Compartir

Nada mudou

Autor: Jojo0609
last update Fecha de publicación: 2025-11-27 08:32:19

Helena acordou com o sol já alto batendo nas cortinas brancas. O braço de Adrian ainda estava jogado sobre a cintura dela, pesado, quente, protetor. Ela sorriu sem abrir os olhos, virando o rosto para o travesseiro dele. O cheiro de Adrian — sabonete, pele, sexo da noite anterior — ainda estava ali.

— Bom dia, minha deusa. — Adrian falou com a voz preguiçosa, ainda sem abrir os olhos.

— Bom dia, meu médico favorito.

Adrian abriu os olhos, encontrou Helena sorrindo, como se soubesse que sua fala
Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App
Capítulo bloqueado

Último capítulo

  • Segunda chance com o magnata   Um pouco de cada um

    O homem ficou olhando para o instrumento nas mãos por um momento, com aquela expressão de quem está reencontrando algo que havia guardado há tempo demais.Depois sentou, posicionou, fechou os olhos por um segundo.E quando Luna começou a melodia de Diana, Thomas Reed entrou — devagar, como quem está lembrando, com aquela qualidade de músico que não perdeu o que sabe mesmo quando ficou tempo sem usar.A sala ficou em silêncio de novo.Helena ficou parada ouvindo — a filha, o homem de setenta e dois anos que havia dado a Diana o microfilme décadas atrás, a melodia que havia atravessado gerações e que agora atravessava mais uma vez aquela sala pequena em Oxford numa noite de novembro.Era uma imagem que ela não havia planejado e que era exatamente certa por isso.Quando terminaram, não houve aplauso imediato.Houve apenas o silêncio.E dentro do silêncio, tudo.Maxwell ficou até mais tarde do que o habitual, e quando foi embora abraçou Luna por um tempo que não media mais, que havia desi

  • Segunda chance com o magnata   Juntas

    Helena tocou a voz que Luna havia escrito para ela — mais simples, mais direta, aquela qualidade de quem estabelece o fundamento sobre o qual a outra voz pode se mover com liberdade. Luna tocou a voz da melodia original, mas expandida, com variações que eram completamente dela e que ao mesmo tempo eram completamente Diana, aquela impossibilidade que a música às vezes consegue de ser duas coisas ao mesmo tempo sem contradição.No meio da melodia, Helena sentiu as lágrimas chegarem e não fez nada para detê-las. Continuou tocando. Havia aprendido, ao longo de décadas de concertos, que lágrimas e música coexistem quando a música é verdadeira, que uma não prejudica a outra, que às vezes uma é consequência da outra e que isso é exatamente como deveria ser.Ao lado dela, Luna tocava com os olhos abertos, olhando para algum ponto à frente que não era nenhum dos rostos na sala, mas que tinha qualidade de presença mesmo assim.A terceira parte foi a música nova.Helena havia aprendido a parte d

  • Segunda chance com o magnata   A música de Diana

    O concerto havia sido ideia de Luna.Havia chegado a Helena numa tarde de outubro, três semanas depois do domingo no jardim, numa ligação que começou com "mãe, tenho uma ideia" e que Helena havia aprendido ao longo de dezesseis anos a receber com atenção total porque as ideias de Luna raramente eram pequenas e quase nunca eram simples e invariavelmente valiam o que custavam.— Quero fazer um concerto. — Luna havia dito, diretamente. — Em homenagem à minha avó. No aniversário da morte dela, em novembro. Pequeno, íntimo, só as pessoas certas. E quero que você toque comigo.Helena havia ficado em silêncio por um momento.— Mãe? — Luna havia dito.— Estou aqui. — Helena havia respondido. — Estou pensando.Havia pensado por três segundos.— Sim. — havia dito.+++++++Prepararam durante três semanas.Não havia sido simples — Luna havia chegado com um programa completo que havia pensado sozinha, uma estrutura de três partes que havia apresentado para Helena numa tarde na sala com aquela seri

  • Segunda chance com o magnata   Em família

    Luna disse alguma coisa que Helena não conseguiu ouvir.Maxwell respondeu com um aceno de cabeça que tinha dentro dele décadas.Helena virou para a louça, deixou aquele momento ser deles.— O que você acha que eles estão falando? — Adrian disse, baixinho, ao lado dela.— Sobre minha mãe. — Helena disse, igualmente baixo. — Sempre sobre ela, quando os dois ficam juntos.— É bom?— É ótimo. — Helena passou uma xícara para ele enxugar. — Ele precisava de alguém com quem falar sobre ela que não fosse eu. Alguém que não carregasse a mesma dor, mas que carregasse interesse real.Adrian enxugou a xícara e ficou em silêncio por um momento.— Luna vai fazer alguma coisa com isso. — disse. — Com a história de Diana. Com tudo que aprendeu.— Eu sei.— Você sabe o quê?— Que vai fazer alguma coisa. Não sei o que ainda. Ela também não sabe. Mas está chegando lá.Adrian pousou a xícara, olhou pela janela para a sala onde Maxwell e Luna continuavam em conversa.— É assustador e bonito ao mesmo tempo

  • Segunda chance com o magnata   Domingo de sol

    O domingo seguinte chegou com sol.Não o sol cauteloso de setembro que aparecia e desaparecia atrás das nuvens como se testando se era bem-vindo — era o tipo de sol que chegava decidido, que tornava o jardim dourado desde cedo e que fazia o Max sair pela porta como se houvesse algo urgente a farejar que só existia nesses dias específicos.Helena acordou com aquela leveza de manhãs que não têm agenda. Ficou um momento deitada ouvindo a casa — os sons que havia aprendido a reconhecer ao longo de anos como a música específica daquele lugar, cada barulho com sua fonte e seu significado. Os passos pesados de Theo no corredor, a voz de Luna falando com alguém — o celular, provavelmente, aquela geração que acordava e imediatamente estava em conversa com o mundo. A torneira na cozinha. O Max arranhando alguma coisa que não devia.Adrian estava acordado ao lado, de costas, olhando para o teto com aquela expressão de quem está pensando, mas não está preocupado — havia uma diferença, e ela havia

  • Segunda chance com o magnata   O que Luna guarda

    Luna não dormiu cedo naquela noite.Ficou deitada na cama do quarto de hóspedes dos pais — o quarto que havia sido seu quarto de verdade por muitos anos antes de ter o próprio apartamento perto da escola de música, e que ainda guardava aquela qualidade de lugar que pertence a alguém mesmo quando essa pessoa não está mais lá todos os dias — com o braço levantado na penumbra, olhando para a pulseira.O pingente captava a pouca luz que entrava pela janela — a luz dos postes de Oxford, aquela luminosidade suave que nunca era escuridão completa — e brilhava de um jeito que Luna havia decidido não chamar de coincidência e não chamar de sinal, mas simplesmente de bonito.Havia passado os últimos dois anos sabendo que a pulseira viria para ela em algum momento. Havia ficado na mesinha de cabeceira — primeiro no quarto de Helena, depois no dela quando havia pedido para guardar, pedido que Helena havia aceitado sem perguntar por quê, como aceitava as coisas que Luna pedia que vinham de um lugar

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status