FAZER LOGINRomeu chegou naquele lugar me assustando — não esperava pela presença dele. Respondi sem rodeios:
— Esbarrei em Oscar. Estava distraída, ele estava apenas pedindo desculpas pelo esbarrão. Vamos, Romeu.Ele me levou até o jornal. Pedi suavemente:
— Pode ajeitar o guarda-chuva?Ele se ajeitou, colocando sua mão na minha cintura. Olhou para mim com um jeito delicado e doce. Arrumou o meu xale, que estava em volta do meu pescoço, e sussurrou:
— Não quero que você se aproxime daquele idiota, está me entendendo, Anny?Fiquei surpresa com aquele pedido. Não conhecia bem aquele homem e não entendia o motivo de tanta aversão ao senhor Oscar.
— Sim, Romeu. Como você quiser. Mas… o que ele fez pra você?
— Ele é meu inimigo desde a faculdade. Trabalhamos juntos num evento para uma empresa de telefonia. O pai dele o colocou como encarregado, e eu tenho que aturá-lo até o fim do contrato — mais dois anos. O que eu pedi é uma ordem!
— Está bem, esposo. Não se preocupe.
Depois que cheguei na congregação, estava ainda mais molhada pela ventania. Romeu, mesmo sendo frio, foi cuidadoso. Parou na porta esperando que eu entrasse. Achei até cavalheiresco — algo que ele nunca percebia em si mesmo.
— Anny?
— Hum?
— Esperarei você às sete horas em casa. Mandarei Robert buscá-la. Hugo ficará comigo hoje, vou precisar dele.
Sorri com aquela pequena evolução vinda de Romeu, mesmo que ele não percebesse as mudanças. Entrei no jornal e logo encontrei minhas amigas, Rebeca, Loe e Bernardo, observando tudo pela janela. Elas não paravam de rir. Rebeca falou empolgada:
— Amiga, esse é o famoso tecnólogo, Romeu Goz?
— Sim, esse é meu esposo.
— Ai, meu Deus! Agora fiquei sem ar com a beleza desse homem!
Bernardo ficou em silêncio, claramente constrangido com a empolgação delas. Saiu da sala sem que elas percebessem. Senti sua falta, olhei em volta, e nada. Agiu estranhamente, mas dei de ombros.
Fui entrevistar o presidente. No caminho, encontrei meu chefe mal-humorado, que me informou que minha viagem à Nova Zelândia estava marcada para o fim de semana. Sabia que seria impossível viajar — eu era casada agora. As ligações de Romeu estavam insistentes. Resolvi atender, saindo para fora.
— Romeu? O que houve?
— Preciso de você em casa. Urgente.
Não precisei de mais nada. Desliguei o celular e corri para pegar minha bolsa. Enquanto estava no táxi, pensei:
Por que me importo tanto com ele? Deixei uma coletiva de imprensa por Romeu… Que sentimento é esse?Chegando em casa, larguei minhas coisas no chão e corri pelos cômodos:
— Romeu! Romeu?!
Uma senhora desceu as escadas:
— Você é Anny?
— Sim, senhora. Quem é você?
— Sou Cecília Goz, mãe de Fernando.
— O que houve com meu marido?
— Ele está muito febril, chamava seu nome sem parar. Fui até a cozinha e, quando voltei, ele já tinha te ligado.
— Ele fez bem em me ligar. Vou vê-lo.
Subi as escadas às pressas, aflita. Entrei no quarto, me aproximei devagar. Peguei sua mão, acariciei, e fiquei ao lado dele, esperando que acordasse.
— O que aconteceu com você? — perguntei em voz alta, deixando o silêncio de lado. — O que lhe deixou assim?
Me surpreendi com meu próprio jeito de agir.
— Está acontecendo o que eu mais temia, Anny — disse ele, baixinho, ainda segurando minha mão.
— Do que está falando?
— Você ainda não percebeu, mas seus sentimentos já falam por você.
— Isso é bom ou ruim?
— Para mim e para você, pode ser ruim. Eu sabia que esse sentimento poderia me machucar.
Romeu falava de sentimentos. De frente para mim. Segurava minha mão com olhos vagos. Soltei a mão dele. Meu coração estava prestes a explodir. Me deitei ao lado dele, exausta, e adormeci.
