LOGINLuana acordou no dia seguinte com os olhos ainda vermelhos. Mesmo sem terem realmente feito nada, suas pernas continuavam um pouco trêmulas.Tinha emagrecido nesses quatro meses, o corpo já não acompanhava mais o ritmo de Dante.E pensar que ela era a mais jovem dos dois. Que raiva!Mas o fato de Luana estar fraca tornava muito conveniente para Dante cuidar pessoalmente dela.Escovar os dentes, lavar o rosto, vestir a roupa, até pentear o cabelo, tudo feito por ele.Depois que Luana terminou de se trocar, Dante ainda a carregou até o sofá e lhe serviu um copo d’água.Ele baixou o olhar. Os olhos, profundos e escuros, combinavam com o traje casual impecável. A aparência elegante e o ar contido só realçavam ainda mais sua calma e firmeza.Luana pensou que aquele presidente sabia mesmo fingir.— Está se sentindo melhor?Luana não respondeu. Apenas o encarou, daquele jeito de jogar facas com os olhos.Parecia que a roupa o mantinha preso, mas o olhar que trocaram logo se incendiou. Dant
O vapor do banheiro estava intenso. Os dois ficaram ali por muito tempo, e quando terminaram, o rosto de Luana estava vermelho como um tomate.Depois de tanto tempo separados, Dante se castigava e a fazia sofrer junto, e nisso havia, de fato, um certo prazer.Ele pegou uma toalha e enxugou cada parte do corpo dela até deixá-la completamente seca, depois envolveu-a com outra toalha e a levou nos braços para a cama.Luana gostou muito da camisola branca de plumas que tinha acabado de ver. Queria vestir aquela, mas Dante acabou escolhendo um modelo mais recatado.— Comprou pra mim e não vai deixar eu usar?— Você vai ficar linda com ela. Só de olhar eu já não consigo me controlar pra não te fazer nada.Luana rangeu os dentes.— Dante, se em dois dias você não me der uma explicação decente pra esse suspense, a gente tá acabado, ouviu? — Resmungou ainda. — De qualquer forma, quem vai sofrer é você. Eu não tenho pena, não.E realmente não tinha, porque Dante já tinha feito ela se sentir bem
As mãos de Luana estavam na nuca dele, a pele quente e seca. Foi ela quem começou o beijo, e isso, depois de tanto tempo com Dante, já era algo que ela dominava, Luana estava no controle.Mas logo, a mão que se apoiava na nuca dele começou a apertar sem querer, os dedos se entrelaçaram no cabelo dele e o seguraram com força.O coração parecia saltar pela garganta, só queria segurar algo para se sentir segura.A mão do homem pousou nas costas dela, e com um leve movimento a trouxe inteira contra o peito, prendendo-a por completo.Antes eram apenas beijos leves, mas dessa vez Luana o beijou com intensidade.Dante imaginou que o que fez por causa do bebê havia tocado Luana. Mesmo que fosse o mínimo que ele deveria fazer, nada demais, ele não esperava que isso a fizesse se jogar em seus braços.Depois de quatro meses de abstinência, sendo um homem jovem e cheio de energia, Dante perdeu o controle num instante. O beijo quente e úmido desceu dos lábios.Quando voltaram a fazer o que costumav
— Mesmo que você não dissesse, eu faria do mesmo jeito. Eu sei o que te toca.— Então cuidar dos bebês é a sua forma de agir.— É, porque eles são importantes pra você, e isso os torna importantes pra mim também. Mas eu também gosto deles, porque se parecem com você. São seus filhos, por isso eu gosto.Dante olhou fixamente para o rosto de Luana. Agora, com o rosto mais fino, ela parecia até mais jovem. Quem nasce bonito tem um tipo de encanto até quando está cansado.Ele se mantinha contido, mas com a mulher amada nos braços, era inevitável se distrair.Soltou um suspiro, no fim das contas, homem pensa mesmo com a parte de baixo. Ele não era exceção.O corpo tocou, a imaginação disparou.— Por que suspirou?— Pra acalmar o coração.A voz dele saiu rouca. Luana entendeu na hora o que aquele acalmar queria dizer.Lançou-lhe um olhar cortante:— Então me solta!— Isso não. Prefiro ficar sofrendo, mas te segurar e conversar assim.Dante se inclinou e roçou o rosto no dela.Uma namorada tã
A maçã-de-Adão de Dante se moveu levemente enquanto falava. Ele ainda segurava a garrafa de água gelada, com força, os ossos do dorso da mão bem marcados.Luana não disse nada, apenas o encarou.A sala de estar da suíte estava silenciosa, mas o ar parecia subitamente quente.Sem obter resposta, Dante colocou a garrafa na mesa, pegou o copo de água preparado para ela e foi se aproximando passo a passo.A cada passo, o coração de Luana batia mais forte.Quando ele parou diante dela, o ritmo já disparava.Ela continuava calada, tentando manter a calmaDante estendeu o copo:— Cuidou dos bebês o dia todo, bebe um pouco de água.O olhar de Luana passou pelo copo, mas desviou para a mão dele, grande, dedos longos, articulações nítidas. Só de olhar as mãos, dava pra imaginar o rosto bonito.Ela gostava da aparência dele, e também do modo como agora ele se mostrava atencioso.Depois de três segundos, pegou o copo e bebeu um gole.Ignorou o que ele havia dito, foi até o sofá da sala e sentou pa
Depois do jantar, Sofia não mostrou em público a mesma antipatia pelo Dante que demonstrava em particular com Luana, despediu-se com tranquilidade e foi embora sem drama.Então Dante e Luana voltaram juntos para o condomínio.O carro seguia pela avenida cheia de luzes e movimento. Dante dirigia, enquanto Luana estava no banco do passageiro. O silêncio dentro do carro era tranquilo.Observando as luzes e a paisagem familiar pela janela, Luana sentiu-se como se tivesse voltado ao tempo em que ainda não tinham se separado. Um sentimento de calma e segurança a invadiu.Mas, agora, eles ainda não eram oficialmente um casal. Em particular, os dois mantinham uma certa reserva.Por exemplo, enquanto Luana se recuperava na Cidade J, só nas duas primeiras noites Dante aproveitou uma brecha pra dormir ao lado dela. Apenas dormir, nada mais. Depois disso, ficaram separados, mantendo distância.E logo depois veio o beijo, aquele que aconteceu quando Luana estava prestes a deixar a Cidade J, depois







