FAZER LOGINComo permaneci imóvel, ele se afastou um pouco e colocou as duas mãos espalmadas ao meu lado. Nesse momento, fiz a única coisa que me restava, virei-me e fiquei de frente para ele, nos olhando.
Se meu olhar pudesse matá-lo, ele estaria em um caixão, mas ele não entendeu isso. Ele simplesmente levou sua boca à minha e me beijou de forma avassaladora. Sabia que precisava fazer meus planos darem certo, mas nunca me imaginei ficando presa em uma situação daquela.
As mãos dele seguraram minha cintura com certa firmeza e lentamente ele foi subindo-as até meus seios, apertando-os ainda por cima do vestido. Não sabia como fazer meu corpo não reagir de maneira involuntária àqueles estímulos.
Por mais medo que eu estivesse naquele momento, meu corpo e minha mente estavam em sintonias erradas. E a forma como William estava me tocando começou a causar certas reações em meu corpo, principalmente na região entre minhas pernas.
Sem eu perceber, um suspiro saiu de minha boca, causando um risinho daquele cafajeste. Era virgem, mas não era inocente. E o fato de estar de vestido facilitava as investidas do William.
Ele empurrou novamente seu quadril contra o meu e pude sentir o quanto ele estava excitado com toda aquela situação. Sua mão voltou a descer pelo meu corpo, alcançando minha coxa e entrando por baixo do vestido até minha intimidade.
William, com facilidade, afastou um pouco a calcinha e brincou com seus dedos em meu clitóris. Minha mão segurou automaticamente a dele, tentando impedi-lo de continuar.
— Shiiii… vai querer da forma difícil, princesa?
Não sabia como agir. Meu corpo reagia de forma estranha a ele. William não era menino, ele sabia como estimular meu corpo, mesmo eu tentando lutar contra aquelas sensações. E eu não podia ser idiota de imaginar que, do jeito difícil dele, seria mais fácil para mim.
Ele me conduziu até sua cama, arrancando de vez minha calcinha. Quando ele se posicionou entre minhas pernas, alguém bateu desesperadamente na porta, me fazendo automaticamente fechar minhas pernas.
— Pavão, estão tentando subir o morro. Acabamos de ser informados pelo baixinho. — Outro indivíduo continuou batendo na porta, gritando a informação, sem imaginar que aquilo estava irritando seu chefe.
— Puta que pariu! Tinha que ser justo agora? Eu mato esses desgraçados. — William disse, completamente vermelho de raiva. — Princesa, eu vou precisar ir agora. — Ele disse, dando-me um selinho. — Me desculpe por isso, mas o dever me chama.
Nunca fiquei tão grata por uma interrupção como naquele momento. Quem quer que fosse que estivesse tentando subir o morro, tinha minha total gratidão. Mas antes dele sair, pareceu se dar conta de algo.
— Puta merda, como vou sair desse jeito? — Ele disse, tentando controlar sua ereção dentro de sua bermuda. — Caralho!
Ele colocou a blusa e saiu em disparada do quarto, deixando-me ali sozinha. Nem sabia que estava segurando a respiração até a soltar lentamente. Fui salva pelo gongo no último minuto.
Precisava sair o mais breve possível dali, mas tudo que se escutava ao longe eram rajadas de tiro. Levantei-me e saí do quarto, me dirigindo para a saída da casa.
Conhecia algumas formas de cortar caminho por dentro da comunidade até minha residência, só espero não ser atingida por um tiro perdido durante aquele percurso.
Quando finalmente entrei na segurança de minha casa, respirei aliviada e imediatamente peguei meu celular para ligar para Nayara. O telefone tocou quatro vezes e, quando imaginei que ela não atenderia, escutei um suspiro do outro lado.
— Nayara, precisamos sair daqui o mais breve possível, por favor! — Disse, enquanto meu desespero se transformava em lágrimas.
— Calma, Sarah, você está bem? Aconteceu alguma coisa?
— Nós quase transamos, Nay! Ele quase me violentou ao descobrir que eu ainda era virgem. Não posso ficar junto do William, não dessa forma.
— Como assim, vocês quase transaram, Sarah? — Ela perguntou, tentando entender tudo que envolvia aquela minha afirmação.
— Você estava certa em relação ao interesse dele por mim. Sabia que não tinha como escapar e pensei em ganhar tempo, então disse que aceitava ser fiel dele.
