Inicio / Romance / Um bebê de Natal para o CEO / Capítulo Cinco - Noah

Compartir

Capítulo Cinco - Noah

last update Fecha de publicación: 2024-12-18 08:49:36

Finalmente eu consegui dar um jeito na insistência da minha mãe.

― Cara, já faz quase um ano que está namorando essa garota. Por que não a dispensa de uma vez? ― A voz de Gael, meu melhor amigo, CEO da empresa de advocacia que representa minha empresa e meu braço direito no quesito farra, sobrepôs a música ambiente e me tirou de recordações sobre a noite em que encontrei Esperanza e a ideia maluca de fingir um noivado começou a fazer sentido. Estamos em um bar de um colega dele, curtindo o fim da tarde de sexta.

― Não sei por que faria isso. Conhece a minha mãe. Ela só largou do meu pé depois que comecei a “namorar” ― fiz aspas com os dedos ― sua queridinha.

— Ideia minha. Que ainda não agradeceu.

— Se eu agradecer mais você vai ficar me devendo.

Ele ri.

― Não consigo é acreditar que nunca pegou aquela coisinha de jeito. ― A expressão de tarado de Gael foi impagável. Ele era um safado de carteirinha, nenhuma mulher escapava do seu charme.

― Uma virgem sem sal. Não tenho motivos, com tantas outras disponíveis. E seria procurar confusão. Quero liberdade. Se eu comer aquela ali, acordo casado de verdade.

A risada de Gael chamou a atenção de algumas pessoas nas mesas próximas.

― Claro. Quem não iria querer uma noite com o poderoso Noah Pestalozzi?! Não tem porque se arriscar com tantas a sua disposição. ― Ele se curvou na mesa como se fosse contar um segredo. ― Ela nunca tentou?

― Acho que nem pensa nisso. E se deseja, não tem atitude. Estou falando. Se no futuro eu não conhecer uma mulher digna de se tornar a segunda senhora Pestalozzi, aquela garota pode até servir. Um enfeite que agrada a sociedade e a primeira senhora Pestalozzi.

Minhas palavras causaram uma nova onda de risada.

― Você não presta.

― Deve ser por isso que somos melhores amigos ― provoquei.

― Porque opostos se atraem.

Foi a minha vez de gargalhar.

― Porque somos iguais ― decretei.

― Eu quero uma chance com a coisinha linda. ― Gael soltou, me surpreendendo. Achei que estava apenas me “alugando”, nunca imaginei que teria realmente interesse em alguém como minha falsa noiva.

― Como assim?

― Depois que acabar esse seu noivado e você deixar a linda virgem livre, claro... quero permissão. Melhor, passe livre. Por favor, por favor. ― Juntou as mãos teatralmente.

Confesso, me incomodou um pouco seu interesse, mas fingi que não. Afinal, ela não era minha de verdade. Aquela linda morena com cara de anjo não me pertence.

― Não sei. Acho que ela não merece passar pelo mesmo que suas conquistas. É uma garota de família religiosa. O que os pais pensariam dela passar pela sua cama algumas noites e ser descartada?

A expressão dele é séria quando diz:

― Isso só depende dela. Sou um cara de uma mulher só. Apenas não encontrei a escolhida. Meu coração romântico me diz que é a sua noiva.

― Que cafajeste! ― virei um longo gole da cerveja. ― Espero que não pense assim quando for minha noiva de verdade.

Ele arregala os olhos.

― Nunca! Mulher de amigo meu é homem.

― Sei. ― Meu celular vibrou sobre a mesa, me fazendo revirar os olhos ao ver o nome na tela. ― Tenho que ir. Minha noiva me chama. Hoje ela tem que chegar mais cedo na casa dos pais.

― Onde ela fica quando você sai para foder e beber?

Olhei para Gael por alguns segundos. Nesse tempo todo quase não falávamos sobre ela. Ele a viu algumas vezes, se cumprimentaram e só. Esse interesse repentino é estranho e incomoda.

― Vários lugares ― respondi enquanto colocava o celular no bolso, depois de avisar que estava a caminho. ― Biblioteca, museus, teatros, quem sabe? Ela sempre me pede para deixá-la em uma estação do metrô. E sempre a pego no mesmo lugar.

Ele colocou a mão no queixo.

― Suspeito. Muito suspeito.

― Não ligo. Nem um pouco. ― Ligo sim. Sou um cara curioso. Já pensei em segui-la em alguns momentos, mas acabei desistindo. Não era problema meu.

― Amanhã tem a festa do Rafa. Vamos virar a noite. Não esquece de avisar sua noiva.

