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Vendida para os Alfas
Vendida para os Alfas
Autor: Leide

vida na cidade

Autor: Leide
last update Data de publicação: 2025-08-01 03:27:08

Amara

O despertador toca sem parar, mas tudo o que eu mais quero é continuar na minha cama. Infelizmente, tenho que trabalhar para garantir o aluguel deste apartamento e os meus estudos. Trabalho numa grande empresa de advocacia. Sou secretária e, por sinal, ganho muito bem — o suficiente para pagar minha faculdade e dividir um apartamento com minha amiga Jaqueline.

Faz quatro anos que deixei a casa dos meus pais no interior e vim morar na cidade grande. Meu sonho sempre foi me formar e ser professora. Quero voltar para a pequena cidade onde cresci e dar aula para as crianças de lá.

Parece uma coisa boba, mas gosto muito de crianças, também ainda não me acostumei a vida de cidade grande, mesmo fazendo 4 anos que estou aqui.

— Mara, você vai se atrasar de novo! — grita minha amiga Jaqueline.

— Já estou indo! Só falta achar meus sapatos.

— Estão debaixo da cama! — ela responde, já me esperando na porta.

Nós duas trabalhamos no mesmo escritório e gostamos das mesmas coisas. Só estamos fazendo cursos diferentes na faculdade: Jaqueline quer ser advogada. Acho lindo o sonho dela, mas é uma profissão muito difícil. Vai demorar para ela conseguir ter seu próprio escritório. Na maioria das vezes, os jovens advogados trabalham para grandes empresas antes de conquistar qualquer independência.

O escritório onde trabalhamos tem vários advogados, mas os principais donos são Renato e Julian, dois irmãos extremamente chatos e arrogantes. Eu tento ficar o mais invisível possível, mas, mesmo assim, ainda sou alvo dos comentários e olhares deles. O que salva aquele lugar é Alice, uma das sócias e prima dos dois. Ela é educada, simpática e sempre nos trata muito bem.

Fora isso, não tenho muito o que reclamar. Passei por maus bocados quando cheguei na cidade. Foi difícil conseguir um bom emprego. Fiz vários bicos, trabalhei em lanchonetes e até em casas noturnas. Nessas, não gostei nem um pouco — homem bêbado acha que toda mulher que trabalha lá é prostituta. Eu trabalhava na bilheteria, e mesmo assim era alvo de muitos. Até que um dia apareceu um cara estranho, bonito e com cara de poucos amigos. Ele me perturbou tanto que fiquei com medo e pedi demissão no mesmo dia. Nunca mais voltei.

Por sorte, comecei como auxiliar no escritório e logo fui promovida a secretária. Mas, daqui a alguns meses, vou sair desse trabalho e voltar para a casa dos meus pais. Eles têm uma pequena propriedade no interior, criam gado, têm plantações e uma paz que essa cidade poluída jamais vai me dar.

Mas a vida não é só trabalho e estudo. Eu tenho um namorado: o nome dele é João. Bonito, inteligente, também está estudando aqui. Ele mora em outra cidade, mas os pais têm dinheiro e bancam a vida boa dele, sem que ele precise trabalhar.

Ele disse que, assim que nos formarmos, vai me levar para conhecer a família dele e, depois, quer se casar comigo. Fico feliz, mas, no fundo, acho que não o amo o suficiente para casar. Além disso, pretendo voltar para minha cidadezinha e ser professora das crianças.

A aula hoje está especialmente chata. Jaqueline já foi embora. Acabei de entregar meu trabalho e esperei até a última aula terminar. Hoje é sexta-feira e a faculdade está quase vazia.

No estacionamento, João está me esperando. Ele está com uma calça jeans apertada, uma camisa de botão e aquele sorriso cafajeste no rosto.

— E aí, gata, vamos curtir a noite? — diz, me abraçando pela cintura.

— Achei que não fosse me convidar. Preciso beber alguma coisa e, principalmente, fazer bastante sexo pra relaxar depois dessa semana infernal — respondo, beijando seus lábios.

Saímos para dançar e encontramos alguns amigos. Bebi bastante e depois fomos para o apartamento dele. João mora em um lugar luxuoso na zona sul. Não tem muitos empregados, só uma mulher que vai lá de vez em quando para limpar e cozinhar algo, já que ele passa a maior parte do tempo na faculdade. João está estudando engenharia e vive ocupado.

Ele beija minha boca com força enquanto suas mãos deslizam pelo meu corpo. Minha vagina começa a esquentar de tanto desejo. Em pouco tempo, estamos nus. Ele chupa meus seios com vontade, sua boca desliza até o meio das minhas pernas e sua língua me toca, me fazendo gemer alto.

João é habilidoso, e logo atinjo o orgasmo. Ele me penetra com força e rapidez, me enlouquecendo a cada estocada. Eu monto nele e cavalgo com vontade, até ele me virar de bruços e me penetrar por trás. Nosso sexo é sempre intenso. Em pouco tempo, estamos ofegantes, suados e largados na cama.

Não vou negar: eu adoro sexo. E fazer sexo com ele é uma das melhores coisas que já me aconteceu. Não que eu tenha tido muitas experiências, mas ele é maravilhoso e intenso.

Eu sei que logo terei que me separar dele. Assim que me formar, voltarei para minha cidade, e tudo isso será apenas uma lembrança. Mas agora, tudo o que quero é curtir o momento. Abraço o corpo de João, encosto minha cabeça no peito dele e adormeço tranquilamente.

Mas quando o sono me envolve, os sonhos me perturbam.

No sonho, sempre estou fugindo. Criaturas pavorosas me perseguem pela floresta. Todas as noites, tenho o mesmo pesadelo. Às vezes vejo vultos de pessoas, outras vezes apenas monstros. Não sei o que isso significa. Só sei que são sonhos terríveis. E a única coisa que me faz escapar deles é acordar.

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