INICIAR SESIÓNMarcas
Autora: Edivania Rios Romance de Época – Anos 1950 Protagonistas: Linda e Leonardo Todos os direitos autorais reservados à autora citada acima. Qualquer uso parcial ou total sem autorização será considerado infração legal, nos termos da LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998. Fiquei profundamente intrigada: quem iria querer pôr um fim na vida de Leonardo? Que estranho... Minha tia já espalhou para toda a cidade o que eu lhe contei. Se arrependimento matasse, eu já estaria morta. Tenho certeza absoluta que foi ela quem armou tudo. Fiquei sabendo também que o pai de Moanizia não é flor que se cheire — é um homem cruel, capaz de matar. Deus me livre de gente assim. Mas eu quero tanto Rick... sou capaz de qualquer loucura por ele, capaz de jogar tudo para o ar. Linda, Linda, Linda... acalma-te. Não dá para desistir, não dá. Aproximei-me dele devagar, pondo no rosto o meu mais belo sorriso. — Rick, posso ficar aqui esses dias para ajudar a cuidar de Leonardo? — Claro que pode, mas primeiro vou avisar o pai dele. Se ele permitir que Leonardo fique aqui, você me ajuda a cuidar. Mas lembre-se: minha namorada também estará aqui, e você tem que respeitá-la. Senti os olhos encherem de lágrimas na hora, mas segurei o choro diante dele. Esse tolo não me merece. Mais tarde... Leonardo está com muita febre. O pai dele já esteve aqui — homem bonito, igual ao filho, não posso negar. Mesmo que eu não tenha nenhuma simpatia por Leonardo, ele é inegavelmente belo. Minha madrinha deixou que eu viesse cuidar dele, pois lhe disse que, estando perto de Rick, daria o golpe definitivo e tiraria tanto Leonardo quanto Marisa do meu caminho. De madrugada, resolvi andar pelo casarão. Ouvi gemidos vindos de um quarto: eram Rick e Marisa. Comecei a chorar sem perceber. Estou tão ferida com a recusa dele... sofro demais. Preciso dar um fim a essa dor que dilacera o meu peito. Ele, a quem eu julgava merecedor de todo o meu amor... como posso entregar meu coração a um homem que só me faz chorar? Meu coração terá que aceitar o que eu decidir. Não creio que esteja cometendo nenhum erro; não aceitarei arrependimentos, não me permito mais chorar. Estou furiosa. E você, Rick, será meu de qualquer jeito — vou prendê-lo para sempre na minha vida. Sou jovem, posso muito bem aproveitar a minha liberdade, e não ficarei encalhada. Afastei-me da porta daquele quarto imundo e desci as escadas que davam para os salões da casa, passando por um corredor amplo, com pinturas a óleo nas paredes, até chegar à sala de jantar. Ao lado ficava o quarto onde Leonardo estava hospedado. Tive uma ideia. Entrei; ele estava deitado, mas ao me ver, sorriu. — Você no meu quarto? Não veio me matar, não é? Ou veio? Você me odeia, não se esqueceu disso, não é? — Leonardo, sei que não somos amigos, mas quero te fazer uma proposta. Quer dinheiro para acabar com esse namoro de Rick e Marisa? Para destruir essa felicidade que não é minha? — Não preciso de dinheiro. Não tem outra coisa para me oferecer? — Ele me olhou de um jeito que mexeu comigo profundamente, despertando sensações que eu nem sabia que existiam. — Leonardo... até que tenho. Posso te pedir uma coisa? Sei que levou um tiro, mas eu preciso... preciso saber como é. Não é você quem eu quero, mas Rick não quer me dar isso, não quer me fazer mulher. Você aceita me fazer mulher? — Primeiro, Linda: não foi o meu membro que levou o tiro — ele aguenta muito bem o serviço. E aceito, estou com uma necessidade danada. — Jura? — Juro. Você é linda, tal