No final, passamos muito mais tempo no escritório do que eu imaginava. Alexander, aparentemente inspirado por algum espírito discursivo, transformou nosso final de noite em uma maratona de decisões, planos e longas reflexões. Quando finalmente saímos, era uma da manhã. Enquanto ele discursava com entusiasmo, ignorando completamente as necessidades básicas de qualquer ser humano — comer, dormir, respirar —, eu não era a única vítima. Meus pensamentos se voltaram para os funcionários que, coitados, tiveram que acompanhá-lo nessa cruzada noturna. Mas ninguém sofreu mais do que o motorista, cuja única função parecia ser levar o carro do estacionamento à porta. Ele havia esperado desde as oito da manhã por um trabalho que duraria, no máximo, cinco minutos. E ainda tinha que, mais tarde, levar o carro até algum lugar seguro antes de trazê-lo de volta no dia seguinte.A diferença é que Alexander estava radiante, quase injustamente feliz, enquanto voltávamos para casa. Ele ligou o rádio casu
Última atualização : 2024-11-29 Ler mais