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Capitulo 36: o desperta do coma

Autor: Evelyn750
last update Fecha de publicación: 2025-03-08 22:13:55

Kairós

A consciência retorna como um clarão súbito, dissipando a névoa do coma. Abro os olhos, sentindo o peso do corpo e a estranheza do ambiente hospitalar. A primeira pergunta, urgente, escapa dos meus lábios.

— Quanto tempo eu fiquei em coma? — pergunto à minha irmã, Camila, a voz rouca e fraca.

Camila me encara, a expressão séria e preocupada.

— Três meses, Kairós. Você ficou dormindo por três meses — responde ela, a voz carregada de pesar.

Três meses. Um abismo de tempo se abre diante de
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    Cinco anos depois...Lia PerroniO abraço com Esmel no aeroporto marcou o verdadeiro ponto de virada em nossas vidas. Naquele momento, com minhas malas jogadas no chão e minhas filhas nos braços, eu soube que a família que eu tanto desejava, ainda que imperfeita, finalmente havia se completado. Kairós estava ao meu lado, um sorriso tranquilo no rosto, observando a cena que selava nosso recomeço.Os primeiros meses após a lua de mel e o retorno para casa foram de adaptação. Esmel, com a visão totalmente recuperada, começou a se ajustar à nova realidade. Não foi fácil. A sombra do passado ainda pairava, e o processo de perdão era lento, gradual. Kairós, paciente e compreensivo, nunca forçou a barra. Ele sempre esteve ali, presente, oferecendo seu apoio em silêncio, participando das atividades de Esmel, levando-a à escola, jogando no quintal. Eva, nossa pequena e radiante, foi a ponte. Com sua inocência e alegria, ela desarmava qualquer tensão, unindo a todos com seu amor incondicional.

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    Lia PerroniAcordei com o sol de Cancún invadindo o quarto, filtrado pelas cortinas leves. O cheiro de maresia e a brisa suave que entrava pela varanda eram um convite à preguiça. Kairós estava ao meu lado, os braços envolvendo minha cintura, o rosto sereno no travesseiro. A noite anterior havia sido intensa, um turbilhão de emoções e desejo que selou nosso novo começo.Com cuidado para não acordá-lo, virei-me em seus braços, admirando a calma de seu sono. Nunca pensei que encontraríamos a paz e a felicidade depois de tudo. A vida com Kairós, Esmel e Eva era a família que eu sempre sonhei, imperfeita, mas real e cheia de amor.Ele remexeu-se e abriu os olhos, um sorriso sonolento surgindo em seus lábios.— Bom dia, esposa — sussurrou, a voz rouca.— Bom dia, marido — respondi, beijando seu queixo. — Dormiu bem?— Como um anjo. Ou melhor, como um homem recém-casado, feliz da vida. — Ele me apertou mais contra si. — O que faremos hoje? Temos que aproveitar cada segundo.— Pensei em algo

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    Lia PerroniNo táxi, a caminho do aeroporto, Kairós apertou minha mão.— Pronta para Cancún? — ele perguntou, um sorriso largo iluminando o rosto.— Mais do que pronta — respondi, sentindo a adrenalina da viagem e a leveza de finalmente termos um momento só para nós.O voo para Cancún foi tranquilo, mas repleto de uma excitação contida. Sentados lado a lado, observei a paisagem da minha cidade diminuir através da janela do avião. Kairós segurou minha mão durante a decolagem, e eu me inclinei em seu ombro, sentindo a paz que só a presença dele me trazia.— Pensando em quê? — ele sussurrou, beijando meu cabelo.— Em tudo. Em como chegamos até aqui. Parece um sonho, não é? Há pouco tempo, eu estava correndo desesperada para impedir a Esmel de ir embora, e agora… agora estamos indo para nossa lua de mel. — Um sorriso bobo surgiu em meus lábios.Kairós riu suavemente— É a prova de que o amor, mesmo no caos, sempre encontra um caminho. E as meninas? Estão bem, não estão?— Estão sim. Esmel

  • Uma Segunda Chance Para Amar    capitulo 67: Casados

    Lia PerroniOs dias foram se passando e, de verdade, as coisas aqui em casa não podiam estar melhores. A Esmel estava oficialmente recuperada da visão, o que por si só já era um milagre, e as coisas entre ela e Kairós estavam começando a fluir de um jeito que eu mal podia acreditar. Não digo que ela o aceitou totalmente, a dor da perda do pai ainda era uma sombra, mas ela já não o tratava com tanta indiferença como antes. Pequenos gestos, um olhar menos duro, um silêncio menos carregado cada um desses sinais era uma vitória para mim. A vida, de repente, parecia querer nos dar uma segunda chance.E falando em dar um grande passo, eu estava prestes a dar o meu.Isso mesmo. Vou me casar.Eu estava na porta da igreja, o coração batendo forte no peito, prestes a entrar. Kairós já me esperava no altar, e a imagem dele lá, imponente e com um sorriso que iluminava o ambiente, fez um calor se espalhar por mim. Toda a nossa família estava reunida para esse tão esperado momento: meus ex-sogros,

  • Uma Segunda Chance Para Amar    capitulo 66: Pegando fogo

    KairósUma decisão havia sido tomada, e eu já arrumava minhas coisas para partir. Por mais que Lia tivesse suplicado para que eu ficasse, a situação havia se tornado insuportável. Eu não podia me manter entre Lia e Esmel. Havia matado o pai dela, e sabia que o perdão jamais viria, que as coisas jamais seriam as mesmas. Partir era a única saída sensata.Quase terminava de ajeitar as últimas peças de roupa na mala quando a porta do quarto se abriu, revelando Lia.— O que está fazendo? — perguntou ela, a voz embargada ao ver a mala aberta.— Não está vendo? Estou arrumando a mala para ir embora. Como eu disse, estou disposto a partir para a felicidade de Esmel — respondi, sem rodeios.Para minha surpresa, um sorriso sutil surgiu em seus lábios. Estranhei. Estaria ela feliz com a minha partida?— Por que está sorrindo? Por acaso está feliz por eu ir embora? — indaguei, a voz carregada de uma seriedade quase gélida.Ela se aproximou, os braços envolvendo meu pescoço em um gesto familiar.—

  • Uma Segunda Chance Para Amar    capitulo 65: Cedendo aos poucos

    Lia PerroniAbracei Esmel forte em meus braços, com medo de que tudo não fosse apenas um sonho, de que ela desaparecesse se eu a soltasse. Meu coração batia como um tambor.— Mamãe, pode me soltar? Está me apertando! — ela disse, a voz abafada.Eu a soltei, dando um sorriso sem jeito.— Desculpa, meu amor. É que estou tão feliz! Finalmente te tenho de volta em meus braços. Obrigada por ficar, por fazer parte da minha vida — eu disse, sentindo as lágrimas escorrerem novamente.— Também quelo abraço! — Eva disse, toda felizinha, vindo correndo ao nosso encontro.Sorri e abri os braços para abraçá-la também. Esmel se juntou ao abraço, apertando a irmãzinha.— Oba! — Eva gritou, arrancando risadas de todos nós. Era um som que parecia curar as feridas do meu peito.— Ei, pessoal, por quanto tempo mais vão ficar aí sentados no chão? — meu ex-sogro, pai do pai da Esmel, perguntou, e só então me dei conta de que ainda estávamos no chão do aeroporto, chorando horrores.Sem jeito, me levantei

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