Início / Romance / SENTIMENTOS MÚTUOS  / O MISTÉRIO E AS IMAGENS

Compartilhar

O MISTÉRIO E AS IMAGENS

last update Data de publicação: 2024-06-13 05:13:44

Diante do relato que ouviu de Lilian com todos aqueles detalhes, Julian passou a mão no rosto tentando se acalmar pois estava nervoso e não queria mandá-la parar de falar aquelas coisas, a qual estava o deixando tenso com todas aquelas revelações, mesmo não querendo deixar de ouvir e saber mais.

E enquanto Jullian estava ali duvidando de tudo aquilo, a menina levou a mão no bolso do grande casaco que usava e pegou dois papéis que o entregou falando:

— Olha, aqui está o desenho que fiz depois que sai do lugar que elas estão, antes de atravessar a porta com a luz forte por onde a mamãe me levou eu fiquei parada, e depois de hesitar por alguns minutos, voltei, pois queria ficar com elas, mas um senhor que parecia muito com a mamãe, se aproximou e falou que eu precisava vir e ficar com você, porque você não iria aguentar ficar sem mim também, então eu dei uma ultima olhada e vi minha irmã Mirla, correndo, brincando com umas crianças, a mamãe e as vovós, estavam em uma roda com uns adolescentes que riem com o que elas falavam, ali eu vi que realmente aquele senhor estava certo em dizer que você, o vovó e minhas irmãs, precisavam mais de mim do que elas que estavam tão felizes naquele lugar.  

Ao pegar o papel da mão da filha e abrir, Jullian se deparou com duas folhas que o paralisou olhando-as em suas mãos, Jullian caiu de joelhos, pois na primeira, viu sua adorável e amada esposa assim como também viu sua amada mãe e sua querida sogra as que sentia imensa saudades, olhou a folha debaixo e não aguentou, pois as lágrimas que lutou tanto para não deixar rolar na frente da filha, não conseguiu conter deixando-as escorrer pela face. Com a mão esquerda segurando a folha com o desenho enquanto a direita apertava a boca a ponto de seus dedos ficarem branquiçados, pois a imagem diante de seus olhos era impressionante, já que sem dúvida nenhuma, aquela era sua menininha que faleceu ainda bebê, mas que na imagem já estava uma moça de vinte anos. Até o sinal na bochecha esquerda em forma e uma gota de lágrimas, ela tinha igualzinha a que sua bebê tinha, a qual achava linda e sempre dizia que jamais deixaria remover, pois achava um charme. Jullian ficou impressionado com a imagem, depois de alguns minutos se recompôs ainda não acreditando em tudo aquilo, Jullian estava abalado imaginando como aquilo fosse possível estar acontecendo de verdade, pois ninguém além dos adultos da família que agora só restava ele e o pai, sabia de tal acontecimento e as coisas de sua bebê estavam no sótão da casa de campo onde eles não mexiam desde que tudo aconteceu há vinte anos.

Perante tudo aquilo, depois de respirar e levantar-se seguiu com a filha para onde os demais estavam, pois precisava muito falar com o pai sobre o que tinha acabado de ouvir e ver, assim que se aproximou, o pai logo notou que o filho havia chorado, preocupado no que poderia estar acontecendo com a neta, seu Júlio logo perguntou em tom baixo:

— O que aconteceu filho? Lillian está bem?    

—S-Sim papai, pelo menos eu acho, mas eu preciso…

Vamos nos sentar ali que eu te conto tudo. — falou Jullian apontando para um lugar para onde seguiu.

Assim que sentaram na grama, olhando para as filhas correndo na areia os olhos de Jullian, encheram-se de lágrimas, ao vê-lo, seu Júlio já nervoso perguntou mais uma vez:

— Filho, o que está acontecendo? Você está me apavorando.

 Jullian então, pegou as folhas com os desenhos em seu bolso e entregou ao pai dizendo:

— Olha isso papai, ela que desenhou, vê, e me fale o que o senhor vê nessas imagens.

Ao olhar para o desenho, seu Júlio, levou a mão à boca para reprimir o choro que queria aflorar. Pois a primeira imagem que seus olhos alcançou foi exatamente de sua adorável e amada, Marg, ela estava linda do mesmo jeito que apareceu para ele na praia anos atrás, com o mesmo penteado e vestido, o mesmo olhar doce a qual no desenho olhava para os adolescentes sentados ao redor dela e da nora que também estava linda com um conjunto de calça e blusa  larga de tecido fino na cor azul tão clarinho que parecia o céu em dia ensolarado, até a dona Virgínia, parecia estar muito bem, com um vestido longo na cor rosa clarinho,  todas tinham semblante felizes. Seu Júlio, com os olhos lacrimejados olhou a segunda folha e depois olhou para o filho que lhe olhava com o mesmo olhar espantado, pois viu que o pai estava tão ou mais surpreso e emocionado que ele, já que não ouviu os relatos da neta como ele tinha ouvido. 