― Já está avisada. As gêmeas estarão lá. E eu não sou doido de perder um ménage garantido.

Meu amigo só riu balançando a cabeça negando. Acenei e fui em direção ao carro para buscar minha noiva provisória e entregar aos seus pais. Não gosto de deixá-la esperando em um lugar como estações. Talvez seja a hora de mudar os locais de encontro.

Lá estava ela. Cabelos castanhos e lisos soltos ao vento, olhos de um castanho escuro, pele dourada. Confesso, parecia um anjo com seu vestido cor de rosa com rendas nas mangas que iam até seus cotovelos, com uma saia que chegava abaixo do seu joelho. Não tem como negar que é linda. Mas quem trepa com a porra de um anjo? É tão esquisito. Prefiro uma diabinha.

Ela entrou no carro, me cumprimentou e ficou olhando pela janela o caminho todo. Só quando chegamos é que passamos a fingir. Sai do carro e fui entregá-la aos seus pais, de mãos dadas. Os coroas queriam me convencer a ficar para o tão jantar familiar, mas felizmente já tinha prometido essa noite a única mulher da minha vida, minha mãe, aquela que amo tanto ao ponto de me sacrificar nesse falso namoro.

Voltei para minha cobertura, onde morava graças ao meu namoro. Dona Ligia permitiu a mudança.

Por ser um filho ciumento nunca pensei em ver minha mãe com outro depois do meu pai, mesmo mal tendo chegado aos cinquenta, mas vou ter que aceitar que minha mãe não merece a solidão. De uns tempos para cá, comecei a pensar seriamente sobre o assunto. E como bom filho que sou, estou pensando em formas de ajudá-la nessa questão. Essa história de que pais não fodem é pura ilusão, então é melhor cuidar para que minha rainha encontre alguém legal, e não caia na lábia de qualquer um. Ela merece ser feliz no amor novamente.

Em poucos minutos me arrumei. Pensamentos a mil. E, antes das oito, estava conduzindo a rainha da minha vida ao seu restaurante favorito. Era o aniversário do meu pai. Nessas ocasiões sempre doía mais, e criamos o hábito de passar juntos. Era a nossa forma de manter a memória dele viva.

Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App

Último capítulo

  • Um bebê de Natal para o CEO   Capítulo Final - Noah

    Meses depoisA barriga de Esperanza está enorme. A coisa mais linda e sexy. Se me dissessem um ano atrás que eu me tornaria esse idiota apaixonado, eu certamente riria na cara da pessoa, mandaria para o inferno, e se fosse mulher ainda treparia com ela e nunca mais procuraria. Esse era eu. Hoje? Então, depois de um presente de Natal inusitado me transformei completamente. Sou tarado na minha mulher, pode aparecer uma gostosa nua na minha frente que meu pau nem liga, ele tem dona; nosso anjo safado.Graças ao meu amigo Gael, que está tão fodidamente apaixonado quanto eu, minha mulher nunca mais desconfiou de mim. Ela era insegura e não a culpo. Nosso início não foi nenhum conto de fadas. Eu merecia sua desconfiança. Mas aos poucos, ela vai se tornando mais confiante. Minha mulher doce, safada e cada vez mais dona de si.O ciúme dela continua transbordando, mas seu olhar mortal é para as mulheres que se atrevem a encarar o que é dela. Nunca mais o direcionou a mim. Afinal, sabe bem que e

  • Um bebê de Natal para o CEO   Capítulo Vinte e Três - Noah

    Porra! Eu não sou um homem violento, mas a vontade que me dá é de pegar Daniela pelo pescoço e acabar com a vida da vadia. Eu devia saber que a bondade era armadilha. Sabia que ela fazia de tudo para me seduzir. Aparecer com uma esposa deve ter mexido com sua ira. Mas eu nunca lhe dei esperança. Ela sabia. Todas sabiam.Aquela puta armou para me seduzir e conseguiu abalar meu casamento. Faz uma semana que Esperanza dorme no quarto do Sam. Eu tento convencê-la de que não aconteceu nada, porém sei a merda que deve estar passando na sua cabeça. O que mais ela poderia pensar? Acreditar na história do café? Nem eu mostrando o terno sujo. Eu me coloco sim em seu lugar e sei que é difícil, mas preciso resolver isso.O meu anjo está murchando, está ferido. Por sorte, Daniela teve a decência de pedir para o seu chefe a demitir para que não perdesse os direitos. Sabia que não conseguiria nada comigo e que eu não deixaria barato a merda que ela fez. Por mim ela sairia com uma mão na frente e out

