INICIAR SESIÓNAdeline
— Ah! — gemo, arrastado, ofegante, ardendo.
Meus dedos penetram nos seus cabelos e apertam seus fios, mantendo-o ali por mais tempo. Seus dedos apertam o meu bico entumecido, enquanto sugadas fortes e famintas maltratam o outro seio.
— Oh, meu Deus! — Não seguro um grunhido, quando ele começa a fazer uma trilha de beijos, descendo pelo meu abdômen, até chegar ao pé da minha barriga.
A doçura dos seus beijos minúsculos é um contraste gritante com o aperto dos seus dedos em minhas carnes, que me faz delirar. A minha cabeça dá um giro de cento e oitenta graus quando ele abre as minhas pernas, e a sua língua serpenteia ávida pela minha intimidade. Na minha agonia, aperto os lençóis entre os meus dedos e solto um grito agudo quando seus dentes mordiscam o meu clitóris.
— Por favor! Por favor!
Suplico, perdida em uma dimensão de luxúria e ardor, quando dois dedos seus me penetram e se movem em conjunto com sua boca. Um ritmo luxurioso de estocadas bruscas e profundas, e de sugadas que chegam a roubar a minha capacidade de respirar. E quando estou prestes a explodir, ele para tudo, deixando-me frustrada e ardendo de dentro para fora. Observo-o ficar de pé. O seu olhar, ainda gelado e duro como uma pedra, encara o meu, enquanto as suas mãos desfazem a fivela do cinto da calça. Ele se livra das vestes que restaram e sobe no colchão, engatinha alguns centímetros e se encaixa com perfeição entre as minhas pernas. O seu corpo grande demais se inclina sobre o meu. E o seu rosto chega tão perto que é possível sentir a sua respiração aquecer a minha pele.
Penso em beijá-lo. Tocar a sua face quadrada, mas logo o ar é cortado dos meus pulmões quando ele me penetra tão duramente. Suas mãos seguram as minhas. Seus dedos se cruzam nos meus, e no mesmo instante, ele as leva para acima da minha cabeça. Então começa a se mover. Firme. Forte. Profundo. Meus sons se tornam mais altos, quase escandalosos. E quando ele grunhe feito um animal enjaulado, me puxa para a beira do abismo, causando uma explosão capaz de me lançar do céu ao inferno.
No final, apenas os sons das nossas respirações preenchem esse quarto tão amplo. E ele se deixa cair ao meu lado, extremamente ofegante. Ainda estou me recuperando do impacto do prazer que esse homem foi capaz de me dar, quando ele simplesmente sai da cama e começa a vestir as suas roupas sem dizer uma palavra.
Intrigada, ergo parcialmente o meu corpo.
— O que você…
Penso em perguntar. Entretanto, ele faz algo que faz o meu sangue ferver brutalmente em minhas veias.
— Mas, o que é isso? — questiono atordoada, sentando-me no meio da cama e encarando as dezenas de notas de cem euros espalhadas pelo colchão.
— O seu pagamento. Você foi extraordinária e mereceu cada centavo.
Abro a boca e balbucio, mas nenhuma palavra sai. Contudo, salto para fora da cama, junto cada nota, amassando-as com força entre os meus dedos, e jogo tudo na cara dele.
— Eu não sou a sua prostituta! — grunho irritada.
Ele parece não se abalar com a minha reação.
— Eu não disse que você era uma — rebate, calmo, sem vida. Tão frio quanto uma pedra de gelo.
— Acontece que o seu dinheiro fala por si só.
O encaro duramente.
— As pessoas costumam ter um preço, garota. Eu achei justo pagar o seu valor…
— Vai se foder! — O interrompo, possessa, e começo a recolher as minhas roupas.
— Não. — Ele ralha, implacável. — Porque eu já fiz isso com você.
Sem pensar duas vezes, desfiro um tapa no seu rosto com tanta força que ele chega a virar o rosto para o lado. Termino de me vestir e arrimo a minha bolsa a tiracolo no meu ombro.
— Leve a merda do seu dinheiro, seu imbecil! — rosno, e saio do quarto no mesmo instante, batendo a porta com força.
