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Contrato em Guerra

Autor: Evilyn Sá
last update Fecha de publicación: 2025-05-17 12:31:06

Valentina não era mais a garota que Dante conheceu no início do contrato.

Ela não recuava. Não se calava. E, mais importante, agora ela sabia exatamente onde doía.

Nos dias que se seguiram, os dois começaram uma dança perigosa — cada um tentando provar que detinha o controle da situação. Uma guerra fria, travada com olhares afiados, silêncios calculados e estratégias sutis. E ainda assim... a tensão sexual entre eles parecia crescer como um incêndio silencioso.

Na reunião do conselho da empresa
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Último capítulo

  • Sob Contrato    EPÍLOGO — O Amor Que Multiplica

    O som mais bonito do mundo, para Valentina, não era mais o tilintar de taças em uma sala de reuniões, nem o barulho do teclado enquanto fechava um contrato milionário. Não.O som mais bonito, agora, era aquele que preenchia seu lar nas manhãs: o suave balbuciar, seguido de risadinhas e pequenos grunhidos doces de uma vida que ela e Dante haviam colocado no mundo.No colo de Valentina, aninhada contra seu peito, estava Aurora.Aurora Marini.Tão pequena. Tão perfeita. Tão absurdamente linda que parecia ter sido desenhada à mão pelo próprio universo.A bebê dormia serena, com os lábios levemente entreabertos, as bochechas gordinhas e rosadas. Os cílios longos, escuros, repousavam contra a pele clarinha. E os cabelos... ah, os cabelos! Uma nuvem de fios pretos, lisos e brilhantes, que faziam todos os que a viam comentarem, encantados: “Ela é a cara da mãe...”.Mas quem olhasse com atenção notava também a expressão determinada — aquele franzir sutil das sobrancelhas, aquele queixo ligeira

  • Sob Contrato    A Nossa Primeira Noite Para Sempre

    A recepção ainda pulsava com risos, música e brindes, mas, para Valentina e Dante, o tempo já parecia correr em outro ritmo. Um ritmo que pertencia apenas a eles dois.Quando se despediram dos últimos convidados — em meio a abraços, desejos de felicidade e flashes que eternizavam cada segundo —, Dante segurou a mão de Valentina e a levou, quase em silêncio, até o carro que os aguardava. Seus olhos se encontraram, e não foi necessário dizer absolutamente nada. Ambos sabiam exatamente para onde aquela noite os conduziria.O caminho até o hotel parecia diferente. Como se a cidade, normalmente apressada e barulhenta, entendesse que aquela noite era sagrada e se curvasse, silenciosa, diante deles.Dentro do carro, Dante segurava a mão de Valentina com força, como se precisasse daquele contato físico para se manter no presente, para se assegurar de que, sim, tudo aquilo era real. Seus polegares acariciavam o dorso da mão dela em movimentos lentos, quase reverentes.— “Estamos casados...” —

  • Sob Contrato    E Que Comece a Nossa Eternidade

    O som das palmas ainda ecoava, misturado às risadas e aos sorrisos emocionados, quando Valentina e Dante atravessaram o corredor repleto de pétalas brancas, de mãos entrelaçadas, já como marido e mulher. A leveza que pairava no ar parecia quase palpável, como se o próprio universo, cúmplice daquela união, sussurrasse bênçãos silenciosas a cada passo que eles davam.A poucos metros dali, sob uma grande tenda de vidro montada em meio aos jardins, aconteceria a recepção. E, assim como tudo naquela noite, não faltava absolutamente nenhum detalhe. O lugar parecia um cenário de filme, e, mesmo para quem estava acostumado com festas luxuosas — como boa parte dos convidados —, aquele evento conseguia arrancar suspiros genuínos.A entrada da tenda era formada por um arco de flores naturais: peônias, rosas brancas, orquídeas e ramos de eucalipto, que exalavam um perfume fresco e delicado. Lustres de cristal gigantes pendiam do teto, refletindo a luz dourada e criando um efeito mágico, como se m

  • Sob Contrato    Diante do Sempre

    O som suave dos instrumentos de corda começou a preencher o ambiente. As notas flutuavam no ar, criando uma atmosfera que parecia pertencer a outro mundo — um mundo onde o tempo desacelerava, onde tudo girava em torno de uma única expectativa: a chegada dela.O local da cerimônia parecia ter saído de um sonho cuidadosamente desenhado. Um jardim exuberante, cercado por árvores centenárias e flores que exalavam um perfume sutil. Ao centro, uma estrutura de vidro e ferro, com delicados arabescos dourados, abrigava o altar, adornado com arranjos de peônias, rosas brancas e folhagens verdes que desciam como cascatas vivas.As cadeiras, perfeitamente alinhadas em ambos os lados do corredor, estavam tomadas por rostos conhecidos — amigos, familiares, colegas, todos vestidos em tons neutros, elegantes, criando uma paleta que deixava o espaço ainda mais sofisticado e leve.Dante estava ali, em pé, no altar, com as mãos cruzadas à frente, respirando fundo várias vezes, como se isso fosse sufici

  • Sob Contrato    O Dia Que Mudaria Tudo

    O sol amanheceu de forma diferente naquela manhã. A luz parecia mais dourada, mais suave, como se até o universo compreendesse que aquele não era um dia comum. Era o dia. O dia em que Valentina D’Ávila e Dante Marini, depois de idas, vindas, embates, contratos e recomeços, selariam não apenas um compromisso — mas uma escolha.O relógio marcava seis e meia da manhã quando Valentina abriu os olhos, antes mesmo do despertador tocar. Por um segundo, ela ficou ali, deitada, olhando o teto do quarto do hotel, tentando processar que aquele era, de fato, o dia do seu casamento.O coração batia mais forte, apertando o peito com uma mistura de ansiedade, empolgação e uma pontada de nervosismo que nem ela, tão acostumada a reuniões decisivas e negociações milionárias, conseguia controlar.A equipe já estava a postos. O quarto foi transformado em um pequeno ateliê de beleza. Espelhos iluminados, cabides com vestidos alinhados, caixas de sapatos, bandejas de maquiagem, e arranjos de flores frescas

  • Sob Contrato    Entre Sussurros e Abraços

    O céu noturno já dominava a cidade quando Valentina finalmente atravessou a porta do apartamento de Dante. O dia tinha sido longo, exaustivo — uma sucessão de compromissos, decisões e reuniões para acertar os últimos detalhes do casamento. Ainda assim, havia algo leve em seu coração, um sentimento novo que a fazia caminhar com um brilho discreto nos olhos.Dante a esperava na sala, sentado no sofá com uma expressão que misturava ansiedade e carinho. Quando a viu, levantou-se rapidamente, quase derrubando o livro que segurava, para recebê-la com um abraço firme e envolvente.— “Você chegou.” — disse ele, a voz rouca de emoção. — “Eu estava contando os minutos.”Ela sorriu, sentindo o calor daquele abraço como um porto seguro. A fadiga dos dias intensos parecia dissolver-se ali, no aconchego dos braços dele.— “Queria estar só com você agora. Sem nada no meio.” — murmurou, olhando para ele com ternura.Eles permaneceram ali, entrelaçados, por alguns minutos, deixando que o silêncio fala

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