— E como isso chegou a quase vocês transarem?
— Coloquei algumas condições e ele aceitou todas elas, desde que passasse uma noite com ele durante a semana, e tive que revelar que ainda era virgem. Ele acreditou que isso era um problema e que precisava resolvê-lo. Tentei me impor, mas ele só me deu duas opções… ou fazer de boa vontade, ou a força.
— Não acredito que ele foi capaz disso, Sarah! — Ela disse, parecendo preocupada com minha situação.
— Pode acreditar que sim, Nayara. O homem não estava brincando e pude sentir isso na pele. Pior que não tive como fazer para meu corpo não responder às investidas dele. Mesmo eu lutando contra, meu corpo dava sinal de excitação. Minha sorte foi essa bendita invasão à nossa comunidade.
— Você vai precisar se manter firme por um mês. Essa semana terminamos nossa faculdade e tentarei antecipar a data da viagem. Também terei que entrar em contato com minha amiga nos EUA para que ela possa nos receber, porque nossa casa só estará disponível no final do mês.
— Não sei se terei tanto tempo assim, Nayara. E se ele tentar isso novamente?
— Invente o que puder e tente fugir dele o máximo que conseguir. Só não seja rude, por favor! Separe algumas roupas que você pretende levar para a viagem e leve lentamente para a faculdade. Você não vai poder sair de casa com uma mala.
Esse plano de Nayara parecia perfeito, tão perfeito que comecei a ficar com medo. Esperava que William não fosse tão esperto ao ponto de descobrir o que estávamos armando por suas costas. Me despedi de minha amiga e, após aquele nosso instante, estava me sentindo mais aliviada. Pelo menos agora parecia existir um norte.
Quase no final da tarde, escutei batidas na porta que me fizeram pular do sofá. Corri até ela para verificar o que estava havendo, e me deparei com William.
— Passei apenas para verificar se tudo estava bem com você! Fiquei preocupado por conta da invasão.
— Estou bem, sim, obrigada! Apenas vim para casa, tinha que estudar para as últimas provas da faculdade.
— Não posso demorar muito. Pegamos uns vapores e precisamos interrogar. Talvez fique um pouco ocupado por esses dias, minha marrenta. Mas saiba que estarei pensando em você.
— Tudo bem… — Tentei parecer um pouco triste com aquela informação, mas era exatamente o contrário.
— Assim que puder, passo aqui para terminar o que começamos mais cedo. — Ele piscou para mim e me beijou mais uma vez, se despedindo.
Finalmente, minha vida havia começado a entrar nos trilhos. Já não carregava mais aquele medo terrível de cruzar com William ou Caio. No início, mesmo sabendo que eles estavam mortos, eu ainda não conseguia relaxar completamente.Mas, com o tempo, fui me acostumando, não somente com a ausência do medo, mas também com o fato de assinar as receitas dos pacientes com meu novo sobrenome… Sarah Connor.Fizemos uma nova reforma em nosso quarto para receber o nosso bebê. Preferimos mantê-lo ali conosco, para facilitar quando o Ethan precisasse me ajudar durante a madrugada.Colocá-lo em outro cômodo, sabendo que um recém-nascido acorda a cada hora, ou até antes disso, tornaria tudo mais cansativo para mim e complicado para o Ethan. Por isso, decidimos somente adaptar o nosso próprio quarto para a chegada dele.A sala deu lugar a um ambiente acolhedor e tranquilo, que transformamos em um cantinho especial para o bebê. Todas as roupinhas do início foram compradas em cores neutras, já que optam
Como o Ethan já havia adiantado praticamente todos os preparativos do casamento, não tivemos muitos problemas. Na época, como eu ainda estava me recuperando no hospital e ele tinha limitações físicas que o impediam de visitar locais para a cerimônia, acabou decidindo que o melhor lugar seria a própria mansão.E, sinceramente, foi uma escolha perfeita. Aproveitaram todo o jardim ao redor da casa e, da nossa varanda, eu conseguia ver o quanto tudo estava lindo. Depois de tudo que enfrentamos, merecíamos celebrar e celebrar em grande estilo.Grace, tentando manter alguma tradição, fez com que Ethan dormisse em outro quarto na noite anterior. Mas, como era de se esperar, logo cedo ele escapou.Bateu na porta do nosso quarto com aquele jeito travesso que só ele tinha. Assim que abri, ele se esgueirou para dentro num impulso, fechou a porta atrás de si e me puxou direto para o colo dele, me cobrindo de beijos.O desespero doce no gesto dele me fez sorrir. Era como se não conseguisse mais es