como o seu nome diz: Linda. — Obrigada. Leonardo levantou-se, com aquele charme masculino intenso — ele sabe muito bem o poder que tem. — Mas você está com febre, Leonardo. — Já passa. — Vamos desistir, então? — Desistir por quê? Garotinha linda e atrevida... você é bela como me lembrava de outrora. Cresceu e se tornou uma mulher adorável. — Está apenas jogando palavras ao vento. — Linda, para eu te ter, não precisaria de quase nada. Você está movida pela raiva e pela curiosidade. Ele avançou sobre mim como se eu fosse a única fonte de água no deserto, beijando-me com força, segurando-me firme. O beijo na boca é bom... eu não imaginava que fosse assim. Que maravilha! Ele está me enlouquecendo. Comecei a tocá-lo também — ele é todo rijo, cheio de músculos no peito, na barriga, nos braços. Que calor! — Vamos parar, Leonardo... estou com medo. E se der errado? Não quero ter que pagar por isso depois. — Você vai me deixar assim, com a recusa no ar? — Olhei para ele, e vi que estava duro dentro da cueca. Como é possível ter algo assim dentro de si? Será que todos os homens ficam assim? Ou é só a minha imaginação? — Reconheça, Linda: você quer isso. É o seu sonho saber como é ter um homem dentro de você. — Ah... Leonardo, não pare! Continue, eu quero saber como é! — Falei, deixando que ele prosseguisse com os beijos e tudo o que ele quisesse fazer comigo. Ele levantou a minha camisola, passou as mãos nos meus seios, apertou-me contra a parede com desejo. — A sua primeira vez será um sonho de mulher. Vou te fazer sentir coisas que você nem imaginava que existissem. — Ah! — Ele desceu a mão, chegou à minha calcinha e começou a tocar-me com carinho. — Que maravilha, Leonardo... — Será ótimo, eu te prometo. O prazer será todo meu também, acredite. Sorri com doçura, mas por dentro estava cheia de dúvidas e de um prazer que me dominava. Ele tirou a própria roupa e perguntou se podia tirar a minha — eu acenei que sim. Ele ficou nu diante de mim, e também me despiu. Quando ele mostrou o seu membro, pensei: parece um cavalo. — Pega, Linda. É todo seu. Ele ficou ali, esperando que eu tivesse coragem de tocar. Quando o fiz, ele sorriu. É tão duro... meu Deus, como um pedaço de carne pode ser tão rijo? — Ah, Linda... que delícia! Como a amiga de Rick pode ser tão maravilhosa assim? Vou te deitar nessa cama. Abra as pernas e fique calma. Dói um pouco, mas fique calma — eu sei o que estou fazendo. Já tirei a virgindade de outras moças por aí, não se preocupe com nada. — Leonardo! — Calma, Linda. — Ele beijou meu rosto, desceu os beijos e sugou meus seios. Que loucura... meu corpo está amando cada segundo disso. — Linda, você é maravilhosa. Vou entrar devagar. Se doer, fale. — Sim... — Ele gemeu, e isso me deixou ainda mais louca. Eu tinha vergonha de gemer, mas ele gemia sem nenhum pudor. Começou a penetrar-me; estava ansiosa, mas também com medo e muita ansiedade. — Leonardo, está doendo! — Calma... isso é do interesse de nós dois. Só te peço um pouco de calma. Olhei para ele, toda envergonhada, enquanto ele ali, nu, sem nenhum traço de timidez. — Está encostado no seu hímen... fique calma. — Ai! — Conseguimos, Linda. Fizemos o que precisava ser feito. — Leonardo... o que será de mim agora? — Vai se casar com Rick, não é? É o seu sonho. E Marisa vai sair do seu caminho — prometo. Será que Leonardo vai mesmo me ajudar a cumprir essa promessa? Dia seguinte... — Linda... — Leonardo tocou a minha cintura como se estivesse prestes a abraçar algo muito precioso, com todo o cuidado do