INICIAR SESIÓNAo chegar em casa, Luca desceu do carro e pegou Sofia nos braços. Dwayne parou logo atrás dele, observando com preocupação.
— Irmão, ela está fria... E o olhar dela está vazio, sem emoção. Melhor chamar um médico. — Concordo. Vou ligar para o doutor Lewis agora mesmo. Sem perder tempo, Luca levou Sofia para um quarto em frente ao seu. Achou mais seguro mantê-la por perto, caso ela precisasse dele. — O médico chegará em vinte minutos — informou Dwayne. — E agora? Como vai ser? Você pagou caro por ela... Ela vai ser sua mulher ou o quê? Luca suspirou, passando a mão pelo rosto. — A garota é virgem. E não, ela não vai ser minha mulher. Pelo que percebi, não tem pai nem mãe. A única parente de sangue quis prostitui-la. Eu... Eu não sei o que deu em mim, mas algo mais forte do que eu não me deixou ficar ali parado, assistindo o terror nos olhos dela. Cara, não sei explicar. — Então ela está livre para ir embora? — Não! — Luca respondeu de imediato. — Não dá, irmão. Não posso deixá-la ir. Ela é jovem demais, um peixe pequeno em meio a tubarões. Vão devorá-la viva. Dwayne cruzou os braços, avaliando o amigo. — Então como vai ser? Estou aqui para o que precisar. — Tudo que ela precisa saber é que é minha. Só pode sair daqui acompanhada por mim ou por você. Fugir? Nem pensar. Mas, ao mesmo tempo, não vou obrigá-la a ter qualquer tipo de relacionamento comigo. Sofia só precisa achar que tem. E quando eu souber que ela está segura, capaz de andar com as próprias pernas e estabelecida na vida, eu a deixo ir. Dwayne arqueou uma sobrancelha. — E se você se apaixonar por ela? Porque, irmão... A garota é gata, e muito. Luca soltou um riso seco. — Eu sei... Vai ser difícil não acontecer. E o pior? Ela é baixinha. Meu tipo todinho. Vou ter que conviver com essa tentação bem na frente do meu quarto todos os dias... Vai ser muito banho frio. Dwayne riu, balançando a cabeça. — Você nunca fez isso por ninguém. O que faz dela especial? Luca ficou em silêncio por um momento antes de responder: — Os olhos... Os olhos dela têm uma dor tão familiar. Antes que Dwayne pudesse dizer algo, ouviram batidas na porta. — Deve ser o doutor Lewis — disse Dwayne. — Vou levá-lo lá em cima. O médico examinou Sofia rapidamente e suspirou. — Ela precisa de descanso e um remédio para dormir. Se continuar assim, aconselho levá-la a um profissional de saúde mental. Por enquanto, é só o que posso fazer. — Obrigado, doutor Lewis. Boa noite. Após a saída do médico, Luca pediu a uma funcionária que ajudasse Sofia a tomar um banho e depois a colocasse na cama. A garota parecia uma boneca—onde a colocavam, ela ficava, imóvel. Quando os olhos dela finalmente se fecharam sob o efeito do remédio, Luca foi para o próprio quarto. Deitou-se, mas o sono não veio. Passou a noite inteira encarando o teto. Depois de deixar Luca com Sofia, Dwayne foi para casa. As coisas iam ficar estranhas... Dois dias depois, o telefone tocou. Era Luca. — "Irmão, já tem dois dias e a mina parece uma boneca. Não sei mais o que fazer. Me ajuda." — Estou indo aí. Ao chegar à mansão, Dwayne viu uma loira bonita parada no portão. Franziu a testa e se aproximou. — Procurando alguém, princesa? A garota se virou para ele, visivelmente nervosa. — Oi, me chamo Emi. Sou amiga da Sofia. Estou muito preocupada. Posso vê-la? Prometo que será rápido. Por favor. Dwayne analisou a sinceridade em seu olhar e assentiu. — Claro. Vem comigo. Ao entrarem, encontraram Sofia sentada no sofá, apática. Mas, assim que viu Emi, algo mudou. Foi como se ela despertasse de um transe. Sem hesitar, correu até a amiga e a abraçou, chorando de forma desesperada. O som do choro de Sofia era de partir o coração. Luca e Dwayne apenas observaram, sem saber como reagir. Dwayne lançou um olhar para o amigo. — Pelo menos ela não parece mais uma boneca viva. Luca permaneceu calado, ainda processando a cena. — E de onde você tirou essa garota? — perguntou ele. — Ela estava no portão e disse que era amiga dela. Vi que estava sendo sincera... E o resultado foi o melhor. Os dois ficaram à distância, observando Sofia e Emi abraçadas no chão, chorando juntas.A casa estava em plena atividade enquanto Sofia, Emilly, Irina, Tony e Nora se dedicavam à decoração de Natal. Enquanto isso, Luca, Draco e Dwayne haviam saído para o Walmart com uma extensa lista de compras. Com nove crianças e oito adultos para alimentar, era essencial garantir que nada faltasse.— Acho que acordar às sete da manhã foi bem produtivo. Já são dez horas e conseguimos decorar a casa e o quintal. — comentou Emilly.— Sim! — concordou Tony. — Draco me disse que eles já estão chegando e compraram tudo que estava na lista.— Ótimo! Então, vamos para a cozinha separar os utensílios e dividir as tarefas. — sugeriu Sofia.Pouco depois, os homens chegaram. Luca se aproximou de Sofia e lhe deu um beijo, ainda segurando as sacolas. Dwayne fez o mesmo com Emilly, enquanto Draco beijava Tony.— Pequena, vamos tomar um banho e pedir algumas pizzas para ficarmos com as crianças enquanto vocês estão aqui. Mas, se precisarem de ajuda, é só chamar. — disse Luca.— Obrigada, grandão, mas
