INICIAR SESIÓNDAIANA
De início não dou muita importância, pois ele havia me avisado que iriamos ver todas as clausulas do contrato, juntamente com a gerente, para que caso eu não concorde com algo seja breve e informe para que eles decidam se irá continuar com minha contratação ou não.Assim que entramos, fiquei ainda mais impressionada com toda beleza do local, moderno com tons avermelhados em luzes de led, e tons de carvalho. A recepcionista já estava a nossa espera, e nos acompanha até a sala da gerente. Chego mais perto de Ben e seguro em seu braço.- Aqui é muito lindo, não sei se estou à altura disso tudo. – Sorrio meio nervosa.- Fica calma, se você foi chamada. Quer dizer que está a altura sim. – Surra em meu ouvido.Respiro fundo, assim que a recepcionista nos indica o lugar para aguardar, fico olhando ao redor. Existem salas com paredes em vidro, consigo ver alguns ensaios e escolhas de casting. Acabo me distraindo tanto que não escuto quando finalmente sou chamada, Ben tem que me cutucar para que eu volte a realidade.- Desculpa... Estava admirando. – Sorrio sem jeito e me levanto.- Daiana, essa é Lillit a gerente e agenciadora da Vênus. - Me aproximo e comprimento com um sorriso.- Prazer Lillit.- Prazer será todo meu, Daiana. Seu casting é maravilhoso e você é dona de uma beleza magnífica, era algo que procurava a tempos. Podemos entrar e conversar. – Ela caminha em direção a sua sala e nos a acompanhamos.Lillit é uma mulher madura, postura determinada e de alta confiança em si mesma. Isso está ficando cada vez mais assustador, não tenho a certeza de que sou compatível com isso tudo. Me sento na cadeira a sua frente, seguida de Ben ao meu lado. Coloco a pasta em cima da mesa e abro a mesma.- Daiana, antes de você ler atentamente o contrato, quero conversar com você a respeito. – Ela se senta e cruza suas pernas me olhando atentamente.- Claro, podemos conversar. – Sorrio sem jeito, meia desconfortável.- Relaxa, não há nada que você possa temer. Creio que você conhece a Vênus, por inúmeras notícias espalhadas por aí. Mas te asseguro que vai além de boatos sem fundamentos.- Estou disposta a ouvi-la. – Me recosto na cadeira a encarando. Já que ela quer minha atenção, que assim seja.Sua postura muda e sua voz se torna mais firme. – Daiana, tudo o que conversamos aqui será totalmente confidencial, ninguém poderá saber, a não ser seu agente. – Vejo o papel que ela empurra em minha direção, com uma caneta.ANEXO VII – TERMO DE CONFIDENCIALIDADEVÊNUS MODEL, abaixo firmado, vinculado nestes termos ao Contrato n° 2023, como Contratada a DIANA CLARK, assumo o compromisso de manter confidencialidade e sigilo sobre todas as informações técnicas e outras relacionadas à CLIENTES.Por este Termo de Confidencialidade compromete-se:I. A não utilizar as informações confidenciais a que tiver acesso, para gerar benefício próprio exclusivo e/ou unilateral, em prejuízo a atividade produtiva e/ou intelectual da CONTRATANTE, sob pena de responder perante as normativas de direito civil e penal vigentes;II. A não efetuar nenhuma gravação ou cópia da documentação confidencial a que tiver acesso relacionada à CONTRATANTE, sua atividade, casting e/ou lista de clientes;III. A não se apropriar para si ou para outrem de material confidencial e/ou sigiloso que venha a ser disponibilizado no momento da análise, consultorias e/ou proposição e implementação de book;IV. A não repassar o conhecimento das informações confidenciais da CONTRATANTE, sua atividade, clientes e/ou casting pessoal, responsabilizando-se por todas as pessoas que vierem a ter acesso às informações, por seu intermédio, e obrigando-se, assim, a ressarcir a ocorrência de qualquer dano e/ou prejuízo oriundo de uma eventual quebra de sigilo das informações fornecidas.Neste Termo, as seguintes expressões serão assim definidas:“Informação Confidencial” significará toda informação revelada relacionada a lista de clientes acima descrita, através da execução da assinatura do contrato de trabalho, a respeito de, ou, associada com a avaliação, sob a forma escrita, verbal ou por quaisquer outros meios.