mundo, como se eu fosse especial. — Fala, Leonardo. — Nada. — Deu-me um beijo na boca e saiu. Tudo aconteceu exatamente como ele prometeu. Ele armou uma cilada para Marisa e fez com que Rick pensasse que ela o havia traído. Rick bateu tanto em Leonardo... eu deixei, pois não tinha forças para defendê-lo. Um mês e meio depois... Descobri que estou grávida de Leonardo — pois com Rick eu fiquei apenas aquela noite, e nada aconteceu entre nós. Marisa também disse que está grávida, mas Rick garantiu que não é o pai da criança dela, e sim Leonardo. Daqui a um mês, eu vou contar a ele que vai ser pai. Não vi mais Leonardo. Dizem que vários pais de moças querem matá-lo — uns por ele ter se envolvido com suas filhas, outros apenas por ser bastardo. Se ele fosse o filho legítimo, teriam obrigado ele a casar; mas como não é, dizem que ele não tem honra nenhuma. As moças todas querem se casar com ele, mas os pais proíbem. Eu as entendo... ele é um homem muito bom. Gostei mais do jeito dele do que do jeito de Rick. Parece que Rick não sabe ter aquela maldade, aquele desejo... Leonardo, sim, é perfeito no que faz.MarcasAutora: Edivania RiosHistória de época – Anos 1950Todos os direitos reservados – LEI Nº 9.610/98Capítulo 40Leonardo narrando...Minha mãe se casou; eu já tinha mandado construir uma casa nova para ela aqui na roça, e agora ela vive sorrindo para tudo, finalmente feliz.Um mês depois…A campainha tocou. Estava na cidade de passagem, sentado com as crianças assistindo à televisão, e fui atender. Quando abri a porta, era ele: o meu pai, o meu herói, o meu bandido.— Oi, pai! O senhor aqui em casa? Que surpresa, não esperava vê-lo.— Sim, filho. Vim perguntar à Linda se foi ela que quebrou o outro dente da Lia? Isso não pode continuar assim, a mulher está ficando banguela.— Vou chamá-la. — Gritei: — Ô, Linda!Ela apareceu com um pano de prato na mão, limpando as mãos como se estivesse terminando algum serviço. Minha mãe agora não larga o marido nem um minuto, então só ela estava ali com a gente.— O que foi, senhor Pedro?— Linda, ele quer te fazer uma pergunta — falei, já cur
MarcasAutora: Edivania RiosHistória de época – Anos 1950Todos os direitos reservados – LEI Nº 9.610/98Depois da festa de Ano Novo, tudo voltou ao normal. Passei no supermercado para trabalhar um pouco; um novo ano está começando, e os negócios estão a todo vapor.Sentei na cadeira, conferindo os cadernos: fazendo os balanços, anotando dívidas, quem pagou, quem ainda não pagou. Tudo estava em ordem, até que olhei para cima e vi minha mãe me fitando.— O que foi? — perguntei firme, deixando claro que ela não me intimida.— Filha ingrata! Te dei a vida e você me dá serviço de empregada! É dona de tudo isso aqui, poderia me dar uma vida confortável, mas prefere me humilhar!— Que ironia, a senhora querendo vida de princesa com o dinheiro do “bastardo” — me poupe, mãe. Vá trabalhar.Percebi que ela ficava cada vez mais agressiva. Sempre tem seus exageros de raiva, diz que é “muito nervosa”, e vive arrumando desculpas para esse jeito de ser.— Quero ser tratada melhor, como a mãe da don
