(Gideon) — Abstende-vos de pronunciar o nome dela. Suas mãos fechadas em punho, seu olhar, sua rigidez, sua pronúncia diferente. Tudo indicava o sentimento sobrepondo os demais. “Ele tem ciúmes?” apertei o caderno aberto, mas não deixaria assim. Levei para perto do rosto e inalei o aroma que vinha das folhas abertas. — Sentiu o mesmo? O cheiro que a pele dela carrega? — Tauron pisou duro se aproximando, me acertou o rosto. Eu caí gargalhando dele. Doía, o corpo e a alma doía muito, mesmo assim, era a única maneira de acertá-lo. — Por acaso desejais a morte neste instante? Me forcei a levantar, o encarando de baixo, parei de gargalhar. — Meu desejo não será realizado. Eu quero apenas expor seu belo fantasma do amor cego. Tauron não tremeu, ou, balançou, ele parecia ter conseguido controlar seus sentimentos quanto a ser enganado, assim que leu o caderno. — Se não quer sentar, não precisa. — digo limpando o sangue da boca. — Explique como planejaram tudo isso! — ordenou. — E
Última atualização : 2024-12-15 Ler mais