Compartilhar

Capítulo 5

last update Data de publicação: 2021-09-11 22:52:21

Por Lilian Alcântara.

Malas prontas, passagens compradas, agora é só aguardar o serviço de quarto, avisar a chegada do meu táxi. Então eles pegam as minhas malas, que não são poucas, devido à quantidade de presentes que comprei e as roupas, e acessórios que eu posso precisar no Brasil. Pego meu celular e aviso o número do meu voo e a hora de chegada para minha mãe. A campainha toca e imediatamente eu sinto um frenesi dentro de mim. Caminho até ela e a abro para um jovem uniformizado, que tem um sorriso. Ele avisa que veio pegar minhas malas e eu concordo, e enquanto as põe em um carrinho, pego a minha bolsa, com os meus documentos e celular, e o acompanho para fora do apartamento, até o saguão luxuoso do hotel.

_ Olá, Mike, tudo bem? _ Cumprimento o gerente atrás do balcão.

_ Sim, senhorita Alcântara, em que posso ajudá-la?

_ Estou indo para o Brasil, vou passar alguns dias por lá. Por gentileza peça ao serviço de quarto que mantenha minhas correspondências em meu apartamento, quando eu voltar as coloco em dia _ peço e ele me sorrir.

_ Claro, senhorita, pode deixar que eu cuido de tudo, não se preocupe!

_ Obrigada, Mike! _ sibilo, acenando para o homem, com as pontas dos dedos.

_ Não há de que, senhorita! Tenha uma boa viagem! _ diz. Sigo pelo elegante hall  e entro no táxi que já me aguarde na frente. O motorista liga o carro, enquanto me acomodo no banco de trás com minha malinha de mão e ponho o cinto de segurança. O carro segue direto para o aeroporto e o meu coração dispara de nervosismo e de ansiedade.

Dentro do avião, ponho os fones no ouvido, para ouvir minha playlist relaxante durante o voo, pois a decolagem sempre me deixa nervosa, nessas horas procuro me desligar de tudo e nada melhor do que uma boa música! Serão horas confinada neste avião e para passar o tempo escuto minha playlist favorita, enquanto folheio algumas revistas, comendo uma maçã.

Quando chego ao Brasil, encontro minha família quase que inteira me esperando no grande salão do aeroporto, que está lotado, porém, essa grande família é o destaque do lugar. Minha mãe, dona Joana, meu pai, senhor Alberto, meu irmão, Luís e minha cunhada, Ana Júlia. Só as crianças não vieram. Sorrio amplamente, quando os vejo e corro para eles, largando o carrinho com as malas para trás, e sou recebida com beijos e abraços sufocantes de todos eles. Minutos depois, entramos no carro do meu irmão e vamos para mansão dos Alcântara; o lugar onde passei minha toda a minha  infância e parte da minha adolescência. Tive muitos momentos de muita felicidade naquele lugar. Luís dirige, enquanto sou abraçada o tempo todo por minha mãe e meu pai no banco traseiro e segundos depois, começam os interrogatórios.

_ Então Lilian, como é a sua vida em NY? E me fala sobre o seu trabalho. _ Luís pede, sem tirar sua atenção do trânsito.

_ Ah! Minha vida lá, é como a sua aqui, normal. Uma vida social totalmente tranquila. Eu me dedico ao meu trabalho, que, aliás respondendo a sua outra pergunta é maravilhosa! Amo o que faço meu irmão, você sabe.

_ E não pode fazer o que ama aqui no Brasil, filha, pertinho da gente?_ Papai pergunta.

_Sim, papai eu posso, mas também amo o hospital onde trabalho e tenho um círculo de amigos maravilhosos lá. Eu os amo de paixão, sem falar nos meus pacientes. Não posso simplesmente largar o tratamento deles e não estou pensando em voltar a morar aqui no Brasil nem tão cedo!

_ Que pena, maninha! Eu estava disposto a montar uma clínica aqui para você, mas não quero pressiona-la. Faça como quiser, o que te deixar feliz.

_ Obrigada, mano! Eu amo você, sabia? Prometo que quando eu estiver pronta para voltar a morar aqui no Brasil,  aviso pra vocês. _ Sorrio.

_ Como assim  quando estiver pronta para voltar ao Brasil, Lilian? Você nasceu e foi criada aqui, filha! Por que não estaria pronta? _ Minha mãe pergunta, quase que indignada. Eu penso na melhor resposta para lhe dá.

_ Porque não estou preparada para deixar meu emprego em NY, só por isso mamãe. _ Se ela soubesse os meus verdadeiros motivos. Beijo minha mãe no rosto e ela volta a me abraçar.