MarcasAutora: Edivania RiosHistória de época – Anos 1950Todos os direitos reservados – LEI Nº 9.610/98Estamos arrumando tudo para o Ano Novo, deixando cada coisa no seu lugar certo. Os pais e tios da Linda vão trabalhar no supermercado até às oito da noite, para aprenderem a ser humildes — mas no final, cada um vai receber uma cesta básica para a ceia. Ao menos vão ter algo para comer.Estou me arrumando, e toda a minha família também. Hoje vou à igreja agradecer a Deus: lembro de onde Ele me tirou, e vejo onde Ele me colocou, honrando a minha vida. Passei entre cobras, fui mordido, mas o veneno não fez efeito. Todos que estavam contra mim caíram, e isso mostra que o nosso Deus trabalha a nosso favor, mesmo quando a gente não percebe. A minha vida foi guiada por Ele, como se já tivesse sido desenhada assim. Meu Deus nunca desistiu de mim — foi difícil, mas eu venci!Sinto uma euforia grande, orgulho de mim mesmo. Esse povo está me aceitando na marra, e eu não ligo. De repente, com
MarcasAutora: Edivania RiosHistória de época – Anos 1950Todos os direitos reservados – LEI Nº 9.610/98Capítulo 37Linda narrando...Separei a comida para levar às onze da noite para a minha família. Aproveitei que todos estavam assistindo televisão e Leonardo dormia para arrumar as marmitas.Sete anos vivi debaixo de uma lona, passando cada verão queimando de sol, todas as estações exposta ao tempo no Tororó, e eles nem se importavam comigo. Meu pai e minha mãe sempre diziam que eu era uma vergonha, e ainda por cima tinha tido quatro filhos de um bastardo de uma vez só — era assim que eles falavam. Minha tia fingia pertencer à alta sociedade, nunca queria se misturar comigo, e disse na cara para a Lia que não aceitava o que eu tinha feito ao ficar com Leonardo e dar filhos a ele. Chegaram a pedir que eu os entregasse para adoção, só por serem filhos do Leonardo e não do Rick. Até pensei em fazer, de tanto que falavam no meu ouvido, mas quando olhei para cada um deles ali, dormindo
MarcasAutora: Edivania RiosHistória de época – Anos 1950Todos os direitos reservados – LEI Nº 9.610/98Acabei tendo que aceitar o casamento da minha mãe. A Linda fica me amansando com o carinho e o amor, e eu caio igual um besta, que não resiste. Mas pensando bem: a minha mãe foi tão abusada nessa vida, e se ela encontrou um homem que quer honrá-la, por que não deixar?Isso vai calar a boca daquelas mulheres que viviam se achando as "boas casadas", quando na verdade são as mais chifrudas de todas. Meu pai até ama a Dona Lia, mas vive traindo ela — e o pai da Linda, o tio dela, fazem o mesmo, eu já vi com os meus próprios olhos. Agora elas vão ter que ficar com esses homens que as levaram à falência, que curtiram com outras mulheres, enquanto elas ficaram sofrendo. Homens de porco, que põem chifres e elas têm que dormir ao lado deles, porque as outras comeram o melhor pedaço.Elas me odiavam por ser bastardo, e além de bastardo, pobre. Fizeram de tudo contra mim, até me derrubaram d
MarcasAutora: Edivania RiosHistória de época – Anos 1950Todos os direitos reservados – LEI Nº 9.610/98Fui atrás de Leonardo, vendo que ele saiu muito nervoso, querendo ver o que ele ia fazer.— O que está acontecendo aqui? — perguntou ele, firme.— Leonardo, quero conversar com você — disse o Luiz, rápido e com medo —, estou gostando da sua mãe.— Ah é? Está gostando da minha mãe? Você não é homem de verdade não? Precisou de duas mulheres mentirem para mim só para te trazer com a gente, seu safado! A minha mãe já sofreu demais nessa vida, não merece um cara descarado igual você.Nunca vi Leonardo falando assim, quase xingando, e eu fiquei realmente assustada.— E eu não quero homem nenhum perto dela! Vamos, mãe.— Filho, espera — pediu ela, com a voz doída —, eu vivi a vida inteira sozinha, naquela solidão... eu preciso amar de novo.— Problema seu! Podia ter esquecido o safado do meu pai quando eu era pequeno e arrumado outro enquanto era nova. Mas não ficou nem com ele, nem com