“Informação Confidencial “inclui, mas não se limita, à informação relativa aos ensaios, processo de casting, planos de atuações, informações sobre segredos de negócios, dados habilidades especializadas, fluxogramas, especificações, diagramas, patentes reveladas durante a execução do serviço.“Avaliação” significará todas e quaisquer discussões, conversações ou negociações entre, ou com as partes, de alguma forma relacionada ou associada com a apresentação da proposta de trabalhos, consultoria e/ou encaminhamento de soluções acima mencionadas.A vigência da obrigação de confidencialidade, assumida pela minha pessoa por meio deste termo e por conseguinte doravante denominada CONTRATADA, terá validade de Contratação dos serviços e disponibilização de informações por parte da CONTRATANTE, enquanto a informação não for tornada de conhecimento público por qualquer outra pessoa e/ou pela CONTRATANTE, ou ainda, mediante autorização escrita, concedida à pessoa da CONTRATADA pelas partes interessadas neste termo.Pelo não cumprimento do presente Termo de Confidencialidade, fica o abaixo assinado ciente de todas as sanções judiais que poderão advir._____,__ de _________ de 2023.Assinatura: ________________Testemunhas: _____________________________________________________________________________Ao terminar de ler, assino o mesmo e empurro novamente em sua direção.- Existe mais algo que eu precise guardar em sigilo? – Pergunto meio debochada, com um sorriso presunçoso.- Daiana, a partir de agora, tudo que você ler ou ouvir dentro da Vênus, será de sigilo absoluto. Então podemos prosseguir. – Ela se levanta e pego um pouco de café. – Desejam beber algo?- Não, muito obrigada. – Falamos em uníssono.- Em seu contrato de Trabalho, verá que existe termos que será ou não alterados de acordo o interesse do cliente que solicitará seus serviços como acompanhante. – Retornando a sua cadeira ela olha em meus olhos. – Por tanto, você terá que ficar totalmente disponível para Vênus, seja a qualquer horário.A possibilidade de ter um cliente me apavora, mas não tenho para onde correr. Apenas aceitar o inevitável, preciso de dinheiro e essa será a oportunidade.OliverOs últimos meses foram calmos, surpreendentemente calmos. Desde que as ameaças cessaram, a vida ao lado de Daiana pareceu entrar em um ritmo mais tranquilo, focado nos preparativos para a chegada do bebê. Optamos por não saber o sexo, deixando esse mistério para o grande dia, algo que me ajudava a imaginar um futuro mais leve. Eu estava começando a acreditar, pela primeira vez, que nosso passado estava realmente ficando para trás.Mas a última semana da gravidez de Daiana trouxe de volta um tipo de ansiedade que eu não sentia há muito tempo. Em um canto da minha mente, algo me dizia que nossa paz era frágil, e que um perigo invisível ainda nos cercava.O grande dia, finalmente, chegou.9 meses completos....O som de Daiana me chamando no meio da madrugada me tira do sono de maneira abrupta. Ainda meio desorientado, levo um segundo para entender o que está acontecendo, mas a expressão dela, as mãos segurando o lençol com força, a respiração pesada e urgente… não deixam dúvidas.
