Compartir

6

last update Fecha de publicación: 2022-10-08 20:54:27

Fechei a porta depois que Pierre virou à esquerda, e pareceu que um peso enorme tinha saído das minhas costas. Eu coloquei minha mala no chão e me aconcheguei na cama confortável. O sono me pegou imediatamente.

Acordei com um bater de forma consistente na minha porta. Eu gemi e levantei-me, abrindo a porta para ver um Adrian sorridente.

— O que? — Rosnei.

Ele riu mais.

— Hora do chá. — Ele caçoou. — Desvantagens de ser de uma família como esta. Talvez apareçam uma ou duas garotas das redondezas.

Eu fiz uma careta.

— Se essa é a sua tentativa de me fazer ciúmes, não está funcionando. Estou realmente feliz que meus pais não são como os seus.

Ele me olhou de cima a baixo e então seus olhos foram para outro lugar. Ele se abaixou e eu olhei para ele com horror. Ele ia me beijar? Em vez disso, ele me empurrou para o quarto e trancou a porta. Ele colocou um dedo sobre os lábios e balançou a cabeça para a porta fechada. Foi só então que ouvi os passos. Maldição. Pierre.

— Merda! — Eu exclamei. — Eu pensei que você ia me beijar!

O olhar no rosto de Adrian era tão cômico que comecei a rir. Ele parecia horrorizado com o pensamento.

— Oh não! Eu já te disse garota, sei que sou irresistível, mas eu não gosto de mulher.

Revirei os olhos para ele. Quando prendi meu cabelo e coloquei um pouco de maquiagem, as palavras de Pierre vieram à minha mente. Eu tinha que avisar ao Adrian que o bastardo do seu irmão não acreditava realmente que estávamos namorando. Tínhamos que agir de forma mais convincente. Marie já estava comendo em nossas mãos, mas ainda tínhamos que encontrar o pai de Adrian.

— Sério Jenny, o quê mais você quer? — Adrian reclamou.

Dei-lhe o beijo no nariz e ele riu. Então pegou minha mão na sua e eu me senti engraçada. Mas eu tinha que fazer isso. Descemos as escadas, rindo enquanto Adrian falava sobre o planejamento do nosso casamento.

Eu congelei quando Marie e Pierre olharam para nós com interesse e um vermelho escuro cobriu minhas bochechas. Ele pareceu notar o meu desconforto e uma névoa maligna apareceu por cima da sua cabeça.

— Parem de olhar para ela assim. Si spaventarla.

Eu dei a Adrian um olhar de repreensão, não gostando muito do que ele falou em italiano, sabendo que eu não entendia.

— Oh, desculpe querido. — Disse Marie. — Venha e sente-se. Collie estava prestes a servir o chá.

Infelizmente eu estava sentada ao lado de Pierre e Adrian sentou do meu outro lado. Meu corpo de repente estava em alerta máximo. Eu estava ciente de quão perto estávamos sentados. Se qualquer um de nós se movesse um centímetro em direção ao outro, estaríamos tocando um ao outro. Seu cheiro diferente chamou minha atenção e de repente me vi fantasiando. E o pior, eu queria mais.

— Então, Jenny, como está o negócio no café? — Marie perguntou.

Eu sorri.

— Ótimo! Felizmente eu tive tempo suficiente para arrumar tudo após Adrian me dizer que estava vindo aqui.

— Café? — Pierre perguntou.

— Sim. — Disse Adrian. — Jenny possui um café. Um incrível café. Você deve experimentar na próxima vez que for a Londres.

— Então, você começou tudo isso no seu país? — Pierre perguntou, seu rosto mostrando um interesse repentino.

Eu balancei a cabeça.

— Eu guardei um pouco de dinheiro durante a faculdade e trabalhei em uma empresa corporativa por um ano até que tivesse o suficiente e, em seguida, construí o meu café. Ele é meu bebê.

— E... — Antes de Pierre poder continuar o que ele estava dizendo, meu telefone tocou. Eu dei a ele um olhar de desculpas e o tirei do bolso do meu jeans.

— Sinto muito, eu tenho que atender isso. — Eu disse.

— É urgente? — Marie perguntou.

Eu balancei a cabeça.

— Oh, não. É apenas a minha mãe. É que eu esqueci completamente que... Oh droga!

Adrian riu e eu atirei-lhe um olhar firme de repreensão. Levantei-me, me afastei da mesa e atendi.

— Oi mãe!

— Querida, você está ocupada? — A minha mãe perguntou e eu peguei a urgência em sua voz. Mamãe era geralmente calma e composta.

— Hum... não. — Respondi. — O que aconteceu?

— Shelly está aqui e ela está pedindo para ver você, falar com você.

Porra.

— Mãe? Dê-me um minuto e eu vou chamá-la no vídeo, está bem? — Eu perguntei, respirando fundo para me acalmar.

— Claro, querida. — Disse minha mãe. — Só não demore muito.

— Sim, mãe. Dois minutos.

Corri de volta para a mesa.

