FAZER LOGINLogo os copos ficaram vazios, mas a conversa não parou. Conversaram sobre os planos de Anna para sua carreira, sobre como Owen e Bob se tornaram amigos. Ela contou sobre seus pais e a pequena horta que eles tinham fora da cidade. Ele falou sobre suas dúvidas como pai solteiro.
Era uma sensação estranha, mas agradável, para ambos conversar com alguém que não fosse Lali ou Bob. Anna evitou tocar no assunto de Elena, Owen não a menci
Permitindo-se viver novamente, Anna recolheu todas as suas coisas da casa dos pais com Owen e Eva.Sua mãe estava encantada com aquela menina tão doce e entusiasmada. Sua própria filha não só tinha encontrado um homem para amar e que a amasse, mas também Eva. Ele não podia ser tão mau assim se criou aquela menina de olhos brilhantes.O que Lali uma vez gritou para ela com raiva e despeito estava se tornando realidade: ela estava se tornando a dona da casa. Embora continuasse com sua simplicidade e se ocupasse até mesmo de lavar a roupa, buscar a menina no jardim e esperá-lo quando ele voltava do trabalho, ninguém contestava seu lugar ao lado de Owen.Os Walker a receberam em sua família com muita alegria. Ninguém se importava com sua origem, nem com a diferença de idade, nem com suas caras de espanto quando ela descobria a ostentação do mundo em que ag
Ele terminou de ajeitar as mangas do paletó e se olhou pela última vez no espelho. Tocou o rosto, há semanas ele apenas aparava e arrumava a barba, que cada vez mais revelava os fios grisalhos. Mas ela o elogiava, gostava, e não lhe custava nada aquele pequeno trabalho extra pela manhã para mantê-la.Faltavam duas horas, mas ela já estava vestida e verificava cada pequeno detalhe da maquiagem enquanto sua mãe a observava da porta. O cabelo solto, levemente preso atrás, o vestido sem ombros de cor clara e os sapatos de salto alto. Ele ficava olhando para os ombros dela e ela adorava isso.Mais um encontro, no qual Owen dirigia aqueles quilômetros para encontrá-la. E ela o esperava, ansiosa e emocionada.Anna não voltou para a cidade; seu apartamento agora estava ocupado por uma família de três pessoas. Mas isso não o impediu, todos os sábados ele deixava E
—Anna não está aqui.Owen não acreditou nele.—Permita-me apresentar-me. Sou O...—Você é quem machucou minha filha —interrompeu-o.O pai de Anna estreitou os olhos, observando-o atentamente.—Você claramente não é o homem certo para minha filha —declarou, categoricamente—. Quantos anos você tem?—43.—Mmm —respondeu com desaprovação—. Você é um daqueles velhos verdes que ficam atrás de garotas jovens.—Claro que não! —disse Owen, indignado—. Só quero falar com Anna e reparar o dano que causei.—Quem ligou? —perguntou a mãe de Anna, aparecendo atrás do marido.Mas ela ficou muda quando o viu na porta. O buquê de rosas, a descrição que sua filha tinha dado dele: definitivamente era
Se Bob estivesse com ele naquele momento, estaria morrendo de rir, com o celular na mão tirando 150 fotos. Ainda bem que ele estava sozinho.A viagem tinha sido curta, assim ele sentiu, apesar do nó no estômago. Assim que cruzou a rua principal, todas as cabeças se viraram para olhar o carro que avançava a passo de homem.Não se viam veículos desse tipo por ali; geralmente eram utilitários ou algum modelo antigo, não um dessa gama. Ele olhava pelas janelas de um lado e do outro; estava lotado de gente. Havia barracas de todos os tipos nas calçadas, as pessoas andavam pela rua, atravessavam de uma calçada para outra, despreocupadas.Embora a tarde já estivesse avançada, aquilo não terminaria até bem tarde da noite.Owen seguia a rota que seu GPS indicava, mas aos poucos começava a perder a paciência. Ele queria chegar logo. Finalmente, conse
Aquela manhã foi muito especial para Elena. Ela ainda não conseguia superar a frustração pela humilhação de Owen, é claro que não conseguia. Ela andava pelo seu elegante e luxuoso apartamento, em roupa íntima, descontrolada, sem parar. O amanhecer a encontrou acordada, olhando para o nada através da janela e agora pensava em como irritar seu ex-marido para lhe ensinar as hierarquias.“Bem, se é isso que você quer, é o que eu vou lhe dar”, disse em voz alta. Pegou o telefone e ligou para seu advogado, para o número pessoal dele.— Sra. Olivier.— Quero que você negocie as visitas à menina, ainda hoje — ordenou, furiosa.— Senhora...— Aquele idiota acha que vai conseguir me afastar. Quero essas visitas hoje! — gritou.— Senhora, acalme-se. Antes de fazer qualquer coisa, recomendo q
—Está brincando? —perguntou Elena, sorrindo. Parecia uma piada.—Não. —respondeu Owen—. Não é suficiente? Quanto você quer? Diga, querida.Elena soltou uma gargalhada estrondosa. Bob também estava lá, é claro, e ao ouvi-la, um arrepio percorreu suas costas. “É assim que o diabo soa”, pensou ele. Gregory, por outro lado, estava sentado do outro lado do escritório e permanecia em silêncio, esperando o momento certo para falar.Ela olhou para ele divertida, soberba, mas aos poucos sua expressão foi mudando: a segurança de Owen, sua postura firme, os dedos batendo na mesa. Eles estavam falando sério?—Deixe-me entender isso: você está me oferecendo dinheiro para eu ir embora e, antes disso, quer que eu assine toda essa papelada? É isso?—Não, você vai assinar toda a papela







