INICIAR SESIÓNHelena Duarte acreditava ter encontrado o homem da sua vida. Valente Ferraz, um dos CEOs mais poderosos e temidos do país, era frio, arrogante e acostumado a ter tudo sob seu controle. Inclusive o casamento com Helena. Até que uma acusação destrói tudo. Convencido de que Helena o traiu, Valente não lhe dá sequer a chance de se explicar. Ele a humilha, exige o divórcio e a descarta como se os quatro anos que viveram juntos não significassem nada. Com o coração destruído, Helena desaparece levando consigo um segredo que mudará para sempre a vida dos dois. Três anos depois, ela está de volta. Mas a mulher que Valente encontra não é mais a esposa submissa que ele deixou para trás. Helena está mais forte, independente e determinada a nunca mais permitir que aquele homem tenha poder sobre sua vida. E ela não voltou sozinha. Valente descobre que a mulher que um dia descartou agora guarda os dois filhos que ele jamais soube que existiam. O choque é apenas o começo. Porque, enquanto Valente luta para se aproximar dos filhos e reconquistar a mulher que destruiu com sua própria desconfiança, Helena descobre que as mentiras que separaram os dois podem esconder algo muito maior. Alguém manipulou as provas que destruíram seu casamento. E agora, seus filhos podem estar no centro de uma disputa pelo império Ferraz. Ele a descartou. Ela aprendeu a viver sem ele. Agora, Valente terá que provar que merece uma segunda chance. Mas reconquistar Helena será muito mais difícil do que perdê-la. Porque ela pode até ter amado Valente Ferraz um dia. Mas não pretende voltar para os braços do homem que a destruiu.
Ver más— Assine.
A palavra caiu sobre a mesa como uma sentença. Helena Duarte olhou para o documento à sua frente sem conseguir entender como havia chegado àquele momento. Divórcio. A palavra estava impressa em letras frias no alto da primeira página. Ela levantou os olhos lentamente. Valente Ferraz estava diante da janela da cobertura, de costas para ela. O terno preto perfeitamente ajustado, as mãos nos bolsos e a postura rígida faziam parecer que aquela não era a dissolução de um casamento de quatro anos. Era apenas mais uma decisão empresarial. — Você não vai nem me ouvir? Ele não se virou. — Não há nada para ouvir. Helena sentiu a garganta fechar. — Valente... — Eu vi as mensagens. O coração dela disparou. — Que mensagens? Ele finalmente se virou. O olhar dele estava diferente. Não havia amor. Não havia dúvida. Havia desprezo. Valente empurrou o celular sobre a mesa. Helena pegou o aparelho. A primeira mensagem fez seu sangue gelar. “Sentir sua falta ontem à noite.” A segunda: “Quando ela não estiver mais aqui, podemos finalmente ficar juntos.” E a terceira... A terceira trazia uma foto dela. Helena arregalou os olhos. — Isso é uma mentira. — Claro. O sarcasmo dele doeu mais do que um grito. — Eu nunca mandei essas mensagens. — E a foto? — Não sei de onde veio. Valente soltou uma risada curta e amarga. — Quatro anos casado comigo e essa é a sua defesa? Helena se levantou. — Eu nunca traí você! — Eu deveria acreditar na minha esposa ou no que meus próprios olhos estão vendo? — Nos seus olhos? Você nem está olhando para mim! Ele ficou em silêncio. Helena deu um passo em sua direção. — Olhe para mim e diga que realmente acredita que eu fiz isso. Valente sustentou seu olhar. Por um segundo... Apenas um segundo... Ela viu alguma coisa vacilar nos olhos dele. Mas desapareceu rápido demais. — Eu não acredito mais em você. Aquilo a destruiu. — Então é isso? — É. — Depois de quatro anos? — Acabou. Helena sentiu as lágrimas queimarem seus olhos, mas se recusou a deixá-las cair. — Você vai se arrepender. Valente pegou a caneta e colocou diante dela. — Assine. Ela olhou para o homem que amava. O homem por quem havia abandonado tantas coisas. O homem que agora a tratava como uma estranha. Então assinou. Uma lágrima caiu sobre o papel. Valente viu. Mas não disse nada. Helena fechou a pasta. — Espero que um dia você descubra a verdade. Ela caminhou até a porta. — Helena. Ela parou. Foi a primeira vez que ele pronunciou seu nome naquela noite. Ela virou o rosto. Valente continuava imóvel. — Não tente voltar. Helena sorriu sem alegria. — Não se preocupe. Ela abriu a porta. — Quando você descobrir a verdade, talvez seja você quem tente voltar. E saiu. *** Do lado de fora da cobertura, Helena entrou no elevador. Assim que as portas se fecharam, suas pernas perderam a força. Ela levou a mão à boca para abafar o choro. Quatro anos. Tudo tinha acabado em menos de dez minutos. Quando chegou ao estacionamento, entrou no carro e ficou alguns segundos parada. Então abriu a bolsa. Retirou um pequeno envelope branco. Dentro dele havia uma fotografia. Uma ultrassonografia. Helena passou os dedos sobre a imagem enquanto chorava. — Seu pai nunca vai saber de você... Ela fechou os olhos. Mas antes que pudesse guardar o exame, seu celular tocou. Era sua médica. Helena atendeu com a voz trêmula. — Doutora? — Helena, precisamos