LOGINCasados há três anos, Heitor Mendes tratava Patrícia Vieira com uma frieza cortante, mas a amante dele ousou ultrapassar todos os limites ao enviar uma foto vestindo a camisola de Patrícia. [Patrícia, não fique brava. O Heitor disse que eu fico melhor com essa roupa do que você.] A amante acariciava a barriga levemente arredondada, enquanto lançava um olhar cheio de desprezo e provocação para Patrícia. Durante três anos de casamento, Patrícia dormiu sozinha na cama de casal, acreditando que o marido estava apenas focado no trabalho. Até que a amante apareceu, tirando-a de vez do lugar que ela ocupava. Foi então que Patrícia entendeu: todo o amor e dedicação de anos haviam sido despejados em um verdadeiro ingrato. — Me dê metade dos bens e eu entrego o lugar de Sra. Mendes ao seu "primeiro amor"! Patrícia deixou os papéis do divórcio sobre a mesa e saiu da casa que antes chamava de lar, dando espaço para que os dois traidores ficassem juntos. O que ela nunca imaginou era que, ao pedir o divórcio, o homem frio e distante que ela conhecia iria chorar até os olhos ficarem vermelhos e se ajoelhar aos seus pés, implorando por uma segunda chance.
View More— Mas eu não posso ficar parado, vendo eles fugirem.O coração de Heitor parecia que estava sendo rasgado por dentro. A dor que ele sentia era quase física.Patrícia tinha sido sequestrada. No meio do caminho ainda tinha acontecido briga entre os próprios bandidos. Patrícia tinha se arriscado para usar o celular e mandar pista pedindo socorro.Heitor achava que a situação dela era perigosa demais. Ele sabia que Jacó, em tese, não ia matá‑la no trajeto, mas e se o carro batesse? E se ela caísse, se se machucasse? Ela estava grávida. Qualquer coisa podia colocar a vida dos dois em risco.Ele nem queria levar esses pensamentos até o fim.— Enrico, eu estou te implorando, me ajuda só dessa vez. — Pediu Heitor. — Eu compro uma das viaturas de vocês, pago agora se for preciso. Eu vou subir essa serra hoje.Ali, no meio do nada, no fim do mundo, falar em "comprar carro" e sair dirigindo sozinho montanha acima era praticamente uma loucura declarada.No começo, Enrico não cedeu:— Não é questão
As três viaturas seguiram o ponto no mapa até chegarem aos arredores de uma serra enorme.Aquela montanha já ficava dentro do estado do Amazonas. Enrico explicou para Heitor:— O Jacó era mesmo muito escorregadio. Eu aposto que, da outra vez, ele também escapou por essa estrada de serra. Aqui a presença policial é fraca, é região pobre, quase sem estrutura. E os agentes que vieram de outros estados para perseguir o Jacó não têm costume de dirigir em estrada de montanha.Enrico continuou detalhando a situação:— Agora já é madrugada. Pelo rastreamento, eles estão a menos de vinte quilômetros daqui. E o ponto parou de se mover. O problema é o que a gente tem na frente: uma subida íngreme, estreita, cheia de curva cega. Esse tipo de estrada tem muito ponto morto. Tem curva que fecha de repente. Quem não conhece o trajeto não devia se arriscar a subir à noite. É muito fácil despencar ribanceira abaixo.Enrico desceu da viatura e, avaliando o terreno ao redor, completou com a experiência de
Marcelo só conseguia falar com tanta segurança porque a família Campos e a família Delgado mantinham, na prática, uma cadeia inteira de negócios em comum. Se as duas famílias rompessem de vez, o prejuízo dos Delgado não ficaria em "algumas centenas de milhões", seria bem maior do que isso.Naquele momento, Marcelo era o chefe da família Campos. Ele já vinha estudando uma forma de limpar o nome da família, transformar ou simplesmente encerrar todos os negócios na área cinzenta da lei. A decisão já estava amadurecendo dentro dele. A família Delgado resolveu cutucar justamente nessa hora. Se eles passassem do limite, Marcelo não ia pensar duas vezes antes de cortar todas as parcerias com eles.Se algo acontecesse com Patrícia, ele colocaria tudo na balança para destruir a família Delgado. E, dessa vez, talvez a família Delgado não tivesse estrutura para segurar o tamanho do rombo.— Heitor, por enquanto, o foco é outro. — Resumiu Marcelo. — A gente vai usar tudo o que a gente tem aqui no
Jacó só então voltou a si:— Onde você conseguiu isso, Gustavo?Gustavo girava as ampolas com um líquido azul entre os dedos enquanto respondia:— Eu peguei de um cara lá na Colômbia, da última vez.Jacó ficou estarrecido:— Joga essa merda fora agora. Eu já não tinha dito que esse troço é proibido? Você cagou para o que eu falei?Quando Gustavo percebeu que Jacó não estava achando graça, que ele estava realmente furioso, ele se apressou em abrir a janela e arremessou os frasquinhos para fora do carro.— Tá bom, boss, eu entendi. Eu não vou mais mexer com isso, juro. Eu só fiquei curioso, peguei para olhar, nunca usei. — Disse ele, gaguejando de medo.Jacó continuou explodindo:— Você não sabe ficar com a mão parada, né. Se você encostar nesse negócio, pode dar adeus ao seu corpo. E pode esquecer de ver sua esposa e seus filhos vivos por muito tempo.Gustavo quase encolheu no banco.— Já foi, já joguei fora. Eu não vou mais pegar nisso, me desculpa. — Garantiu ele.Felipe entrou na con
Quando Patrícia pegou o celular, ela viu que havia várias chamadas perdidas. Todas eram de Heitor.Ela tocou no número e retornou a ligação. O celular chamou algumas vezes até que alguém atendeu. Em vez da voz de Heitor, o que veio foi uma voz feminina, melosa:— Alô? Quem fala?Aquele timbre era do
Patrícia desabou por alguns minutos, mas logo em seguida ela forçou a si mesma a respirar fundo e se acalmar. Aquilo não fazia sentido.Heitor jamais ajudaria Tábata a mudar de nacionalidade. Ela não conseguia acreditar que ele fosse esse tipo de homem.Além disso, Patrícia sentia, com todas as fibr
Patrícia caminhou até a banheira. Heitor não tinha usado o espaço e não havia nem marca de água no esmalte branco.Por fim, Patrícia foi até as janelas e começou a mexer nas cortinas, uma por uma. Ela fechou, abriu, puxou de novo. As várias camadas de tecido pesado rangiam e batiam, enchendo o quart
Patrícia ergueu a cabeça. Ela largou a mão que ia bater na madeira e ficou inteira tensa, o corpo esticado como um fio de arame. As pontas dos dedos se fecharam na palma, apertando de leve.O olhar dela acompanhou, centímetro a centímetro, a abertura da porta, até parar na pessoa que a tinha girado.






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