora eu estava muito acordada.— Huuum.— Até que enfim alguma resposta.E antão, as mãos sumiram.— Não era para você parar. — eu resmunguei.— Eu adoraria começar o dia com sexo, mas teremos um dia cheio. — Pierre riu, um som rouco e baixo. — Mas o que acha de adiarmos para o fim do dia e início da noite? Se tudo sair bem, espero estar dentro de você antes das nove.Virei a cabeça para trás e vi um pequeno sorriso travesso em seus lábios.— Pierre Lawrence, o que você está aprontando?— Levante-se. — ele respondeu apenas. Deu um beijo na minha testa e saiu da cama.Eu me alonguei ainda sob os lençóis e resolvi descobrir o que ele estava fazendo. Tomei um banho rápido e fui encontrá-lo na varanda do quarto. A

  • Resistindo a ele   68

    Eu não sabia muito o que dizer ao Pierre enquanto o mantinha em meus braços, mas eu queria curá-lo. Ficamos tanto tempo juntos, apenas abraçando um ao outro, que esquecemos a comida. E quando fomos para a cama, eu não consegui pregar o olho. A intensidade da situação que ele me contou ainda pesava sobre mim.Cansada de ficar rolando de um lado para o outro, e não querendo acordá-lo, pois sabia que momentos de sono tranquilo como ele estava tendo eram raros, eu calmamente escorreguei para fora dos lençóis e saí do quarto em direção à praia.Os grãos de areia penetraram meus pés enquanto eu andava. O único barulho que dava para ouvir era o das ondas e eu não poderia ser mais grata. Eu queria espairecer um pouco e aquilo era um calmante natural. A praia parecia mais bonita do que quando chegamos, com apenas o luar e as luzes do hotel refletindo na água.Agora eu entendia a aversão de Pierre à mãe e o motivo de Adrian parecer ser o queridinho dela. Ele tinha motivos para odiá-la. Mesmo a

  • Resistindo a ele   67

    — Jennifer, já chegamos.— E daí? — Eu virei o rosto para o outro lado da poltrona.— Você vai precisar de se levantar, querida.Abri meus olhos para ver seu lindo rosto sorrindo para mim, mas também um pouco de preocupação.— Vamos.Eu me sentei, penteei o cabelo com os dedos e fiz um rabo de cavalo.Ele pegou minha mão e nós saímos do jatinho. O ambiente era úmido e eu não reconheci. Então vi a placa no aeroporto.— Bali?Pierre sorriu. — Nada como a praia e o sol para fazer você se sentir melhor.Eu sorri, inclinando-me para beijá-lo. — Obrigada.O percurso até o hotel foi em silêncio, nós dois perdidos em nossos pensamentos. Eu sabia que ele estava pensando em Arianna. E eu estava pensando sobre essa história.Assim que nos instalamos, Pierre pediu serviço de quarto. Eu não queria comer fora, e foi muita gentileza dele perceber isso.— Você falou com seus pais? — senti a necessidade de falar, para quebrar o silêncio entre nós.— Falei. — ele parecia um pouco divertido com essa per

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