Luca e Sofia finalmente pararam em casa após meses de viagens exaustivas. Sofia olhou para Luca com um olhar inquisitivo.— Então você está querendo tirar quinze dias para nós? Mas ainda temos cargas importantes para receber, e ainda tem aquele lunático que só negocia conosco. Como isso vai ficar?Luca sorriu, observando a mulher à sua frente. Era difícil acreditar que sua pequena havia se transformado nessa mafiosa profissional. Ele riu, chamando a atenção dela.— Qual é a graça? — Sofia questionou, cruzando os braços.— Estava aqui lembrando de quando você chegou... Frágil, parecendo uma boneca de tão linda e pequena. Dwayne sempre teve razão. Eu me apaixonei por você no instante em que a vi naquela gaiola. No fundo, eu sabia que não conseguiria fazer o que minha mente dizia para fazer.Sofia sorriu levemente e, após um instante de hesitação, disse:— Quer saber quando me apaixonei por você?— Você sempre disse que não sabia quando se apaixonou por mim.— Eu menti... Tinha medo do q
Dwayne retornou para a Itália sentindo o peso da ausência de Luca e Sofia. Ele gostaria que tudo fosse como antes, mas algumas decisões difíceis precisavam ser tomadas, mesmo que nem sempre fossem agradáveis.Ao chegar em casa, olhou ao redor e sentiu falta das crianças correndo pela sala, assim como da imagem de Sofia e Luca trocando beijos discretos pelos cantos. Suspirou fundo e seguiu para o escritório.Emilly entrou e fixou o olhar nele.— Pode falar, amor.— Você também está sentindo, né?— Vamos nos acostumar, e quando a saudade apertar, sempre podemos passar uns dias com eles.— Eu amo você... Agora, chefe, o que tem para mim?Ela ajeitou a postura, lançou um olhar frio e ergueu o queixo.— Temos uma parceria para fechar com Dmitri na Rússia e, depois, algumas negociações com fornecedores em algumas cidades.— E está esperando o quê?Dwayne afastou a cadeira até encostar na parede, bateu no colo com uma das mãos e, com a outra, chamou Emilly, que se aproximou com um sorriso se
Após sua vitória sobre Andrei Petrov, Dmitri levou Charlotte e Felipe para conhecer toda a Rússia, afinal, eles eram seus herdeiros. Felipe demonstrava traços marcantes de sua personalidade, o que encantava Dmitri.Charlotte e Dmitri foram juntos ao cartório e registraram uma nova certidão de nascimento para Felipe em Moscou. O menino estava radiante com seu novo sobrenome, Romanov. Como Charlotte e Dmitri haviam se casado, ela também passou a usar apenas o sobrenome dele, o que o deixava muito feliz.Luca visitou Dmitri acompanhado de Sofia para apresentá-la oficialmente como sua subchefe na máfia. Alguns dias depois, foi a vez de Dwayne, que chegou à Rússia para apresentar Emilly como sua subchefe na máfia italiana. Durante essa visita, estabeleceram uma parceria promissora, já que Dmitri nunca recusava bons negócios.Após semanas viajando pelo país, a família resolveu passar um tempo em casa. Charlotte adorou conhecer toda a Rússia e, durante uma conversa, mencionou o desejo de via
Draco observava que as coisas estavam indo muito bem. Dwayne havia voltado para a Itália com sua família, mas os dois ainda se falavam diariamente por chamadas de vídeo e ligações. Ele ajudava Luca a treinar Sofia, pois ser subchefe da máfia já não era uma tarefa fácil para um homem, e para uma mulher, o desafio era ainda maior.Contudo, Sofia o deixava extremamente orgulhoso. Seu jeito teimoso de resolver as coisas se encaixava perfeitamente no novo cargo, e ela parecia muito feliz.Tony havia pedido para que ele voltasse mais cedo para casa, mencionando que precisavam conversar. Draco esperava que não fosse nada difícil de resolver. Ao chegar, encontrou Tony na cozinha. Antes de se juntar a ele, foi até o quarto de Justin, deu um beijo no filho, que brincava animadamente, e depois passou pelo quarto de Ellie, que dormia serenamente, deixando-lhe um beijo carinhoso.Seguiu para o próprio quarto, tomou um banho e vestiu uma bermuda antes de retornar à cozinha. Agora limpo e perfumado,
Luca e Dwayne estavam no escritório conversando quando Luca teve uma ideia.— Dwayne, o que acha de uma festa para casais? Podemos sair um pouco com as meninas, mas sem ficar fora por muito tempo por causa das crianças.— Podemos começar na boate e terminar aqui na piscina, por exemplo. Vai ser bom aproveitar, já que Emilly, as crianças e eu voltaremos para a Itália, e só Deus sabe quando nos reuniremos novamente — respondeu Dwayne.— Isso é verdade... Sei que para nós dois será difícil. Afinal, é a primeira vez em anos que realmente moraremos em países diferentes. Isso me deixa triste, mas, ao mesmo tempo, feliz pelas nossas famílias e conquistas.— Quem diria que eu me tornaria chefe da máfia? Eu era seu subchefe e era feliz assim, mas hoje tenho minha própria organização para comandar. No entanto, a verdade é que era muito melhor quando trabalhávamos juntos. A vida segue caminhos diferentes, mas, apesar de tudo, seguimos rumos parecidos. Não se preocupe, irmão, quando eu estiver em