— Filho, o que tudo isso significa?  — perguntou o senhor de meia idade chocado com o que estava diante de seus olhos.

— Pai, essa imagem à sua frente e a Mirla, acho que seria como ela estaria hoje se não…

Papai, Lillian falou que nessa madrugada, a mãe a visitou e a levou para ir onde elas estão, e mais, a apresentou à irmã e falou que eu preciso me… pelo que ela entendeu me envolver com alguém! E que eu ou nós, vamos receber alguém que vai nos fazer muito felizes, eu não entendi essa parte, será que vamos receber algum parente por esses dias? Pai, o senhor sabe me dizer quem pode ser?

— Quem, eu?! — falou Seu Júlio surpreso levando a mão ao peito com a pergunta do filho, pois ele não tinha noção quanto Jullian ao seu lado.

— Pai, eu quero que o senhor ache um bom artista para pintar as imagens desses desenhos, quero fazer quadros deles, veja como Lillian leva jeito com desenhos, eu vou ver com ela, se quer entrar em algum cursos para se aprimorar, pois se ela foi capaz de fazer isso essa madrugada e sozinha imagina o que não vai fazer quando estiver aprimorada. 

Enquanto os dois estavam ali distraídos conversando, uma moça com uma câmara fotográfica nas mãos se aproximou falando:

— Oi, com licença, o senhor e o pai delas, né? — perguntou a moça olhando nos olhos de Jullian.Ele sem reação pois não conseguiu responder já que não conseguia desviar seu olhar dos olhos azul da moça à sua frente a qual os seguranças tentou afastá-la, mas Jullian sem nem mesmo olhar para o segurança, sinalizou com a mão para que deixasse-a, naquele momento sem ao menos entender, por algum motivo, Jullian não conseguia desviar seus lindos olhos castanhos claros, dos da moça que parecia chamá-lo para mergulhar neles como se fosse o mar chamando-o.

Ao ver o estado que o filho ficou diante daquela mulher, pois estava vendo o estado que aquela moça deixou o filho na qual a anos não o via daquele jeito. Seu Júlio, teve um pressentimento estranho, mas que parecia bom, ele sorriu pois  nunca tinha visto Jullian olhar para nenhuma mulher daquele jeito sem ser sua falecida nora, naquele momento seu Júlio resolveu intervir antes que o filho acabasse babando toda a blusa que vestia

Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App

Último capítulo

  • SENTIMENTOS MÚTUOS    O DESAPARECIMENTO

    O dia clareou, e depois que todos fizeram seus desjejum juntos na grande mesa, Emily disse ao pai que precisava visitar uma amiga e entregar uns livros que havia pego emprestado, o que ninguém desconfiou de nada já que ela era a mais ajuizada das três. Emily saiu tranquilamente recusando-se que o segurança e motorista a acompanhasse, o que o pai aceitou de imediato pois sabia que jamais a filha faria algo imprudente. Logo a viu entrar no carro que havia chamado por aplicativo e seguido com a promessa que chegaria antes do almoço. Contudo, as horas passaram e nada de Emily voltar, Jullian então resolveu ligar e nada dela atender mandou mensagem e também nada da filha responder nem mesmo visualizava o que o deixou completamente nervoso, pois nunca aquilo tinha acontecido com Emily que era totalmente ajuizada e pontual. Ninguém conseguiu almoçar por conta da preocupação, até que Jullian recebeu uma mensagem de voz de um número desconhecido, com as mãos trêmulas ele colocou para ouvir im

  • SENTIMENTOS MÚTUOS     O CONFRONTE E A PETULÂNCIA

    No mesmo instante que ouviram o grito, o casal se afastaram e olharam na direção de onde veio, se deparando com Jullian que caminhava em passos largos e rápido na direção deles. — Pai! — disse Juliene totalmente apavorada. — Senhor Jullian, nós podemos explicar. — Ah, podem mesmo, e isso tem explicação? — disse Julian intercalando seu olhar furioso para ambos.— Pai… — Não diga nada, só passe na minha frente, e você rapazinho de hoje em diante fique longe da minha filha senão vou esquecer de quem você é sobrinho. Dito isso, Jullian seguiu a filha em passos firmes deixando Odirlei coçando a nuca, desolado, pois sabia que tinha estragado tudo, tanto para ele e Juliene como também para a tia que com certeza iria ouvir um monte por sua causa. Já de volta a mesa onde o pai e as filha estavam, Jullian sentou-se com o semblante fechado e assim que a filha mais velha sentou-se emburrada a sua frente, tentando controlar-se e falar baixo, ele perguntou:— Desde quando isso vem aco

