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CAPÍTULO 45 - GADYS VIERMOND

last update Data de publicação: 2021-09-04 07:49:02

Gladys estava radiante pela vitória extraordinária que teve contra o filho-da-puta do detetive, ele queria humilhá-la em rede nacional, mas agora era uma heroína nacional, era o que sempre acreditava e merecia ser.

Algumas tribulações são apenas para te forçar a ser melhor do que é...

Da mesma forma que todos que duvidaram dela tinham se arrependido amargamente, Tânia e o detetivezinho também se arrependeriam, eles não tinham nada a ver com ela com relação ao desaparecimento da filha dela, aquilo era apenas um problema de Gael, que, diga-se de passagem, era um péssimo amante.

Como é que alguém poderia se apaixonar por um traste como aquele?

Por isso ela acreditava que Tânia Copelli era uma pessoa sem sal, ela experimentou várias coisas de seu mundo e nada tinha lhe chamado a atenção, até a sua grife tinha um nome ridiculamente estapafúrdio “lenço azul”...

Quem em sã consciência coloca um nome desses?

Gladys colocou o seu próprio nome, era um nome forte, lembrava os gladiadores vencedores, os únicos na história que tiveram poder de derrubar o Império Romano no auge e era assim que via a si mesma, alguém que nasceu para confrontar o sistema, alguém que lutará contra os melhores e vencerá.

E a bola da vez era Tânia Copelli e seu império e no mundo não havia lugar para dois impérios no mundo, e ela estava preparada para que o seu fosse o único no mundo da moda.

GLADYS, APÓS TRANSAR com Gael, estava quase adormecendo quando seu telefone tocou:

— Espero que seja importante.

Ela ouviu atentamente, e aquilo para ela não trouxe nenhum sentimento de emergência, mas sabia que seria um tiro no pé de Gael.

— Pode deixar que eu aviso.

Gladys sorriu e preferiu não falar nada, aquela não era uma batalha que estava a fim de disputar, apenas tinha colocado mais álcool na fogueira.

Meu plano está indo melhor do que eu havia planejado...

GLADYS ESTAVA NA LINHA de produção de seu atelier quando Gael entrou enfurecido.

— Porque não me avisou nada?

— Bom dia para você também...

— Bom dia o caralho, sua puta... porque não me avisou.

Todo mundo parou o que estava fazendo e passou a olhar para Gael.

— Estão olhando o que, suas bichas do caralho.

— Se fosse você não falaria assim – disse Gladys indiferente.

— Falar assim como?

— Pode não parecer, mas essas “bichas” são tão homens, ou até mais do que você, para que leve uma surra de qualquer um deles aqui é dois tempos.

Gael fez cara de desdém e não percebeu que um de seus costureiros se levantou e por trás dele deu uma chave de pescoço e o levou para fora.

— Tchauzinho, querido – disse Marcel.

— Você me paga, sua vaca.

Mas Gladys nem sequer se deu ao luxo de olhar para ele.

O costureiro arremessou Gael porta afora como se não fosse nada.

— Seu lixo... se não fosse uma bicha eu te dava uma surra.

— Posso muito bem deixar de ser por um minutinho, é o tempo que leva para acabar com um desgraçado como você.

Gael não teve tempo de falar absolutamente nada, levou apenas um soco e acordou dois dias depois no hospital.

EM SEU ESCRITÓRIO, no meio da noite era um ambiente perfeito para trabalhar suas ideias, nitidamente ela era notívaga, seu assistente bateu levemente na porta.

— Tem uma pessoa aqui que quer te ver.

— Não estou para ninguém.

— Acho que para ela você vai estar.

Gladys nem conseguiu dar resposta e Tânia entrou.

— Não vai demorar muito.

— Claro que não... pode nos deixar a sós, Marcel.

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