conversar sobre o resultado dos seus exames. Ela sentiu um arrepio. — Aconteceu alguma coisa? Houve um breve silêncio. — O exame confirmou a gravidez. Helena fechou os olhos. Uma nova lágrima escorreu. Naquela mesma noite em que havia perdido o marido... Descobrira que carregava o filho dele. Mas havia algo que a médica ainda não tinha contado. — Helena, tem mais uma coisa. — O quê? — A sua gravidez é de risco. Helena apertou o celular contra o ouvido. — Por quê? A voz da médica ficou séria. — Porque você não está esperando apenas um bebê. Helena franziu a testa. — Como assim? — O exame mostra dois sacos gestacionais. Ela ficou imóvel. — Dois? — Sim. Helena olhou novamente para a ultrassonografia. Duas pequenas sombras. Dois corações. Dois filhos de Valente Ferraz. E, naquele instante, Helena tomou uma decisão. Valente poderia acreditar que tinha se livrado dela. Poderia acreditar que o casamento havia acabado. Mas jamais saberia que, naquela noite, havia perdido não apenas uma esposa. Havia acabado de abandonar a mãe dos seus dois filhos.CAPÍTULO 55 — O DIA EM QUE ELE A PERDEU— O que realmente aconteceu naquele dia?Helena continuou olhando para Valente.Ele não respondeu imediatamente.E aquilo bastou para incomodá-la.— Tem alguma coisa que eu não sei?— Não que eu me lembre.— Não foi o que perguntei.Valente sustentou seu olhar.— Eu contei tudo que sei.Helena respirou fundo.— Então amanhã descobrimos o resto.***A segurança foi reforçada antes de saírem.Dessa vez, ninguém discutiu.Os gêmeos permaneceriam com Laura, dois seguranças no andar e outro na portaria.Antes de sair, Valente entrou no quarto.Helena ficou na porta.Os meninos brincavam no chão.— Papai vai trabalhar? — um deles perguntou.Valente se abaixou.— Vou resolver uma coisa.— Você volta?A pergunta atingiu os dois.Valente olhou rapidamente para Helena.Depois para o filho.— Volto.O menino estendeu o dedo mínimo.— Promete?Valente entrelaçou o dedo ao dele.— Prometo.Helena desviou o olhar.Três anos antes, promessas daquele homem não
CAPÍTULO 54 — HÉLIA ESTÁ VIVA— Minha avó está viva?Alexandre não respondeu.Helena sentiu a raiva subir.— Pai.— Está.Uma palavra.Era tudo.Mas parecia suficiente para desmontar as últimas horas.Helena riu.Sem humor.— Inacreditável.— Helena...— Não.Ela apontou para a tela.— Há cinco minutos você concordou que ninguém esconderia mais nada.— Eu não sabia se Hélia ainda estava viva.— Mas sabia que ela não tinha morrido quando saiu do programa.Alexandre baixou os olhos.— Sim.— Então mentiu por omissão.Silêncio.Valente permaneceu ao lado dela.Não interferiu.Helena percebeu.E agradeceu silenciosamente.Aquela era uma conversa entre ela e o pai.— Por que me deixou acreditar que minha avó estava morta?— Porque para mim ela estava.Helena congelou.— O que isso significa?Alexandre respirou fundo.— Hélia desapareceu da minha vida quando eu tinha vinte e quatro anos.***Vitória voltou ao computador.H-03 continuava conectado.Nenhuma nova mensagem.— Não responde mais
CAPÍTULO 53 — ELES AINDA ESTÃO AQUITrês códigos.H-01.H-02.H-03.Helena permaneceu diante da tela.— Então existem três administradores ativos.Vitória assentiu.— Pelo menos três credenciais.— Pessoas ou acessos?Valente perguntou antes que Helena pudesse.Vitória olhou para ele.— Não sabemos.Helena quase sorriu.— Excelente. Continuem assim.— Assim como? — Alexandre perguntou.— Sem transformar hipótese em verdade.Valente soltou uma risada baixa.— Definitivamente aprendemos alguma coisa.Helena olhou para ele.— Alguns pela dor.O sorriso desapareceu.Mas dessa vez Valente não desviou.— Eu sei.***Vitória abriu os registros.H-03 havia sido usado naquela manhã.O ambiente mudou imediatamente.— Hoje? — Valente perguntou.— Às oito e dezessete.Helena sentiu um arrepio.— Para fazer o quê?Vitória abriu o histórico.CONSULTA DE DESCENDÊNCIA.Dois registros.Os gêmeos.Valente endureceu.— Eles acessaram informações dos meus filhos hoje?— Sim.Helena fechou os olhos.Aquil
CAPÍTULO 52 — A HERDEIRA DE HÉLIA— Herdeira de Hélia.Helena repetiu as palavras devagar.— Eu não quero herdar nada disso.Vitória continuou olhando para a tela.— Talvez não seja uma herança patrimonial.— Melhor ainda. Porque dinheiro já causou problemas suficientes.Valente se aproximou.— O que significa “a decisão caberá à minha linhagem”?— Ainda não sabemos — Vitória respondeu.Helena virou-se imediatamente.— Ótimo.Todos olharam para ela.— Finalmente alguém disse “não sabemos” sem inventar o resto.Valente sorriu.— Estamos evoluindo.— Alguns mais devagar.— Eu me senti atacado.— Era a intenção.Por alguns segundos, o peso da sala diminuiu.Mas então Alexandre abriu outro documento.E seu rosto mudou.— Helena.— O quê?— Acho que encontrei o que sua avó deixou.***O arquivo tinha apenas três páginas.Nenhum código misterioso.Nenhuma assinatura escondida.Era uma declaração.Escrita por Hélia.Vitória começou a ler.— “O programa foi criado para garantir que nenhuma cr












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