  • SENTIMENTOS MÚTUOS    O FRAGANTE E A FÚRIA

    Um tempo depois que Odirlei saiu, Betina e Jullian a sós trocaram carícias e beijos apaixonados, até que o celular de Jullian vibrou no bolso imediatamente ele pegou e viu que era uma mensagem de seu assistente lhe dizendo que Guilherme seu amigo, havia recebido alta do hospital na Inglaterra e que já estava hospedado no hotel junto à esposa onde ficará até se recuperar e ser liberado pelo Dr. Para poder voltar ao Brasil. Ao receber aquela notícia, Jullian sentiu-se aliviado pelo peso da culpa por ter feito o amigo passar por tudo aquilo em vão.Vendo o semblante de satisfação de Jullian ao seu lado, Betina o perguntou se algo havia acontecido, imediatamente Jullian sentado na beirada da cama contou-lhe tudo que havia acontecido desde que recebeu as encomendas dos quadros. Fazendo-a sentir-se também culpada por ele e o amigo passarem por tudo aquilo. Minutos depois Enquanto Jullian estava no banheiro, Betina conversava com a enfermeira que entrou para trocar seu medicamento no supo

  • SENTIMENTOS MÚTUOS    BUQUÊ DE FLORES AZUIS

    Betina já estava internada há dois dias quando recebeu a visita inesperada do sobrinho que chegou ao hospital carregando um lindo buquê de rosas azuis, a preferida da tia. Odirlei parou diante da porta do quarto na qual foi informado na recepção, bateu e esperou ser permitido entrar, pois sabia que o seu futuro sogro estava o tempo todo com a tia e não queria flagrar nenhuma situação íntima entre os dois. Do lado de dentro do quarto, Betina tirava uma soneca, pois logo depois de almoçar Jullian pediu que ela tentasse dormir um pouco, já ele pegou seu notebook e acomodou-se na mesa para trabalhar dando graças a Deus por poder exercer seu trabalho de qualquer lugar. Logo que ouviu a batida na porta ordenou que podia entrar achando que fosse mais uma das enfermeiras pois isso nem sequer olhou na direção da porta, continuou concentrado na tela do computador a sua frente, até que ouviu uma leve tosse de homem, olhou imediatamente se deparando com o rapaz que logo lembrou-se do dia que el

  • SENTIMENTOS MÚTUOS    A CONVERSA E A REBELAÇÃO

    Depois de conversar com o Dr. E esperar a chegada de uma enfermeira indicada pelo mesmo para ficar de acompanhante de sua amada, Jullian se despediu de Betina e saiu, pois era hora de ir em casa ter a difícil conversa com as filhas. Jullian chegou no momento em que todos estavam sentados à mesa fazendo o desjejum.— Bom dia! — cumprimentou com a voz trêmula por já estar tremendo as reações das três filhas. — Bom dia papai, que bom que chegou, como está a senhorita Betina? — perguntou Lillian. Enquanto Emily e Juliene só o cumprimentou com um simples “bom dia” pois estavam aborrecidas pelo pai não ter comparecido a festa para ficar com elas, sendo que era a primeira vez que todos poderiam estarem juntos novamente naquela festa desde que a mãe havia falecido, já que era ela que sempre fazia questão de irem todos os anos. — Bom dia filho, sente-se, tome seu café. — disse seu Júlio já sabendo o que o filho iria enfrentar. Depois de limpar as mão com lenço umedecido em álcool gel,

  • SENTIMENTOS MÚTUOS    TUDO AS CLARAS

    Mesmo já tendo despertado e parecendo disposta, logo que chegaram ao hospital, Betina foi levada para a sala de emergência com urgência a pedido de Jullian que viu que a mulher teimosa a sua frente só estava lutando para não demonstrar seu verdadeiro estado de saúde. Contudo, ela até aceitou ir com a condição que ele não a acompanhasse, o que o deixou aborrecido, pois apesar de tudo que falou para ela durante o trajeto ela ainda estava irredutível em aceitá-lo.Já dentro da sala de emergência, enquanto era examinada, Betina não parava de lembrar das palavras de Jullian lhe dizendo que não adiantava mais esconder que estava grávida, pois além de seu corpo já mostrar, ele já tinha certeza quando a procurou no endereço quando foi à Inglaterra. “Então ele realmente me procurou como eu previa” — pensou ela.Minutos depois, o Dr. Saiu da sala encontrando Jullian andando de um lado para o outro do lado de fora.— Dr. Me diga como eles estão? — perguntou Jullian assim que viu o Dr.— En

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status