Já era tarde da noite quando Romeu acordou e me viu dormindo ao seu lado. Ficou em silêncio, observando meu rosto. Admitia que eu era linda até dormindo. Pegou o cobertor e me cobriu, sussurrando:
— Minha vida foi cheia de perdas. Não consigo permitir que outra mulher tome o lugar da minha esposa… Eu sei, Anny, você tenta me agradar. Estou sendo difícil com você, é algo mais forte do que eu. Já acreditei no amor… hoje, não mais.
Na manhã seguinte, Romeu acordou cedo e ajudou sua mãe na cozinha. Sua irmã, Tatiane, estava pronta para voltar para casa. Cecília não parava de perguntar onde estava a felicidade que, um dia, seu filho teve.
Enquanto isso, eu ainda estava na cama, exausta. Meu corpo doía como se tivesse levado uma surra. Meus olhos se recusavam a abrir. Até que senti o cheiro de café. Abri os olhos lentamente e vi a bandeja de café da manhã, com um bilhete:
"Obrigado por cuidar de mim. Mamãe e minha irmã voltaram pra casa. Aproveite para descansar.
R.G."Levantei com cuidado, tomei o café. O relógio marcava mais de oito horas. Resolvi tirar o dia de folga. Olhei em volta — tinha o dia inteiro naquela casa enorme.
Vesti uma roupa confortável. O dia estava quente e lindo. Abri a janela, senti o calor queimando minha pele. Arrumei a cama e fui para a sala assistir TV. Me sentei no sofá. Passava uma cena quente… algo dentro de mim reagiu. Estava me sentindo estranha. Pela primeira vez, tive vontade de me tocar. Meus gemidos eram altos, nem percebia o que havia ao redor.
Estava prestes a atingir o êxtase, quando ouvi uma voz familiar:
— Anny?
Abri os olhos e vi Romeu na minha frente. Ele me observava, braços cruzados. Não parecia surpreso. Era como se soubesse exatamente como eu estava por baixo da roupa. Ele falou, firme:
— Vista-se, Anny. Terei uma reunião aqui em casa em alguns minutos. Não sabia que gostava de se tocar pra sentir prazer… boa tática, minha esposa, para saciar seus desejos famintos.
— Deixe de ser bobo, Fernando. O que você viu não é o que está pensando.
Ele me pegou pelo braço, bravo:
— Você me chamou de quê?
— De Fernando… Algum problema?
---Aquele homem que antes parecia bondoso revelou sua verdadeira face: fria e cruel. Eu me sentia perdida, frustrada… como se tivesse falhado em tudo. Lágrimas escorriam enquanto meu corpo desabava no chão, exausto. Só queria sobreviver. Então, Loe entrou, machucada. Me assustei com sua aparência. — Loe? — Shhh… não faça barulho — sussurrou, trêmula. — Por quê? — Vamos esperar nossos maridos chegarem — disse, tentando manter a calma. — Mas... o meu rastreador quebrou. Loe apontou discretamente para a cabeça, revelando que tinha outro. — Estou com medo, Loe — disse, levantando do chão, enxugando os olhos. De repente, ouvimos uma voz familiar. Loe foi até a porta, colando o ouvido para ouvir melhor. “Como Romeu pôde confiar naquele homem? Será que ele sabia e fingiu?” Me perguntei em silêncio, a ansiedade me corroendo. Já era noite, nem havíamos percebido. — Anny… — Loe murmurou, voltando pálida. — Estamos fritas. Eles vão nos matar. — Quem? — Seu sogro... Oscar... e Katarina.