Sentia aquele fogo que o Ethan sempre despertava em mim reacendendo, intenso e quente. Quando sua mão segurou firme meu quadril e me puxou para mais perto, percebi que aquele efeito não era só meu… ele também estava tomado pelo desejo.Fazia pouco mais de um mês que não tínhamos qualquer tipo de intimidade. Ele vinha respeitando meu tempo de recuperação com cuidado e paciência. Por várias vezes, ao convidá-lo para me acompanhar no banho, ele recusava.Só mais tarde entendi o verdadeiro motivo… o medo de não conseguir se controlar quando eu ainda não estava pronta para ele.Mas agora… agora eu já estava liberada para retomar minha vida normalmente. Me aproximei mais, roçando nossos quadris. O gemido que escapou de seus lábios, abafado contra minha boca, fez uma onda de poder e desejo percorrer meu corpo.Então o empurrei suavemente na cama, fazendo-o se deitar de frente para mim. Montei sobre ele, mantendo o olhar firme no dele. Em um gesto lento e provocante, puxei minha blusa para ci
SARAHApós mais uma semana no hospital, sempre cercada pelos amigos e pela minha família, finalmente recebi alta. O médico me explicou que, devido a todo o procedimento adotado, eu poderia sentir, de vez em quando, um pouco de falta de ar.Mas que, com a fisioterapia respiratória que eu mesma poderia realizar, esses desconfortos tenderiam a diminuir com o tempo.Ele também foi claro ao dizer que, por muito pouco, eu não tivera o mesmo destino daqueles dois miseráveis. Segundo suas palavras, foram “coisas de centímetros” que impediram a bala de atingir meu coração.Ethan tem me mimado de todas as formas possíveis desde então, desde preparar meu café da manhã até ajustar meus travesseiros na hora de dormir. Mas também me deu uma bronca séria por eu ter me colocado entre ele e aquela bala. Como se ele não fizesse exatamente o mesmo se estivesse em meu lugar...O que ele não entende, ou talvez entenda bem demais, era que eu teria morrido cem vezes se fosse necessário, só para impedir que
Quando estava saindo, fui surpreendido por um grande grupo de pessoas reunidas em frente ao hospital. Carregavam cartazes com o nome da Sarah e cantavam uma oração.Já tinha visto algo assim em filmes, mas nunca ao vivo. Fiquei em choque, completamente paralisado diante da cena. Nayara, que também estava por ali, se aproximou de mim. Eu estava profundamente emocionado.— Essas pessoas, em algum momento, foram tratadas pela Sarah ou conheceram alguém que foi. Souberam do que aconteceu por meio da homenagem no estádio. A partir disso, formaram uma corrente do bem nas redes sociais e decidiram vir até aqui. Como não puderam visitá-la, resolveram orar por ela do lado de fora. — Explicou Nayara.Ali, pude ter noção do quanto Sarah era dedicada ao seu trabalho. Finalmente compreendi por que aquilo ocupava um lugar tão importante em sua vida. Através dele, ela transformava a vida de outras pessoas.Diante daquela cena, tive a certeza do quanto minha mulher era querida e nada daquilo dizia re
Quando voltei para aquela sala de espera, tive a impressão de que meu coração havia diminuído o ritmo. Sentia-me sufocado, e aquilo foi me causando uma aflição crescente. Eu não podia perder a Sarah, não daquela forma.Perguntava-me o que a levara a se colocar na frente de uma bala por mim. Talvez fosse o mesmo sentimento que me faria fazer o mesmo por ela. Porque, no fundo, acreditava que era isso que teria acontecido. Jamais permitiria que aqueles canalhas a levassem. Preferia morrer a vê-la partir.Cada vez que aquela porta da ala restrita se abria, eu prendia a respiração, temendo a notícia de que poderia sair de lá de dentro. A tensão me consumia pouco a pouco.Quando, finalmente, o médico apareceu, bastou um olhar para entender que ele não trazia a resposta que eu tanto esperava. Aquilo me desesperou. Senti-me devastado, como se algo dentro de mim tivesse sido arrancado.— Não, não… não pode ser! Por favor, não! — Gritei, tomado pelo desespero.— Calma, meu amor, não se desesper