— Eu sinto muito, mas não posso acompanhá-los para o chá. Algo realmente importante surgiu.

— É trabalho, querida? — Marie perguntou.

— Uh... não. — Eu disse e, em seguida, olhei para Adrian. — Shelly está na minha casa.

— Merda! — Ele amaldiçoou e antes que eu percebesse, ele estava me arrastando até as escadas. Uma vez que chegou ao meu quarto, eu liguei no meu laptop e assim que eu entrei, o rosto preocupado da mãe encontrou o meu. Eu fiz uma careta. O que Shelly quer agora?

— Mãe, quando ela veio? — Eu perguntei.

— Cerca de uma hora atrás. Eu queria pará-la. Ela foi para o seu apartamento, mas você não estava lá e ela ainda foi para o café. Depois disso, ela veio pedindo para ver você.

Mamãe estava preocupada. Era óbvio em seu rosto. Ela não sabia o que fazer ou dizer. Shelly poderia ser completamente uma chata. Eu só a tinha visto duas vezes e eu já sabia que ela era uma senhora inconveniente. Ela sempre conseguia o que queria.

— Mãe, basta trazê-la aqui. — Eu suspirei.

Minha mãe franziu a testa.

— Onde você está, Jenny?

Dei-lhe um pequeno sorriso desconfortável,

— Uh... Você sabe... culpa ... do Adrian!

— Ei! — Adrian protestou. — Eu não fiz nada! Ela concordou em vir comigo Sra. Kingsley.

— Onde estão vocês? — Mamãe perguntou, franzindo a testa agora.

— Itália? — Mordi o lábio, esperando pelo melhor. Eu não sabia qual seria a reação dela, mas eu realmente esperava que ela não caísse como toda mãe em cima de mim.

— O que?! — Ela exclamou. — Vamos falar sobre isso mais tarde, agora você tem que tirar essa mulher da minha casa!

— Sim, mãe. — Eu concordei. Eu ouvi alguns barulhos e depois o rosto de Shelly veio à tona. — O que você quer? — Eu perguntei a ela.

— Eu queria ver você. — Shelly respondeu, chateada pelo meu tom. — Mas foi difícil com o seu jogo de esconde-esconde.

— Eu não estou brincando de esconde-esconde. — Eu disse entre os dentes. — Eu não quero conhecê-la. E eu não estou no país.

— Onde você está? — Ela incitou.

— França. — Adrian respondeu por mim e se possível, o cenho de Shelly tornou-se mais pronunciado.

— Eu... — Shelly começou a dizer, mas eu a cortei.

— Olha, eu não estou aí e eu realmente não posso falar com você agora. Eu estarei de volta em três semanas, eu posso falar com você, então?

Ela fez uma pausa, considerando o que eu disse. Então ela deu a Adrian um olhar afiado. Depois virou o rosto para mim.

— Bem, então tudo bem. — Em seguida, ela acrescentou com um sorriso adocicado. — Você está ciente do que vai acontecer se você não mantiver sua promessa.

Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App
Comentarios (1)
goodnovel comment avatar
Dalcira Rapaki Med
Juro que tô tentando entender mas não tô não alguém pode me explicar quem é esta na fila do pão
VER TODOS LOS COMENTARIOS

Último capítulo

  • Resistindo a ele   Epílogo

    Calma, Jennifer. Lembre-se de respirar. Você tem tempo. Eu repetia para mim mesma o tempo todo. O problema é que é difícil se concentrar nessas coisas quando você está sentindo uma dor horrível que parece que vai arrancar uma parte do seu corpo.— Eu estou aqui, cara.A voz calma e tranquilizadora do Pierre também não estava ajudando. Eu sabia que era para ser reconfortante, mas se ele dissesse isso mais uma vez, eu jogaria a primeira coisa que minha mão alcançasse na cabeça dele.Adrian estava dirigindo como um louco pela rua e eu não aguentava mais. Eu queria entrar logo na sala de cirurgia. Eu tinha sido teimosa e esperado até o último minuto, aparentemente. Se eu tivesse resolvido ir ao hospital na noite anterior, não estaríamos xingando motoristas lentos ou furando sinais ao meio dia.— Adrian, acelera mais. Ela está esmagando minha mão. — Pierre disse com a voz sofrida. Eu tinha pegado sua mão na hora em que entrei no carro e ela já devia estar branca por causa da minha pressão.