🖤🖤🖤🖤

Enfim chegamos a casa! E quando meus sobrinhos me veem,  é um Deus me acuda! Tem crianças para tudo que é lado da casa  e pulando em cima de mim, fazendo a maior festa!  Os filhos de Luís e os filhos de Marcos, gritam e falam em simultâneo. É um tal de tia para lá e para cá, que não sei quem eu atendo primeiro. Após estar bem instalada em meu antigo quarto, distribuo os presentes para todos, brinquedos e jogos para as crianças, perfume para a cunhada, gravata para o meu irmão e um cruzeiro marítimo para meus pais, meu presente de aniversário de casamento. Eles ficaram radiantes com seus presentes. No fim de tarde, mãe traz um lanche para sala; bolo de cenoura que eu amo, suco de laranja e café. As crianças brincam animadas no jardim, enquanto os adultos conversam amenidades na sala.

Passo o resto do dia dormindo, arrasada de cansaço, por conta do fuso horário. Apesar de toda essa agitação, tive um sono tranquilo e sem sonhos. Acordo encontrando o quarto completamente escuro. Acendo a luz do abajur, ao lado da cama e observo o cômodo em silêncio por alguns instantes. Olho para sua decoração, as cores claras nas paredes, para a penteadeira com sua base de ferro, retorcido e para alguns  pôsteres das minhas bandas favoritas expostos em um mural.  Meus olhos param no criado mudo, onde tem uma foto nossa, abraçados e sorrindo para a câmera. Era um dia especial e estávamos comemorando em um barzinho. Estávamos felizes, porque íamos juntos para a faculdade. Sento-me na cama, seguro o porta-retratos, o olho por mais alguns segundos e com um suspiro, ponho na gaveta do móvel. Saio da cama e sigo para uma janela, abrindo a cortina e olho admirada para o jardim, logo sou tomada por mais lembranças. É como se cada cantinho dessa casa passasse como um filme em minha cabeça. Luís, eu, e nossos amigos nos divertindo no lago em frente a mansão. Rio quando lembro das nossas brincadeiras na grama, correndo por todo lugar e imediatamente me sinto melancólica e um nó na garganta começa a  me sufocar.

_ É como diz a canção, um joelho ralado dói menos,  do que um coração partido _ sussurro, olhando para um pequeno pedaço de lua no céu. _ Por que nós temos que crescer e passar por essas coisas? _ pergunto me afastando da janela e vou tomar um banho frio, porque o contrário de NY,  aqui no Brasil faz um calor infernal. Quando termino, ponho um vestido leve e apenas uma rasteirinha, amarro meus cabelos em um rabo de cavalo e me reúno com a família na sala de jantar, onde há uma imensa mesa posta, e toda a família feliz reunida. Sorrio olhando para todos animados na mesa e me sinto em casa de novo!

Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App

Último capítulo

  • Sempre Juntos   Bônus V

    Por Karina Lacerda.Alguns anos depois...Faz anos que não me sinto assim, estou livre... finalmente livre. Livre da culpa, do remorso, da dor dor. A mentira tem o poder de aprisionar, acorrentar uma vida e consequentemente, essa corrente alcança todos ao seu redor.De verdade, acreditei que levaria esse erro comigo para o túmulo, mas desmarcar Alessandra diante de todos, me deixou de alma lavada. Foi como passar finalmente uma borracha no passado e consequentemente concertar o futuro. Depois daquele natal fatídico, Lilian e Kevin tiveram o seu feliz para sempre e decidi viajar, uma fuga na verdade. Porque foi depois que tudo veio a tona, que André, o carinha do TI da Techc descobriu quem eu era de verdade. Após o jantar, ele fez questão de me deixar em casa e eu resolvi me abri para ele, mesmo sem ter noção alguma que já a algum tempo, havia conquistado o meu coração. Então

  • Sempre Juntos   Continuação do bônus IV

    Na manhã seguinte, acordo meio atordoado. Porquê? Pelo simples fato de não ter dormido bem a noite. Pois é, as palavras da morena não saiam da minha cabeça e a imagem daqueles olhos lindos, marejados e expressando mágoa, estavam me deixando louco.Eu sei que fui um filho da puta, mas porra! Eu nunca me senti culpado por transar com uma garota e no dia seguinte dizer adeus pra ela. E porque acham que me faria sentir culpado por ter dado um beijo extremamente sexy na garota, e quase... eu disse, quase ter rolado um sexo gostoso com ela, e não ligar pra ela no dia seguinte? Não é meio maluco? Então, porque eu estou me sentindo culpado?Durante a noite passada, pude pensar um pouco sobre a fatídica noite e em algum ponto, comecei a entender o porquê da Cristiny estar chateada comigo e de verdade, ela tem toda razão._ Garota estou adorando isso aqui!_ Aaah! Você está me deixando maluca, Rick! _ A dananda sussurrou, quando dei lambidas no bico enturmecido do seu seio. Seg

