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Capitulo dois

Autor: FannyMotta
last update Data de publicação: 2021-03-22 01:18:47

Enquanto eu e Suriel andávamos para algum lugar eu observava tudo atentamente, era tão belo, tão cheio de cores...

— Veja Anael, aqui será onde você  passará à noite — diz Suriel apontando para frente, eu sigo a direção que seu dedo aponta com o olhar.

O que é isso? pergunto, mesmo não sabendo o que era, estava admirado com a beleza do lugar.

Aqui é o dormitório dos novatos, você terá uma catre para repousar durante à noite e durante o dia você irá se preparar para cumprir sua missão fala enquanto caminhamos em direção ao tal "dormitório".

Ouça, isso se chama porta diz me mostrando a "porta" Ela serve para guardar a entrada e saída do dormitório.

   Balanço minha cabeça de forma positiva para confirmar que entendi, e passamos pela porta.

No dormitório só existe esse corredor com quatro quartos. Um para mim que sou o comandante e treinador de vocês, um para meu ajudante e dois que estão divido com dez catres em cada quarto me explica antes de pararmos em frente a mais um "porta" Esse é o quarto dois, onde você ficará com mais nove aprendizes, eles serão seus veteranos… E já explicando, eles são quatro dias mais velhos do que você, por isso são chamados de veteranos.

   Suriel abre a porta, agora já consigo me firmar sozinho com minhas pernas, entro dentro do quarto e observo atentamente o cômodo, as paredes são de cores salmão, ao lado de cada catre tem uma pequeno criado mudo, são coisas que eu nunca  vi antes, mas que de alguma forma eu sei o que são.

O nosso senhor aos poucos vai liberando os conhecimentos básicos em sua mente, meu jovem como se estivesse ouvindo meus pensamentos ele me dá essa resposta É a sua catre Anael — me aponta uma catre junto a uma parede no lado esquerdo do quarto.

 Minhas pernas ainda tremem um pouco, mas já me sinto mais confiante para andar sozinho, com os braços abertos para na tentativa de manter meu corpo equilibrado vou dando passos curtos até chegar em na catre destinada a mim. Me sento nela e agora ponho-me a observar Suriel:

Ele é grande, está usando uma roupa ( eu acho) prateada, cobre seus braços e peito, sua cintura e suas pernas.

Isso é uma armadura Anael, os anjos guerreiros que as utilizam diz ao perceber que estava o observando.

  Não lhe digo nada, continuo o observando e vejo que em suas costas tem alguma coisa grande, parecem ser macias, e de cor branca.

Isso se chama asas Anael me responde mesmo sem eu ter perguntado, acho que não sou o único a observar aqui.

  Olho para minhas costas e não vejo essas "asas".

“Por quê eu não tenho asas?” me pergunto mentalmente com a testa franzida.

Você ainda irá recebê-las — volto a olhar para Suriel — Um anjo não nasce com as asas, eles as ganham após quatro semanas de seu nascimento.

Por que? — pergunto confuso.

O senhor designou esse tempo para que a gente se habituasse aos nossos corpos, tendo total controle sobre ele antes de aprendermos a usar nossas asas.

  Balanço minha cabeça de forma positiva quando sinto minha barriga se contorcer e um som estranho ecoa de dentro dela.

Me espere aqui, irei trazer umas coisas para você diz Suriel saindo pela porta do quarto.

   Abraço minha barriga quando sinto a dor aumentar. O que é isso?

  Ainda abraçando minha barriga, deitei na catre e dobro meus joelhos, fecho meus olhos com a esperança dessa dor passar e sinto essa dor diminuindo ao ponto que vejo tudo cada vez mais escuro.

Anael! Anael! Acorda! "bóim" sinto minha cabeça doer. Abro rapidamente os olhos e vejo que estou no chão e que bati minha cabeça no mesmo — Levanta Anael, toma trouxe para você.

