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last update Fecha de publicación: 2025-05-31 01:19:14

Giovanna

— Será maravilhoso tê-la em nossa equipe, Giovanna. Infelizmente dependo que alguns sócios aceitem a sua contratação. Mas não se preocupe, quando eles virem o que você tem para oferecer, será aceita com toda certeza.

Sorrio.

— Muito obrigada pela oportunidade, Madalena!

— Está brincando? Com essa sua carta de referência, você seria aceita até no Metropolitan, o maior hospital em referência aqui em Verona. Bom, eu vou te deixar com a Selena agora. Ela vai te mostrar como tudo funciona aqui na clínica. — Sorrio.

— Ok, e obrigada mais uma vez!

Observo a subgerente se afastar para a sua reunião de equipe e logo iniciamos um tour pelo centro médico. Um hospital que faz questão de mostrar o quanto o dinheiro faz toda a diferença. Pediatria bem equipada, psicologia com áreas para relaxar e extravasar, neurologia... aqui tem de tudo. Os apartamentos têm um conforto além do necessário e o luxo dos móveis e decoração é de encher os olhos. E com certeza eles chegam a ser bem maior do que o apartamento que divido com a Alba. São cinco andares com dezenas de corredores longos, largos e brancos, além de incontáveis portas da mesma cor. E o silêncio desse lugar é incomparável.

— Ah, chegamos. — Selena diz, parando de frente para a única porta que não tem uma placa de identificação. — Esse será o seu consultório, doutora.

Arqueio as sobrancelhas.

Meu consultório.

Penso, analisando a sala quem tem uma cor suave e agradável, além de alguns móveis sofisticados, porém, ele é completamente impessoal.

— Como está praticamente no final do seu período, você poderá realizar algumas consultas, preencher alguns prontuários e até passar medicamentos, mas...

— Cirurgias somente com um médico experiente por perto. Eu sei.

— Isso. — Ela sorri. — Agora eu vou te mostrar a nossa cantina. — Ela diz, saindo da sala. Contudo, assim que saímos, percebo um grupo de homens usando jalecos brancos no final de um corredor envolvidos em uma conversa séria.

Um em especial prende a minha atenção.

— Ah, aquele é o doutor Andreas Castellini. Você já deve ter ouvido falar dele em algum lugar. — Selena fala mesmo sem eu lhe perguntar. — Ele é o dono e o CEO deste hospital.

— Ah! — Finjo surpresa.

— O Senhor Castellini é um homem bastante ocupado e é inalcançável também.

— Inalcançável?

— Para falar com ele é preciso agendar uma reunião antecipadamente. Ele é bem reservado e muito calado. E quando fala alguma coisa, o seu tema preferido é o trabalho.

— Chato! — cantarolo com desdém. Ela sorri.

— E arrogante, não se esqueça dessa parte. — Ela completa.

E nem poderia. Penso segurando a minha irritação.

— Por favor, me diga que a sala dele fica bem longe da minha? — peço, unindo as minhas mãos em uma falsa prece.

— Na verdade, ela fica exatamente no final daquele corredor.

Ah, fala sério! Resmungo mentalmente.

— Pronta para conhecer a cantina?

— Por favor!

Cantina, ela disse.

Isso aqui está mais para um McDonald's embutido dentro de um hospital. Faço uma crítica sarcástica, enquanto observo o ambiente extremamente sofisticado, exibindo uma bela decoração toda em madeira infernizada e vidros transparentes, ressaltando os belos e confortáveis bancos de couro marrom e suas mesas redondas. E o cheiro da comida desse lugar chega a me fazer salivar.

— Bom, acho que já te mostrei tudo.

— É, acho que sim. — Paro de frente para ela, enfiando as minhas mãos nos bolsos de trás do eu jeans, enquanto os meus olhos continuam a se deslumbrar com o requinte desse cômodo.

— Você começa amanhã, certo? — Selena indaga, atraindo a minha atenção.

— Sim, nas primeiras horas do dia.

— Nesse caso, foi um prazer te conhecer, Giovanna! E te espero amanhã nas primeiras horas do dia. — Sorrio.

— Eu digo o mesmo, Selena. — Seguro a mão que ela me estende com um aperto firme.

— Ok, eu preciso voltar ao trabalho agora. Tudo bem se você seguir sozinha?

— Sem problemas. — Abro outro sorriso e abano os dedos para ela. — E obrigada por tudo, Selena!

Espero a garota se afastar e entrar em um elevador, e assim que as portas se fecham sinto o costumeiro fogo da determinação me esquentar por dentro. Portanto, adentro o outro elevador e aperto o botão do último andar. Entretanto, assim que ponho os meus pés para fora da caixa de aço, caminho para dentro do corredor que me leva à sala da presidência. E enquanto faço isso, consigo ouvir os sons dos meus saltos baterem contra o piso lustroso, seguido da minha respiração que fica pesada à medida que me aproximo da porta. E para a minha satisfação, a mesa da secretária do Dr. Castellini está vazia. Isso me dá a oportunidade única de surpreendê-lo. Portanto, dou dois toques na madeira branca e escuto o seu urro vindo lá de dentro.

— Entre!

E eu entro.

Andreas Castellini está sentado atrás da sua mesa, usando uma camisa branca de botões, que tem as mangas dobradas até o seu antebraço, enquanto o seu jaleco está descansando no encosto da sua cadeira. Ele está escrevendo algo e os seus olhos estão o tempo todo fixos em um documento.

Devo ressaltar os músculos apertado no tecido, lutando para se libertar?

É claro que não, Giovanna. Você nem devia fixar os seus olhos nesses detalhes irrelevantes.

— Pode deixar a pasta em cima da mesa, Lorena. Depois eu dou uma olhadinha. — Ele pede sem parar o seu trabalho.

Em resposta, dou mais dois passos na sua direção e em seguida abro a minha bolsa para pegar o envelope com o dinheiro que indevidamente deixou em cima do criado de um quarto de hotel. Seguro o montante entre os meus dedos, ergo bem alto e solto um a um sobre a sua cabeça, fazendo uma pequena chuva de papel se espelhar por seu colo, mesa e chão.

— Mas o que...

O homem exacerbado finalmente ergue a sua cabeça e seu olhar perplexo encara o meu.

— Olá, doutor Andreas Castellini! — cantarolo, mas de modo seco, olhando-o com igual secura. Sua testa franze em confusão.

— O que você está fazendo aqui? — Dou mais um passo para perto da sua mesa.

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