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CAPÍTULO 34 - GLADYS VIERMOND

last update Data de publicação: 2021-09-04 07:41:34

Gladys estava fazendo as contas e nada batia, principalmente com a interferência dos nazistas que eram mais gafanhotos devorando tudo o que ela e os franceses tinham conquistado tão arduamente...

Historicamente os conquistadores sempre vinham compartilhar algo, mas os nazistas eram um caso à parte.

— Temos que dar um jeito nisso, Gladys – disse seu assistente.

— Você acha que não sei, Marcel? Tudo o que ganhamos acaba indo para o bucho daqueles branquelos desgraçados.

— Ainda é a melhor estratégia que temos para salvaguardar nossos funcionários.

Ela assentiu.

— Mas deve haver alguma outra coisa que possamos fazer para, no mínimo, empatar esse jogo.

— Sempre há... só não quero pagar o preço, pois sei que os Aliados irão vencer a guerra, mais cedo ou mais tarde, e nos tirar dessa miséria desgraçada, por enquanto mantenha a pose de que somos os maiorais por aqui, dinheiro uma hora vai aparecer.

Naquela noite o general alemão veio jantar com ela.

— ESTÁ TÃO QUIETA, querida.

— Estou apenas pensando em algumas coisas, só isso.

— Algo que queira compartilhar comigo?

— Só não estou conseguindo fechar algumas contas.

— A guerra sempre nos traz momentos difíceis, sei muito bem como é isso.

Não sabe... quem está gordo numa guerra nunca sabe...

— Pelo jeito já passou momentos difíceis.

— Momentos difíceis? Eu era tenente quando perdemos a Primeira Grande Guerra, os desgraçados fizeram o Tratado de Versalhes em 1919 e nos ferraram geral, ficamos nesta miséria até 1934, quando o Führer, conseguiu nos tirar daquela situação e nos dar novamente o orgulho em sermos alemães.

— Sinceramente, não está me ajudando em nada contando isso, você sabe que não sou uma mulher que se comove com a dor dos outros.

Ela seria uma excelente nazista...

O general sorriu e tirou um pacote do bolso.

— Acho que isto aqui irá ajudá-la, é apenas uma singela lembrança da hospitalidade que tem oferecido a mim e meus homens.

Gladys abriu e viu o brilho dos diamantes.

— Meu Deus... isso é...

— Um presente de um amigo... eu imaginava que iria gostar, peguei na casa de alguns judeus imundos.

Gladys colocou entre os seios.

— Impossível não gostar de diamantes, são os melhores amigos das mulheres.

— Mais do que nunca gostaria de ser estas pedras.

Gladys roçou seu pé nas partes íntimas dele por debaixo da mesa.

— Sabe que pode ter sempre o que quiser comigo, herr comandante, ganhou mais uma vez o direito de o fazer.

Aquela foi a última noite que passaram juntos, depois houve uma das maiores reviravoltas da história na guerra.

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