   Levanto do chão esfregando com a palma de minha mão o local que teve contato direto com o piso. Olho para Suriel e ele me estende uma coisa, branca...

Isso é uma bolsa, eu trouxe vestes para você cobrir sua nudez.

   Olho pro meu corpo e percebo que não tem nada o cobrindo, não tinha reparado nisso, mesmo que  vendo suriel vestido, eu não sentir falta de nada em mim. Pego a bolsa da mão de Suriel e olho o seu interior, retiro de dentro da bolsa: algo preto de pernas gordas e compridas.

Olho curiosamente para a veste que está em minhas mãos.

Isso em suas mãos se chama calça — diz Suriel me observando enquanto se aproxima de mim Está vendo esses dois buracos dentro desse maior em suas mãos? confirmo com a cabeça Você irá passar uma de suas penas em cada uma dos buracos e o buraco grande você irá colocar em seu quadril.

  Faço como Suriel me orientou, passo minha perna direita por um dos buracos da calça e a perna esquerda pelo outro e ergo a calça até meu quadril.

Ótimo! Muito bem, você aprende rápido Anael  Suriel dá dois tapinhas em minhas costas Nessa outra bolsa tem comida  me estende em sua mão outra balsa.

   A pego e a abro, vou pegando as coisas e Suriel vai me dizendo os nomes. Dentro da bolsa tinha: maçã, pera, morango, tangerina, uva, cajá.

   Não tive tempo para saborear o gosto das frutas, pois assim que senti seu cheiro minha barriga novamente fez os sons estranhos e acho que foi por instinto, coloquei uma fruta atrás da outra na boca.

“ Mastigue com calma para não se engasgar meu filho” —  escuto a voz do senhor, olho ao redor mas não o vejo, será que estou ouvindo coisas? 

Quando acabei vi o ar risonho que Suriel tinha em sua face, mas não disse nada.

Agora descanse Anael, amanhã você terá um dia longo fala pegando as sacolas.

Mas eu acabei de nascer! protesto mesmo sentindo meus olhos pesados, não quero dormir, sei que ainda tem muitas coisas que meus olhos ainda não viram.

Descanse! fala mais firme e sai de dentro do quarto fechando a porta.

   Sem opções deitei novamente na catre; logo sinto meus olhos cada vez mais pesados... Vou os fechando até que não enxergo mais nada.

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Último capítulo

  • Uma menina em minha vida   Agradecimentos

    Oie gente, e aqui estamos nós, chegamos ao final dessa historia, ao mesmo tempo que estou feliz, estou triste, foi muito bom escrever cada palavra. Estou me segurando para não chorar. Me aventurei e me encatei com a história, viajei na leitura dessa fantasia e sonhei alto com esse romance.Obrigada também a todos que chegaram até aqui, principalmente a vocês: Evin03 , MiFrei e Yin_Santos. Vocês me incentivaram e me acompanharam até aqui, sou muito grata a cada uma de vocês. Anael e Elisa, um casal que me emocionou e me deixou apaixonada, vou sentir muita saudades deles dois. Mas é com muito orgulho que finalizo essa obra. Beijos, e até nosso próximo encontro.

  • Uma menina em minha vida   Posfácio

    " — Você fechou os olhos, se concentrou apenas em mim, e quando os abriu, pude ver a cor mais linda que o senhor ja coloriu."Sonho com essa frase, não entendo o por que dela ter vindo até meus pensamentos. Olho para Elisa deitada ao meu lado, ela se mexe ficando de frente para mim, ainda está escuro, não sei que horas são, respiro fundo, beijo a testa da minha eterna menina e a abraço.Fecho os olhos, e sorrindo vou caindo no sono. Tenho minha família perfeita, com certeza alguém lá em cima me ama muito! Tenho tanto a agradecer, que palavras parecem ser poucas para expressar.— Eu te amo! A menina que entrou em minha vida, e me ensinou o quão bonito é o amor! — sussuro baixinho e me deixo levar pelo sono.FIM....