***
Na manhã seguinte…
— Bom dia, meu amor! — Ouço a voz animada de minha mãe e me forço a abrir uma brecha de olhos preguiçosos, seguida de um resmungo manhoso, usando o travesseiro para cobrir o meu rosto da claridade que vem lá de fora.
— Só mais um pouquinho, mami! — A minha voz sai arrastada e preguiçosa.
— Nada disso, senhora Especialista em Relações Corporativas e Gestão de Crises do Grupo Vitale.
Vitale. A menção desse nome me faz abrir abruptamente os olhos.
— Que horas são? — Dou um salto exasperado para fora da cama.
— Calma, filha! — Papai adentra o quarto no mesmo instante. — Ainda está cedo. Só queríamos fazer uma surpresa para você antes de sair para o seu primeiro dia.
Só então percebo os balões coloridos, o buquê de flores simples e uma pequena bandeja com café da manhã.
Sorrio.
— Ah, pai, mãe! — digo emocionada e os abraço de uma só vez, e eles me abraçam também.
— Estamos muito orgulhosos de você, filha! — Recebo um beijo casto no topo da minha cabeça antes de me afastar.
— Você merece tudo isso e muito mais. — Mamãe completa.
— Obrigada! Vocês são demais. — Olho para a bandeja. — Oh, o que temos aqui? — Aproximo-me mais animada.
— O que mais seria? — Claire retruca, divertida. — Seu pai fez as suas panquecas preferidas e ainda acrescentou calda de chocolate por cima.
— E o seu suco de tangerina que tanto ama. — Ele completa. Meu sorriso se amplia.
— Vocês são os melhores!
Ávida, beijo suas bochechas exageradamente, arrancando risos alegres.
— Essas flores são para o seu escritório, filha.
Capítulo 12Jeremiah Callahan— Eu sabia! — David retruca brincalhão enquanto carrega um fardo de feno para dentro do galpão de madeira. — Você a forasteira, hein?Não digo nada, apenas continuo fazendo o meu trabalho.— E você vai deixá-la ir embora assim? Quer dizer, é a primeira vez que se apaixona de verdade por uma garota. Não é justo.— O que você quer que eu faça? Eu me declarei pra ela. Agora é ela quem decide.—Se declarar por mensagem não é a mesma coisa, Jeremiah — rebate, dessa vez mais sério. — Você devia ter beijado aquela mulher naquele quarto. Devia ter olhado dentro dos olhos dela e dizer cada palavra…— Eu não podia. — O interrompo.Frustrado, paro de mexer no feno.— Não queria que ela se sentisse pressionada como o ex fez com ela.— Ainda não entendo. Como você consegue domar cavalos selvagens, mas não consegue domar o próprio coração? Cara, a mulherada gosta de se sentir pressionada por um homem… no bom sentido, claro.Me pergunto se existe um bom sentido para pre
Capítulo 11Marilu CooperEm lágrimas, entro no meu quarto e fecho a porta, encostando-me na madeira fria. O que há de errado com esses homens? Por que eles precisam resolver as coisas dessa maneira? Eu não sou a droga de uma mocinha em perigo para ser resgatada sempre que eles quiserem.O Greg me sufocou com atitudes impensadas e eu não estou disposta a viver tudo isso outra vez.Respiro fundo, aproximo-me da cama e largo a minha bolsa em cima dela. Pego meu celular e envio uma mensagem para Nicole.… O Greg esteve aqui. Acredita que ele quis me forçar a voltar com ele? Imbecil!Espero ela responder, mas ela não me responde.… Eu conheci alguém.Deixo-me cair no colchão e encaro o teto por alguns segundos.… Por um instante eu pensei que ele era especial. Mas ele é igual a todos que eu conheci. Ah, amiga, eu cheguei a sonhar com uma vida diferente. Um rancho. Um cowboy apaixonado. Piqueniques em tardes ensolaradas.Sorrio, mas uma lágrima escapa, molhando a lateral do meu rosto.… Eu