  • Um bebê de Natal para o CEO   Capítulo Vinte e Dois - Esperanza

    Estou olhando vidrada o teste de farmácia em minhas mãos. Positivo.Noah havia me questionado sobre eu ainda não ter menstruado. Como minhas regras sempre foram desreguladas não pensei sobre isso, mas depois do seu questionamento, fiquei preocupada. Sei que é ridículo. Eu devia saber que algo assim aconteceria quando estávamos transando como dois tarados e cada vez mais deixando o preservativo de lado.Queria esperar Sam ter pelo menos um ano, mas irresponsabilidade dá nisso. Acho que nenhuma gravidez minha será planejada.Essa noite ele vai chegar mais tarde. Havia combinado de sair com seu amigo Gael e outros. Pelo que entendi, Gael estava meio maluco porque a mulher não quer deixar a cidade pequena onde vivia para vir para cidade grande com a filha. E ele estava lutando para isso.Eu espero que ela venha. E espero que possamos ser amigas. Já comecei a ter contatos com esposas de amigos do meu marido. É tão bom ter companhia, falar sobre coisas de mulher.Meu telefone vibrou e vi um

  • Um bebê de Natal para o CEO   Capítulo Vinte e Um - Esperanza

    Depois que voltamos do nosso fim de semana no litoral, retornei ao trabalho.Estava na sala que antecede a do CEO, meu marido, quando recebi uma ligação do seu ramal.— Está sem calcinha? — a voz levemente rouca perguntou no telefone. — Acompanhei seus movimentos hoje.Revirei os olhos com sua ousadia, mas instintivamente uma perna roçou a outra e minha imaginação me fez imaginar nós dois sobre sua mesa de vidro, fodendo como dois loucos. Noah me viciou em sexo. Um simples gesto dele, uma simples palavra, já me deixa molhada.Depois desse tempo juntos eu já falo foder sem receio, entre outras coisas.— Era fio dental para não marcar, e estava me incomodando. Então eu tirei.— Isso não pode acontecer. Venha a minha sala. — O tom dele passou de sexy para sério. Isso me deixou preocupada.— Sim senhor. Estou indo.Será que todos perceberam que estou sem calcinha? Droga!Fui até sua sala já pensando em formas de justificar meu erro. Tudo que menos quero é cometer erros e deixar meu marido

  • Um bebê de Natal para o CEO   Capítulo Vinte - Esperanza

    Estou com medo. É felicidade demais. Se meu coração tivesse olhos estaria olhando para todos os lados em busca do erro. Noah se vestindo depois de me mostrar tanto prazer podia ser mais lindo que ele chegando para me buscar para a festa.O som lá fora indica que a festa continua, mas ele me disse que poderíamos ir para casa. Não quero dormir fora, longe do meu filho.Vesti minha roupa também e me ergui, sendo puxada por ele e ganhando um beijo na testa.Antes de sair, ele avisou a responsável que sairia e que qualquer coisa procurasse Ramon, outro dos seus amigos. Porque ele recebeu uma mensagem de Gael dizendo que precisou ir e que deixou tudo nas mãos desse tal amigo.— Acho que Sam terá um amiguinho para brincar. — Ele comentou quando já estávamos no quarto do nosso filho.— Pensei nisso. Será?— Só algo muito grave para tirar Gael de uma festa.— Espero que seja uma notícia boa. Não sabe o quanto machuca sequer pensar que a criança crescendo em nosso ventre não é querida.Sua expr

  • Um bebê de Natal para o CEO   Capítulo Dezenove - Noah

    Esperanza é perfeita. Seu corpo reage ao meu como se tivesse sido criado para isso.Brinco com seu clitóris, passando minha língua. Ela está enxarcada. E é bom demais saber que sou o responsável, que é por mim, e por ninguém mais.— Noah, por favor. — Ele implora, ao mesmo tempo tenta fechar as pernas, mas impeço.— Por favor o que, anjo?— Me faz gritar seu nome. Me deixe senti-lo em mim. — Sua palavras sinceras me enlouquecem. Tão atrevida esse meu anjo.— Sentir o que? — provoquei, beijando sua coxas, bem perto da sua boceta.— Seu membro.Sorri contra sua pele.— Meu pau? — novamente provoquei.— Sim. — Sua afirmação veio acompanhada de um gemido por meu dedo estar sobre o seu clitóris.— Diga então.— Dizer o que? — ela estava confusa. Não a julgo. Seria pedir demais que estivesse atenta com tanta provocação em seu ponto mais sensível.— Que quer sentir o meu pau.— Ahhh! — meu dedo escorregou “sem querer” para dentro dela. — Eu quero o seu pau.— Não quer que eu te chupe? — Há c

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status