Otto se juntou à mesa , com dificuldades pelo o seu ferimentos em sua perna. Sua cara enojada estava estampada.Romeu continuou a comer em silêncio . Loe e Hugo se retiraram da mesa . Rick e Dennis comiam sem pressa , enquanto Otto fingia simpatia. Revirei os meus olhos, pela falsidade do meu sogro. Peguei na mão do meu marido acariciando, para ele se sentir menos incomodado. Otto olhou para os meninos e disse :__ Qual é a sensação de ficar com home ? Disse ele para chatear.__ Não me leve a mal senhor Otto, só ficando para saber qual a sensação que o senhor está perguntando. Disse Rick. O senhor disfarçou o incômodo, fingindo que seu ferimentos estava doendo para sair da mesa.Romeu revirou os olhos , pelas as bobagens ditas por seu pai . Meu marido se desculpou. Rick abriu aquele sorriso largo e meigo .__ Não se preocupe, eu sei que ele fez aquela pergunta para nos chatear , já estou acostumado. Disse ele , voltando a comer . Mudei de assunto. __ Voltando ao conhecimento. Romeu
__ Tem razão Hugo. Temos que esperar Rick para sabermos de tudo. Concordou Romeu . __É de se esperar . Disse Anny. .Só de imaginar esses três juntos me dão arrepios. __ Acalme-se, temos que nos infiltrar novamente para sabermos o que eles estão aprontando. __ Eu não concordo Romeu , eu não confio neles . Tenho medo que algo aconteça com você. Seu pai é traiçoeiro. __ Eu sei Anny , porém não temos escolhas. __ Seu marido está certo senhora Goz .Eu tenho um amigo policial, ele tem experiência nas infiltrações. Alex Delmack é um espião experiente. Disse Henrique. __ Então podemos contar com ele?__ Sim Romeu. Amanhã trarei a resposta dele . Eu tenho que ir. Tenho uma audiência. Romeu se despediu do rapaz , levando até a saída. Hugo sentou ao lado de Loe com o seu cenho preocupado com o seu chefe. Sua mulher encostou sua cabeça em seu ombro e disse :__ Seja o que Deus quiser. Disse ela . __ Vai dar tudo certo minha ruiva . Disse Hugo dando um leve tapinha na mão dela. Levantei d
Romeu acompanhou o advogado até a delegacia da cidade. O senhor democrata estava entristecido por estar ali novamente. Daquela vez era diferente. Romeu estava na visita de sua mãe. __ Ande senhor Goz .Insistiu Henrique. Romeu entrou desconfortável. Todos cumprimentaram o senhor Goz e o advogado. Enquanto Henrique conversava com o delegado . O policial levou o senhor Goz até a sala de visita. O CEO estava tenso , seu corpo tremia. De medo ou talvez de tensão . Ele entrou na sala gelada ansioso com a sua espera . Sua mãe entrou minutos depois , com uma roupa laranja e seu cabelo amarrado com os fios brancos à mostra. Cecília sorriu , com os seus olhos vagos. __ Meu filho , você veio . Que saudades suas .__ Eu também mamãe. Disse ele com os olhos cheios de lágrimas. Porque mamãe você roubou aquele colar ? A senhora sentou na cadeira aos prantos. Cecilia olhou para o seu filho envergonhada. __ Eu não tive escolha, meu filho. __ Não teve escolha? __ Hum , não … Ela soluçava sem parar
Enquanto isso, o CEO mais cobiçado estava cozinhando naquela manhã. __ Estava feliz quando vi meu marido mais contente. Não demoraram para todos se juntarem na cozinha . Rick chegou falando sobre o advogado. __ Ele mandou encontrar na frente a igreja patrão. __ Como é o nome dele ? Perguntou Romeu. __ Henrique Lima .__ Hum, nome comum. __ Sim ele é brasileiro patrão. __ Irei vê-lo para observar se ele tem um bom trabalho. Sente-se vocês, o café está pronto. E Dennis?__ Acabei de chegar . Disse ele . Senhor aqui está as gravações. Não foi fácil pegar .__ Você pegou ou roubou ? Perguntou Rick.__ Meu amor eu peguei emprestado. Disse ele.Romeu sorriu . Se juntando com todos. Estava satisfeita com a minha família reunida. As conversas sobre trabalho surgiram .Loe e eu ficamos de fora sem entender nada . A mesa estava exposta, Romeu servia o café em sua xícara , enquanto conversavam. Rick disse : O doutor Henrique foi recomendado pelo o prefeito da cidade. Martins conversou tanto qu
Ao sair do banheiro . Romeu parou na frente da janela pensativos . Seu cenho estava mais fechado. Me vesti primeiro , tirando a roupa molhada . Me aproximei do lado dele, entregando mais uma toalha para ele se enxugar. Romeu agradece seriamente. Porém não perdi a esperança de mudar de humor. Esculhabava Otto em meus pensamentos, aquele velho arrogante era uma má companhia para Romeu . Servi uma bebida para ele. Estendi o copo bem na frente do seu rosto. Um breve sorriso surgiu . Não demorou muito para ser apagado . Insistia para ele vestir suas roupas estava congelando de frio . Via seu corte se arrepiarem. Ele deu de ombros. Não tive paciência puxando ele para mais perto, pedindo com calma para ele vestir sua camisa. Romeu olhou para mim e disse :__ Eu sei que não resiste aos meus encantos . Disse ele . Ele sorriu , corado. __ Veste a camisa senhor Goz. Mesmo não resistindo aos seus encantos, sua mulher está preocupada . __ Hum , seu pedido é uma ordem, senhora Goz . D