  • Resistindo a ele   71

    — Você vai se casar. — A voz de Adrian estava atordoada. Como se ele não soubesse de antemão, ou como se ele tivesse acabado de ouvir sobre isso.Eu levantei minhas sobrancelhas.— Por isso que estamos aqui, e eu estou em um vestido de casamento.— Merda. Você vai mesmo se casar. — ele repetiu.Eu franzi a testa e estava quase perguntando se ele ainda estava de ressaca, mas então ele falou novamente.— Você deveria continuar sendo uma solteirona cheia de gatos.— Eu odeio gatos, Adrian. — Eu ri para ele.— Ainda assim. Quem é estúpido o suficiente para se casar com você?— Seu irmão. Pare de bancar a cadela recalcada no meu casamento.— Eu não estou sendo recalcada. — Adrian sorriu para mim e depois me abraçou. — Você está linda. Meu irmão não vai saber o que o atingiu. Mas admito que estou com um pouquinho de inveja por você se casar e eu não.— Quem sabe você não consegue arrastar o Dylan para uma capelinha aqui em Vegas. Ele já descansou da viagem?Dylan não veio para Vegas conosco

  • Resistindo a ele   70

    Pierre ficou olhando para mim com expectativa. Eu estava com os olhos marejados e minhas palavras ficaram presas na garganta. Nem se eu quisesse, poderia dizer não. Sinceramente, quando conheci Pierre nunca imaginei, nem mesmo em meus melhores sonhos, que ele seria meu marido. E aqui estava ele agora, esperando uma resposta que com certeza estava clara no meu rosto como a lua lá fora.— Sim.Ele soltou um suspiro audível. Eu ri e afastei as lágrimas com as costas das mãos, em seguida, ele foi até a mesinha, abriu a caixinha e se ajoelhou.— Jennifer Kingsley Harrison, é uma enorme honra fazer de você minha noiva. Obrigada por aceitar fazer da minha vida uma vida mais feliz.Ele pôs o anel no meu dedo, se levantou e me puxou para si. Colamos nossos lábios e caminhamos até a cama.— Por que não me deixa colocar a lingerie daquela arara ali? — perguntei contra sua boca, enquanto ele me beijava.— Podemos pular essa parte. — ele enfiou as mãos pelas minhas costas e desabotoou meu sutiã. —

  • Resistindo a ele   69

    — Acorde, dorminhoca.Ouvi um barulho longe.— Eei. Acorde.Senti beijos suaves nas minhas costas.— Você vai mesmo querer ficar na cama com o dia que eu preparei para nós?Dentes começaram a brincar com a minha orelha. Mãos apalparam minha bunda e, em seguida, meus seios. Ok, agora eu estava muito acordada.— Huuum.— Até que enfim alguma resposta.E antão, as mãos sumiram.— Não era para você parar. — eu resmunguei.— Eu adoraria começar o dia com sexo, mas teremos um dia cheio. — Pierre riu, um som rouco e baixo. — Mas o que acha de adiarmos para o fim do dia e início da noite? Se tudo sair bem, espero estar dentro de você antes das nove.Virei a cabeça para trás e vi um pequeno sorriso travesso em seus lábios.— Pierre Lawrence, o que você está aprontando?— Levante-se. — ele respondeu apenas. Deu um beijo na minha testa e saiu da cama.Eu me alonguei ainda sob os lençóis e resolvi descobrir o que ele estava fazendo. Tomei um banho rápido e fui encontrá-lo na varanda do quarto. A

  • Resistindo a ele   68

    Eu não sabia muito o que dizer ao Pierre enquanto o mantinha em meus braços, mas eu queria curá-lo. Ficamos tanto tempo juntos, apenas abraçando um ao outro, que esquecemos a comida. E quando fomos para a cama, eu não consegui pregar o olho. A intensidade da situação que ele me contou ainda pesava sobre mim.Cansada de ficar rolando de um lado para o outro, e não querendo acordá-lo, pois sabia que momentos de sono tranquilo como ele estava tendo eram raros, eu calmamente escorreguei para fora dos lençóis e saí do quarto em direção à praia.Os grãos de areia penetraram meus pés enquanto eu andava. O único barulho que dava para ouvir era o das ondas e eu não poderia ser mais grata. Eu queria espairecer um pouco e aquilo era um calmante natural. A praia parecia mais bonita do que quando chegamos, com apenas o luar e as luzes do hotel refletindo na água.Agora eu entendia a aversão de Pierre à mãe e o motivo de Adrian parecer ser o queridinho dela. Ele tinha motivos para odiá-la. Mesmo a

  • Resistindo a ele   67

    — Jennifer, já chegamos.— E daí? — Eu virei o rosto para o outro lado da poltrona.— Você vai precisar de se levantar, querida.Abri meus olhos para ver seu lindo rosto sorrindo para mim, mas também um pouco de preocupação.— Vamos.Eu me sentei, penteei o cabelo com os dedos e fiz um rabo de cavalo.Ele pegou minha mão e nós saímos do jatinho. O ambiente era úmido e eu não reconheci. Então vi a placa no aeroporto.— Bali?Pierre sorriu. — Nada como a praia e o sol para fazer você se sentir melhor.Eu sorri, inclinando-me para beijá-lo. — Obrigada.O percurso até o hotel foi em silêncio, nós dois perdidos em nossos pensamentos. Eu sabia que ele estava pensando em Arianna. E eu estava pensando sobre essa história.Assim que nos instalamos, Pierre pediu serviço de quarto. Eu não queria comer fora, e foi muita gentileza dele perceber isso.— Você falou com seus pais? — senti a necessidade de falar, para quebrar o silêncio entre nós.— Falei. — ele parecia um pouco divertido com essa per

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status