  • Uma menina em minha vida   Epílogo

    [ visão do senhor Jairfin ]Observo a linda família que meu filho Anael contruiu, estou orgulhoso dele. Ele se tornou um humano honrado, fez e está fazendo um ótimo trabalho sendo o melhor homem para minha filha, Elisa.Paro de olhar para a minha janela ao ouvir duas batidas na porta, já sem quem está atrás dela.—Pode entrar Sureil e Zaniel —falo e assim eles fazem.—Queriamos ter notícias sobre Anael —fala Suriel.—Ele está bem, agora ela já virou pai de duas lindas crianças. Ariel e Zaniel —falo sorrindo.—Zaniel? —Zaniel pergunta de olhos arregalados.—Sim, mesmo ele não lembrando de nada do que viveu aqui, parece que esse nome tem um lugar especial em seu coração.Termino de falar e vejo os olhos de Zaniel se emocionarem, ele luta para as lágrimas não saírem. Eu sei qu

  • Uma menina em minha vida   Capítulo Trinta

    — Tem certeza que esse vestido não está muito apertado? — pergunto a Melissa, enquanto giro em frente ao espelho do meu quarto — Está destacando muito a minha bunda.Ela revira os olhos e termina de passar o rímel, Mel está usando um vestido verde justo e sapato de salto alto na cor nude, mas fica resmungando que eles machucam demais, porém não quer ficar desleixada na festa da empresa.— Está linda Lisa — ela diz me encarando e sorri de lado.Olho meu reflexo no espelho, meus cabelos longos e loiros estavam em uma trança embutida, o vestido azul era justo até a cintura, com uma tira de renda transparente nas costas e um decote simples no formato de coração, a saia era em formato de cauda de sereia, para finalizar um tênis de saltinho especial para o meu problema na cor preta.Hoje estou com uma ansiedade inexplicável, sinto como se algo bom estivesse para acontecer. Depois que Anael me pe

  • Uma menina em minha vida   Capítulo Vinte Nove

    Agora com a respiração mais calma, desacelero meus passos e caminho devagar até a porta da enorme mansão, olho para a palma das minhas mãos e vejo vários arranhões, paro um pouco e me curvo para tentar diminuir a dor nas costelas, nessa posição vejo meu joelho também arranhado e sujo com um pouco de sangue que ainda escorre um pouquinho. Balanço a cabeça esquecendo esses arranhões e paro em frente a porta, estive tão focada em chegar até aqui mas não sei como começar a falar.Respiro fundo decidida a falar a verdade, toco a campainha e dou um passo para trás torcendo que Anael ainda esteja aí, ouço o barulho da chave sendo girada e a porta é aberta. Ana aparece com um semblante triste.— Olá Ana, Anael está? — pergunto trocando o peso de um pé para outro devida a dor.— Oi querid

  • Uma menina em minha vida   Capítulo Vinte e Oito

    Estou caminhando pelos corredores frios de um aeroporto, pessoas andam apressadas de um lado para o outro e não entendo o que estou fazendo aqui.Mais a frente avisto Anael andando apressado entre aquelas pessoas indo em direção ao portão de embarque, movida pelo instinto eu ando em sua direção. Esbarro em uma mulher e quando vou pedir desculpas percebo que ela nem sentiu o impacto e continua a conversar com o homem na sua frente, então sinto várias pessoas passarem por dentro de mim como se eu fosse um fantasma.Olho de um lado para outro tentando achar uma resposta para tudo aquilo mas não encontro e apenas sigo Anael, ninguém consegue me ver e a medida que caminho ao encontro dele mais estranho tudo fica.O encontro entregando os documentos ao atendente para ser liberado para entrar no avião, depois de conferir a moça liberou sua passagem. Passo por ela e continuo caminhando atrás dele, nem olhei o destino do voo.—

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