DaianaDe repente, ouço passos, leves, quase abafados, vindos de algum lugar na escuridão. Meu corpo inteiro se enrijece, o pavor apertando meu peito.— Oliver, é você? — Tento manter a voz firme, mas o tremor na minha voz revela o quanto estou assustada. Espero, tentando decifrar se é ele, mas não ouço resposta. Apenas o som dos passos, se aproximando lentamente.Decido descer, cada passo me deixando mais tensa. Minha mente está a mil, pensando em tudo o que Oliver acabou de me contar, em cada segredo que ele guarda, em cada ameaça que paira sobre nós. E, ainda assim, ele tentou me proteger de tudo isso. Agora, no entanto, sinto que estamos no centro de algo muito maior, e que talvez não haja escapatória.Finalmente, chego ao andar de baixo. O silêncio é quase ensurdecedor. Caminho até o escritório, a porta entreaberta, e toco a madeira fria antes de empurrá-la. A escuridão continua ali, impenetrável.— Oliver? — Chamo mais uma vez, e dessa vez ouço algo.Um ruído abafado, vindo de a
Daiana O abraço de Oliver me envolve, mas a tensão em seu corpo não passa despercebida. Sinto que ele está me segurando com força, como se quisesse me proteger de algo, e isso apenas intensifica o pavor que me corrói por dentro. Ainda estou estremecendo, com o pesadelo vívido na mente, a imagem de Brianna rindo enquanto segurava meu bebê grudada na minha memória.Soluço, tentando recuperar o fôlego enquanto ele acaricia meus braços, tentando me aquecer.— Eu... tive um pesadelo, Oliver. — Digo, minha voz tremendo. — Foi horrível... Era Brianna... ela estava levando o bebê... eu não conseguia me mover. Ela dizia que ele era dela, e eu... — Minha voz falha, e lágrimas descem pelo meu rosto.Ele respira fundo, e vejo uma sombra de preocupação escurecer seu rosto. — Shhh, Deusa. — Ele murmura, apertando-me ainda mais em seu abraço. — Foi só um sonho. Brianna não pode nos fazer mal. Você está segura. Nosso bebê está seguro.Mas as palavras dele não me confortam. Há algo na maneira como el
Oliver Fecho a porta do home office e respiro fundo, sentindo o peso de tudo o que aconteceu esta noite. A ligação ainda ecoa na minha mente, as palavras ameaçadoras se repetindo como um aviso sinistro. Eu não posso deixar que Daiana saiba. Pelo menos não agora. Ela já está lidando com tanto, e o último que ela precisa é de mais preocupação. Me sento na cadeira, encarando a tela do computador, mas minha mente está longe. Não consigo me concentrar em trabalho. As palavras do homem na ligação estão me consumindo, me fazendo pensar em todas as possibilidades e em como alguém poderia estar nos observando. Ele sabia demais. Sabia sobre o bebê. Sabia sobre nós. E isso só pode significar uma coisa: estamos sendo vigiados. Olho para o telefone na minha mão e penso em quem poderia me ajudar. Tenho contatos em várias áreas, mas neste momento preciso de alguém de confiança, alguém que possa me orientar sobre o que fazer e, se necessário, agir nas sombras. Alguém que entende esse tipo de ameaç
DaianaTudo bem ele não querer me preocupar agora, mas sei que tem algo errado, Oliver não é de pensar em sair da cidade quando existe coisas importantes para se fazer aqui, como o novo projeto de empresa dele. Mas tudo bem ele quer assim, mas meu sexto sentido diz que isso não uma simples sugestão. — Sim, claro. — Ele responde rápido demais, quase automático. — Só alguns problemas no escritório que preciso resolver. Ele beija minha testa, me fazendo fechar os olhos brevemente, Oliver se afasta, indo em direção a porta do quarto. — Preciso descer para o escritório, ver alguns assuntos urgentes da empresa. — Ele diz, sem me encarar diretamente nos olhos. — Mas estarei aqui embaixo, no home office. Qualquer coisa, me chama, ok? Eu o observo por um momento, tentando entender o que está acontecendo. É raro ele agir dessa forma, tão evasivo. Mas decido não pressioná-lo. Se é algo relacionado ao trabalho, ele vai resolver. Sempre resolve. — Claro. — Respondo com um pequeno sorriso, me
OliverDepois Daiana disse que não havia mais riscos em termos relações sexuais, pude tocar novamente o corpo dela, da melhor maneira que sei fazer. Pude beijar e acariciar sua barriga que já começa a crescer. O quarto está tranquilo, e Daiana está no banho, relaxando após o dia intenso. A água corrente e o leve som da música que ela colocou para tocar criam um ambiente de calma, e tudo o que eu quero é me deitar ao lado dela, abraçá-la e esquecer por algumas horas tudo o que está acontecendo lá fora.Estou prestes a me deitar, ajeitando os travesseiros, quando meu telefone vibra na mesa de cabeceira. Olho para a tela e vejo um número desconhecido. Meu corpo imediatamente se tensa. Algo me diz que essa ligação não é boa.Atendo sem dizer nada, esperando ouvir a voz do outro lado. A linha fica em silêncio por alguns segundos, apenas o som abafado de uma respiração irregular.— Quem é? — Pergunto, a voz mais firme do que eu pretendia.Uma risada baixa, quase debochada, quebra o silênci