  • Sempre Juntos   Bônus IV

    Por Ricardo Rosa_Bebe! Bebe! Bebe! Bebe!_ Os caras gritam dentro do bar, enquanto viro mais um copo de cerveja. Nunca fui de perder uma aposta, sou bastante concorrente e sempre que sou desafiado, encaro o desafio na maior. E no final, sempre saio com uma grana extra no bolso e com as garotas dos otários.Vida de solteiro não é fácil, mas é muito boa!Meus pais e irmãs - isso mesmo - sou o quinto filho, de um casal que teve quatro meninas, ou seja, sou o único menino da família Rosa, o que torna a cobrança de cinco mulheres pesadas para mim. Elas pegam muito no meu pé, pois estou prestes a fazer 25 anos e nunca, nunca mesmo levei uma namorada para casa.Não, eu não tive nenhuma desilusão amorosa, só não encontrei a mulher certa, aquela que te pega de jeito no primeiro olhar, sabe? A garota que te faz sentir coisas, quando abre um sorriso que te prende, arrebatando teu coração, sem avisos. E quando você ver, já está na mão dela.Não sou um cara romântico, sou

  • Sempre Juntos   EPÍLOGO

    Alguns anos depois...Lilian Lacerda..._ Aaah!!! _ Solto maisgrito dolorido, quando sinto a dor partir-me ao meio. A alguns meses atrás, quando descobrimos um tratamento invasivo da endometriose, direto no útero, lançou-nos um fio de esperança, uma chance de realizar o que eu já havia desistido. Sabíamos que não seria fácil, mas precisávamos tentar. Eu queria muito sentir as sensações de uma gravidez, porém, sem me iludir tanto. A final, nada era certo._ Força, amor, você consegue. _ Kevin fala, segurando a minha mão e eu me preparo para mais um empurrão._ Aaaah! _ Mais um grito e ecoa por toda a sala e mais uma vez eu faço força. Pensar nesse tormento que estou passando agora, me preenche de alegria, de êxtase, e se não fosse a dor avassaladora que percorre o meu ventre e se alastra por minhas costa, poderia sorrir, por saber que não é apenas mais um sonho. Eu finalmente trarei um bebê a esse mu

  • Sempre Juntos   Capítulo 40

    Por Lilian Alcântara.Realizar o meu sonho de ser mãe, não tem preço. David pode não ter sido gerado por mim, nem nascido da minha barriga, mas foi escolhido pelo meu coração e é filho legítimo de kevin. Eu amo esse pequeno, que cresce a cada dia e me conquista em cada gesto.Cada mês que se passa, David se parece ainda mais com o pai, porém, é loiro como a mãe dele, ou, como eu, que também sou sua mãe.Hoje ele está completando dois aninhos, já anda sozinho e fala muitas palavras.Como todas as manhãs, entramos no quarto, decorado com tema de animais e o acordamos com muitos beijos, lhe dando muito carinho. David não é uma criança resmungona, ele costuma acordar sorridente e sempre estende seus bracinhos para mim.Hoje é um dia especial para nós três. Estamos indo visitar um orfanato, iremos adotar Maria Eduarda, uma garota linda, extrovertida, animada, carinhosa e meiga. Isso mesmo, ela tem todas essas qualidades e mu

  • Sempre Juntos   Capítulo 39

    Por Lilian Alcântara.Escuto o choro do bebê no escritório de Kevin e saio do seu abraço, deixando todos na sala com seus falatórios e perguntas infindas e abro a porta. O encontro deitado em um dos sofás do cômodo. Oh! Deus, tão pequenino, ainda envolto em sua manta azul e seu choro é tão desesperado. Com o coração apertado, aproximo-me e o pego em meus braços, e imediatamente meu coração se aquece e acaricio suas costas, ditando palavras amáveis e baixinhas._ Calma, meu amor! Estou aqui, shiiiii! _ Logo ele para o choro e fica calmo. O acalento, enquanto caminho pelo cômodo e resmungo uma canção de ninar, que costumava ouvir minha mãe cantar quando eu era uma criança. Ao virar-me para a porta, encontro Kevin parado lá, me olhando de uma forma que não sei explicar, mas percebo seus olhos estão marejados. Ele mantém os braços cruzados rente ao peito e um sorriso bobo começa a surgir simultaneamente em seus lábios._ Você fica linda de mamãe, sabia?_ comenta com tom baix

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status