Capítulo 10Jeremiah Callahan… E você? … O que tem eu?… Como é Jeremiah Callahan, o cowboy de Silver Creek?Essa pergunta me pegou de jeito. Não é como se eu nunca tivesse me envolvido com uma garota antes. Eu me envolvi, mas nunca me apaixonei. Então sim, acho que quebrei alguns corações desavisados. Não sou tão perfeito como todos dizem e pensam. Eu sou falho como qualquer pessoa. Mas, o que ela pensaria se eu contasse a verdade?Talvez fosse melhor contar. A verdade é que Marilu Cooper mexe comigo de uma forma estranha, confusa, intensa. E por mais que eu queira afastá-la de mim, o meu corpo exige o corpo dela. E é exatamente por isso que ela está aqui, dormindo em minha cama depois de fazer sexo madrugada adentro.Ela é simplesmente viciante.E quando os seus olhos se abrem preguiçosos para mim, sinto que o meu coração quer rasgar o meu peito.— Bom dia, forasteira! — falo baixo demais. Rouco.E o sorriso que ela abre para mim me dá uma certeza convicta. Eu quero esse sorriso t
Capítulo 9Marilu Cooper— Acho que não é uma fratura exposta. — A menina prende a respiração. — Mas pode ser uma entorse ou uma fissura. Não vamos forçá-la a levantar.Ergue o corpo e olha para um rapaz que saiu da casa.— Ligue para o doutor Miller. Diga que preciso dele aqui o mais rápido possível.O rapaz assente, pega o celular e se afasta em seguida.— Você acha que ela vai ficar bem? — A menina pergunta com a voz embargada.Jeremiah sorri.— Acho que ela é mais forte do que você imagina.— Parece que está sentindo muita dor.— Vamos fazer o seguinte: peça para o seu pai levar a égua para o estábulo. Ela precisa se acalmar. Enquanto isso, farei uma compressa fria. Isso deve ajudar a sua potrinha a esperar o veterinário. O que acha?Mesmo apreensiva, ela sorri. Contudo, corre para dentro de casa.— Ora, ora — cantarolo, aproximando-me. — Não sabia que bancava o doutor Dolittle nas horas vagas — brinco.— Gosto de ajudar as pessoas. Só isso.Ele pega uma toalha, mergulha-a em uma
Capítulo 8Marilu CooperEle é diferente. Penso enquanto saboreio a tão famosa torta de mirtilo selvagem. E ele tem razão: ela é mesmo uma delícia. Acompanhada de um bom vinho, então. Em pouco menos de vinte minutos, estou sentada de frente para esse cowboy e percebo o quanto é querido por todos. Os moradores da cidade fazem questão de cumprimentá-lo. Garotinhas sonhadoras lançam risinhos para ele, tiram fotos com ele, e incrivelmente ele consegue ser atencioso com todo mundo.— Me conta? — Jeremiah fala algum tempo depois, despertando-me. — Como é a Marilu Cooper em Nova York?Dou de ombros.— Não sou diferente do que você está vendo na sua frente. — Abro um sorriso de lado. — Sou fotógrafa e amo o que faço.— E tem algum pretendente? Um namorado? Marido?Ergo as sobrancelhas.Não deveria responder, mas me pego respondendo mesmo assim.— Não. Não. E não. — Faço uma pausa breve. — Na verdade, eu tinha alguém que amava muito e que julgava especial.— Julgava? No passado?— O Greg costu
Capítulo 8Jeremiah CallahanHoras mais tarde…— Hum, o cheiro está maravilhoso. — David fala ao sentar-se à mesa.Penso em rebater, mas o celular da fotógrafa faz outro sinal de mensagem. Novamente luto para não bisbilhotar, mas sou vencido pela minha curiosidade de novo.… E então, encontrou algum cowboy gostoso que te fez subir pelas paredes?Praticamente me engasgo com a minha bebida. David me lança um olhar estranho.— Você está bem? — Ele pergunta sem esconder sua curiosidade.Meneio a cabeça em um sim e leio a próxima mensagem.… Eu realmente espero que sim.… Marilu Cooper, não me ignore!… A não ser que esteja dando para um homem forte e lindo.… Ok, eu te perdoo!… Por favor, me diz que está transando feito uma coelha safada!Disparo em uma gargalhada sonora.— O quê? O que foi? — David inquire ainda mais curioso.Saio da mesa.— Não é nada. Eu preciso resolver umas coisas.— Isso, me deixa no vácuo.Ele retruca, porém o ignoro completamente, enfiando o celular dentro do bol







