INICIAR SESIÓNTheo estava se escondendo de alguns garotos quando viu um hospital e achou que seria perfeito ficar ali por um tempo, quando entrou se esbarrou na última pessoa que imaginava na vida.
— VOCÊ??? – Disseram os dois juntos.
Theo abaixou-se para pegar os papeis e viu algo que o chamou a atenção.
— Me dá isso aqui, moleque intrometido.
— Desculpe... eu não sabia...
— Nem eu... agora me dá licença...
Theo a segurou pelo pulso.
— Por favor... podemos conversar um pouco...
Gladys abaixou a cabeça e segurou o choro.
— Por favor...
OS DOIS ENTRARAM no restaurante e o garçom tentou impedir a sua passagem:
— Por favor, madame, ele não poderá entrar com esses trajes.
— Pelo jeito você não entende nada de moda, não é verdade?
O gerente vendo imediatamente de quem se tratava logo entrou na frente do garçom e disse:
— Me perdoe, senhorita Viermond, tenho um local privado perfeito para a senhorita, por favor, queira me acompanhar.
Eles foram acomodados em uma mesa privativa.
— Se a senhora precisar de algo é só me chamar.
— Obrigada, quero o de sempre para duas pessoas.
O garçom assentiu e saiu.
— Em que posso ajudá-lo?
— Será que um filho não pode passar os últimos dias com sua mãe?
— Você sempre foi inoportuno desta forma?
— Tenho a quem puxar...
— Nós tivemos a vida toda para sermos mãe e filho e não fizemos questão alguma em sermos, que garantia temos que isso irá acontecer agora?
— Podemos ser pelo menos agora...
— Você está piorando as coisas, Theodore.
— Acho que temos isso em comum, não é mesmo?
— Não temos nada em comum.
— Quando vai abaixar a sua guarda... eu vi o resultado... ter crescido no meio de revolucionários me ensinou muitas coisas, inclusive ler resultados médicos em poucos segundos.
— O que quer de mim, então?
Theo abriu o vinho e serviu as duas taças e levantou a que estava em sua mão.
— Vamos brindar.
Gladys estava começando a entender seu filho, ele tinha mais dela do que poderia imaginar.
— A vida é hoje, mãe, se pode vivê-la, aproveite, muitas pessoas não podem se despedir, você pode...
— À vida que temos hoje então...
IGUALMENTE AO LIVRO “O sorriso de Cíntia Donnaville”, este livro surgiu de uma ideia absurda que veio em uma talagada só, uma amiga, Tânia postou uma foto com um lenço azul amarrado ao pescoço e até então nada daquilo havia me chamado a atenção, mas como se tivesse recebido uma marretada na cabeça, a ideia veio...A menina do lenço azul...Essa era a primeira ideia de um título, contei a ela, que inicialmente gostou, mas achou que tudo fazia parte de alguma brincadeira, o que não é o meu caso, se eu simplesmente vislumbrar uma ideia, com certeza a colocarei para frente sem pestanejar, e assim sucedeu.Em sua maioria, os personagens são inspirados em pessoas reais, Marcel um Guitarrista, amigo em minha adolescência, Gleide, uma amiga do Rio de Janeiro, com uma personalidade forte e que vence tudo e todos dia-a-d
Tânia Copelli continuou a ser conhecida no mundo todo como a mulher que revolucionou a moda, ela se casou novamente e foi avó de muitos netos, abriu uma fundação com o mesmo nome de sua grife e ajudou a muitas crianças carentes, abrindo oportunidades em seus ateliês no mundo todo.JANICE, AO CONTRÁRIO DA MÃE, seguiu a carreira militar, sendo uma oficial altamente condecorada igual ao pai, lutou em diversas batalhas, como o Vietnã e no Golfo, quando se aposentou, seguiu na carreira política, chegando ao Senado dos Estados Unidos e sendo cotada a ser a primeira mulher a disputar para a Presidência dos Estados Unidos, perdendo nas eleições primárias duas vezes seguidas.THEODORE seguiu a carreira de cineasta de filmes eróticos parisienses, um dos primeiros a seguir aquele ramo, ganhando fama mundial seguindo o sucesso de Deep Throat, do qual er
Tânia fechou os olhos e por um instante o tempo começou a passar em câmera lenta, então, ouviu o barulho oco do corpo sem vida de Marcel cair no chão e a voz de Greg.— Ainda bem que chegamos a tempo.— GREG!!! – Ela jamais imaginou que ficaria tão feliz em vez alguém na vida quanto ele – Nunca achei que ficaria tão feliz ao vê-lo novamente.— Ainda bem que meus instintos estavam certos em segui-la até aqui, sabia que uma hora esse miserável apareceria.— Mas...— Sei que deve estar pensando que ele era apenas o auxiliar de Gladys, mas era um miserável invejoso, matou Gael, o pai de Gladys, Jorge e agora queria te matar também.— Jorge está morto?— Infelizmente... ele foi sequestrado e torturado no dia do acidente.— Coitado do Jorge... era um excelente profissional.
Theodore entrou no escritório de sua mãe e olhou para o atelier, todos estavam tristes e o ambiente visivelmente sem vida.— Sua mãe era uma grande mulher.Theo olha para trás e viu Gabrielle, a secretária de sua mãe e a intermediária entre eles.— É o que todos dizem.— Isso aqui agora é tudo seu.— Isso aqui nunca será meu.Apesar de ser um rapaz que acabou de sair da adolescência, ela o percebeu muito adulto naquele instante.— Mas alguém terá que dar seguimento ao que ela construiu.Theo sorriu.— Parabéns, Gabi... é todo seu... só me mande relatórios semanais.— Para de brincadeira, Theo.— Você acha que eu iria brincar com uma coisa dessas, e outra, era o desejo da minha mãe.Theo abriu o cofre e mostrou o tes
Os médicos estavam correndo com as duas macas emparelhadas lado-a-lado, tudo estava turvo, as luzes se revezavam entre clarear e escurecer...— Tânia... disse quase num sussurro quando as camas pararam para iniciarem os procedimentos médicos.— Não fala nada...— Queria que você soubesse que foi uma extraordinária adversária... fico feliz em tê-la como minha rival.— Agora não é hora....— Nem nunca mais será...Gladys sorriu e por um instante, Tânia percebeu que era seu adeus.— RÁPIDO!!! – Gritou um dos médicos – perdemos os sinais vitais dela.Tudo o que Tânia ouviu foi sumindo... então ela adormeceu.AOS POUCOS, TÂNIA foi recobrando a consciência e, de repente, se lembrou de Gladys.— GLADYS!!! CADÊ A GLADYS???As
Theo estava passeando pelas ruas de Paris e sabia que seriam bem tranquilas devido à semana da moda em Milão, não haveriam madames desfilando pelas ruas, pois todas estariam por lá vendo as tendências para a próxima estação, então era apenas administrar seus negócios ilegais.— E aí, Theo, tudo bem? Meus sentimentos...— Tudo bem... porque meus sentimentos?— Você não ouviu o rádio e nem viu as capas de jornais?Ele negou com a cabeça e correu até a banca e viu estampado na primeira página a tragédia tripla... porém só uma delas lhe chamou a atenção...“MORRE A HEROÍNA PARISIENSE, GLADYS VIERMOND...”