Gabrielle Goldman Aquele lugar deveria ser motivo de orgulho. Deveria representar tudo aquilo que minha família construiu. Que eu construí. Deveria ser um lar. No entanto, lá estava eu, sentada no chão da própria adega, abraçando uma garrafa de edição limitada que meu pai comprara em um leilão por alguns milhares de dólares, enquanto tentava descobrir em que momento da minha vida tudo havia saído tão completamente dos trilhos. Tive que resistir ao impulso de arremessá-la contra a parede. E nem era por raiva. Não era do solar. Não era das descobertas. Não era sequer de Gadreel. Era de mim. Porque eu estava tão exausta, tão quebrada e tão absurdamente perdida, que nem sequer conseguia abrir a porra de uma garrafa de vinho sozinha. — Me deixe fazer as honras — murmurou ele, rindo, enquanto se sentava ao meu lado e tirava a garrafa de minhas mãos. Eu odiava o fato dele estar ali daquela forma. Odiava vê-lo tão contido, tão compreensivo e, para piorar, se divertindo, en
Última actualización : 2026-08-23 Leer más